sexta-feira, 11 de abril de 2014

Ministério Pastoral Feminino



BÍBLICO OU MODISMO SOCIAL?

Nestes últimos tempos têm se multiplicado o número de mensagens e perguntas que nos chegam abordando a verdadeira explosão de pastoras que se multiplicam pelas igrejas evangélicas brasileiras.

Esse é um fenômeno que já vem ocorrendo com alguma força há pelo menos uma década na Europa e nos Estados Unidos, onde há uma forte incidência do ativismo feminista como importante influência no referido processo.

Aqui no Brasil, a priori, tínhamos o que alguns chamam de “igrejas femininas”, que eram congregações dissidentes, encabeçadas por mulheres e que se tornaram novos segmentos com administração própria.

A maior parte dessas dissidências provinha de igrejas pentecostais e neopentecostais. Hoje, porém, o fenômeno se alastrou e até mesmo igrejas históricas começam a aderir ao ministério pastoral feminino.

A grande pergunta é: existe real fundamento bíblico para que se ordenem mulheres ao ministério pastoral ou seria essa apenas mais uma das tantas novidades teológicas de uma igreja, cada vez mais transformada e assimilada pelas influências do mundo?

Com o humilde propósito de oferecer ajuda na elucidação dessa dúvida é que trazemos a público o presente estudo, sabendo dos prejuízos que podem nos causar em termos do apreço e da consideração das muitas pessoas que, porventura, venham a se sentir desapontadas com o que diremos aqui, mas que, em última instância reflete precisamente o que por leve e tranquila consciência, entendemos ser a única e irrefutável verdade bíblica sobre o polêmico tema. Que o Senhor nos ajude em mais essa empreitada.

Não vemos embasamento e nem indício bíblico para a consagração de mulheres ao ministério pastoral, ou seja, entendemos que a Palavra de Deus é contrária a tal coisa, razão pela qual, por motivo de fé e consciência, não podemos endossar e concordar com qualquer ponto de vista contrário, ainda que o respeitando.

Abaixo, nossas argumentações que justificam a razão pela qual somos contra a ordenação de mulheres ao ministério pastoral:

I – Por respeito à doutrina da inspiração bíblica (II Timóteo 3:16; II Pedro 1:21); e consequentemente a princípio cristão, protestante e histórico de que a Bíblia é a nossa suprema regra de fé e prática, não nos cabendo estabelecer critério próprio,  ou mediante qualquer outro argumento, doutrinas ou procedimentos eclesiásticos diversos que não estejam plenamente submetidos aos princípios e preceitos bíblicos expostos na Palavra de Deus;

II – Por alusão à doutrina da criação, que estabelece que o homem foi criado primeiro (Gênesis 2:22; I Coríntios 11:8; I Timóteo 2:13), depois a mulher, para ser sua auxiliadora (Gênesis 2:18); sendo ambos criados para se complementarem (Gênesis 2:24), mas com características, papéis e funções diferentes; o homem foi criado como cabeça da mulher (I Coríntios 11:3b; Efésios 5:23a e 24b), ou seja, com a função de liderar, nem por isso, um ser superior à mulher; e, a mulher com a função de realizar a sua missão sob a liderança do homem (I Coríntios 11:9; Efésios 5:22-24), e para ser a glória do homem (I Coríntios 11:7c), nem por isso, de forma alguma, um ser inferior.
O princípio da ordem na Criação deixa, portanto, claro que há uma distinção não de valores (pois nesse ponto todos somos iguais), mas de funções, entre homem e mulher.

III - A doutrina da queda, que reafirma a sujeição da mulher ao homem (Gênesis 3:16b), pois Adão não foi enganado, mas sim Eva (I Timóteo 2:14).
Seria contraditório, Deus estabelecer esse princípio e posteriormente permitir uma inversão de papéis.
Alguns tentam contra-argumentar que essa doutrina teria aplicação apenas no contexto do casamento, mas eu insisto que igualmente seria profundamente contraditório e confuso Deus exigir a liderança masculina apenas nos lares e na Sua Igreja determinar uma postura inversa.

IV – A referência clara que a Bíblia faz sobre a doutrina da igreja, onde estabelece que a sua liderança espiritual seja especificamente masculina (I Timóteo 3:1-13; Tito 1:5-9), inclusive vedando à mulher o ensino doutrinário público oficial e o exercício de autoridade sobre o esposo, ou seja, sobre homens (I Timóteo 2:12, I Coríntios 14:34-35), pois as restrições à liderança espiritual feminina, nunca foram culturais nem de usos e costumes, mas sim doutrinárias (I Coríntios 14:37); sendo que no ensino neotestamentário não há nenhuma evidência da designação de, inicialmente "discípulas" e posteriormente "apóstolas", bem como, com o início da Igreja a consagração de "presbíteras", "pastoras", "bispas", etc.
Esses acontecimentos são modernos e foram desconhecidos por todas as fases históricas da Igreja de Jesus.

