quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Os 7 Espíritos de Deus

sete

Quando nos referimos ao Espírito Santo sempre tomamos como referência os Sete Espíritos de Deus, que são facetas do Espírito Santo, e este deseja implantar em nós estas virtudes.

Estes são os 7 Espíritos de Deus que João viu:

Ap. 4:5 – 5 ...as quais são os 7 Espíritos de Deus

Isaías 11:2

E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor.

O número 7 é um número simbólico, qualitativo, comunicando a idéia de algo completo e, quando relacionado a Deus, a idéia de perfeição. Representa a presença do Espírito Santo diante do trono de Deus.

Portanto, o Espírito Santo é manifestado em termos de perfeição de sua atividade dinâmica, complexa.

Uma igreja sobre a qual é derramado os 7 Espíritos de Deus desfrutará de uma plena visitação e manifestação do Espírito Santo, e poderá vir a ser morada de Jesus, não desfrutando apenas de visitações mas sendo habitação da glória de Deus…

O preço a ser pago é: Separação, santidade e renúncia.

Ao mesmo tempo em que estamos próximos de ter a glória de Deus se manifestando em nosso meio, estamos muito longe, porque os 7 Espíritos habitam em nosso meio somente após uma renúncia completa do “eu”, e uma entrega total ao Senhor.

1) O ESPÍRITO DO SENHOR

Este é o que concede as habilidades para um Rei, ser Senhor é ser soberano, é ter domínio da situação, é viver no senhorio de sua vida, é não se curvar aos prazeres da carne, e aos encantos de satanás.

2) O ESPÍRITO DE SABEDORIA

Este é o que traz o conhecer sem ver, ter a resposta antes da pergunta, é ser sábio tanto no pensar quanto no falar ou no agir. Só o Espírito do Senhor pode nos levar em excelência a algum lugar. Foi o que Salomão pediu, e foi o que ele teve.

3) O ESPÍRITO DE INTELIGÊNCIA

Este é o que dá capacidade para desenvolver estratégias, capacita a mente para discernir qual caminho seguir, tomar a decisão certa nas horas mais incertas, ter percepção de tudo. Se a sabedoria dá conhecimento, a inteligência dá capacidade.

4) O ESPÍRITO DO CONSELHO

Este é o que tem a boa palavra, a palavra que produz vida, aquela que se dá sobre o que convém fazer, é o juízo, o ensinamento, é o fruto que produz vida.

5) ESPÍRITO DE FORTALEZA

Este é o que dá energia, segurança, é virtude dos fortes, qualidade de ser forte, traz constância, solidez ao justo. Estabelece os fundamentos para o firmamento, e assim estarmos prontos para o dia da luta.

6) O ESPÍRITO DE CONHECIMENTO

Este é o que dá a experiência para o discernimento, consciência de si própria, este é o que tem a instrução, a perícia a cultura. É o que nos capacita para não cometermos o mesmo erro duas vezes.

7) O ESPÍRITO DO TEMOR

Este é o que dá o sentimento profundo de reverência ou respeito, também o zelo e a pontualidade. Este nos prepara para nos aproximarmos de Deus, e nos colocarmos na condição de adoradores.

João Placoná – Presbítero, Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra e Articulista.

sábado, 20 de setembro de 2014

Casamento Homossexual– “Gay”

De imediato discordamos que sequer possa existir algo que se chame “casamento gay”.

Isso é insustentável, pois desvirtua a ideia pressuposta do que seja casamento ou  "aliança". Não é por eu ser uma criatura sexual, que sou apto a fundar uma aliança.

Casamento não combina com acasalamento, até porque para acasalar não é preciso casar!

Os compromissos ou alianças são mais profundos. São atos de partilha simbólicos, cuja aliança (o anel) é o vestígio. E não acho que a união de fato seja a mesma coisa que casamento.

