sábado, 20 de dezembro de 2025
segunda-feira, 17 de novembro de 2025
Dízimos e Ofertas
"Dízimos,
Ofertas e Votos Financeiros: O que Permanece na Nova Aliança?"
Ao longo da
história do povo de Deus, o ato de entregar algo ao Senhor em forma de dízimo,
oferta ou voto sempre foi um gesto de fé, gratidão e devoção. Mas a grande
pergunta é: isso continua válido para nós, cristãos da nova aliança? Devemos
ainda hoje dar o dízimo, fazer ofertas e votos financeiros como parte da nossa
adoração?
Este é um tema
que precisa ser tratado com cuidado, porque envolve o modo como entendemos a
relação entre a antiga e a nova aliança, e também como aplicamos princípios
bíblicos à vida da igreja hoje.
Vamos, então,
olhar com calma para cada um desses três aspectos: dízimos, ofertas e votos,
desde o seu surgimento nas Escrituras até a sua aplicação prática para o povo
de Deus sob a graça de Cristo.
1. O dízimo:
origem e propósito
O primeiro
registro de dízimo aparece em Gênesis 14:18‑20, quando Abraão entrega “um
décimo de tudo” a Melquisedeque após a vitória sobre os reis que haviam
saqueado Ló. É importante entender o contexto desse ato. Abraão entregou 10%
dos espólios de guerra, um gesto de gratidão pelo sucesso militar.
Estudos
históricos mostram que a prática de separar um décimo de bens ou colheitas já
era comum em várias culturas do antigo Oriente Próximo, incluindo Mesopotâmia,
Síria-Palestina e Egito. Em muitas dessas culturas, esse décimo era ofertado
aos deuses ou a sacerdotes como tributo, reconhecimento ou agradecimento, e não
como mandamento legal ou obrigação periódica.
Além disso, a
Bíblia não registra que Abraão continuou dando dízimos regularmente ou
anualmente. Trata-se de uma oferta pontual, ligada a um evento específico, a
vitória sobre seus inimigos e a expressão de gratidão a Deus. Ou seja, embora
este ato tenha sido significativo, ele não estabelece um padrão contínuo ou
obrigatório para a vida de Abraão ou de seus descendentes.
Portanto,
afirmar que o dízimo começou com Abraão e que ele seria um mandamento contínuo
para todos os cristãos seria desonesto, do ponto de vista histórico e
hermenêutico. O ato de Abraão é descritivo: ele fez uma oferta voluntária e
generosa, mas não prescritivo, Deus não exige que todos sigam a mesma prática
como obrigação legal.
Mais tarde, na
Lei Mosaica, o dízimo passa a ter caráter regular e institucional em Israel:
“A todos os
dízimos da terra, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor,
santos são ao Senhor.” (Levítico 27:30)
Na Lei, havia
três tipos principais de dízimos:
1. O dízimo
levítico, destinado ao sustento dos levitas (Números 18:21)
2. O dízimo
festivo, usado nas celebrações religiosas (Deuteronômio 14:22-27)
3. O dízimo para
os necessitados, entregue a cada três anos aos pobres, órfãos e viúvas
(Deuteronômio 14:28-29)
Esses dízimos
eram parte de um sistema religioso e civil, ligado ao culto levítico, à
manutenção do templo e à sustentação do sacerdócio.
2. O dízimo na
Nova Aliança
Quando chegamos
ao Novo Testamento, Jesus menciona o dízimo em Mateus 23:23, repreendendo os
fariseus que davam o dízimo “da hortelã, do endro e do cominho”, mas
negligenciavam “a justiça, a misericórdia e a fé”. Ele não condena o dízimo,
mas mostra que a obediência ritual sem coração regenerado é inútil.
Depois da cruz,
não há mandamento apostólico sobre o dízimo. Os apóstolos não o exigem dos
crentes gentios, nem Paulo nem Pedro instruem as igrejas a separar 10%. O
sistema levítico foi abolido porque o sacerdócio mudou (Hebreus 7:11-12).
Em Cristo, todo
o povo de Deus é um sacerdócio real (1 Pedro 2:9). Portanto, a contribuição do
cristão não é um imposto religioso, mas uma expressão de amor e gratidão.
