segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Palavras de Vida ou de Morte?

vida ou morte

A Bíblia diz: “A boca fala o que o coração está cheio” - Mateus 12: 34

Sabemos que uma palavra é capaz de destruir vidas inteiras, ou parte delas como uma pessoa no trabalho, como um casamento, um relacionamento, um ministério e ate amaldiçoar uma pessoa, mas também sabemos que através de palavras também podemos salvar vidas, abençoar, motivar, salvar um casamento, salvar um trabalho, e etc.

Temos que fazer nossas escolhas imparciais independente de gostamos ou não das pessoas, temos que falar aquilo que é certo, sem tomar partido de uma causa em especifico, temos que ser justos.

Sabemos que em nosso mundo não há meio termo, ou você serve a Deus ou não serve, ou seja, se não estiver servindo-O, sabe que está servindo ao contrário, mesmo sem querer e mesmo sem ter um lado escolhido.

Se você acredita em Deus, como não fazer as coisas que Ele manda na bíblia?

Não precisa seguir homens e não precisa seguir igrejas, apenas siga a bíblia.

Hoje em dia é muito comum falar o que eles querem ouvir e não o que eles precisam ouvir. "Palavras de vida", o que seria essas palavras de vida? Prosperidade, Cura, Milagres, Bençãos, Portas Abertas, Revelações, Chaves de Casa, Chaves de Automóveis...

Pelo contrário, pregue a Palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos. Você, porém, seja sóbrio em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério. 2 Timóteo 4:2-5

Sabemos que Deus é amor (I João 4:8), paz, união, harmonia, e não ao contrário e que o inimigo veio para matar, roubar e destruir, (João 10:10), se escandalizamos quando vemos uma briga na rua, um vizinho agressivo com sua esposa ou filhos, e estamos diante de uma igreja onde homens e mulheres, jovens e até anciões, não estão preocupados com as outras pessoas.

Na intenção de aparecer, falam coisas que ao invés de edificar vão destruir. Não se preocupam se vão matar uma ovelha, vemos pessoas dentro da igreja, falando para seu próprio crescimento, mas sabemos que esse crescimento próprio é só a sua própria destruição, e todos veem isso acontecendo e ninguém se escandaliza nas igrejas? Vem com a desculpinha que se falar com fulano ele sai da igreja...

Se sabemos que a boca fala o que o coração está cheio, então será que dentro da igreja esses irmãos que ficam criando grupinhos, separação, fofoca, jogando um contra o outro, estão servindo a quem, mesmo dentro da igreja, se dizendo irmãos?

Eles apontam defeitos, fazem desunião, falam o que está acontecendo com outros ministérios, falam o que está acontecendo no casamento de outros, falam o que está acontecendo na vida do Pastor A, do Evangelista B e da Missionária C e esquecem-se de ver o próprio nariz, então o que dizer da palavra de Deus: Mateus 7:1-5 Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: Deixe-me tirar o cisco do seu olho, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.

Acho que antes de abrir a boca para qualquer coisa, deveríamos olhar para nossas vidas em tudo, em casos de pastores para cada o seu Ministério, para o seu celeiro, para sua comunidade, suas ovelhas.

Tem aberto sua boca para quê? Tem edificado ou destruído? Tens abençoado ou amaldiçoado? 

A quem está servindo? Ao Deus do amor ou ao deus da destruição? 

Irmãos que foram chamados para pregar a verdade, preguem a Palavra, pois Jesus em nenhum momento voltou atrás para agradar alguém, veja, mesmo sendo abandonado:

Ao ouvirem isso, muitos dos seus discípulos disseram: Dura é essa palavra. Quem consegue ouvi-la? Sabendo em seu íntimo que os seus discípulos estavam se queixando do que ouviram, Jesus lhes disse: Isso os escandaliza? Que acontecerá se vocês virem o Filho do homem subir para onde estava antes? João 6:60-62

No verso 66 em diante do mesmo livro e capitulo, Jesus deixa claro para que foi chamado, mesmo sendo abandonado por todos aqueles que viram os próprios sinais de maravilhas feitos por Jesus, mesmo muitos que receberam milagres, curas, bençãos diversas; vendo e cientes que Jesus era filho do Deus vivo, mesmo assim abandonaram-No, depois de ouvir aquilo que não agradava:

Daquela hora em diante, muitos dos seus discípulos voltaram atrás e deixaram de segui-Lo.