V – Por alusão ao princípio da subordinação na doutrina da Trindade, que no aspecto ontológico (ser) subsiste desde a eternidade, cujas pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo são iguais em substância, possuem atributos e poderes idênticos e consequentemente têm a mesma glória.
Mas no aspecto econômico - a Trindade manifestada ao mundo - exerce papéis diferentes na história da criação, redenção e santificação; onde o Pai envia o Filho, e o Espírito procede do Pai e do Filho, sendo que a subordinação do Filho ao Pai, e do Espírito ao Pai e ao Filho é perfeitamente compatível com a igualdade predicada acerca da Trindade ontológica; assim, o princípio da subordinação (I Coríntios 11:3) nos foi outorgado na criação do homem e da mulher, e consequentemente da família, onde no aspecto ontológico, o homem e a mulher, o esposo, a esposa e os filhos são iguais perante o Senhor, sem nenhuma superioridade espiritual do homem, pelo simples fato de ser homem e nenhuma inferioridade espiritual da mulher, pelo simples fato de ser mulher; mas no aspecto econômico há uma hierarquia funcional, que deve ser observada e espelhada tanto dentro da família quanto dentro da Igreja, as duas instituições divinas, cuja liderança foi delegada pelo Criador ao homem, e a subordinação delegada à mulher e aos filhos, no caso destes últimos, perante os seus pais.

VI – Pela independência espiritual e sociológica da Igreja. A prática da Igreja quanto à escolha da sua liderança espiritual no decorrer de quase dois mil anos sempre se ateve e se submeteu às orientações bíblicas, não se deixando influenciar pelos chamados avanços da civilização, pela modernização dos tempos, pelo progresso tecnológico, pela crescente participação da mulher na sociedade, etc., sendo que estas conquistas, pois mais benéficas que possam ser em hipótese alguma são conclusivas, referenciais, nem determinantes em assuntos doutrinários e também não podem anular princípios bíblicos eternos.

VII – Devido ao revolucionário valor que Jesus conferiu às mulheres. Nosso Salvador inaugurou o verdadeiro reconhecimento social e humano da mulher, restaurando e exaltando sua dignidade diante de Deus e do mundo, o que permaneceu realçado nos ensinos apostólicos.
Todavia, os escritos bíblicos em hipótese alguma foram contaminados pela mentalidade e postura profundamente machista daquela época; mesmo assim, o Senhor Jesus, e consequentemente os apóstolos, não colocaram mulheres na posição de liderarem espiritualmente a Igreja, mantendo sempre clara a diferença nas funções do homem e da mulher, tanto na igreja quanto na família.

VIII - As mulheres foram profundamente respeitadas e valorizadas pela Igreja Cristã Primitiva, desempenhando um papel fundamental para o cumprimento da Grande Comissão, entretanto, sem reivindicarem ou exercerem a liderança ou funções tipicamente masculinas; algo que se perpetuou no decorrer da história da Igreja até os nossos dias, em total submissão à Palavra de Deus visando honrar o Senhor da Igreja.

IX - A Palavra de Deus concede às mulheres cristãs, mediante a Graça e Misericórdia do Senhor, como ocorre nitidamente em nossos dias, realizar dentro e fora de seus lares, bem como, dentro e fora da Igreja de Cristo, ministérios preciosos, abençoados e abençoadores, nas mais diversas áreas, com as mais diversas faixas etárias, sem a necessidade de se sobrecarregarem e se exporem a algo que Deus delegou estritamente a líderes espirituais masculinos, ou seja, a liderança do lar e o pastorado.

X - As condições para o exercício da liderança pastoral não se baseiam estritamente em dons espirituais, nem em aptidões sociais, mas são regidas pelas qualificações bíblicas.

Concluindo
Uma hermenêutica e uma exegese bíblicas sérias das passagens que tratam da liderança familiar e eclesiástica mostram claramente a falta de fundamento e o perigoso desvio doutrinário que consiste aderir ao pastorado de mulheres.

Desta feita, entendemos que as pressões sociais oriundas de um mundo em constantes transformações, acabam por impor um novo papel à mulher, também na igreja - já que no mundo esse é um processo contínuo e já consolidado.

Todavia, ressaltamos uma vez mais, que não cabe à Igreja de Jesus orientar-se, espelhar-se ou pautar-se nos fenômenos sociais e sim na Palavra de Deus e no legado dos apóstolos.

Semelhantemente, a estratégia adotada por alguns de ordenar casais também não encontra apoio bíblico em parte alguma, sendo, por nós, igualmente desconsiderada à luz da Palavra.

Não menos absurdo é o argumento daqueles que sustentam uma suposta necessidade de mulheres no ministério pastoral em virtude do abandono dos homens a esse ofício sagrado.
Não nos consta que existam pesquisas sérias que provem isso e nem mesmo a mais superficial das observações assim o demonstra. Mesmo em campos onde não existem pastores, muitas missionárias desempenham com humildade e piedade alguns papéis de liderança, até que ali se estabeleça um sacerdote local.

Isso nunca foi problema e nem motivação para que se ordenem mulheres pastoras. Parece-nos mais uma tentativa desesperada de justificar o injustificável.