Essa partilha é um ato cultural, social, deve ser reconhecido pelos outros e pela natureza. O “casamento” homossexual, portanto, não é casamento, pelo simples fato de que chamar algo de casamento não faz disso um casamento.

O casamento sempre foi uma aliança entre um homem e uma mulher, ordenada por sua natureza à procriação e educação dos filhos, assim como à unidade e bem-estar dos cônjuges.

Os promotores do “casamento” homossexual propõem algo completamente diferente. Eles propõem a união entre dois homens ou duas mulheres. Isso nega as evidentes diferenças biológicas, fisiológicas e psicológicas entre homens e mulheres, que encontram a sua complementaridade no casamento.

Nega também a finalidade primária específica do casamento: a perpetuação da raça humana e a educação dos filhos. Duas coisas completamente diferentes não podem ser consideradas como se fossem iguais.

O casamento é uma relação enraizada na natureza humana e, portanto, regida pela lei natural.

O preceito mais elementar da lei natural é que “o bem deve ser feito e buscado e o mal deve ser evitado”. Pela razão natural, o homem pode perceber o que é moralmente bom ou mau. Assim, ele pode conhecer o objetivo ou finalidade de cada um de seus atos e como é moralmente errado transformar os meios que o ajudam a realizar um ato em finalidade do ato.

Qualquer situação que institucionalize a defraudação da finalidade do ato sexual viola a lei natural e a norma objetiva da moralidade. Estando enraizada na natureza humana, a lei natural é universal e imutável. Ela se aplica da mesma forma a toda a raça humana. Ela manda e proíbe de forma consistente, em todos os lugares e sempre.

O Apóstolo Paulo, na Epístola aos Romanos, ensina que a lei natural está inscrita no coração de todo homem (Rom 2,14-15).

O “casamento” homossexual sempre negará à criança ou um pai ou uma mãe, e todos sabem que o melhor para a criança é crescer sob a influência de seu pai natural e sua mãe natural.

Esta regra é confirmada pelas evidentes dificuldades enfrentadas por muitas crianças órfãs ou criadas por só um dos genitores, um parente, ou pais adotivos.

A lamentável situação dessas crianças será a norma para todos os “filhos” de “casais” homossexuais. Esses “filhos” serão sempre privados ou de sua mãe natural ou de seu pai natural.

Serão criados, necessariamente, por uma parte que não tem nenhuma relação de sangue com eles. Vão ser sempre privados de um modelo paterno ou materno autênticos. O chamado “casamento” homossexual ignora essa necessidade de toda criança.

O “casamento” homossexual valida e promove o estilo de vida homossexual em nome da “família”, o “casamento” homossexual serve para validar não só as referidas uniões, mas todo o estilo de vida homossexual em todas as suas variantes, bissexuais e transgêneros.

As leis civis são princípios que estruturam a vida do homem na sociedade. Como tais, elas desempenham um papel muito importante, e por vezes decisivo, que influenciam os padrões de pensamento e comportamento.

Elas configuram externamente a vida da sociedade, mas também modificam profundamente a percepção de todos e a avaliação de formas de comportamento.

O reconhecimento legal do “casamento” homossexual necessariamente obscurece certos valores morais básicos, desvaloriza o casamento tradicional e enfraquece a moralidade pública.

O “casamento” homossexual transforma um erro moral num Direito Civil. Os ativistas homossexuais afirmam que o “casamento” homossexual é uma questão de direitos civis, semelhante à luta pela igualdade racial nos anos 1960.

Isso é falso! Primeiro de tudo, comportamento sexual e raça são realidades essencialmente diferentes. Um homem e uma mulher querendo casar-se podem ser diferentes em suas características: um pode ser negro, o outro branco; um rico e o outro pobre; ou um alto e o outro baixo.

Nenhuma dessas diferenças são obstáculos insuperáveis para o casamento. Os dois indivíduos são ainda um homem e uma mulher e, portanto, as exigências da natureza são respeitadas. O “casamento” homossexual se opõe à natureza.