Jesus perguntou aos Doze: "Vocês também não querem ir? "Simão Pedro lhe respondeu: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. João 6:66-68. E você está a fim de ser igual a Jesus? Pregando a palavra de vida eterna, ou vai ficar igual a uns Apóstolos, Bispos, Pastores e Conferencistas de hoje, pregando aquilo que homens querem ouvir?

Está preocupado com que estão saindo porque as palavras são duras demais?

Está preocupado com os que estão te abandonando, porque estás falando a verdade?

Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, pois O veremos como Ele é. 1 João 3:2

Wesley Oliveira

João Placoná – Presbítero, Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra, Palestrante e Articulista.

De volta ao Evangelho

evangelho

O evangelho é a melhor notícia que já ecoou nos ouvidos da história. É a boa nova da salvação vinda de Deus a pecadores perdidos.

É o transbordamento do amor divino aos filhos da ira. É a graça sem par a pessoas indignas. É a misericórdia estendida a indivíduos arruinados.

O evangelho é o novo e vivo caminho que Deus abriu desde o céu para o céu.

Esse não é o caminho das obras, mas da graça. Não é o caminho do mérito, mas da oferta gratuita. Não é o caminho da religião, mas da cruz.

A salvação é uma obra monergística de Deus, trazendo libertação aos cativos, redenção aos escravos e vida aos mortos.

Com respeito ao evangelho, precisamos estar atentos sobre alguns perigos.

Tanto no passado como no presente, ataques frontais foram e ainda são feitos para esvaziar o evangelho, distorcer o evangelho e substituir o evangelho por outro evangelho, que em essência, não tem nada de evangelho.

Quais são esses perigos?

Em primeiro lugar, o perigo de substituir o evangelho da graça pelo evangelho das obras.

O mundo odeia o evangelho, porque este é um golpe fatal em seu orgulho. O evangelho anula completamente qualquer possibilidade do homem vangloriar-se.

Reduz o homem à sua condição de completo desamparo. Mostra sua ruína absoluta, sua depravação total, sua escravidão ao diabo, ao mundo e à carne, sua corrupção moral e sua morte espiritual.

A tentativa de o homem chegar-se a Deus pelo caminho das obras é tão impossível como tentar construir uma torre até aos céus. O apóstolo Paulo diz aos judaizantes que estavam perturbando a igreja e pervertendo o evangelho, induzindo as pessoas a praticarem as obras da lei para serem salvas, que isso é outro evangelho, um evangelho falso, que desemboca na ruína e na perdição.

Em segundo lugar, o perigo de substituir o evangelho da cruz pelo evangelho da prosperidade. Proliferam em nossos dias os pregadores da conveniência, os embaixadores do lucro em nome da fé. Multiplicam-se neste canteiro fértil da ganância, homens inescrupulosos que mercadejam a palavra de Deus, fazendo da igreja uma empresa, do púlpito um balcão, do evangelho um produto híbrido, do templo uma praça de negócios e dos crentes consumidores.

O vetor desses obreiros da iniquidade é o lucro. Pregam para agradar. Pregam para atrair as multidões com uma oferta de riqueza na terra e não de um tesouro no céu.

Torcem as Escrituras, manipulam os ouvintes, enganam os incautos, para se locupletarem. Sonegam ao povo a mensagem da cruz, a oferta da graça, a mensagem da reconciliação por meio do sangue de Cristo.

Embora esses pregadores consigam popularidade estão desprovidos da verdade. Embora reúnam multidões para ouvi-los, não oferecem aos famintos o Pão do céu. Embora, se vangloriem de suas robustas riquezas acumuladas na terra, são miseravelmente pobres na avaliação do céu.

Em terceiro lugar, o perigo de se pregar o evangelho sem o poder do Espírito Santo. Se a pregação do falso evangelho das obras e da prosperidade é uma negação do genuíno evangelho, a pregação do verdadeiro evangelho sem o poder do Espírito é uma conspiração contra o evangelho.

