terça-feira, 26 de maio de 2020

Obrigatoriedade do dízimo













Muitos me perguntam sobre a obrigatoriedade do dízimo. Eu digo sempre, o dízimo não é obrigatório.

O pastor que o exige está apenas intimidando o fiel. Muitos citam até Malaquias 3:8. 

Mas, é claro que o fiel deve contribuir com ofertas, pois a Igreja (Templo) tem despesas mensais que precisam ser pagas.

Essa contribuição deve ser espontânea e vinda do coração. Dê o que tem e não o que não tem; sabemos que muitas Igrejas (Templo) aceitam cheques pré-datados ou outro tipo de pagamento parcelado.

No entanto, é necessário que o pastor faça um demonstrativo de 6 em 6 meses explicando de onde veio e pra onde foram os recursos.

Com isso evitaremos que ele pastor fique com a maior parte da arrecadação e ande de carro último tipo, more em verdadeiras mansões, possua imóveis rurais e alguns pastores até aviões. Enquanto os fiéis, muitas vezes vão a pé ao culto, deixam de comprar um sapato para o filho, ou até mesmo alimento para seus filhos para dizimar e agradar o seu pastor achando que com isso será mais abençoado por Deus.

Deus olha o coração do ofertante e não a sua carteira.

Outra coisa: Sendo Deus o dono de todo ouro e de toda prata, por que devolver 10% se tudo já é dele?

Tudo o que temos é dado por Ele. Deus não precisa do nosso dinheiro.

Pb. João Placoná

domingo, 17 de maio de 2020

sábado, 16 de maio de 2020

O mundo em que vivemos













Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus. Hebreus 12:1-2

A situação ficou seria demais, as avalanches malignas são vistas e sentidas por todos os lados, não há quem esteja imune a tanta assolação, parece que estamos vivendo um filme fictício, uma história de suspense e terror.

O que fazer nestes dias tão difíceis em que os homens ficaram tão cruéis que não se pode confiar em ninguém?

A resposta é; lançar-se sob os cuidados de Deus. Pois, os homens encheram-se de avareza, de engano, e se tornaram mais amantes das coisas materiais do que àquilo que representa o reino de Deus.

São maldosos e fazem de tudo para galgar os seus objetivos, sem se importar que para tanto, que muitos percam suas vidas.

Homens fraudulentos, audazes para astúcias, amantes do mal e aborrecedores do bem, estes, têm compromisso firmado com a mentira e despreza a todo custo a verdade.

São sutis, interesseiros, arrogantes e presunçosos, verdadeiros articuladores da 
escuridão.

Trabalham sem dá trégua em prol de castigar o justo, defendem o desonesto, apoiam a corrupção, desviam-se de qualquer vereda justa, e, estão sempre a mergulhar nas profundidades do mal.

Vetam o que está correto e liberam o que está errado; aceleram para colocar em prática o que pode destruir milhares de vida e negligenciam o que pode ajudar a muitos.

Negam a fé, são como animais irracionais, não pensam nas consequências de seus atos e assim seguem, destruindo, seja lá que for que atravessar o seu caminho.

Homens impiedosos, arrogantes, dominados pelo poder das trevas, fazem da maldade a sua cama e reclina sua cabeça confortavelmente nas tramas para destruir a quem lhes opõem.

São obstinados, e, estão completamente entregues as forças opressoras, estão perturbados, são ditadores, e agem em prol do maligno.

Tramam sem pudor para deter o justo, buscam maneiras para parar a Igreja de Deus, ditam leis e regras ordinárias que só beneficiam os seus planos malditos.

Tudo o que estes fazem é para se sobressaírem com seus projetos satânicos, articulam com ímpeto mil maneiras para usurpar o poder e distorcer a verdade.

Corrompem-se mais e mais sem resistência, são maldosos, astutos, desleais, capazes de matar qualquer um para se apossar do que não lhe pertence.

Estes, já se venderam para Satanás, então, eles não estão nem aí para quem vai morrer ou viver, tudo o que eles querem é o poder, o dinheiro.

Portanto é preciso ter calma, se apegar a Deus com todas as forças e não se desequilibrar diante dos problemas, pois, infelizmente, deixamos nos levar pelo que aparentemente é.

A coisa está feia mesmo, é preciso confiar inteiramente em Deus, caso contrário, sucumbiremos diante de tantas ameaças e imposições de homens malignos.

O certo é: Quando as incertezas nos cercarem, temos que olhar tão somente para Deus, para aquilo que está escrito na sua palavra. Porque só as misericórdias de Deus, podem nos livrar de tantas articulações infames.