Todavia, convém esclarecer que a rejeição à consagração de mulheres ao pastorado, não coloca quaisquer dúvidas sobre a capacidade, competência, espiritualidade, espírito de realização, virtude, inteligência e cultura de qualquer uma das nossas irmãs em Cristo, nem deve ser encarado ou tratado como preconceito ou atitude machista.

Aos que puderem compreender nossa sinceridade nesse sentido, ficam nossos agradecimentos, aos que não conseguirem alcançar a humildade de reconhecer essa clara verdade bíblica, ficam as nossas orações!

Pr. Reinaldo Ribeiro
Pb. João Placoná



































quarta-feira, 9 de abril de 2014

Devemos pregar o evangelho aos cristãos?

A menos que você esteja empenhado em levar o evangelho a alguma tribo de nativos isolados nas Américas ou África, ou ainda a populações predominantemente islâmicas ou orientais, o mais provável é que estará pregando o evangelho a cristãos nominais.

O mundo ocidental foi cristianizado há séculos e o nome de Jesus não é novidade para ninguém nestas partes do mundo.

Portanto, seu público, por assim dizer, será diferente daquele que os apóstolos ou os primeiros discípulos encontravam em seus esforços evangelísticos há dois mil anos.

Ou eles pregavam a pagãos, que nunca tinham ouvido falar de um Deus único e muito menos do nome de Jesus, ou a judeus, que possuíam ao menos o conhecimento de Deus, porém ainda precisavam saber que em Jesus se cumpriam todas as Escrituras que hoje chamamos de Antigo Testamento.

É destas duas classes que Paulo fala em Gálatas 2:7: “Antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me estava confiado, como a Pedro o da circuncisão...”.

O mais próximo que temos de uma pregação a cristãos no Novo Testamento é o caso de Simão, o mago, em Atos 8:9-24. Seria bom você ler a passagem toda, mas basicamente ali encontramos um homem que ouviu o evangelho da boca de Filipe e creu, ao menos intelectualmente, no que Filipe dizia do reino de Deus e do nome de Jesus. Ats 8:13 “E creu até o próprio Simão; e, sendo batizado, ficou de contínuo com Filipe; e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito”.

Repare que ele foi batizado, como a maioria da população ocidental hoje é, e “ficou de contínuo com Filipe”, como muitos hoje vivem na companhia daqueles que lhes pregaram a Palavra de Deus ou de outros convertidos.

A isto chamamos hoje de cristandade, a “grande casa”, mencionada em 2 Timóteo 2, na qual há vasos para honra e para desonra, crentes verdadeiros e falsos.
Embora a passagem de Atos 8 seja breve, podemos ver que por algum tempo Simão teve essa “vida cristã” na companhia de samaritanos que tinham genuinamente se convertido a Cristo. Enquanto Simão vivia seu cristianismo exterior misturado com aqueles que eram genuínos e receberiam o Espírito Santo, a notícia da conversão de samaritanos chegou a Jerusalém e Pedro e João foram visitá-los, quando também tiveram a oportunidade de testemunhar que aos samaritanos Deus também concedia o Espírito Santo. (Obs. O livro de Atos é um período de transição, portanto ali encontramos diferentes classes de pessoas - judeus, gentios e samaritanos - recebendo o Espírito em ocasiões e de maneiras distintas, uns antes de serem batizados nas águas, outros depois).
Mas voltando a Simão, o fim da história revela que, apesar de ter crido exteriormente e estar participando dos privilégios do cristianismo, ele era um falso professo que nem mesmo ousava pedir, de si mesmo, perdão a Deus por sua ganância de querer pagar para receber o Espírito Santo e depois lucrar com isso.

O caso dele é muito semelhante ao dos judeus que tiveram contato com Jesus, os quais são descritos em Hebreus 6 e entre os quais inclui-se Judas, o traidor.
Heb 6:4-6 “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados [Judas foi], e provaram o dom celestial [Judas provou], e se tornaram participantes do Espírito Santo [o Espírito estava com os discípulos, mas não neles]. E provaram a boa palavra de Deus [Judas não perdeu um sermão de Jesus], e as virtudes do século futuro [o poder de curar e expulsar demônios que foi dado aos outros apóstolos, foi dado a Judas também], E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério”.

Repare que a passagem não fala de pessoas que realmente creram e foram salvas de seus pecados, mas apenas participantes dos privilégios do cristianismo como é hoje o cônjuge incrédulo de alguém verdadeiramente salvo. 1Co 7:14 “Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos”.

Portanto, hoje ao pregar o evangelho, você estará pregando a cristãos. Eles já foram mais que expostos ao nome de Jesus, sem muitos deles nunca terem entendido ou crido no evangelho.

É um conhecimento apenas intelectual, na maioria das vezes misturado com muitos erros herdados do catolicismo, do protestantismo e do pentecostalismo. Que erros são estes?

O primeiro que me vem à mente é a ideia absurda de que você é salvo fazendo parte de alguma igreja.

Esta ideia foi popularizada pelo catolicismo romano e mais tarde abraçada por segmentos protestantes, principalmente neopentecostais.

Raciocine assim: O que é a igreja? Biblicamente falando (e não no sentido denominacional) é o corpo de Cristo, o conjunto dos que foram salvos por Cristo.