3. A oferta
cristã: o princípio da generosidade
Embora o dízimo
não seja mandamento na nova aliança, a prática da oferta permanece e até se
aprofunda. Paulo ensina sobre isso de forma clara em 2 Coríntios 8 e 9.
Ele elogia os
crentes da Macedônia, que, mesmo em meio à pobreza, contribuíram com alegria e
generosidade, “segundo as suas posses e mesmo acima delas” (2 Coríntios 8:3)
Depois, ele
explica o princípio:
“Cada um
contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza nem por
necessidade, porque Deus ama a quem dá com alegria.” (2 Coríntios 9:7)
A oferta cristã,
portanto, não é uma porcentagem fixa, mas um ato de amor consciente e
voluntário, proporcional à renda e à disposição do coração. Ela é um fruto da
graça, não uma exigência da lei.
Os reformadores
foram unânimes nesse ponto. Calvino, comentando 2 Coríntios 9, afirmou que o
cristão deve contribuir com alegria e liberalidade, lembrando que tudo o que
possui vem do Senhor. Já Martinho Lutero ensinava que a oferta deve ser feita
“não por coação, mas por amor, porque o cristão vive de gratidão e não de
obrigação”.
Assim, a
generosidade se torna parte da adoração, não como um cálculo de porcentagem,
mas como expressão da comunhão e da gratidão ao Senhor.
4. O propósito
das contribuições na Igreja
A Escritura
mostra que as ofertas da igreja devem ter três propósitos principais:
1. Sustentar os
que se dedicam integralmente ao ministério da Palavra, como Paulo ensina:
“Digno é o
trabalhador do seu salário.” (1 Timóteo 5:18)
“Assim ordenou
também o Senhor aos que pregam o evangelho, que vivam do evangelho.” (1
Coríntios 9:14)
2. Cuidar dos
necessitados dentro da comunidade, seguindo o exemplo da igreja primitiva em
Atos 4:34-35
3. Manter as
atividades e o testemunho da comunidade, pois todos usufruem dos recursos
usados para o culto, evangelização e edificação
Tudo isso deve
ser administrado com transparência e temor, lembrando que esses recursos
pertencem ao corpo de Cristo. Ninguém deve enriquecer com as ofertas do povo de
Deus, mas todos devem servir com fidelidade.
5. Os votos
financeiros: o cuidado com o coração
Além do dízimo e
das ofertas, a Bíblia também fala sobre votos. O voto é um compromisso
voluntário que alguém faz diante de Deus, prometendo realizar algo ou oferecer
algo ao Senhor.
Contudo, a
Escritura ensina que o voto não é uma troca com Deus, nem um meio de comprar
bênçãos.
O voto é
voluntário:
“Quando fizeres
algum voto ao Senhor teu Deus, não tardarás em cumpri-lo, porque o Senhor teu
Deus certamente o requererá de ti. Porém, abstendo-te de fazer voto, não haverá
pecado em ti.” (Deuteronômio 23:21-23)
O voto nasce da
gratidão:
“Pagarei os meus
votos ao Senhor, na presença de todo o seu povo.” (Salmo 116:14)
O voto
precipitado é perigoso:
“Melhor é que
não votes do que votes e não cumpras.” (Eclesiastes 5:5)
O voto pode
expressar fé e entrega:
“Fez Ana um
voto, dizendo: Senhor dos Exércitos, se te lembrares da tua serva e me deres um
filho, eu o darei ao Senhor todos os dias da sua vida.” (1 Samuel 1:11)
Ana não tentou
comprar a bênção. Ela expressou fé e submissão, pronta para aceitar a vontade
de Deus. E quando foi atendida, cumpriu com alegria.
Assim, se um
cristão deseja fazer um voto, deve fazê-lo com entendimento e fé, sabendo que
não está negociando com Deus, mas expressando gratidão e confiança. Pode, sim,
pedir algo ao Senhor e oferecer uma oferta especial, contanto que o faça com o
coração submisso à vontade dEle, aceitando qualquer resposta que venha do céu.
Calvino advertiu
que os votos devem ser feitos apenas quando são santos, prudentes e conformes à
Palavra, e nunca usados como instrumento de superstição ou troca.