Duas pessoas do mesmo sexo, independentemente da sua raça, condição financeira, estatura, erudição ou fama, nunca serão capazes de se casar por causa de uma insuperável impossibilidade biológica.

Em segundo lugar, características raciais herdadas e imutáveis não podem ser comparadas com comportamentos não-genéticos e mutáveis. Simplesmente, não há analogia entre o casamento inter-racial de um homem e uma mulher e o “casamento” entre duas pessoas do mesmo sexo.

O “casamento” homossexual não cria uma família, mas sim apenas uma união naturalmente estéril.

O casamento tradicional é geralmente tão fecundo, que aqueles que querem frustrar o seu fim tem de fazer violência à natureza para impedir o nascimento de crianças, usando a contracepção (aborto). Ele tende, naturalmente, a criar famílias.

Já o “casamento” homossexual é intrinsecamente estéril. Se os “cônjuges” querem ter um “filho”, eles devem contornar a natureza por meios caros e artificiais ou empregar maternidade de substituição [“mães de aluguel”]. A tendência natural de tal união não é criar famílias. Portanto, não podemos chamar de casamento a união de pessoas do mesmo sexo e dar-lhe os benefícios e o reconhecimento do casamento verdadeiro.

O “casamento” homossexual desvirtua a razão pela qual o Estado beneficia o casamento. 

Uma das principais razões pelas quais o Estado confere inúmeros benefícios ao casamento é que, por sua própria natureza e desígnio, o casamento proporciona as condições normais de uma atmosfera estável, afetuosa, e moral, que é benéfica para a educação dos filhos, frutos do mútuo afeto dos pais.

Ele ajuda a perpetuar a nação e fortalecer a sociedade, o que é um evidente interesse do Estado. O “casamento” homossexual não fornece essas condições.

Seu desígnio principal, objetivamente falando, é a gratificação pessoal de duas pessoas, cuja união é estéril por natureza. Não tem direito, portanto, à proteção que o Estado concede ao casamento verdadeiro.

O “casamento” homossexual impõe forçosamente a sua aceitação por toda a sociedade. Ao legalizar o “casamento” homossexual, o Estado se torna o seu promotor oficial e ativo.

O Estado exige que os servidores públicos celebrem a nova cerimônia civil, ordena as escolas públicas a ensinarem sua aceitação pelas crianças, e pune qualquer funcionário que manifeste sua desaprovação.

Na esfera privada, pais contrariados vão ver seus filhos expostos mais do que nunca a esta nova “moralidade”; as empresas que oferecem serviços de casamento serão obrigadas a fornecê-los a uniões de pessoas do mesmo sexo; e proprietários de imóveis terão de concordar em aceitar “casais” homossexuais como inquilinos.

Em todas as situações em que o casamento afete a sociedade, o Estado vai esperar que os cristãos e todas as pessoas de boa vontade traiam suas consciências, impondo, por silêncio ou ação, um ataque à ordem natural e à moral cristã.

O “casamento” homossexual é a moda líder da nova revolução sexual. Na década de 1960, a sociedade foi pressionada para aceitar todos os tipos de relações sexuais imorais entre homens e mulheres. Hoje estamos presenciando uma nova revolução sexual, na qual a sociedade está sendo impelida a aceitar a sodomia e o “casamento” homossexual.

Se o “casamento” homossexual for universalmente aceito como a etapa presente da chamada “liberdade” sexual, que argumentos lógicos podem ser usados para deter as próximas etapas: do incesto, pedofilia, bestialidade e outras formas de comportamento antinatural?

Com efeito, os elementos radicais de certas subculturas de modismo sexual já estão defendendo essas aberrações. A insistência na imposição do “casamento” homossexual torna cada vez mais claro que o movimento gay, quer o admitamos ou não, não é um movimento de direitos civis, nem mesmo um movimento de libertação sexual, mas uma revolução moral destinada a mudar a visão das pessoas sobre a homossexualidade e uma clara oposição a toda forma de influência judaico-cristã nesse sentido.

