sexta-feira, 8 de maio de 2026

A INSPIRAÇÃO BÍBLICA

 





A INSPIRAÇÃO BÍBLICA

A Bíblia foi escrita por homens reais, em contextos reais, com estilos literários reais, mas sob a ação soberana do Espírito Santo.

Isso é o que chamamos de inspiração bíblica.

A Bíblia não caiu pronta do céu como um documento celestial desconectado da história humana. Ela foi escrita por pessoas com personalidade, vocabulário, cultura, emoções, experiências e contextos diferentes. Moisés não escreve como Davi. Isaías não escreve como Jeremias. João não escreve como Paulo. Lucas não escreve como Pedro.

Mesmo assim, por trás dessa diversidade humana, existe uma unidade divina.

A Bíblia tem muitos autores humanos, mas sua origem última está em Deus.

O que significa dizer que a Bíblia é inspirada?

Quando falamos em inspiração da Bíblia, não estamos falando de inspiração no sentido comum da palavra.

Hoje, alguém pode dizer:

  • “Estou inspirado para escrever uma música.”
  • “Esse artista estava inspirado.”
  • “Aquela frase foi muito inspiradora.”
  • “Esse texto me trouxe inspiração.”

Mas a inspiração bíblica é muito mais do que criatividade, emoção ou sensibilidade espiritual.

A palavra usada em 2 Timóteo 3:16 aponta para algo muito mais profundo:

“Toda Escritura é inspirada por Deus...”   2 Timóteo 3:16

A expressão “inspirada por Deus” traduz a ideia de que a Escritura é soprada por Deus. Ou seja, a origem da Escritura não está apenas na mente humana, mas no próprio Deus que comunica Sua vontade.

Isso não significa que Deus transformou os autores bíblicos em máquinas sem consciência. Pelo contrário. Deus usou a história, a linguagem, o temperamento, a memória, a pesquisa, a dor, a alegria, a formação e até o estilo de cada autor para registrar Sua mensagem.

A inspiração bíblica não anulou o humano; ela governou o humano.

Deus não apagou a personalidade dos autores. Ele a conduziu.

Homens reais, movidos pelo Espírito Santo

Outro texto essencial para entender a inspiração bíblica está em 2 Pedro 1:21:

“Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.”
2 Pedro 1:21

Esse versículo nos ensina duas verdades importantes.

Primeiro, a Escritura não nasceu simplesmente da vontade humana.

Segundo, os autores bíblicos foram movidos pelo Espírito Santo.

A Bíblia não é fruto de especulação religiosa. Não é resultado de imaginação coletiva. Não é apenas uma tradição espiritual preservada por comunidades antigas. Ela é o testemunho escrito da revelação de Deus, conduzido pelo Espírito Santo.

A palavra “movidos” transmite a ideia de alguém sendo carregado, conduzido, impulsionado. Os autores escreveram, mas não estavam sozinhos no processo. O Espírito Santo guiou a transmissão da mensagem divina.

Homens escreveram as Escrituras, mas Deus supervisionou a mensagem.

Inspiração não é ditado mecânico

Um erro comum é pensar que inspiração significa que Deus simplesmente ditou cada palavra enquanto os autores apenas copiavam.

Em alguns momentos, Deus realmente ordenou que algo fosse escrito. Mas a inspiração bíblica, de modo geral, não funciona como um ditado mecânico.

A prova disso é a variedade de estilos dentro da Bíblia.

  • Moisés escreve com profundidade histórica, legal e narrativa.
  • Davi escreve com poesia, dor, adoração e arrependimento.
  • Salomão escreve com sabedoria, observação da vida e reflexão existencial.
  • Isaías escreve com grandeza profética e linguagem majestosa.
  • Jeremias escreve com lágrimas, confronto e sofrimento.
  • Lucas escreve com cuidado histórico e investigação organizada.
  • Paulo escreve com argumentação teológica profunda.
  • João escreve com simplicidade verbal e profundidade espiritual.

Isso mostra que Deus não destruiu a humanidade dos autores. Ele a redimiu, conduziu e usou.

A Bíblia é plenamente Palavra de Deus, sem deixar de ser escrita por autores humanos.