O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê. Nele se manifesta a justiça de Deus. Não podemos pregá-lo sem a virtude do Espírito Santo.

O pregador precisa ser um vaso limpo antes de ser um canal de bênção.

Precisa viver com Deus antes de falar em nome de Deus. O pregador precisa ser cheio do Espírito antes de ser usado pelo Espírito.

Se a pregação do evangelho é lógica em fogo, a mensagem do evangelho precisa queimar no coração do pregador antes de inflamar os ouvintes.

Precisamos desesperadamente de um reavivamento nos púlpitos. Precisamos voltar ao evangelho!

Rev. Hernandes Dias Lopes

João Placoná – Presbítero, Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra, Palestrante e Articulista.

Criado para ser Eterno

eternidade

Deus tem [...] plantado a eternidade no coração humano. Eclesiastes 3.11

Você tem o impulso inato de ansiar pela imortalidade. Isso ocorre porque Deus o projetou à sua imagem, para viver eternamente. Embora saibamos que com o tempo todos morreremos, a morte sempre parece anormal e injusta.

A razão pela qual sentimos que deveríamos viver para sempre é que Deus condicionou nossa mente com esse desejo!

Se a vida na terra oferece muitas opções, a eternidade nos oferece apenas duas: céu ou inferno.

Seu relacionamento com Deus na terra, determinará seu relacionamento com Deus na eternidade.

Se aprender a amar Jesus, o Filho de Deus, e confiar nele, você será convidado a passar o resto da eternidade com ele. Entretanto, se desprezar o amor, o perdão e a salvação que ele oferece, você passará a eternidade separado de Deus.

Cada ato de nossa vida toca um acorde que soará na eternidade.
Em comparação com a eternidade, nosso tempo na terra não passa de um piscar de olhos, mas as consequências durarão para sempre. Os atos desta vida definem o destino na próxima.

Quando você vive à luz da eternidade, seus valores mudam. Você utiliza mais sabiamente seu dinheiro e seu tempo.

Você passa a dar maior valor a sua personalidade e a seus relacionamentos, em vez de valorizar fama, riqueza, realizações ou mesmo prazeres. Suas prioridades são reorganizadas.

Este mundo está desaparecendo juntamente com tudo o que ele deseja. Mas se você fizer a vontade de Deus, viverá para sempre (1João 2.17).

Anderson Dijan

João Placoná – Presbítero, Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra, Palestrante e Articulista.

O Evangelho da Prosperidade

prosperidade

Davi escreveu: "Pois eu tinha inveja dos soberbos, ao ver a prosperidade dos ímpios... até que entrei no santuário de Deus: então entendi eu o fim deles" (Sl 73:3,17).

Existem pessoas que estão pregando hoje o evangelho da prosperidade material. Outro que costuma ser chamado de evangelho - é o "evangelho social".

A Palavra de Deus é categoricamente contra tais coisas. Aos Gálatas e a nós foi escrito: "Maravilho-me de que tão depressa passásseis dAquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho. O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo" (Gl 1:6-7).

Um irmão escreveu que "numa época como esta em que vivemos, quão importante é podermos pregar o simples evangelho encontrado na Palavra de Deus. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.”

O Brasil está passando por muitas mudanças no campo religioso. Não faz muito tempo que este era um país extremamente católico. Mesmo sendo um país católico em sua maioria, o Brasil tem a maior população espírita do mundo. Grande parte dos católicos frequenta também reuniões espíritas.

Existe no pentecostalismo hoje uma forma de religião das mais perniciosas e que se espalha rapidamente. Ela usa a Palavra de Deus, professa as doutrinas básicas do cristianismo, mas não apresenta o evangelho da graça de Deus.

Estão pregando um evangelho de prosperidade material. Multidões estão seguindo esses pregadores, em busca de dinheiro e de uma vida saudável e feliz neste mundo. “Jesus Cristo é Rei”, é a bandeira deles, e pregam que se você for às suas igrejas poderá conseguir tudo que desejar. Tentam fazer do Senhor um servo deles. Não se oferece a cruz, o sangue ou o perdão de pecados.