Por fim diríamos que “casamento” homossexual ofende a Deus. Esta é a razão mais importante porque somos contra tamanha depravação. Sempre que se viola a ordem moral natural estabelecida por Deus, comete-se um pecado e se ofende a Deus.

O “casamento” homossexual faz exatamente isso. Assim, quem professa amar a Deus deve opor-se a tal prática. O casamento não é criação de nenhum Estado. Pelo contrário, ele foi estabelecido por Deus no paraíso para os nossos primeiros pais, Adão e Eva. Como lemos no Livro do Gênesis: “Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gen 1, 27-28).

O mesmo foi ensinado por Nosso Senhor Jesus Cristo: “No princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher” (Mc 10, 6-7). O Gênesis também ensina como Deus puniu Sodoma e Gomorra, por causa do pecado da homossexualidade: “O Senhor fez então cair sobre Sodoma e Gomorra uma chuva de enxofre e de fogo, vinda do Senhor, do céu. E destruiu essas cidades e toda a planície, assim como todos os habitantes das cidades e a vegetação do solo” (Gen 19, 24-25).

A condenação bíblica da homossexualidade é muito clara e bastante forte, vejamos:

Deus disse que o homossexualismo é uma “abominação”; o que significa que Deus aborrece, odeia e detesta completamente o comportamento homossexual.

O Antigo Testamento ensina que as pessoas que são condenadas pelo crime de se envolver em um procedimento homossexual deve ser mortas (Lev. 18:22, 20:13).

O Novo Testamento está em total acordo: o apóstolo Paulo disse que o comportamento homossexual é “digno de morte” (Rom. 1:32). Essa não é a opinião do homem, mas é o claro ensino da Palavra de Deus.

As pessoas que reivindicam serem compassivas com os homossexuais pela justificativa e aprovação de seu comportamento perverso são mentirosos e falsos mestres.

Suas tentativas de reinterpretar a Bíblia para fazê-la aceitar o homossexualismo são nada mais que desculpas esfarrapadas criadas para aqueles que não querem se arrepender. Eles estão conduzindo os homossexuais ao caminho que leva à destruição (Mt. 7:13). Eles são os verdadeiros inimigos da comunidade homossexual.

Sua única esperança é aceitar o que Deus diz com respeito ao seu comportamento pecaminoso. Se você for se arrepender dos seus pecados e crer em Jesus Cristo, você deve se convencer de que seu procedimento é errado, perverso e digno de juízo.

Depois de dizer que os homossexuais não herdarão o reino de Deus, Paulo diz, “Tais foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, mas vocês foram santificados, mas vocês foram justificados em o nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus” (1 Cor. 6:11). Havia cristãos na igreja de Corinto que rejeitavam seu anterior estilo de vida homossexual e abandonaram seus pecados. Eles se arrependeram e creram em Jesus Cristo.

Jesus Cristo, como Ele é apresentado nas Escrituras, é a única esperança de salvação dos pecadores: “Nem há salvação em nenhum outro, pois não há nenhum outro nome debaixo do céu, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At. 4:12).

Se você crê nEle, todos os seus pecados serão perdoados. “Se com a boca confessares o Senhor Jesus e creres em teu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você será salvo. Porque com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz, ‘Qualquer que crê nEle não será confundido'” (Rom. 10:9-11).

Ao nos opormos intelectualmente a indivíduos ou organizações que promovem a agenda homossexual, nosso único objetivo é defender o casamento tradicional, a família, e os preciosos preceitos da fé cristã.

Ressaltamos também que estamos cheios de compaixão e oramos em nome de Jesus por todos aqueles que lutam contra a tentação implacável e violenta do pecado homossexual.

Oramos em nome de Jesus por aqueles que caem no pecado homossexual por causa da fraqueza humana: que Deus os ajude com Sua graça.