6. Conclusão:
generosidade, não obrigação
Na Nova Aliança,
não há mandamento para que o cristão dê o dízimo de 10%. O princípio agora é
mais elevado: tudo pertence ao Senhor. O crente reconhece que é apenas um
mordomo dos bens de Deus.
O que o Novo
Testamento ensina é a generosidade proporcional: dar segundo o que se tem, com
alegria, amor e fé, sabendo que Deus é quem supre todas as necessidades do seu
povo.
A comunidade
cristã deve cooperar para o sustento da obra, do ministério pastoral e das
necessidades do corpo, administrando tudo com honestidade e responsabilidade. O
foco não é a porcentagem, mas o coração rendido.
Portanto,
dízimos, ofertas e votos são expressões de adoração, mas precisam ser
compreendidos à luz da graça. Não como instrumentos de troca, mas como frutos
de fé.
Dar ao Senhor
não é uma obrigação legal, mas uma alegria espiritual. É reconhecer que tudo o
que temos vem dEle, e que tudo o que somos pertence a Ele.
“Cada um
contribua segundo tiver proposto no coração, não por necessidade, porque Deus
ama a quem dá com alegria.” (2 Coríntios 9:7)
Em resumo: não
devemos nos prender a 10%, pois tudo pertence ao Senhor. Devemos cooperar com a
comunidade que participamos, porque usufruímos de tudo o que ela faz para
manter o culto, o ministério e a edificação do corpo. Sustentar o pastor que se
dedica integralmente à obra de Deus e administrar os recursos com sabedoria é
parte do serviço do corpo. E tudo isso deve ser feito com alegria e
proporcional ao que recebemos, conforme ensina Paulo em 1 Coríntios 8 e 9.
Que Deus nos
Ajude!
Soli Deo Gloria
Alex Mendes
sábado, 17 de maio de 2025
Por que Deus permite que coisas ruins aconteçam com boas pessoas?
Por
que Deus permite que coisas ruins aconteçam com boas pessoas?
Por
que coisas ruins acontecem com pessoas boas?
Esta
é uma das perguntas difíceis de toda a teologia.
Deus
é eterno, infinito, onisciente, onipresente, onipotente, etc. Por que nós,
seres humanos (que não somos eternos, infinitos, oniscientes, onipresentes,
onipotentes) vamos esperar que sejamos capazes de compreender inteiramente os
caminhos de Deus?
O
livro de Jó lida com esta questão. Deus permitiu que Satanás fizesse tudo o que
desejou com Jó, exceto matá-lo. Qual foi a reação de Jó? “Ainda que ele me
mate, nele esperarei” (Jó 13:15). “... o Senhor o deu, e o Senhor o tomou:
bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1:21). Jó não compreendeu por que Deus tinha
permitido as coisas que permitiu, mas sabia que Deus era bom e por isso
perseverou confiando Nele.
Esta
também deveria ser a nossa reação. Deus é bom, justo, amoroso e misericordioso.
Muitas
vezes nos acontecem coisas que simplesmente não podemos entender. Entretanto,
ao invés de duvidar da bondade de Deus, nossa reação deveria ser confiar Nele.
“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio
entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas
veredas” (Provérbios 3:5-6).
Talvez
uma pergunta mais apropriada seja: “Por que coisas boas acontecem com pessoas
más?”
Deus
é santo (Isaías 6:3; Apocalipse 4:8). Os seres humanos são pecadores (Romanos
3:23; 6:23).
Você
quer saber como Deus vê a humanidade? “Como está escrito: Não há um justo, nem
um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos
se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há
nem um só. A sua garganta é um sepulcro aberto; com suas línguas tratam
enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; Cuja boca está
cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em
seus caminhos há destruição e miséria; E não conheceram o caminho da paz. Não
há temor de Deus diante de seus olhos” (Romanos 3:10-18). Todo e qualquer ser
humano neste planeta merece, neste exato momento, ser lançado no inferno. Cada
segundo que temos de vida, cada segundo, nos é concedido pela graça de Deus.
Até a mais terrível infelicidade que pudéssemos experimentar neste planeta é
dádiva misericordiosa comparada com o que realmente merecemos, inferno eterno
no lago de fogo.