Agarre-se a Deus!

Pra. Elza Amorim Carvalho
Pb. João Placoná


sexta-feira, 8 de maio de 2020

Você é um filho de Deus?



















"Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus." (João 1:12-13)

João nos traz aqui uma maravilhosa promessa: Qualquer um que recebe a Cristo vai nascer de novo e fará parte da família de Deus. Este é um nascimento espiritual, não um nascimento físico que depende da natureza humana.

Receber a Jesus significa crer em Seu nome. Seu nome é quem Ele é; ou seja, Sua pessoa. Jesus é Deus. Ele é o Cordeiro de Deus, nosso Salvador, que tira o pecado do mundo. Àquele que acredita em Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal é dado o direito de ser filho de Deus. Todos que creem na Pessoa de Cristo são espiritualmente nascidos de Deus.

O versículo 12 contém palavras importantes para aqueles que recebem a Cristo. Ele deu, para aqueles que abriram sua vida a Ele, o dom gratuito de redenção.

A salvação é somente pela graça. É um dom gratuito e nunca uma conquista humana. No entanto, o oferecimento do dom está dependente da aceitação do homem, a Cristo.

Deus nos transforma de filhos das trevas e do pecado para Seus santos filhos quando, aceitamos Jesus Cristo como nosso Senhor, (o governante absoluto de nossas vidas), e quando entendemos que Jesus pagou nossa dívida de pecado quando Ele a levou sobre Si e morreu por nós na cruz.

No momento que nós confessamos nossos pecados e aceitamos Jesus como nosso Senhor e Salvador passamos da morte para a vida (João 5:24), de filhos das trevas para filhos da luz.
Deus dá o Espírito Santo para comunicar esta vida nova e santa aos Seus verdadeiros filhos, e o Espírito Santo, vem viver em nossos corpos físicos quando aceitamos Jesus Cristo como nosso Senhor.

A Bíblia afirma que a presença do Espírito Santo nos dá o poder de vencer a escravidão do pecado e assim já não praticamos mais muito do que fazíamos antes. Romanos 8:1-2 declara: “Portanto, agora já não há condenação para os que estão vivos em Cristo Jesus …”

O pecado não tem mais o forte controle sobre nossas vidas que ele tinha antes de aceitarmos Jesus como nosso Senhor. O poder e controle do pecado foi quebrado e destruído por Jesus na cruz, quando Ele afirmou aquelas magníficas e poderosas palavras, que mudaram o mundo e a história: “Está consumado.” (João 19:30)

A expressão “Filhos de Deus” significa que nos tornaremos participantes da natureza divina (2 Pedro 1:4).

Quando recebemos Jesus Cristo como nosso Salvador e O fazemos Senhor de nossas vidas, nascemos de novo e adentramos à família de Deus. O presente, o privilégio e o nascimento são para aqueles que recebem a Jesus Cristo em sua vida.

A definição daqueles que creem no Seu nome é comparada com recebê-Lo. João usa o verbo crer 98 vezes e ele nunca o usou como um substantivo. Está claro que ele pensava na fé como uma atividade, como algo que o homem faz, algo que tem movimento ao invés de um estado imóvel. Quando nós realmente acreditamos nos deixamos ser transformados por Jesus Cristo.

Muitas pessoas estão confusas sobre como elas podem ter certeza que Deus as perdoou e que as receberá no céu. Elas não sabem o que significa receber, acreditar, ou aceitar em Cristo.

Ser perdoado e ir de encontro ao céu. Embora Jesus tenha fornecido salvação para o mundo inteiro através de Sua morte na cruz, o que Ele realizou não nos fará nenhum bem a menos que O aceitemos em nossa vida de forma prática, pública e sincera.

O versículo 13 fala do único que pode realizar ou produzir o novo nascimento. “Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. “
Este é um nascimento espiritual sobrenatural que nenhuma pessoa pode produzir e nenhuma pessoa merece. Não é de sangue, tal como com o nascimento físico, mas é um nascimento espiritual. Não é pela vontade da carne, não pode ser obtido através de autodisciplina ou de um esforço diligente para aderir a regras religiosas. Nem é pela vontade do homem.