Estamos conscientes da enorme diferença entre essas pessoas que lutam com suas fraquezas e se esforçam por superá-las, e outros que transformam seus pecados em motivo de orgulho e tentam impor seu estilo de vida à sociedade como um todo, em flagrante oposição à moralidade cristã tradicional e à lei natural.

No entanto, oramos por estes também. Nossas orações também se estendem pelos juízes, legisladores e funcionários dos governos que, de uma forma ou de outra, tomam medidas que favorecem a homossexualidade e o “casamento” homossexual. Não julgamos suas intenções, disposições interiores, ou motivações pessoais.

Rejeitamos e condenamos qualquer forma de violência. Simplesmente exercitamos a nossa liberdade de filhos de Deus (Rom 8:21) e nossos direitos constitucionais à liberdade de expressão e à manifestação pública, de forma aberta, sem desculpas ou vergonha da nossa fé cristã.

Nos opomos a argumentos também  com argumentos. Aos argumentos a favor da homossexualidade e do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, respondemos com argumentos baseados na reta razão, na lei natural e na Divina Revelação da Palavra de Deus.

Em uma declaração polêmica como esta, é possível que uma ou outra formulação possa parecer excessiva ou irônica. Caso isso tenha ocorrido, entenda que essa não é a nossa intenção.

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pr. Brian Schwertley

Pb. João Placoná

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Novo Templo de Salomão

Templo Salomão

Foi inaugurado no dia 31 de julho de 2014 o “Templo de Salomão”.

Pela grandiosidade, este templo é mais uma obra faraônica do que cristã, porém existem alguns motivos que me levam a crer que estamos diante de um problema para a fé evangélica. Por que acredito que este templo não pode glorificar a Deus? Algumas objeções:

1 – As pessoas vão cultuar espaços físicos no lugar de Deus.

2 – Haverá peregrinações como se fosse um lugar sagrado.

3 – Se criará mais um fomento do mercado religioso brasileiro.

4 – Voltar a “adorar” a simbologia do Antigo Testamento é um retrocesso da fé cristã.

5 - “Deus, que fez o mundo e tudo o que nele existe, é o Senhor do céu e da terra e não mora em templos feitos por seres humanos”. Atos 17:24

Veja este belíssimo vídeo do Pr. Paulo Romeiro da Igreja Cristã da Trindade – SP. E tire suas conclusões!

http://youtu.be/Fz2eW7cXZzs

domingo, 7 de setembro de 2014

A morte: Um fim ou um começo?

Certo dia um amigo disse-me: “Eu creio que a morte é o fim de tudo”, eu respondi: Eu também!

O quê? Disse o meu amigo, você também crê que tudo acaba com a morte?

Disse eu: Certamente! A morte acaba com tudo o que se refere a esta vida.

Ela coloca um ponto final em nossa possibilidade de fazermos coisas más, e em todos os ideais com os quais sonhamos; ela torna nossos projetos inúteis.

Amizades chegam ao fim, ambições chegam ao fim. Todas essas coisas se acabam com a morte.

Quando a mim, disse-lhe, a morte vai terminar com minhas preocupações, problemas e dificuldades, com minhas dores, sofrimentos, e lágrimas.

Tudo terá passado, e eu estarei com meu Senhor na glória, onde a alegria e a paz eternas me aguardam.

O meu amigo admitiu que jamais ouvira tal coisa. Aquelas palavras o impressionaram tanto que, algum tempo depois, ele também creu no Senhor Jesus.

Com a morte, tudo o que é terreno acaba. Mas o que é eterno começa: O julgamento para os incrédulos; o “estar com Cristo” Fl. 1:23, para os filhos de Deus.

Mas, para ter a vida eterna você precisa ser SALVO. Vejamos como:

Salvação ocorre quando clamamos (aqui na terra, portanto, ainda vivos) a Jesus, crendo, para nos salvar. Então ele entra em nossa vida e nos tornamos filhos de Deus com uma nova natureza.