Pedro pergunta: "Qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?" (1 Pd 4:17).

Sabemos qual é a resposta a esta pergunta, do mesmo modo como Davi aprendeu a resposta quando entrou no santuário e viu a prosperidade dos ímpios e qual foi o fim deles.

Além de tudo isso, cremos que um dos maiores impedimentos para os verdadeiros crentes é serem levados pelo desejo de prosperidade neste mundo.

A consequência é que o Senhor acaba não tendo o Seu lugar de direito em seus corações e em seus lares.

Devemos perguntar a nós mesmos: O que estamos buscando neste mundo - ganhos materiais ou o gozo da presença do Senhor? Será que a comunhão com Ele é o desejo maior de nosso coração?

Há uma passagem sobre isto que é clara e verdadeira tanto hoje como sempre: "Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mt 6:33).

Há outras promessas que talvez venham a lhe surpreender:

"A vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nEle, como também padecer por Ele" (Fp 1:29).

“No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16:33).

Em 2ª Coríntios 1.6-7 o apóstolo nos chama a atenção para algo que, na maioria das vezes passa despercebido: a capacidade de aprender com o sofrimento.

Precisamos compreender que cada um dos nossos dias traz ensinos de como e aonde devemos buscar forças para suportar com paciência, coragem e fé os sofrimentos que suportamos.

Através da vida de nossos mestres, discipuladores e irmãos na fé, encontramos a esperança que nos permite continuar firmes, com os olhos voltados apenas para aquele que é o Autor de nossa fé, O que importa é como enfrentamos estes momentos e como conquistaremos os ensinos que cada um deles.

As tribulações que vivemos nos permitem encontrar, no mais fundo do nosso ser, a perseverança que fará com que a nossa esperança se renove a cada manhã, pois ela estará fundamentada nas experiências que vivemos com Cristo.

C.Buchanan

João Placoná – Presbítero, Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra, Palestrante e Articulista.

sábado, 19 de outubro de 2013

Pedindo a Deus

pedido

Senhor! Não deixes que eu desanime, e nem me acovarde diante das dificuldades do dia a dia.

Não permitas que me sinta vacilante atemorizado, quando penso em minhas responsabilidades, e obrigações.

Dá-me um espírito decidido e intrépido, uma alma serena e corajosa.

Não me deixes perder a fé nos meus semelhantes, nem julgar ninguém de maneira precipitada, pelo contrário...

Conserva meu coração puro e reto, para que eu venha desfrutar a verdadeira paz.

Para ver/assistir esta mensagem, clique aqui:

https://vimeo.com/77286020

Fique na paz do Senhor!

Pb. João Placoná – Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra, Palestrante e Articulista.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Pedir, Exigir ou Comprar a Bênção?

BENCAO2

Muitos interpretam o Capítulo 11, versículo 24 de Marcos que devemos exigir de Deus aquilo a que temos direito. O versículo diz: "Por isso vos digo que tudo o que PEDIRDES em oração, crede que recebestes, e será vosso".

Dizem que pedir pode ser entendido como exigir. Milhares de pessoas estão de forma arrogante exigindo bênçãos.

Quem somos nós para exigirmos de Deus alguma coisa? E a soberana vontade de Deus não conta?

Então teremos que alterar outras passagens bíblicas, tais como: Mt 7.7-8: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á"; "Pois aquele que PEDE, recebe’. Mudemos para "Aquele que exige, recebe".

Mudemos também todo o enunciado de 2º Cr 7.14, em que Deus declara que só responde a orações de pessoas humildes, arrependidas e convertidas.

Mudemos então muitos outros versículos que nos ensinam a pedir a Deus, e não d’Ele exigir (Jo 16.24; Tg 1.5).

Se Paulo soubesse dessa novidade teria exigido a cura do seu espinho na carne, mas ele pediu três vezes a Deus e não foi atendido (2ª Co 12.8).

Essa interpretação e o lançamento de objetos (coisas) no mercado da fé têm alcançado os objetivos perseguidos, ou seja, o de elevar a arrecadação.

Que estas palavras sirvam de alerta aos irmãos que, por fé, aceitam as orientações e ensinos de seus líderes religiosos.