Essa é uma das belezas da inspiração: Deus fala através da história, sem deixar de ser Senhor sobre ela.

A diferença entre revelação, inspiração e iluminação

Para compreender melhor este tema, precisamos distinguir três palavras importantes: revelação, inspiração e iluminação.

1. Revelação

Revelação é o ato de Deus se dar a conhecer.

O ser humano não conseguiria descobrir Deus plenamente por seus próprios esforços. Deus tomou a iniciativa de se revelar.

Ele se revelou na criação, na história, por meio dos profetas, pelas Escrituras e, de modo supremo, em Jesus Cristo.

“Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho...”
Hebreus 1:1-2

A revelação responde à pergunta:

O que Deus revelou?

2. Inspiração

Inspiração é o ato pelo qual Deus conduziu os autores bíblicos para registrar fielmente Sua revelação.

A inspiração responde à pergunta:

Como aquilo que Deus revelou foi registrado nas Escrituras?

Por isso, dizemos que a Bíblia é inspirada. Deus garantiu que Sua mensagem fosse escrita de maneira fiel, verdadeira e autoritativa.

3. Iluminação

Iluminação é a ação do Espírito Santo abrindo nosso entendimento para compreender e aplicar a Palavra de Deus.

A iluminação não produz nova Escritura. Ela nos ajuda a entender a Escritura já revelada e inspirada.

Quando alguém lê a Bíblia e o texto confronta, consola, corrige, desperta, ensina e transforma, isso não significa que uma nova revelação está sendo escrita. Significa que o Espírito Santo está iluminando o coração para receber a Palavra.

A iluminação responde à pergunta:

Como compreendemos e aplicamos aquilo que Deus já revelou nas Escrituras?

Inspiração bíblica não é inspiração emocional

Aqui está uma diferença muito importante.

A Bíblia não é inspirada como uma música bonita é inspiradora.
A Bíblia não é inspirada como uma poesia profunda é inspiradora.
A Bíblia não é inspirada como uma frase motivacional é inspiradora.

Ela é inspirada porque procede de Deus.

Isso significa que a autoridade da Bíblia não depende da nossa emoção ao lê-la. Há dias em que lemos a Escritura e sentimos fogo no coração. Há outros dias em que lemos e parece que nosso coração está seco. Mas a Palavra continua sendo Palavra.

A autoridade da Bíblia não está no quanto eu sinto. Está em quem a inspirou.

A Bíblia não é verdadeira porque me emociona. Ela me transforma porque é verdadeira.

Por que a inspiração da Bíblia importa?

A doutrina da inspiração não é apenas um detalhe acadêmico. Ela afeta diretamente a vida cristã.

Se a Bíblia é inspirada por Deus, então ela não pode ser tratada como uma opinião religiosa entre tantas outras.

Ela se torna:

  • Autoridade para a fé
  • Fundamento para a doutrina
  • Direção para a vida
  • Correção para o pecado
  • Consolo para o sofrimento
  • Luz para o caminho
  • Alimento para a alma
  • Espada contra o engano
  • Testemunho fiel sobre Cristo

Por isso, Paulo afirma:

“Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.” 2 Timóteo 3:16

Observe: a Escritura é inspirada e, por isso, é útil.

A utilidade da Bíblia nasce da sua origem divina.

Ela ensina porque Deus fala.
Ela repreende porque Deus confronta.
Ela corrige porque Deus disciplina.
Ela educa porque Deus forma.
Ela consola porque Deus se revela como Pai.
Ela aponta para Cristo porque Cristo é o centro da revelação.

O centro da inspiração é Cristo

A inspiração das Escrituras não deve ser estudada apenas como uma doutrina técnica. Ela precisa nos conduzir à adoração.

Porque o mesmo Espírito que inspirou as Escrituras é o Espírito que glorifica Cristo.

Jesus disse:

“Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.”
João 16:14

Isso significa que a Bíblia inteira, inspirada pelo Espírito, conduz o povo de Deus ao Filho de Deus.

A Escritura não foi inspirada apenas para nos tornar mais informados. Ela foi inspirada para nos tornar mais parecidos com Cristo.

Não estudamos inspiração bíblica apenas para defender a Bíblia em debates. Estudamos para nos curvar diante do Deus que falou.