Ninguém se torna um filho de Deus participando de uma cerimônia religiosa, ou seguindo tradições de uma igreja. É inteiramente obra de Deus: “É, porém, por iniciativa Dele que vocês estão em Cristo Jesus, o qual se tornou sabedoria de Deus para nós, isto é, justiça, santidade e redenção, para que, como está escrito: “Quem se gloriar, glorie-se no Senhor.” (1 Coríntios 1:30-31)

Embora o nascimento espiritual seja ocasionado por Deus, e não pelo homem, cada um de nós deve decidir aceitar ou rejeitar a Jesus Cristo. Precisamos nos mover e tomar a decisão de aceitar Jesus como nosso Salvador e faze-Lo Senhor de nossas vidas.

Se você ainda não tem convicção de sua salvação, saiba que agora mesmo você pode abrir o seu coração, arrepender-se sinceramente dos seus pecados e receber na Pessoa de Jesus Cristo a remissão por todos eles. Esteja assegurado que Deus quer que você o conheça, Ele quer que você receba a Cristo, nasça de novo espiritualmente e faça parte de Sua família.

Jesus disse: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo.” (Apocalipse 3:20)

Jesus deu a Sua vida por nós, para que pudéssemos ter a Sua vida em nós e assim nos tornássemos filhos de Deus.

Pr. Reinaldo Ribeiro
Pb. João Placoná

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Não tenha medo da pandemia.Creia em Deus!













“O Senhor me tirou de um poço de destruição, de um atoleiro de lama; pôs os meus pés sobre uma rocha e firmou-me num local seguro.” (Salmos 40:2)

O primeiro verso do texto de hoje – Salmos 40 - afirma que o Senhor é o Deus que nos ouve.

Mas, o salmo continua e mostra que, além de escutar nosso clamor, Deus age e nos livra. Lembre-se das inúmeras situações de perigo em que você esteve envolvido ao longo de toda a sua vida.

Temos certeza de que você consegue perceber a mão de Deus em tais situações. E estamos certos também de outra verdade: Deus o protegeu.

Este é um exercício devocional muito importante: não esqueça onde você estava quando Deus o alcançou com a sua maravilhosa graça! Num atoleiro de lama! 

Se não fosse o amor divino, onde você estaria hoje? Deus nos livra constantemente de situações difíceis, e continuará nos protegendo até o fim de nossa existência. Você acha que a sua vida está difícil hoje? Saiba que pior seria sem Deus! 

Aliás, tenho certeza que você já sabe disso.

Então, lembre-se do conjunto de tribulações que você já viveu e superou. Busque em sua memória as dificuldades que você já enfrentou e diga ao seu coração que muitas delas foram até piores que aquelas vividas no dia de hoje, e se você as venceu pela graça de Deus, então você vencerá as de agora também.

Lembre-se dos problemas de saúde que você já teve, das perseguições que sofreu, das dívidas que tiraram seu sono. Lembre-se de quando você se sentiu sozinho ou deprimido, ou de quando teve amargas experiências de decepção. E pense também nos perigos que você sequer tomou conhecimento, pois Deus os afastou de seu caminho, sem que você sequer percebesse.

Não recorde tudo isto para sofrer com as más lembranças, mas para descobrir o que Deus já fez por você. Olhe para dentro de si e perceba que você está lendo estas palavras mesmo diante de todas as dificuldades enfrentadas. Por quê? Leia novamente o versículo em destaque. Se hoje você confia em Deus é porque ele resgatou sua vida da lama e o colocou num local seguro – debaixo de sua proteção. Jamais se esqueça dos livramentos de Deus. Ele está sempre ao seu lado, protegendo sua vida.

Portanto não olhe para os números da morte. Olhe para as páginas da vida. Não olhe para o cenário de medo. Olhe para a Palavra e diga para si mesmo: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam." (Salmos 23:4).

Não há motivos para temer quando se confia no Deus que tudo pode e nos livra do mal!

Pr. Reinaldo Ribeiro
Pb. João Placoná

terça-feira, 21 de abril de 2020

Devemos crer em revelações?





















“Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração.” (II Pedro 1:19).

Profecias bíblicas se cumprem sempre, sem exceção. Por isso podemos ter absoluta confiança nelas. Mas quem confia em adivinhações está perdido!

Importante esclarecer que ao fazer uso do termo “adivinhações” não estou me referindo a cartomantes, videntes, astrólogos ou feiticeiros. Creio que o público cristão que me lê não possui qualquer dúvida quanto a estas práticas e sua natureza contrária à Palavra de Deus.