Localmente ela é representada onde estiverem dois ou três congregados pelo Espírito, no meio dos quais o Senhor promete estar.

Não é uma organização ou instituição, mas o corpo místico de Cristo manifestado de forma visível nos salvos por Ele.

Agora vamos ao absurdo do conceito de a salvação estar na igreja: como poderia alguém ser salvo pelos salvos?

Sim, pois se alguém diz que você só pode ser salvo se estiver em uma determinada companhia de cristãos, à qual dá o nome de “igreja”, a salvação já não está no Salvador, mas nos salvos por Ele.

Mas será que a Palavra de Deus diz que devemos estar em algum lugar? Sim, devemos estar em Cristo.

2Co_5:17 Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

Portanto, ao pregarmos os evangelhos a cristãos devemos deixar claro que a igreja não garante a salvação, pois a igreja é o conjunto dos salvos.

Não é a igreja que salva pecadores, mas é Jesus quem salva a igreja, o conjunto de pecadores salvos por Jesus.

Ef 5:25-27 Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.

Tit_2:14 O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial,

Certamente nenhum apóstolo ou discípulo do primeiro século precisou enfrentar um problema como este, de pregar o evangelho para pessoas que achavam que, por estarem inseridas em um determinado agrupamento de cristãos, estariam por isso a salvo da perdição eterna.

O mais perto que podemos ver disso, além do caso de Simão, o mago, são os destinatários da epístola aos Hebreus. Ali temos cristãos, nominais ou genuínos, aos quais é endereçada uma carta para mostrar a superioridade do sacrifício e sacerdócio de Cristo em relação às sombras dos sacrifícios e sacerdócio do judaísmo. As palavras “melhor” e “melhores” aparecem onze vezes na epístola, e no final aqueles judeus cristãos são convidados a saírem do arraial judaico para se encontrarem com Cristo e compartilharem de sua rejeição.

Heb 13:10-13 Temos um altar, de que não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo. Porque os corpos dos animais, cujo sangue é, pelo pecado, trazido pelo sumo sacerdote para o santuário, são queimados fora do arraial. E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta. Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério.

Hoje existe um “arraial” claramente visível na cristandade. Basta reparar no quanto de judaísmo existe impregnado em alguns grupos cristãos para entender.

Templo, altar, vestes especiais, liturgia, sacerdotes, dízimo, incenso, música instrumental no louvor, levitas etc. São elementos emprestados do judaísmo.

Assim como o autor da epístola aos Hebreus fez um apelo a todos aqueles judeus cristãos para que se apartassem de vez do judaísmo, cabe também convidar hoje os cristãos a saírem do arraial; a saírem a Cristo fora desse sistema judaico que Deus já deu por encerrado e que muitos cristãos ainda insistem em piratear.

Nenhum de nós pode identificar quem é ou não verdadeiramente salvo, pois "o Senhor conhece os que são seus", mas ao pregarmos o evangelho é bom discernir se estamos pregando a pessoas completamente alheias às Escrituras, ou a pessoas que até sejam versadas nelas, como eram os hebreus, porém dentro de uma ótica de um judaísmo cristão.

Repare que até aqui já tratamos de dois aspectos de crenças falsas encontrada entre cristãos nominais: a salvação por meio da igreja e a salvação por meio de rituais e costumes emprestados do judaísmo.

Em muitas religiões da cristandade estas duas coisas andam juntas. Porém as religiões pentecostais introduziram mais um ingrediente nessa salada do mundo cristianizado, e este é a incerteza da possessão garantida de salvação, o que basicamente é a mesma coisa que a salvação por obras.

A ideia é mais ou menos esta: Você é salvo quando crê em Jesus, porém para permanecer salvo precisará cumprir uma série de requisitos, os quais variam de frequentar uma determinada denominação, ser batizado de uma determinada maneira, ou andar vestido dentro de um determinado padrão de “moda evangélica”.

Algumas vertentes mais sofisticadas desse evangelicalismo sutilmente introduziram a salvação pelo senhorio, que basicamente é ser salvo, mas sem permanecer salvo, a menos que esteja sob o senhorio de Cristo, isto é, em um contínuo arrependimento e sob a direção do Senhor.

O cristão só poderá considerar se realmente salvo quando chegar ao final de sua jornada aqui ou se for hipócrita o suficiente para se iludir de que é 100% guiado pelo Senhor.

Mais uma vez a salvação acaba dependendo do homem, de sua obediência e perseverança, e não da obra completa de Cristo na cruz do calvário e da promessa inequívoca da Palavra de Deus, que nos dá a segurança de descansarmos em uma obra que do começo ao fim depende unicamente de Deus:
Flp_1:6 Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;

1Ts_5:9 Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo,

De tudo concluímos que, apesar de o evangelho ser simples e resumir-se às boas novas de que Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação, e sabendo que Ele é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê quem evangeliza o mundo cristianizado poderá precisar ajudar a drenar a mente do evangelizado para excluir toda a lama teológica acumulada durante séculos de catolicismo romano, protestantismo e pentecostalismo, para então derramar a água pura da Palavra de Deus.