Embora a salvação não seja pelas obras (ser bonzinho, ajudar aos pobres, ter uma bíblia na sala de jantar, ajudar financeiramente um orfanato, etc.), a salvação verdadeira sempre produz mudança de vida.

Cristo entra mediante convite pessoal, como Senhor e Salvador para mudar nossa vida e viver sua vida por intermédio de nós.

A salvação é instantânea

Deus nos ama e deseja que nós saibamos que a salvação é instantânea. No momento em que nos arrependemos que deixamos nossos pecados e nos voltamos para Jesus, ele nos salva.

Cristo disse ao ladrão não batizado e não salvo, na cruz, "Hoje estarás comigo no paraíso" - Lucas 23:43. (Paraíso é o mesmo lugar que Paulo viu como o céu de Deus, 2 Coríntios 12:2-4.) Jesus garantiu a salvação de uma prostituta: "A tua fé te salvou; vai-te em paz" Lucas 7:50.

A salvação inclui o aceitar a Jesus Cristo tanto como Senhor (Deus, Senhor, novo gerente de nossa vida) e Salvador. Envolve a crença de coração (o centro de nosso ser que rege, governa e escolhe). Romanos 10:9: "Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos serás salvo”.

A salvação é simples

Deus nos ama e deseja que nós saibamos que a salvação é simples. Romanos 10:13: "Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo." "O sangue de Jesus, seu Filho, [de Deus] nos purifica de todo pecado" - 1 João 1:7.

Devemos, pessoalmente e com fé, clamar a Jesus para nos salvar. É assim que o recebemos. Se clamarmos assim, ele deve salvar-nos, ou Deus estaria mentindo, e Deus não pode mentir.

Se Jesus nos amou a ponto de morrer para nos salvar, então desapontar-nos-ia quando invocássemos o seu nome? É claro que não!

Deus nos ama e deseja que nós sejamos salvos. Você gostaria de receber Jesus como seu Senhor e Salvador neste instante? Eis uma oração que você pode fazer agora mesmo com todo o coração:

"Senhor Jesus, entra em meu coração e em minha vida. Lava-me de todo pecado com teu sangue vertido. Faze-me um filho de Deus. Dá-me teu dom gratuito de vida eterna, e faze-me saber que estou salvo, agora e para sempre. Agora recebo-te como meu único Senhor e Salvador pessoal. Em nome de Jesus. Amém."

A salvação é certa

A pessoa pode saber que é salva não simplesmente pelo sentimento, mas porque a Palavra de Deus o afirma! "Quem crê no Filho tem a vida eterna." Jo 3:36.

Se agora você sabe que Jesus o salvou, segundo sua palavra, por favor, tire alguns instantes agora e agradeça-lhe em voz alta o tê-lo salvo.

1 João 5:13: "Estas cousas vos escrevi a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus."

Salvação é crer!

Escolha crer em Cristo, com sentimentos ou sem eles, e Ele lhe provará Sua realidade à medida que você der o passo da fé, crendo que Ele cumpriu Sua palavra e o salvou.

Três homens entram no mesmo elevador e querem ir para o sétimo andar. Um sorri, outro chora, outro tem o rosto impassível, sem emoções. Todos os três chegam ao sétimo andar, a despeito de seus sentimentos, porque acreditaram no elevador e se entregaram a ele.

Assim também acontece com a confiança em Cristo - com sentimentos ou sem eles. Ele o salvará instantaneamente e o levará aos céus.

A realidade de sua salvação mostrar-se-á em sua reação de amor em obediência ao seguir a Jesus Cristo. João 14:23: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra." Se você realmente foi salvo, você obedecerá!

A Vida no céu, como será?

A Bíblia diz que lá “não haverá mais morte ou lamentações, ou choro ou dor”. Isso é “gigantesco”, não é?