Antes, me refiro a falsos profetas da atualidade que se julgam porta vozes da Palavra de Deus e percorrem casas e igrejas lançando acusações, indicando prováveis mortes, revelando supostos segredos da vida moral alheia, determinando decisões na vida pessoal das pessoas ou trazendo curas ou soluções sobrenaturais para os mais diversos problemas humanos, assumindo um verdadeiro transe, muito parecido com o avistado nos terreiros de umbanda, onde os “cavalos” são possuídos por caboclos ou orixás e desenvolvem o mesmo papel diante dos seus frequentadores.

Agora mesmo nos dias em que vivemos prolifera pelas redes sociais uma suposta profecia dada por múltiplos “feiticeiros neopentecostais” de que caso seja encontrado um fio de cabelo dentro de uma Bíblia, basta mergulhá-lo num copo de água e bebê-la para em seguida obter a cura do coronavírus. 

Por mais cômico que possa parecer à primeira vista, este tipo de absurdo é crido por muitos e precisamos enxergar à luz das Escrituras qual o limite para aquilo que muitos acreditam ser uma revelação dada por Deus.

Quero deixar bem claro de início que não me posiciono teologicamente como um cessacionista. Ou seja, eu creio na atualidade de todos os sinais e prodígios divinos, assim como nos dons espirituais relatados na Bíblia. Creio, portanto, que Deus é soberano e todo poderoso, podendo, se assim desejar, mostrar-nos qualquer fato, inclusive pelos meios menos presumíveis e usar Seus servos de forma sobrenatural, se Ele assim determinar.

Entretanto, penso que há graves erros exegéticos e hermenêuticos, quando se fala em dons e ministérios nos dias atuais. Por exemplo, não creio em profetas e revelações da forma como os vemos em dias atuais, onde os vejo mais próximos dos xamãs, bruxos e gurus da feitiçaria, do que dos humildes servos de Deus cheios do Espírito Santo, conforme Paulo relata escrevendo à igreja em Corinto.

Tentarei aqui defender minha ótica pessoal a respeito com o máximo de clareza e embasamento bíblico possíveis.

No Novo Testamento, um texto-chave sobre o ministério profético é o de I Coríntios 13.8: “O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará”. Essa é uma declaração básica sobre o futuro, esclarecendo se haveria ou não profecias, línguas ou ciência (aumento do conhecimento bíblico).

A Bíblia explica, portanto, que essas coisas certamente cessarão. A questão é: quando elas cessarão? 

Chegaremos mais perto da resposta se continuarmos lendo os versículos 9-10: “porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado”. O que fora designado como passageiro, as profecias, as línguas e a ciência, cessaria com a chegada do que “é perfeito”. Poderíamos pensar que “o que é perfeito” seria a vinda de Jesus e o início do Seu reinado na terra. Mas o versículo 13 mostra que não é isso: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três (não profecias, línguas e ciência, que claramente já deixaram de existir); porém o maior destes é o amor” (1 Co 13.13).

Se “o que é perfeito” fosse a volta de Cristo e Seu reino, isso significaria que a fé e a esperança permaneceriam, ao lado do amor. É evidente que o amor permanecerá por toda a eternidade. E como ficam a fé e a esperança? Ambas se tornam desnecessárias quando o reino de Deus se tornar uma realidade visível. Quando estivermos vendo Aquele que fora objeto de nossa fé no passado, não precisaremos mais crer. Em outras passagens, a Bíblia nos ensina que passaremos do crer para o ver, do abstrato para o concreto:

– 2 Coríntios 5.7: hoje vivemos por fé e não pelo que vemos.
– Hebreus 11.1: a fé está relacionada com coisas que não vemos.
– Romanos 8.24: esperança que se vê não é esperança.

Portanto, um dia passaremos do crer para o ver, da fé e da esperança para ver a Cristo – quando Ele voltar. E quando estivermos vendo a Jesus e participando do Seu reino, a fé e a esperança não serão mais necessárias. Mas o amor permanecerá. Portanto, *“o que é perfeito” não pode ser a volta de Cristo e Seu reino eterno. Então, o que poderia significar o versículo 13 de 1 Coríntios 13?

Na minha opinião, ele refere-se à conclusão do cânon bíblico, que se deu por volta do ano 100 d.C. com a redação do livro do Apocalipse. Quando foi escrita a carta aos Coríntios, a revelação neotestamentária ainda não estava completa; a revelação divina também não estava concluída.

Por isso ainda havia profecias por meio de profetas, assim como o dom de línguas com interpretação. Em consequência houve um aumento no conhecimento (ciência), justamente porque nem tudo estava revelado. Com a conclusão da Bíblia, essas coisas cessaram, e se mantiveram a fé, a esperança e o amor.