Deus não se manifesta através de objetos, de sabonete, vassoura, imagens, óleo importado, cajado, nem por meio de campanhas destinadas a arrecadar dinheiro. Quem confia num pedaço de pedra de Israel, também confia numa vela de sete dias e num chifre de boi ou um pé de coelho para livrar-se das maldições.

O crente não precisa de sal grosso para espantar demônios; ele próprio é sal da terra e luz do mundo, para combater a corrupção e as trevas.

Vamos, reflitam mais uma vez nas palavras do apóstolo Paulo: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, seja amaldiçoado" (Gl 1.8). E os vendilhões do templo e mercadores da fé reflitam nessas palavras: "Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois, dessa tua iniquidade e ora a Deus, para que, porventura, te seja perdoado o pensamento do teu coração, pois vejo que estás em fel de amargura e em laço de iniquidade" (At 8.20-23).

"E [Jesus] entrando no templo, começou a expulsar todos os que nele vendiam e compravam, dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa é casa de oração, mas vós fizestes dela covil de salteadores" (Lc 19.45-46).

Na epístola do apóstolo Pedro ele traz um ensinamento que é fundamental para todos os ministros de Deus dizendo: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele não por força, mas voluntariamente: Nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto (boa vontade). Nem como dominadores dos que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho (1ª Pe 5.2-3).

Ministros Pastores e dirigentes das igrejas devem acautelar-se de dois pecados perigosos:

1) A ambição por dinheiro - O ensino do Novo Testamento para quem administra a obra de Deus é que recebam sustento adequado da igreja e que se contentem com o que têm para si mesmos e para suas famílias. Nenhum ministro deve enriquecer-se em detrimento da obra de Deus.

Aqueles que se deixam dominar por este desejo, ficam à mercê dos pecados da cobiça, da prevaricação e do furto. Por amor ao dinheiro, comprometem a Palavra de Deus, os padrões da retidão e os princípios do reino de Deus.

2) A sede de poder - Aqueles que cobiçam o poder dominarão aqueles que deveriam servir, pelo abuso excessivo da sua autoridade. Antes, o ministro deve conduzir a igreja, servindo de exemplo ao rebanho na sua devoção a Cristo, no serviço, humildade na perseverança, na retidão, com honestidade e na constância na oração e no amor à Palavra.

A admoestação do apóstolo Pedro aos ministros é para servirem ao Senhor sem avareza, sem usar a força, mas voluntariamente e de animo pronto e nem como dominadores, ou seja, donos da igreja, mas servindo de exemplo ao rebanho.

Não quero aqui estipular o salário de um ministro, mas sim combater o comércio que algumas igrejas que se dizem evangélicas estão fazendo com a obra de Deus.

A igreja é do Senhor Jesus e não dos homens. Jesus demonstrou o maior amor em dar a Sua vida por ela, não existe preço que pague a salvação de uma alma.

Os ministros são escolhidos para ensinarem a Palavra e cuidar o rebanho do Senhor. Devemos contestar aquilo que julgamos ser contrário à Palavra de Deus. Combater aquilo que consideramos estranho ao Evangelho, ou seja, o uso de objetos para usufruir melhores bênçãos de Deus ou para afastar maldições.

Devemos alertar incessantemente o povo de Deus sobre algumas heresias no meio evangélico.

Por acaso o cristão necessita usar alguma coisa tangível (cordões, anéis, pulseiras, vassouras, varinhas mágicas, pedras, cajados, rosas, sal grosso, etc), que funcionariam como amuletos, para receber ou aumentar as bênçãos divinas, garantir salvação, aumentar a fé ou afastar demônios ou maldições? 

De maneira nenhuma devemos usar estes tipos de amuletos. Jesus Cristo disse na sua Palavra: “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século”. Sabemos que a Bíblia diz que o anjo do Senhor acampa ao redor dos que os teme e os livra; e Paulo diz aos Corinto que o Espírito Santo habita em nós, por isso não precisamos de amuletos como muitas igrejas estão ensinando, a nossa fé deve ser fundamenta em Cristo Jesus e na sua Palavra.

A compra e venda de objetos para serem usados como amuletos, ainda que com o objetivo de cobrir despesas extras, não condiz com a vida cristã.