Porque quando Deus fala, o coração não discute como juiz. O coração responde como discípulo.

Aplicação prática

Diante da inspiração da Bíblia, precisamos fazer algumas perguntas sinceras:

  • Tenho tratado a Bíblia como Palavra de Deus ou apenas como conteúdo religioso?
  • Leio as Escrituras com reverência ou apenas com curiosidade?
  • Permito que a Palavra me corrija ou só procuro textos que confirmem minhas vontades?
  • Minha fé está fundamentada na voz de Deus ou nas emoções do momento?
  • Tenho buscado iluminação do Espírito Santo para compreender aquilo que Ele mesmo inspirou?

A Bíblia não foi entregue à Igreja para ser decorada apenas como objeto sagrado, nem usada somente como fonte de frases bonitas.

Ela foi dada para formar discípulos.

A Palavra inspirada revela o Deus vivo, confronta o pecado, cura a alma, sustenta a fé e conduz o coração ao centro de tudo: Jesus Cristo.

A Bíblia tem autores humanos, mas sua origem última está em Deus.

A inspiração da Bíblia nos lembra que Deus não ficou em silêncio.

Ele falou.

Falou na história.
Falou pelos profetas.
Falou por meio dos apóstolos.
Falou nas Escrituras.
E falou de maneira suprema em Jesus Cristo.

A Bíblia é Palavra de Deus escrita. Ela nasceu no tempo, mas sua origem está na eternidade. Foi registrada por mãos humanas, mas conduzida pelo Espírito Santo. Carrega marcas históricas, culturais e literárias, mas comunica a verdade divina com autoridade.

Por isso, quando abrimos a Bíblia, não estamos apenas diante de um texto antigo.

Estamos diante da voz de Deus registrada para o Seu povo.

E toda vez que a Escritura é lida com fé, reverência e submissão, o mesmo Espírito que a inspirou continua iluminando corações, formando discípulos e apontando para Cristo.

No Amor de Cristo, Jesus

Universalidade da Bíblia

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Dízimos e Ofertas

 


"Dízimos, Ofertas e Votos Financeiros: O que Permanece na Nova Aliança?"

Ao longo da história do povo de Deus, o ato de entregar algo ao Senhor em forma de dízimo, oferta ou voto sempre foi um gesto de fé, gratidão e devoção. Mas a grande pergunta é: isso continua válido para nós, cristãos da nova aliança? Devemos ainda hoje dar o dízimo, fazer ofertas e votos financeiros como parte da nossa adoração?

Este é um tema que precisa ser tratado com cuidado, porque envolve o modo como entendemos a relação entre a antiga e a nova aliança, e também como aplicamos princípios bíblicos à vida da igreja hoje.

Vamos, então, olhar com calma para cada um desses três aspectos: dízimos, ofertas e votos, desde o seu surgimento nas Escrituras até a sua aplicação prática para o povo de Deus sob a graça de Cristo.

1. O dízimo: origem e propósito

O primeiro registro de dízimo aparece em Gênesis 14:18‑20, quando Abraão entrega “um décimo de tudo” a Melquisedeque após a vitória sobre os reis que haviam saqueado Ló. É importante entender o contexto desse ato. Abraão entregou 10% dos espólios de guerra, um gesto de gratidão pelo sucesso militar.

Estudos históricos mostram que a prática de separar um décimo de bens ou colheitas já era comum em várias culturas do antigo Oriente Próximo, incluindo Mesopotâmia, Síria-Palestina e Egito. Em muitas dessas culturas, esse décimo era ofertado aos deuses ou a sacerdotes como tributo, reconhecimento ou agradecimento, e não como mandamento legal ou obrigação periódica.

Além disso, a Bíblia não registra que Abraão continuou dando dízimos regularmente ou anualmente. Trata-se de uma oferta pontual, ligada a um evento específico, a vitória sobre seus inimigos e a expressão de gratidão a Deus. Ou seja, embora este ato tenha sido significativo, ele não estabelece um padrão contínuo ou obrigatório para a vida de Abraão ou de seus descendentes.