1Co 15:3-4 Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
Rom_1:16 Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.

Mas, considerando que essas vertentes cristãs - catolicismo, protestantismo e pentecostalismo - também trazem em seu bojo a doutrina de que a salvação é pela fé em Cristo e em seu sacrifício consumado na cruz, como saber separar o que é lama e o que é água da mensagem recebida e incorporada por alguém cristianizado?

Resposta: Procurando filtrar aquilo que exalta a Deus daquilo que exalta o homem. 

O evangelho puro - Cristo morreu, Cristo ressuscitou - exalta unicamente a Deus, que enviou o seu Filho para salvar.

O evangelho misturado, que vai desde dizer que você é salvo por suas boas obras, até dizer que é salvo pela fé, mas se mantém salvo pela perseverança, exalta o homem, porque no final a salvação terá sido uma conquista do salvo e não um presente recebido por graça imerecida.

No verdadeiro céu os redimidos por Cristo darão toda glória a Deus e ao Cordeiro e cantarão um novo cântico: “Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação” (Ap 5:9).

No imaginário céu da religiosidade cristã, seus esforçados adeptos cantarão o velho cântico de Caim: “Digno sou... porque por meio do fruto daquilo que com meus esforços plantei, cuidei e colhi aqui neste mundo conquistei e garanti o favor divino”.

Talvez aqui você diga que falando assim estou ofendendo católicos, protestantes e pentecostais.

Considerando que no final não haverá católicos, protestantes ou pentecostais, mas Deus será tudo em todos (1 Co 15:28) não vejo a utilidade de se tentar defender coisas e rótulos que um dia deixarão de existir por terem sido inventadas por homens.

Não é a Deus que você quer glorificar? Não é a Cristo que quer apresentar às pessoas para que sejam salvas?

Então "por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura" (Is 55:2).

Mario Persona 

Pb. João Placoná

O homem também morre pela boca

No caso dos peixes, devido a se sentirem atraídos por uma isca presa num anzol que, enganando, os faz abocanhar aquele pretenso petisco e, assim, acaba fisgando-os.

O Homem também é fisgado, desta feita em sentido figurado, é claro, mas fisgado sim! Firmemente fisgado, aprisionado e, por fim, morto.

Não atraído por algo externo, neste caso. Não enganado por uma isca que aguçaria o sentido da fome, da ingestão de algo. No caso da humanidade, o Homem morre pela boca devido àquilo que sai dela, não que entra.

O Homem morre devido, primeiro, à sua rejeição à oferta de salvação. Rejeitando esta oferta, dizendo um sonoro não, quer audível quer silencioso, mas um não ao oferecimento gratuito de um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, ele está decretando sua morte. Morte eterna, inclusive!

Como consequência direta desta morte, já em vida, ele morre também na sua alma. O Homem, por causa desta rejeição à obra redentora do Senhor Jesus, desenvolve um comportamento, um hábito vicioso e dos mais mortais: a murmuração.

O Homem sem salvação, sem Cristo, é um eterno murmurador. Reclama de tudo; nada está bom. Se estiver frio, é o frio insuportável; se está calor, o clima não é mais o mesmo.

Ninguém aguenta com uma pessoa assim! O problema maior não é o inconveniente social, mas que isto é a expressão do que há no seu coração.

A Palavra de Deus afirma, e é facilmente comprovável, que “a boca fala do que está cheio o coraçãoLucas 6:45.

A vida de uma pessoa sem Cristo é, realmente, sem graça. Isto só pode resultar em murmuração, reclamação e, em última instância, em blasfêmia.

A murmuração não será eliminada, porém, com a solução dos problemas e circunstâncias que, aparentemente, são sua causa. Não, se o clima ficar perfeito, o murmurador encontrará outro alvo. Talvez a própria perfeição do clima passe a ser um motivo para reclamar.

A questão não é de solução dos fatores externos, mas de eliminação dos fatores internos, da insatisfação vivida pelo Homem. Só quando você tiver sua natureza transformada pela obra salvadora de Jesus Cristo deixará de ser um murmurador e, assim, não correrá mais o risco de “morrer pela boca”.

Quando o Senhor Jesus se torna Senhor da sua vida, desfazem-se as razões para a insatisfação, o medo, a insegurança. Em lugar destas “doenças” da alma, instala-se a alegria, a esperança, a paz. E isto, em qualquer situação que você viva. Seu estado de ânimo, seu humor não dependerá mais dos fatores externos.

Aquele que é a nossa alegria, justiça, paz e satisfação habitará no seu coração enchendo-o de motivos para se regozijar. Suas palavras deixarão de ser murmurações, reclamações e ofensas para se tornarem palavras abençoadoras e esperançosas. Troque, urgentemente, seu coração, de um coração pesado por um de alegria e esperança. Você vai ver, suas palavras mudarão!

Pr. Ivan Cardiano

Pb. João Placoná

Arrependa-se!

“Deus não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam” Atos 17:30.

O verdadeiro arrependimento começa por reconhecermos nossa natureza pecaminosa e inteiramente corrupta.

Em geral, as religiões e conceitos humanos nos ensinam que o problema é o que fazemos de errado, e temos de nos arrepender dos atos que cometemos.