Não haverá mais morte? Quer dizer que não haverá mais câncer, AIDS, guerras ou assassinatos? Parece muito bom! Sem mais lamentações? Quer dizer que não haverá mais jovens viúvas tentando criar seus quatro filhos, nem bebês sendo sequestrados por psicopatas, nem cruzes ao lado das estradas significando que alguém foi morto por um motorista bêbado, nem cidades perecendo com terremotos? Nunca mais? Isso é incrível!

Não haverá mais choro nem dor? Quer dizer: sem mais divórcios destruindo lares, sem mais nenhuma filha sendo violentada pelo próprio pai, sem mais nenhum adolescente vendendo seu corpo por dinheiro, sem mais ninguém se sentindo inseguro porque é muito alto, ou muito baixo, muito gordo, ou muito magro.

Sem mais comunidades famintas por negligência do governo, sem mais nenhuma avó solitária cujo marido morreu 20 anos antes do tempo, sem mais nenhuma pessoa talentosa perdendo a vida por uma dose de cocaína, sem mais maridos alcoólatras fazendo suas mulheres e filhos de saco de pancada.

Sem mais nenhum insulto ou maldade somente porque a pele de alguém é de uma cor diferente, sem mais palavras de ódio sendo faladas ou ouvidas por ninguém? Esse lugar parece ser realmente excelente!

No inferno, como será?

Lugar de densas trevas, fogo que não se apaga, morada eterna do diabo e seus anjos, ande haverá choro e ranger de dentes, lugar de desespero total e nenhuma esperança de salvação, lugar da ira de Deus... São tantas as características e cada uma mais sombrias que a outra.

Muitos não levam a sério a existência do inferno nem a possibilidade de fazer dele a sua morada eterna. O assunto é muito sério já que ir ou não para o inferno dependerá de nossas escolhas e a única escolha que nos poderá livrar-nos do inferno e escolhermos Jesus Cristo.

O inferno será um lugar onde não haverá amor. Nele estará a miséria empilhada de todo o ódio, malícia, inveja e ciúmes que jamais houve.

Não haverá nenhuma compaixão, nenhuma meiguice, nenhuma atenção, nenhuma preocupação desinteressada por outros; somente o choro ininterrupto de egoísmo.

O inferno será um lugar do qual toda a bondade terá sido expurgada. E lá não haverá, como aqui tem havido para os desobedientes e incrédulos, a luz refletida da bondade e justiça de outros. Serão trevas totais!

João Placoná – Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra, Palestrante e Articulista.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Evangelho da Prosperidade

No evangelho da prosperidade, também conhecido como a religião “Palavra da Fé”, o fiel é encorajado a usar Deus, enquanto a verdade do Cristianismo bíblico é justamente o contrário – Deus usa o fiel.

O movimento Palavra da Fé ou Teologia da Prosperidade enxerga o Espírito Santo como um poder a ser usado para qualquer coisa que o crente queira alcançar e é um movimento que muito se parece com a ganância tão destrutiva que se infiltrou na igreja primitiva.

Paulo e os outros apóstolos não tentaram conciliar sua teologia com a dos falsos mestres que tentaram propagar tal heresia. Eles os identificaram como mestres falsos e perigosos e muito encorajaram os Cristãos a evitá-los.

Paulo advertiu Timóteo sobre: “Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.” (1 Timóteo 6:5; 9-11)

Paulo disse que avareza é idolatria (Efésios 5:5) e proibiu os crentes de Efésios a evitar qualquer pessoa que trouxesse uma mensagem de imoralidade ou avareza (Efésios 5:6-7).

O ensino da prosperidade impede que Deus trabalhe sozinho, quer dizer, Deus não é o Senhor de tudo porque Ele não pode trabalhar até darmos a Ele a autoridade para assim fazer. Fé, de acordo com a doutrina da Palavra da Fé, não é confiança submissa a Deus; fé é uma fórmula pela qual manipulamos as leis espirituais, pois os professores da prosperidade acreditam que governam o universo.