Portanto, afirmar que o dízimo começou com Abraão e que ele seria um mandamento contínuo para todos os cristãos seria desonesto, do ponto de vista histórico e hermenêutico. O ato de Abraão é descritivo: ele fez uma oferta voluntária e generosa, mas não prescritivo, Deus não exige que todos sigam a mesma prática como obrigação legal.

Mais tarde, na Lei Mosaica, o dízimo passa a ter caráter regular e institucional em Israel:

“A todos os dízimos da terra, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor, santos são ao Senhor.” (Levítico 27:30)

Na Lei, havia três tipos principais de dízimos:

1. O dízimo levítico, destinado ao sustento dos levitas (Números 18:21)

2. O dízimo festivo, usado nas celebrações religiosas (Deuteronômio 14:22-27)

3. O dízimo para os necessitados, entregue a cada três anos aos pobres, órfãos e viúvas (Deuteronômio 14:28-29)

Esses dízimos eram parte de um sistema religioso e civil, ligado ao culto levítico, à manutenção do templo e à sustentação do sacerdócio.

2. O dízimo na Nova Aliança

Quando chegamos ao Novo Testamento, Jesus menciona o dízimo em Mateus 23:23, repreendendo os fariseus que davam o dízimo “da hortelã, do endro e do cominho”, mas negligenciavam “a justiça, a misericórdia e a fé”. Ele não condena o dízimo, mas mostra que a obediência ritual sem coração regenerado é inútil.

Depois da cruz, não há mandamento apostólico sobre o dízimo. Os apóstolos não o exigem dos crentes gentios, nem Paulo nem Pedro instruem as igrejas a separar 10%. O sistema levítico foi abolido porque o sacerdócio mudou (Hebreus 7:11-12).

Em Cristo, todo o povo de Deus é um sacerdócio real (1 Pedro 2:9). Portanto, a contribuição do cristão não é um imposto religioso, mas uma expressão de amor e gratidão.

3. A oferta cristã: o princípio da generosidade

Embora o dízimo não seja mandamento na nova aliança, a prática da oferta permanece e até se aprofunda. Paulo ensina sobre isso de forma clara em 2 Coríntios 8 e 9.

Ele elogia os crentes da Macedônia, que, mesmo em meio à pobreza, contribuíram com alegria e generosidade, “segundo as suas posses e mesmo acima delas” (2 Coríntios 8:3)

Depois, ele explica o princípio:

“Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza nem por necessidade, porque Deus ama a quem dá com alegria.” (2 Coríntios 9:7)

A oferta cristã, portanto, não é uma porcentagem fixa, mas um ato de amor consciente e voluntário, proporcional à renda e à disposição do coração. Ela é um fruto da graça, não uma exigência da lei.

Os reformadores foram unânimes nesse ponto. Calvino, comentando 2 Coríntios 9, afirmou que o cristão deve contribuir com alegria e liberalidade, lembrando que tudo o que possui vem do Senhor. Já Martinho Lutero ensinava que a oferta deve ser feita “não por coação, mas por amor, porque o cristão vive de gratidão e não de obrigação”.

Assim, a generosidade se torna parte da adoração, não como um cálculo de porcentagem, mas como expressão da comunhão e da gratidão ao Senhor.

4. O propósito das contribuições na Igreja

A Escritura mostra que as ofertas da igreja devem ter três propósitos principais:

1. Sustentar os que se dedicam integralmente ao ministério da Palavra, como Paulo ensina:

“Digno é o trabalhador do seu salário.” (1 Timóteo 5:18)

“Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho, que vivam do evangelho.” (1 Coríntios 9:14)

2. Cuidar dos necessitados dentro da comunidade, seguindo o exemplo da igreja primitiva em Atos 4:34-35

3. Manter as atividades e o testemunho da comunidade, pois todos usufruem dos recursos usados para o culto, evangelização e edificação

Tudo isso deve ser administrado com transparência e temor, lembrando que esses recursos pertencem ao corpo de Cristo. Ninguém deve enriquecer com as ofertas do povo de Deus, mas todos devem servir com fidelidade.

5. Os votos financeiros: o cuidado com o coração

Além do dízimo e das ofertas, a Bíblia também fala sobre votos. O voto é um compromisso voluntário que alguém faz diante de Deus, prometendo realizar algo ou oferecer algo ao Senhor.