Mas, a Bíblia nos mostra algo mais profundo.

A pessoa que se arrepende de fato consegue enxergar além do mal que fez, o que talvez nem tenha sido um pecado particularmente grave, mas é fruto de uma natureza inimiga de Deus. “Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque” Eclesiastes 7:20; “Desviaram-se todos, e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não, nem sequer um” Salmo 53:3.

Só podemos nos arrepender por graça divina: “Ou desprezais tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?” Romanos 2:4.

A manifestação dele se dá mediante:

1 – Uma convicção profunda de pecado (Salmo 51);

2 - Confissão a Deus, por ser Ele o primeiro ofendido, e depois aos que prejudicamos;

3 - Abandono dos pecados confessados (Provérbios 28:13).

O crente guarda em seu coração a lembrança das faltas que o humilham, porém não é esmagado nem vencido por elas, porque se alegra com a graça imerecida do perdão que lhe foi concedido.

Assim, o arrependimento é o primeiro passo em direção a Deus. E nele já se manifesta a fé, porque o que confessa seus pecados tem a esperança de obter o perdão.

É impossível se arrepender segundo Deus sem que haja uma transformação real interna e externa.

O arrependimento envolve a confissão dos pecados com profunda tristeza e consequente abandono destes.

Quem se arrepende muda por completo sua maneira de pensar e de viver.

O arrependimento restaura e renova nossa intimidade com o Senhor.

Hoje o Senhor ainda nos convida ao arrependimento e em seguida para produzir os “... frutos dignos de arrependimento” Mateus 3:8.

Nosso andar Diário

Pb. João Placoná

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Dia de Semear

Um novo dia nasce em nossa vida. É dia de semear, de lançar boas sementes. Só colhem bons frutos os que lançam boas sementes.

O sonho de cada pessoa é colher felicidade... Ninguém nasce para ser infeliz. Todos nós sonhamos com uma colheita farta de felicidade. Mas, para colher, é preciso primeiro plantar.

Acontece que muitas vezes esquecemos-nos de semear ou nos cansamos de semear e depois nos surpreendemos quando a colheita boa não vem.

Como colher se não semeamos?

Ô apóstolo Paulo sugere: "Não nos cansemos de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita”. (Gálatas 6..9)

Às vezes vejo gente cansada de semear o bem, elas dizem:

· Já investi tanto naquela pessoa. Não adiantou. Não tive retorno. Agora desisto!

· Já estou cansado de prestar serviços voluntários. Nada muda. Ninguém reconhece o meu esforço. Vou parar com isto!

· Já estou cansado de atuar na comunidade. São sempre os mesmos a fazer tudo. Enquanto outros, não fazem nada.

· Sim, estou cansado de servir, de amar, de fazer o bem.

É compreensível que desanimemos, Deus entende também a nossa decepção. Nossa revolta também tem lugar no colo de Deus. Mas ele insiste: Não desanime! Não desfaleça! No seu tempo colherás!

Aprendamos, portanto, com a paciência e da perseverança do agricultor. Ele sabe que, para colher, é necessário plantar, custe o que custar.

Às vezes ele planta e a chuva não é suficiente para uma boa colheita.

Às vezes ele semeia, mas vem a tempestade e carrega para longe a semente.

Às vezes ele planta, mas vêm os insetos e acabam com a lavoura.

Nem por isso ele deixa de plantar. É persistente porque sabe que, a seu tempo, a colheita virá.

· Como posso colher amizade, se me cansei de querer o bem às outras pessoas?

· Como posso colher paz se já me cansei de perdoar?

· Como posso colher amor se já não quero mais servir?

· Como posso colher felicidade se já não me empenho pela felicidade dos outros?

· Como posso colher bênção se vivo reclamando da vida?

Por isso, oremos:

Senhor! Devolve-nos o prazer de plantar o bem e a alegria de semear a boa semente neste novo dia. E que assim, a esperança em dias melhores continue a fazer parte de nossa existência. Perdoa-nos se tantas vezes desfalecemos na prática do bem. Em ti nós confiamos e a ti nos entregamos neste novo dia que foi feito para semear.

Oramos em nome de Jesus. Amém!

Silvestre Macedo – Matão – SP

Pb. João Placoná

sexta-feira, 4 de abril de 2014

A Verdade que Liberta

"E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas". ( I Coríntios 12.28)

"Mas faça-se tudo decentemente e com ordem". (I Coríntios 14.40)

Meditando nesses versículos, podemos entender porque há tanto desacerto e tanta incoerência em boa parte do comportamento e dos ensinos protagonizados por muitos “líderes” atuantes hoje, no meio dito evangélico.

São lobos astutos travestidos de líderes, que se aproveitam da forma como o sistema “funciona” e do modo como está organizado.

São profissionais eclesiásticos que buscam primeiro e antes de qualquer coisa, seu próprio bem-estar e interesses pessoais, camuflados em discursos, como quem busca, propaga, defende e vive o Reino de Deus.

Mas na verdade estão longe de toda essência e verdade daquilo que seja o Santo e Bíblico Evangelho de Cristo Jesus.