Lamentavelmente a indústria da fé tem substituído os puros princípios que emanam da Palavra de Deus.

Com a adoção de práticas místicas e outros elementos de sabor duvidoso, as correntes dos "milagres" há muito perderam o fio da meada no que tange ao verdadeiro sentido do Evangelho de Cristo.

Como no romanismo, onde até o Senhor Jesus é substituído por coisas, relíquias, ossos de santos, manto e por sua mãe, no meio dito evangélico só mudam os ingredientes, permanecendo o mesmo sentido.

A finalidade é quase a mesma auferir lucros para manter a organização a pleno vapor. Enquanto isso a verdade continua sendo ignorada pela multidão em demanda do benefício.

Uma verdadeira inversão de valores tem ocorrido ultimamente com a adoção de medidas "profiláticas" visando libertar o corpo em detrimento da alma que permanece tão maculada como uma fornalha a expelir fuligem.

Nota-se que o convite feito aos milhares é no sentido de receberem benefícios físicos e prosperidade, nunca para que o ser humano se reconheça pecador, arrependa-se e se entregue a Jesus.

Fossem os apelos neste sentido adivinhem se as igrejas estariam tão cheias como acontece nesses meios.

Precisamos nestes últimos dias levantar arautos para fazer valer suas finalidades ante o caos reinante onde o caráter homocentrista suplanta o teocêntrico.

A continuar esse estado de coisa, a mensagem real de salvação tenderá a ser empanada pela ambição de inescrupulosos "líderes" que não têm o mínimo temor de Deus.

Aliás, se tivessem, não considerariam o Criador como um reles empregado obrigado a auferir dividendos aos "pedintes da sorte".

I. DEUS JÁ HAVIA ALERTADO O POVO DA ANTIGA ALIANÇA CONTRA OS FALSOS PREGADORES

“E estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte” (Is 56.11).

No livro do profeta Ezequiel diz o Senhor: “Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmo! Não apascentarão os pastores as ovelhas? Comeis a gordura, vesti-vos de lã, e degolais o cevado, mas não apascentai as ovelhas. A fraca não fortaleceu, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza” (Ez 34.2-4).

O Senhor Deus falou por intermédio dos profetas, contra os falsos líderes espirituais cobiçosos que apascentam a si mesmos, sem amor fraterno.

O verdadeiro ministro é aquele ensina a Palavra sem distorção, cuida com todo o amor das suas ovelhas; fortalece a fraca, cuida da doente, sara a quebrada, busca a desgarrada e traz a perdida.

Deus reprovou os dirigentes e sacerdotes corruptos de Israel, porque desprezavam a Sua Palavra, eram cobiçosos e por ganhos egoístas e sem amor pelas almas.

Não quero dizer com isso que é ilícito o ministro receber remuneração, não, de maneira nenhuma, pois o apóstolo Paulo diz na carta ao seu filho Timóteo: “Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na Palavra e no ensino. Pois a Escritura declara: Não amordace o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário” (1ª Tm 5.17, 18).

A igreja que recebe o carinho e o amor do pastor irá recompensá-lo muito bem e com alegria. Mas existem aqueles que fazem da obra de Deus uma empresa e ainda dizem ser embaixadores de Cristo.

O Senhor Jesus já havia advertido Seus discípulos na parábola da rede: “O reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda a qualidade de peixes. E, estando cheia, a puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora. Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos, e separarão os maus dentre os justos. E lançá-los-ão na fornalha de fogo: ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 13. 47-50).

É sumamente importante mantermos viva a pregação do legítimo Evangelho, e não nos deixarmos impressionar por esses campeões da mídia, atores, mágicos, sonegadores da Palavra.

Tão somente tenhamos o cuidado de não convidarmos para pregar em nossas igrejas, tais pessoas, pois nada têm a nos ensinar. Ao contrário, quase sempre deixam uma esteira de confusão e falsos ensinamentos quando passam pelos nossos púlpitos.

Continua mais do que nunca válida a advertência de Paulo aos Gálatas que esses tais também anunciam outro evangelho (Gl 1.18).