Contudo, a Escritura ensina que o voto não é uma troca com Deus, nem um meio de comprar bênçãos.

O voto é voluntário:

“Quando fizeres algum voto ao Senhor teu Deus, não tardarás em cumpri-lo, porque o Senhor teu Deus certamente o requererá de ti. Porém, abstendo-te de fazer voto, não haverá pecado em ti.” (Deuteronômio 23:21-23)

O voto nasce da gratidão:

“Pagarei os meus votos ao Senhor, na presença de todo o seu povo.” (Salmo 116:14)

O voto precipitado é perigoso:

“Melhor é que não votes do que votes e não cumpras.” (Eclesiastes 5:5)

O voto pode expressar fé e entrega:

“Fez Ana um voto, dizendo: Senhor dos Exércitos, se te lembrares da tua serva e me deres um filho, eu o darei ao Senhor todos os dias da sua vida.” (1 Samuel 1:11)

Ana não tentou comprar a bênção. Ela expressou fé e submissão, pronta para aceitar a vontade de Deus. E quando foi atendida, cumpriu com alegria.

Assim, se um cristão deseja fazer um voto, deve fazê-lo com entendimento e fé, sabendo que não está negociando com Deus, mas expressando gratidão e confiança. Pode, sim, pedir algo ao Senhor e oferecer uma oferta especial, contanto que o faça com o coração submisso à vontade dEle, aceitando qualquer resposta que venha do céu.

Calvino advertiu que os votos devem ser feitos apenas quando são santos, prudentes e conformes à Palavra, e nunca usados como instrumento de superstição ou troca.

6. Conclusão: generosidade, não obrigação

Na Nova Aliança, não há mandamento para que o cristão dê o dízimo de 10%. O princípio agora é mais elevado: tudo pertence ao Senhor. O crente reconhece que é apenas um mordomo dos bens de Deus.

O que o Novo Testamento ensina é a generosidade proporcional: dar segundo o que se tem, com alegria, amor e fé, sabendo que Deus é quem supre todas as necessidades do seu povo.

A comunidade cristã deve cooperar para o sustento da obra, do ministério pastoral e das necessidades do corpo, administrando tudo com honestidade e responsabilidade. O foco não é a porcentagem, mas o coração rendido.

Portanto, dízimos, ofertas e votos são expressões de adoração, mas precisam ser compreendidos à luz da graça. Não como instrumentos de troca, mas como frutos de fé.

Dar ao Senhor não é uma obrigação legal, mas uma alegria espiritual. É reconhecer que tudo o que temos vem dEle, e que tudo o que somos pertence a Ele.

“Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não por necessidade, porque Deus ama a quem dá com alegria.” (2 Coríntios 9:7)

Em resumo: não devemos nos prender a 10%, pois tudo pertence ao Senhor. Devemos cooperar com a comunidade que participamos, porque usufruímos de tudo o que ela faz para manter o culto, o ministério e a edificação do corpo. Sustentar o pastor que se dedica integralmente à obra de Deus e administrar os recursos com sabedoria é parte do serviço do corpo. E tudo isso deve ser feito com alegria e proporcional ao que recebemos, conforme ensina Paulo em 1 Coríntios 8 e 9.

Que Deus nos Ajude!

Soli Deo Gloria

Alex Mendes


sábado, 17 de maio de 2025

Por que Deus permite que coisas ruins aconteçam com boas pessoas?

 


Por que Deus permite que coisas ruins aconteçam com boas pessoas?

Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas?

Esta é uma das perguntas difíceis de toda a teologia.

Deus é eterno, infinito, onisciente, onipresente, onipotente, etc. Por que nós, seres humanos (que não somos eternos, infinitos, oniscientes, onipresentes, onipotentes) vamos esperar que sejamos capazes de compreender inteiramente os caminhos de Deus?

O livro de Jó lida com esta questão. Deus permitiu que Satanás fizesse tudo o que desejou com Jó, exceto matá-lo. Qual foi a reação de Jó? “Ainda que ele me mate, nele esperarei” (Jó 13:15). “... o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1:21). Jó não compreendeu por que Deus tinha permitido as coisas que permitiu, mas sabia que Deus era bom e por isso perseverou confiando Nele.