Diante dessa problemática, certamente não é por acaso que a Bíblia termina com as palavras: “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro” (Ap 22.18-19).

Nada deve ser acrescido à Bíblia, nada deve ser tirado. A revelação divina está completa e acabada.
Obrigatoriamente não poderá mais haver profecias, pois se esse ministério continuasse depois do registro bíblico, as profecias teriam de ser inspiradas diretamente por Deus (2 Pe 1.20-21) e acrescidas à Bíblia como revelações complementares. Da mesma forma, nada deve ser retirado da Bíblia, como costuma fazer o liberalismo teológico.

Na época da primeira geração da Igreja obviamente ainda havia profetas, entre eles Paulo, Barnabé, Judas, Silas, Ágabo e outros (At 13.1; At 15.32; At 21.10), assim como houve apóstolos até a finalização do texto bíblico (1 Co 12.28; Ef 4.11). Assim como hoje, depois de concluído o cânon do Novo Testamento, *não existem mais apóstolos, também deixaram de existir os profetas*. Se não fosse assim, poderíamos concluir inversamente que ainda deveria haver apóstolos, o que é impossível conforme Hebreus 2.4, que usa o verbo no tempo passado. Os apóstolos e profetas foram chamados “apenas” para lançar a base e o fundamento, para estabelecer a Igreja (Ef 2.19-22).

Mas o que continua com toda a certeza, mesmo depois da conclusão da revelação divina e até a volta de Jesus, é o ministério de evangelistas, pastores e mestres (Ef 4.11-12). Seu serviço continua edificando a Igreja de Jesus depois que o fundamento foi colocado pelos profetas e apóstolos de uma vez por todas. Portanto, *nossos profetas atuais são aqueles que pregam com exatidão a Palavra de Deus e nossos apóstolos são aqueles que desbravam terras longínquas fazendo Missões e tornando Cristo conhecido entre povos remotos*.

Nesse aspecto é interessante observar que o apóstolo Pedro fala (em 2 Pedro 2.1) de falsos profetas no tempo passado, mas em relação ao futuro ele menciona apenas falsos mestres e não falsos profetas. Como apóstolo, ele sabia que no futuro não haveria mais profetas; portanto não haveria falsos profetas, mas haveria, sim, falsos mestres: *“Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição” (2 Pe 2.1).*

Depois da era da Igreja, no tempo da Grande Tribulação, haverá novamente profetas verdadeiros: as Duas Testemunhas do Apocalipse (Ap 11.10). E então haverá mais uma vez um “falso profeta” imitando esse ministério (Ap 19.20).

Portanto meus amados, não creiam em tudo que lhes é trazido como revelação dada por um suposto profeta. Deus ainda pode nos trazer revelações específicas e de forma pontual?

Sim, Ele é Deus e pode todas as coisas. Mas isto seria exceção e não regra. Jamais seria uma prática corriqueira, diária e presente em cada esquina como vemos nos dias atuais, ou seja, “NEM TUDO QUE RELUZ É OURO”.

Se o desejo do seu coração é ouvir a voz de Deus e conhecer a Sua Palavra Profética, esqueça os gritos humanos e leia a Bíblia. Lá você encontrará a perfeita revelação do Criador para o homem de todas as épocas!

Pr. Reinaldo Ribeiro
Pb. João Placoná

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Como devem ser as Coletas nas Igrejas













Um assunto que deve ser de grande cuidado nas assembleias dos irmãos, principalmente naquelas em que muitos vieram do sistema denominacional, é o dinheiro. Os costumes das chamadas "igrejas" não devem ser nosso padrão, e sim o que ensinam as Escrituras.

Quando digo que o dízimo não se aplica à Igreja, isto não significa que não existam ofertas para cobrir as necessidades dos santos. Existem e todo salvo por Cristo deve estar exercitado em dar.

O motivo para dar pode ser encontrado em 2 Coríntios 8:9, que diz: "Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis.". O Senhor deve ser sempre nosso modelo e motivo de agir, e ele não deu parte do que possuía, mas deu tudo, até a própria vida por nós.

Se tivermos a Cristo como nosso principal motivo ou o que nos move a ofertar, teremos aquilo que Paulo chamou nos Coríntios de "a prontidão do vosso ânimo" e de seu "zelo [que] tem estimulado muitos" (2 Co 9:2).