II. MINISTRO CHARLATÃO

Existem ministros formados em charlatanismo que aproveitam das dificuldades e da ingenuidade de seus seguidores e pregam um Deus materialista apregoando uma falsa prosperidade, isto é, quem dá mais a Deus, recebe mais. Fazem um grande comércio com as coisas de Deus vendendo orações, óleo de Israel, sais, unguentos, incensos, água benta, fazem fogueira santa para arrecadar fundos.

Existem aqueles que após suas pregações lançam o envelope dizendo: “os que derem mais recebem mais do Senhor” e outras coisas como já vimos acima, como se isso fosse resolver todos os problemas da humanidade.

Estes tais fazem da obra de Deus uma fonte de lucro, pois são lobos devoradores no meio da igreja.

Para sermos abençoados precisamos cumprir com os requisitos de Deus. Não é com dinheiro que recebemos as bênçãos de Deus, mas com um coração puro e lavado pelo sangue de Jesus e uma vida de oração diante do verdadeiro Deus e o cumprimento de Sua Palavra.

Deus não é negociante e nem materialista, para comprarmos suas bênçãos, mas é um Deus excelso e Criador.

A Bíblia diz que somos libertos por Jesus Cristo, (Jo 8.32), somos limpos pela Palavra (Jo 15.3) e somos abençoados pela obediência a Santa Palavra de Deus.

Muitos não sabem que a oração em nome do Senhor Jesus é a chave para todos os problemas, e que Jesus levou todos os nossos problemas e enfermidades na cruz do calvário, e temos o livre acesso ao Deus Pai por Seu intermédio.

O segredo da prosperidade está na obediência da Palavra de Deus e fora disto não há prosperidade, é por isso que o grande sábio Salomão escreve no livro de Eclesiastes 12.13 dizendo: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos, porque isto é dever de todo o homem”.

III. MINISTROS AVARENTOS

Na carta do apóstolo Pedro ele diz:: “E por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não tardará” (2ª Pe 2.3).

Nos tempos de Pedro já existia este tipo de ministro e continuaram em nosso meio até a vinda do Senhor Jesus. Ele sabia que surgiria “ministro” avarento que faz da fé um grande negócio, enganando os seus fieis com discursos atraentes, ludibriando a boa fé e a ingenuidade de seus seguidores.

Jesus Cristo também advertiu seus discípulos dizendo: “Acautelai-vos, porém dos falsos profetas, que vêm até vos vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (Mt 7.15).

Jesus nos adverte dizendo acautelai-vos: Não devemos nos impressionar com as vestes (práticas religiosas) dos falsos pregadores, nem com aquilo que dizem, nem com aquilo que fazem. A marca dos falsos ministros é o interesse egoísta, ao contrário do bom Pastor que ama as ovelhas.

Paulo advertindo Tito contra os falsos mestres diz: “Porque existem muitos insubordinados, palradores frívolos e enganadores, especialmente os da circuncisão. É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância” (Tito 1.10-11).

Três características dos hereges:

1)   Sua atitude: insubordinada contra a autoridade da Palavra de Deus;

2)   Sua atividade: palradores frívolos, cabeça vazias, com discursos vão;

3) Sua ambição: enganadores, vigarista em matéria de religião.

Ensinam o que não devem, ou seja, um evangelho fácil, com barganha, um evangelho corrompido, por torpe ganância.

Fala-se mais de dinheiro do que a Palavra de Deus como se Deus fosse um comerciante.

Há muitos que ensinam a crer em Deus, em troca de um belo carro, mansão e outros bens materiais deixando de lado o mais importante que é a salvação da alma.

Notem que Paulo diz: “É preciso fazê-lo calar”. Mas como poderemos calar os falsos ensinadores? Eu respondo. Precisamos nos munir da Santa Palavra de Deus que é a espada do Espírito, assim estaremos revestidos para a batalha contra os falsos ensinadores que satanás introduz no meio dos cristãos para perverter o evangelho da graça.

Que Deus ilumine o nosso leitor para que ele possa entender a grande verdade do evangelho e ser ricamente abençoado pelo Senhor.

Pr. Elias Ribas

João Placoná – Presbítero, Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra, Palestrante e Articulista.