Esta também deveria ser a nossa reação. Deus é bom, justo, amoroso e misericordioso.

Muitas vezes nos acontecem coisas que simplesmente não podemos entender. Entretanto, ao invés de duvidar da bondade de Deus, nossa reação deveria ser confiar Nele. “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas” (Provérbios 3:5-6).

Talvez uma pergunta mais apropriada seja: “Por que coisas boas acontecem com pessoas más?”

Deus é santo (Isaías 6:3; Apocalipse 4:8). Os seres humanos são pecadores (Romanos 3:23; 6:23).

Você quer saber como Deus vê a humanidade? “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta é um sepulcro aberto; com suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; Cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; E não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos” (Romanos 3:10-18). Todo e qualquer ser humano neste planeta merece, neste exato momento, ser lançado no inferno. Cada segundo que temos de vida, cada segundo, nos é concedido pela graça de Deus. Até a mais terrível infelicidade que pudéssemos experimentar neste planeta é dádiva misericordiosa comparada com o que realmente merecemos, inferno eterno no lago de fogo.

Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:8). Apesar da natureza má e pecadora das pessoas, Deus assim mesmo nos amou. Ele nos amou o suficiente para morrer, a fim de carregar a pena por nossos pecados (Romanos 6:23). Tudo o que precisamos fazer é crer em Jesus Cristo (João 3:16; Romanos 10:9) para que sejamos perdoados, e então a nós é prometido um lar no céu (Romanos 8:1).

O que merecemos = inferno. O que Deus nos dá= vida eterna no céu se apenas crermos. Foi dito que este mundo é o único inferno que os crentes algum dia vão experimentar, e este mundo é o único céu que os infiéis vão experimentar. Da próxima vez que fizermos a pergunta: “Por que Deus permite que coisas ruins aconteçam com pessoas boas?”, talvez devamos perguntar: “Por que Deus permite que coisas boas aconteçam com pessoas más?”

GotQuestions.org/Português

João Placoná


terça-feira, 8 de abril de 2025

AINDA ESTOU AQUI

 


AINDA ESTOU AQUI

Meus queridos seguidores:

Pela idade, tempo de vida, sou considerado um IDOSO.

Pois bem! Chegar à esta idade é uma dádiva de Deus porque nem todos chegamos nela.

Procuro neste canal colocar posts e fotos que sirvam de boa inspiração, nem sempre consigo, mas, continuo tentando.

Há outros canais onde vocês me encontrarão, é só acessarem o LINK abaixo:

Fiquem na paz do Senhor!

https://linktr.ee/placona


segunda-feira, 31 de março de 2025

Dizem por aí que....

 


Dizem por aí que as 5 leis mais famosas são:

1 – LEI DE MURPHY – Quanto mais você teme que algo aconteça, mais provável é que ocorra.

2 – LEI DE KIDLIN – Se você escrever um problema de forma clara e específica, terá resolvido metade dele.

3 – LEI DE GILBERT- Quando você assume uma tarefa, encontrar as melhores maneiras de alcançar o resultado desejado é sempre sua responsabilidade.

4 – LEI DE WILSON – Se você priorizar conhecimento e inteligência, o dinheiro continuará a vir.

5 – LEI DE FALKLAND – Se você não precisa tomar uma decisão sobre algo, então não decida.

REALMENTE SÃO LEIS EXTRAORDINÁRIAS, MAS, EU FICO COM ESTA:

6 - ATOS 16:31 - “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”.


sábado, 29 de março de 2025

Deixe a preocupação de lado

 



DEIXE A PREOCUPAÇÃO DE LADO

O Apóstolo Paulo escreveu: “Não vivam preocupados com coisa alguma (...) orem a Deus pedindo aquilo de que precisam...” Quando oramos e nos alegramos no Senhor, retiramos o problema da mente e direcionamos a atenção ao nosso Provedor.

Enquanto pedimos a Deus por Sua ajuda para lidar com algo que nos estressa, também estamos nos conectando com Ele, que pode nos conceder a paz “que excede todo o entendimento”.

JPlaconá