Mas este mesmo versículo, que mostra que havia "prontidão" e "zelo" também diz que "a Acaia está pronta desde o ano passado". A região da Acaia, na Grécia, era onde ficava Corinto, então aparentemente já fazia um ano que estavam capacitados a colaborar com os irmãos pobres de Jerusalém, mas faltava o senso de urgência de colocar isso em prática. Entenderemos melhor se lermos no capítulo anterior que "assim como houve a prontidão de vontade, haja também o cumprimento" (2 Co 8:11).

O estímulo que Paulo utiliza para animá-los a ofertar é o exemplo dos crentes da Macedônia: "Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da Macedônia; como em muita prova de tribulação houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza abundou em riquezas da sua generosidade. Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente. Pedindo-nos com muitos rogos que aceitássemos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos. E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus." (2 Co 8:1-5).

Repare que eles davam não por serem ricos, mas pela generosidade que tinham mesmo em sua pobreza, pois davam acima de seu poder e voluntariamente, ou seja, ninguém ficava insistindo para que contribuíssem.

Que vergonha é hoje vermos pregadores insistindo e constrangendo seus seguidores a contribuírem para eles próprios viverem em riquezas. Mas repare que macedônios "se deram primeiramente ao Senhor", e daí a importância de termos o Senhor como motivo de nosso desejo de ofertar.

Para contextualizar o que Paulo diz, lembre-se de que Filipos ficava na Macedônia e ele está aqui se referindo a esses irmãos aos quais escreveu a "Carta aos Filipenses". Ali Paulo conta de como ele próprio havia sido auxiliado por esses irmãos que, embora sendo pobres, abundavam em graça para com o apóstolo e os santos necessitados. Paulo usa o exemplo dos irmãos pobres da Macedônia para estimular a generosidade dos irmãos ricos de Corinto. Aos filipenses (ou macedônios) ele escreveu:

"E bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente; porque também uma e outra vez me mandastes o necessário a Tessalônica. Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta. Mas bastante tenho recebido, e tenho abundância. Cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus. O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus." (Fp 4:15-19).

Mas de maneira nenhuma o apóstolo fazia isso para constrangê-los, pois ele deixa muito claro que "cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria", lembrando que "Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra; conforme está escrito: 'Espalhou, deu aos pobres; A sua justiça permanece para sempre'. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça; para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência" (2 Co 9:7-11).

Para que ninguém se limitasse a pensar que ofertando estaria apenas suprindo as necessidades dos irmãos mais pobres, Paulo deixa claro que a oferta teria resultados muito mais amplos e elevados pois geravam um espírito de gratidão e glória a Deus. O apóstolo termina o capítulo trazendo à lembrança que Deus nos deu o seu "dom inefável", a dádiva mais preciosa de todas, seu próprio Filho, sendo assim Deus o maior dador de todos e o melhor exemplo de generosidade que poderíamos ter.

"Para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se deem graças a Deus. Porque a administração deste serviço, não só supre as necessidades dos santos, mas também é abundante em muitas graças, que se dão a Deus. Visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão, que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade de vossos dons para com eles, e para com todos; e pela sua oração por vós, tendo de vós saudades, por causa da excelente graça de Deus que em vós há. Graças a Deus, pois, pelo seu dom inefável." (2 Co 9:11-15).

Nas denominações a maior ênfase é dada ao dízimo emprestado do judaísmo, que tem por objetivo cobrir principalmente os custos da instituição com alugueis, empregados (inclusive o pastor, quando este é remunerado), envio da parcela da franquia para a "igreja sede" (sim, muitas denominações neopentecostais funcionam no sistema de franquia), obras sociais e educacionais, e outras obrigações. Numa denominação católica ou protestante o dízimo seria, por assim dizer, o que cobriria os "custos fixos".

Para custos eventuais são inventadas outras formas de se coletar dinheiro, como quermesses (principalmente nas católicas), eventos esportivos, eventos sociais, empenhos, reforma do "templo", visita de pregadores, shows de bandas, cantores e humoristas, missionários, testemunhadores profissionais e outras despesas que não se encaixem nos "custos fixos".

Isso dá margem a sempre estarem incentivando contribuições extraordinárias, e por isso um incrédulo que eu tentava evangelizar estava resistente, pois visitou uma determinada igreja neopentecostal onde o pastor ficou exatos quarenta e cinco minutos pedindo dinheiro.

Mas, deixando de lado o mundo religioso denominacional e voltando ao nosso foco que é a igreja congregada somente ao nome do Senhor como ensina a Bíblia, o que encontramos na doutrina dos apóstolos a respeito das coletas e da destinação dos recursos coletados?