São estes os que almejam tomar conta de tudo e organizam “convenções” para lhes respaldar. São líderes que combatem qualquer pregação ou pessoa que possam colocar em risco o seu “apostolado”.

Alardeiam toda novidade que aparece na praça, investem em qualquer estratégia evangelística que esteja “dando certo”. Imitam e copiam descaradamente todo tipo de evento que dê retorno financeiro e que atraia mais pessoas para os seus currais.

Chamam de “mover de Deus”, qualquer coisa que promovam, e assim enganam multidões. Semelhantemente, muitos irmãos abrem mão da capacidade de pensar e se deixam manipular pelos tais.

Nesse contexto de “liderança”, qualquer pensamento que tenham é atribuído à voz do Espírito Santo. Qualquer pretensão que cultivem é chamada de ordem de Deus. Qualquer palavra que falam são profecias. E quando pensam ou imaginam toda sorte de situações sobre fatos ou pessoas, imediatamente afirmam tratar-se de uma “revelação”.

São amantes do reconhecimento público, gostam do aplauso, da admiração, de serem aclamados por títulos semelhantes aos autênticos servos de Deus da era bíblica e se orgulham de serem vistos como homens cheios do Espírito Santo, muitas vezes simulando línguas estranhas em todas as ocasiões, claramente afrontando a Palavra de Deus, que afirma:

E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus". (I Coríntios 14:27-28).

Alguns pregadores usam e abusam das técnicas de manipulação de massas; gritam exageradamente durante muito tempo, até conseguirem influir no emocional das pessoas; alteram a velocidade do discurso, o tom de voz, e assim persistem até que todos estejam gritando, chorando, numa catarse coletiva. E a esse tipo de histeria, que não passa de técnica de manipulação mental, chamam de presença do Espírito Santo.

O Espírito Santo pode agir e fazer o que quiser do jeito que quiser e se manifestar das mais variadas formas, Ele é Deus, Ele é Soberano...

Não ouso questionar as genuínas ações do Espírito Santo, nem o jeito que Ele opera. Também creio e prego sobre dons espirituais e sobre o poder de Deus, no entanto, o mesmo Espírito Santo que se manifesta em poder é o que inspirou homens a escrevem as sagradas letras das Escrituras.

Logo, o Espírito Santo jamais seria o autor e motivador de ações esquizofrênicas e desvairadas, que assemelham a Casa de Deus a um manicômio e que a própria Bíblia reprova.

Muitos irmãos se deixam levar pelo emocionalismo e se esquecem desse fundamental detalhe.

Está escrito na Palavra:

Por gente de outras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão, diz o Senhor. De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis.

Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?" (I Coríntios 14.21-23).

É preciso ter cuidado com esse tipo de prática. É preciso ordem no culto. É preciso entender que o espírito do profeta está sujeito ao profeta e não se deixar levar pelas emoções e muito menos tentar manipular o sentimento dos outros.

É preciso cuidar para não escandalizar as pessoas que visitam as igrejas e chegam sedentas de Deus, mas que saem de nossos recintos assustadas e portando a pior imagem possível a nosso respeito.

Fomos chamados para ganhar o mundo e não para sermos ridicularizados por ele.

Não obstante, também percebemos uma nítida técnica de amedrontamento das ovelhas, com o óbvio propósito de mantê-las controladas, manipuladas.

Shows e espetáculos dão o tom da versão gospel do pão e circo. Ensina-se apenas o básico e não se dá alimento verdadeiramente sólido ao rebanho.

Criam-se doutrinas baseadas em “visões” e “revelações” (bem à moda das seitas e heresias), regulamentos e regras ridículos, que visam, antes de qualquer coisa, manter as rédeas curtas, gerando proibições e imposições humanas, baseados em usos e costumes, sendo a maioria desprovida de qualquer embasamento bíblico.

Tais “pastores, apóstolos, bispos, patriarcas” mantém o rebanho o tempo todo envolvido com novidades, deixando-os afastados da séria teologia bíblica, para que assim não cresçam, ficando eternamente subservientes à sua dependência.

Não aprendem a exercer o seu direito de cidadãos do céu, não são ensinados sobre mordomia cristã, sobre renúncia e cruz, nada sabem acerca de santificação e testemunho.

Perecem com o medo de demônios, vivem prisioneiros de superstições, aprendem regras, cumprem o que conseguem, mas são cristãos sem plenitude, dependentes, raquíticos espiritualmente e facilmente manipulados para entregarem dinheiro em troca de supostas bênçãos dos céus.

Graças a Deus, que por outro lado, o Espírito Santo está fazendo cair as máscaras de tais “crentes”, provocando um verdadeiro mover entre aqueles que de fato têm sede de Deus.

Isso está provocando algumas reações contrárias, gerando antagonismos. É fácil compreender a razão, pois quem busca a face de Deus, encontra.

Quem tem sede, é saciado. E quanto mais íntimo de Deus, quanto mais dependente dEle você for, menos você vai depender dos homens com suas regras carnais e loucuras heréticas.