Mas
Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por
nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:8). Apesar da natureza má e
pecadora das pessoas, Deus assim mesmo nos amou. Ele nos amou o suficiente para
morrer, a fim de carregar a pena por nossos pecados (Romanos 6:23). Tudo o que
precisamos fazer é crer em Jesus Cristo (João 3:16; Romanos 10:9) para que
sejamos perdoados, e então a nós é prometido um lar no céu (Romanos 8:1).
O
que merecemos = inferno. O que Deus nos dá= vida eterna no céu se apenas
crermos. Foi dito que este mundo é o único inferno que os crentes algum dia vão
experimentar, e este mundo é o único céu que os infiéis vão experimentar. Da
próxima vez que fizermos a pergunta: “Por que Deus permite que coisas ruins
aconteçam com pessoas boas?”, talvez devamos perguntar: “Por que Deus permite
que coisas boas aconteçam com pessoas más?”
GotQuestions.org/Português
João
Placoná
terça-feira, 8 de abril de 2025
AINDA ESTOU AQUI
AINDA ESTOU AQUI
Meus queridos seguidores:
Pela idade, tempo de vida, sou considerado um IDOSO.
Pois bem! Chegar à esta idade é uma dádiva de Deus porque
nem todos chegamos nela.
Procuro neste canal colocar posts e fotos que sirvam de boa
inspiração, nem sempre consigo, mas, continuo tentando.
Há outros canais onde vocês me encontrarão, é só acessarem o
LINK abaixo:
Fiquem na paz do Senhor!
segunda-feira, 31 de março de 2025
Dizem por aí que....
Dizem por aí que as 5 leis mais
famosas são:
1 – LEI DE MURPHY – Quanto mais
você teme que algo aconteça, mais provável é que ocorra.
2 – LEI DE KIDLIN – Se você
escrever um problema de forma clara e específica, terá resolvido metade dele.
3 – LEI DE GILBERT- Quando você
assume uma tarefa, encontrar as melhores maneiras de alcançar o resultado
desejado é sempre sua responsabilidade.
4 – LEI DE WILSON – Se você
priorizar conhecimento e inteligência, o dinheiro continuará a vir.
5 – LEI DE FALKLAND – Se você não
precisa tomar uma decisão sobre algo, então não decida.
REALMENTE SÃO LEIS EXTRAORDINÁRIAS,
MAS, EU FICO COM ESTA:
6 - ATOS 16:31 - “Crê no Senhor
Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”.
sábado, 29 de março de 2025
Deixe a preocupação de lado
DEIXE A PREOCUPAÇÃO DE LADO
O Apóstolo Paulo escreveu: “Não vivam preocupados com coisa
alguma (...) orem a Deus pedindo aquilo de que precisam...” Quando oramos e nos
alegramos no Senhor, retiramos o problema da mente e direcionamos a atenção ao
nosso Provedor.
Enquanto pedimos a Deus por Sua ajuda para lidar com algo
que nos estressa, também estamos nos conectando com Ele, que pode nos conceder
a paz “que excede todo o entendimento”.
JPlaconá
quarta-feira, 12 de março de 2025
Para Refletirmos
PARA REFLETIRMOS
O destino tem um senso de humor
peculiar. Às vezes, cruel. Um dia, você é aclamado por sua genialidade pessoal,
aplaudido por multidões que jamais o conhecerão de verdade.
No outro, você é apenas uma pessoa
idosa, frágil e esquecida, sentada em uma casa grande demais para sua solidão,
esperando que o telefone toque. Mas o telefone não toca.
A fama, o bom nome, essa entidade
volátil que um dia ilumina e no outro apaga, já não lhe pertencia mais. O mundo
seguiu em frente, como sempre segue, e você que outrora fora protagonista
tornou-se figurante de sua própria existência.
A fama é barulhenta, mas o
esquecimento é sepulcral.
No fundo, todo ser humano carrega
um pedido silencioso de amparo, um desejo secreto de que alguém esteja lá
quando as luzes se apagarem.
Não para impedir o inevitável,
mas para ser testemunha de sua travessia. É preciso ter quem nos segure, quem
nos nomeie, quem nos lembre de que existimos antes que o tempo nos dissolva.