Para quem entende o lugar que o dízimo tinha na antiga ordem de coisas para Israel, não preciso explicar que o dízimo não existe na doutrina dos apóstolos dada à Igreja que, ao contrário do que pensam os seguidores da Teologia do Pacto, não é um Israel 2.0.

Então não adianta procurar no Antigo Testamento, ou mesmo nos Evangelhos que ainda era judaísmo, a maneira de agir neste sentido. O que temos de instruções para a igreja ou assembleia são as coletas, e elas trazem algumas características:
"Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar. E, quando tiver chegado, mandarei os que por cartas aprovardes, para levar a vossa dádiva a Jerusalém." (1 Co 16:1-3).

Primeiro, a coleta é feita "para os santos", ou seja, ela não tem por objetivo pagar salários de pastores, pregadores, missionários, cantores, ou seja lá quem for.
As necessidades dos santos podem incluir tanto os custos de um lugar para congregarem, como todas as outras necessidades, inclusive pessoais de algum irmão ou irmã que esteja passando por uma enfermidade ou dificuldade financeira causada por desemprego, por exemplo.

Inclua-se aí o auxílio aos que se dedicam à obra do Senhor, mas não como assalariados, mas como aqueles que rogam ao Senhor por recursos e o Senhor atende, por ajuda eventual e espontânea da assembleia ou de crentes individualmente.

Em segundo lugar aprendemos que a instrução para a coleta era a mesma que o apóstolo dava em todos os lugares, daí ele dizer "fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia". Não era uma questão de uma assembleia ter seu próprio modo de agir, mas de uma ordem dada a todas.

O terceiro ponto é que as coletas eram feitas "no primeiro dia da semana", ao qual chamamos de Domingo, portanto cabia à assembleia encontrar nesse dia o melhor momento para fazer a coleta. Na maioria das assembleias que conheço a coleta é feita logo após a ceia do Senhor, na própria reunião do partir do pão.

Darmos nossa oferta logo após lembrarmos que Deus deu o seu "dom inefável" é estímulo mais do que suficiente para expressarmos nossa gratidão pelo que recebemos.

Quarto, vemos que a responsabilidade era individual: "cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar", indicando a importância do exercício individual. Às vezes um casal pode preferir que apenas o marido coloque a oferta na coleta, mas isso não é uma regra. A esposa, mesmo aquela que não trabalha fora de casa, pode querer ter o exercício e o privilégio de fazer sua parte, e isso deve ser combinado entre marido e mulher.

Meus filhos quando começaram a participar da ceia ofertavam na coleta mesmo quando ainda não trabalhavam para ganhar seu sustento, pois recebiam dos pais dinheiro para suas necessidades. Considero esta uma boa maneira de ensinar aos filhos o desprendimento, pois nesse exercício irão separar para ofertar para o Senhor tirando daquilo que poderiam gastar com suas próprias necessidades.

A ordem para que "ponha de parte o que puder ajuntar", e em outra versão acrescenta "em casa", nos ensina que não é uma boa ideia abrir a carteira na hora da reunião para contar as notas que pretende ofertar. Isso já deveria ter sido decidido em casa e colocado em lugar separado no bolso, na carteira ou na bolsa.

A continuação diz para que a oferta seja "conforme a sua prosperidade", o que equivale dizer que não faria sentido alguém dar dinheiro emprestado ou ficar devendo na padaria para gastar na oferta.

Algumas denominações agora oferecem até a possibilidade de se fazer ofertas com cartão de crédito para só pagar o banco no mês seguinte, o que não significa ofertar segundo a prosperidade, mas segundo um empréstimo, isto é, ofertar com um dinheiro que não é seu na tentativa de ludibriar o Senhor.

Também não seria correto ofertar com cheque ou de uma forma que identifique a pessoa que está ofertando. Aprendemos dos evangelhos que "quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita" (Mt 6:3), e entendo que apesar de ali não falar da Igreja, mas do modo de proceder no reino, o princípio de se ofertar anonimamente se aplica também na coleta.

No capítulo 6 de Atos e também de 1 Timóteo temos instruções para a escolha de diáconos, que são irmãos que cuidam das necessidades materiais da assembleia.

Os anciãos, também chamados bispos ou presbíteros, atuavam como supervisores do rebanho e não eram eleitos pela assembleia, e sim pelos apóstolos ou seus delegados quando ainda estavam na terra.