Deus está levantando uma geração capaz de se derramar diante de dEle, sem a necessidade de se submeter às normas e rituais preestabelecidos por impostores do ministério; uma geração  que quebra as regras do mantra gospel e se entrega verdadeiramente à adoração sincera, com a alma, sem necessidade de manipulação, sem apelos à prosperidade, sem nada exigir de Deus.

Ovelhas precisam ser conduzidas, é verdade. Mas precisam ser conduzidas por pastores autênticos, pastores que seguem o Pastor por Excelência, o Sumo Pastor, que é Jesus Cristo.

O Evangelho é simples e é essa simplicidade que precisa voltar. O poder de Deus não envelhece. A Igreja não precisa de “novas unções”, de “novas visões” e muito menos de “novos apóstolos”.

Infelizmente a Igreja hoje está distante da Bíblia e é de Bíblia que ela precisa.

Deus está perto. É preciso aprender “chegar-se a Ele e Ele se chegará”... Ovelhas são ovelhas. Pastores são pastores. Todos somos irmãos.

Isso que precisa ser restabelecido. Relação entre irmãos e não dependência mística entre gurus e seguidores.

São as complicações que o homem colocou no Evangelho, são as deturpações que o homem fez na verdadeira doutrina, que dão margem a tantas heresias que hoje se evidenciam.

"Por isso que existem tantas ovelhas “perdidas” dentro da casa do Pai. Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. " (II Coríntios 11:3)

Procure crescer no conhecimento da Palavra, procure conhecer a verdade e a verdade te libertará (João. 8.32).

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pb. João Placoná

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Evangelho Fácil e Descomplicado

evangelho sério

Imagine um evangelho fácil, onde as pessoas podem fazer o que querem sem se preocupar com qualquer tipo de repreensão.

Algo meio que descomplicado e sem muitas exigências, sem ninguém pegando no seu pé ou tentando ensinar o que é certo ou errado.

Infelizmente é esse tipo de evangelho que está surgindo nesses últimos dias.

Parece que as pessoas perderam a visão do que realmente é Reino de Deus e tem buscado viver somente sua própria vontade.

A maioria não tem mais a preocupação com o Sagrado, perdendo a visão do que é viver a vontade do Eterno.

Muitos pregadores se limitam a pregar um evangelho voltado para as vontades humanas, onde os desejos e prazeres são correspondidos segundo seu próprio querer, esquecendo-se completamente de pregar o evangelho genuíno que tem como objetivo principal a transformação do caráter do indivíduo.

O homem vive o evangelho das facilidades, onde tudo é permitido, não precisa largar nada, basta freqüentar a igreja que todos seus problemas serão solucionados automaticamente em um piscar de olhos.

Algo do tipo sem esforço, sem renuncia, ou arrependimento diferente daquele pregado por João Batista, Jesus e os Apóstolos.

O evangelho fácil e descomplicado não tem mais as cobranças por santidade ou compromisso, basta seguir sem preocupação, sem nenhum esforço ou sombra de mudança.

Nos dias atuais parece que as facilidades aumentaram à medida que as verdades diminuíram.

Se há alguns anos era necessário largar tudo e morrer para poder viver em Cristo hoje tomaram o caminho inverso, viva intensamente o mundo e suas paixões sem precisar largar nada por Jesus.

Isso sem contar a troca de valores onde o ter é mais valorizado do que o ser.

Mas, mesmo diante de tudo isso, a verdade é que o evangelho genuíno e autentico não mudou, permanece o mesmo.

Nele a felicidade do homem está apenas em fazer a vontade de Deus arrependendo-se dos seus pecados e reconhecendo Jesus Cristo como único Senhor e Salvador de sua vida.

Nada de meias verdades, firula, propaganda ou promessas.

“Se alguém vier a mim, e não aborrecer a pai e mãe, a mulher e filhos, a irmãos e irmãs, e ainda também à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não leva a sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo”. Lucas 14:26,27.

Portanto, fique esperto!

Não acredite em tudo o que você ouve ou vê na Igreja/Rádio/TV, principalmente quando surgem pessoas dizendo que há um ano tinham 200 cheques sem fundos, não tinham casa para morar, não tinham o que comer, “andavam” de ônibus e muitas vezes a pé... Mas, de um ano para cá, após ter frequentado “O........” na Igreja “............” a vida mudou, hoje tem casas, automóveis importados, casas na praia ,dinheiro em banco e já resgatou todos os cheques sem fundos...

De outra parte, encontramos aquelas Igrejas que prometem curas milagrosas para todo mundo, como se ninguém devesse ficar doente.

O que dizer do apóstolo Paulo que sofria de uma doença e não foi curado? Sem falar de alguns discípulos seus que também amargaram doenças!

Timóteo tinha uma enfermidade no estômago, razão pela qual Paulo aconselha que tome vinho com água, e que Trófimo não pode acompanhar Paulo por causa de doença (por que Paulo não o curou?): "Erasto ficou em Corinto, e deixei Trófimo doente em Mileto". 2 Timóteo 4:20.

Deus tem seus planos quando permite que um cristão adoeça e até mesmo morra.

Ou será que não morremos mais?

Juanito Carvalho

Pb. João Placoná