Mas os diáconos são escolhidos pela assembleia para lidarem com necessidades materiais, e os critérios do capítulo 6, tanto em Atos quanto em 1 Timóteo, devem ser considerados nessa escolha.

Depois de feita a coleta são eles que irão contar o dinheiro, registrar em um livro e, numa outra ocasião e em conjunto com irmãos responsáveis que cumprem o papel de anciãos (embora não eleitos como no tempo dos apóstolos), irão analisar a destinação daqueles recursos.

Tudo isso é feito sempre no plural, ou seja, nunca um único irmão deve ficar encarregado da contagem e destinação dos recursos. Deve sempre ser ajudado por um ou dois que sirvam de testemunhas, como em todas as decisões na assembleia.
Repare que, apesar de sua autoridade apostólica, não é o apóstolo quem decidia quais irmãos iriam levar os recursos para os irmãos pobres de Jerusalém, e sim aqueles — e repare que aqui é plural — que tivessem sido aprovados pela assembleia: "E, quando tiver chegado, mandarei os que por cartas aprovardes, para levar a vossa dádiva a Jerusalém. E, se valer a pena que eu também vá, irão comigo." (1 Co 16:3-4).

Apesar de aqui falar de uma coleta que estava sendo feita com um objetivo definido, que eram os irmãos pobres de Jerusalém, ainda assim era uma coleta feita no primeiro dia da semana na reunião dos santos.

Não era um evento extraordinário feito fora da ordem determinada para a coleta.
Não era um pedido extra, não era uma entrega de dinheiro a um irmão apenas, não era um sorteio, rifa ou quermesse para obter recursos.

Era a própria e regular coleta feita nas reuniões da igreja. Exceto quando se trata de uma contribuição direta de um irmão a outro que está necessitado, enfermo ou que trabalha na obra do Evangelho, é por meio da coleta que os recursos são obtidos pela assembleia.

Isto nos leva a outra questão importante. Sempre que existirem eventos extraordinários, como uma necessidade grave de um irmão, ou um evento como planos de uma conferência no horizonte, ou qualquer coisa que saia das necessidades regulares, não se deve criar uma coleta à parte. O que se deve fazer é informar a assembleia das necessidades, e deixar que os irmãos tenham seu exercício praticado na coleta.

Se alguém quiser visitar o irmão doente, desempregado ou um que vai viajar na obra, e dar a ele diretamente um valor para suas necessidades, isso é um bom exercício pessoal, mas é uma questão particular e não da assembleia.

O que insisto é que não se pode obrigar a assembleia, como um todo, a fazer contribuições extraordinárias. O que se faz é informar os irmãos das necessidades e estimular todos à oração, aguardando o Senhor mover corações e prover para as necessidades.

Devemos nos lembrar de que nem sempre temos, individualmente, sabedoria nessas decisões, pois podemos ser movidos por interesses pessoais ou laços afetivos e termos nossa visão turvada demais para enxergar se algo é ou não necessário e urgente.

Cabe lembrar que a assembleia não é uma entidade beneficente, isto é, não existe para resolver o problema da pobreza no mundo.

Dentro do mundo religioso as igrejas costumam constituir uma entidade beneficente porque isso atrai ajuda governamental e doações de empresas. Mas a assembleia é para os irmãos congregados, e seus recursos são destes e para estes, não para fazer caridade em geral.

Cada crente individualmente pode ter esse exercício em seu coração e ajudar onde quer que encontre uma necessidade, mas sempre lembrando da exortação: "Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé" (Gl 6:10).

Cabe ainda lembrar que a palavra "igreja" significa os que foram tirados para fora, e é esta a posição que temos agora como tirados do mundo e de seus sistemas. Então algumas passagens nos ajudam a entender que jamais a assembleia deve receber a colaboração de incrédulos.

Muitas instituições no mundo religioso não têm qualquer pudor neste sentido e acabam se envolvendo com lavagem de dinheiro ou simplesmente ficam reféns de políticos e empresas pelas quais foram ajudadas.

Portanto, nada de envelope com o nome dos ministros da Igreja e pregações demoradas sobre o “dízimo”, citando Malaquias 3:8 - “Pode um homem roubar de Deus? Contudo vocês estão me roubando....” com o claro propósito de intimidação.

Nada de apelos para que os ofertantes venham à frente com 50,00, 100,00, 200,00, 500,00 ou 1.000,00 dizendo que “DEUS” vai abençoar com isto ou aquilo aos ofertantes... Isto é simplesmente uma extorsão; além é claro de usar o Santo nome de Deus em vão.

Mario Persona
João Placoná