Assim como o nome “Palavra da Fé” implica, esse movimento ensina que fé é só uma questão do que dizemos, mais do que em quem confiamos ou em quais verdades adotamos e afirmamos em nossos corações.

Um termo favorito no movimento de Palavra da Fé é “confissão positiva”.

Refere-se ao ensino de que palavras têm poder criativo. O que você diz, assim os mestres da Palavra da Fé afirmam, determina tudo que acontece com você.

Você já deve ter ouvido falar no famoso “Profetiza” ou “Declara”, que eles pedem que falemos o tempo inteiro.

Suas confissões, especialmente os favores que você exige de Deus, devem ser afirmados positivamente e sem qualquer dúvida de que vão acontecer. Então Deus tem a responsabilidade de responder a tal pedido (como se o homem pudesse exigir qualquer coisa de Deus!).

Portanto, a habilidade de Deus de nos abençoar supostamente depende da nossa fé. Tiago 4:13-16 claramente contradiz esse ensinamento: “Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo. Mas agora vos gloriais em vossas presunções; toda a glória tal como esta é maligna”.

Longe de enfatizar a importância de riquezas, a Bíblia nos adverte contra irmos atrás de bens materiais. Os crentes, principalmente os líderes da igreja (1 Timóteo 3:3), devem se livrar do amor ao dinheiro (Hebreus 13:5).

O amor ao dinheiro leva a várias formas de mal (1 Timóteo 6:10). Jesus advertiu: ” Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui” (Lucas 12:15).

Em grande contraste à ênfase da Palavra da Fé em ganhar dinheiro e ter muitas posses nessa vida, Jesus disse: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam” (Mateus 6:19).

A contradição irreconciliável entre o ensino do evangelho da prosperidade e o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo é resumido nas palavras de Jesus em Mateus 6:24: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.”

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pb. João Placoná

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Deus exige nossos dízimos? Hoje em dia?

As pessoas religiosas, hoje em dia, ouvem muita coisa a respeito do dízimo.

Os pregadores, frequentemente, citam Malaquias 3:10 para encher os cofres de suas igrejas. Nesta passagem, o profeta de Deus disse: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênção sem medida”.

Que texto de pregação poderoso! Mandamento de Deus. Obrigação clara. Teste de fidelidade. Garantia de bênção. Não é surpresa que esta seja uma passagem favorita de muitos pregadores modernos.

Mas, estariam esses pregadores tratando corretamente a palavra de Deus (veja 2 Timóteo 2:15)?

Deus exige nossos dízimos hoje em dia? Ele está prometendo bênçãos materiais abundantes em retribuição? Examinemos estas questões de acordo com a Bíblia para determinar o que Deus realmente quer (veja Atos 17:11).

Deus exige nossos dízimos, hoje em dia?

Não há dúvida que Deus exigiu o dízimo na Bíblia. Mas, para entender sua vontade para os dias de hoje, precisamos examinar as passagens que discutem o dízimo. Pesquisemos brevemente o ensinamento bíblico sobre este assunto.

O dízimo antes da lei de Moisés

Antes que Deus revelasse uma lei escrita a Moisés, para governar os descendentes de Israel, encontramos duas ocasiões quando homens deram ou prometeram dízimos a Deus. Depois do resgate de pessoas e de bens que tinham sido tomados de Sodoma numa guerra, Abraão deu um dízimo a Melquisedeque, o sacerdote de Deus (Gênesis 14:18-20).

Mais tarde, Jacó (o neto de Abraão) prometeu devolver a Deus 10% de sua prosperidade (Gênesis 28:22). Estes dízimos parecem ter sido voluntários. Não há registro de qualquer mandamento de Deus a respeito do dízimo antes do tempo de Moisés. Certamente, o dízimo de Abraão não é mais um padrão para hoje na mesma forma que o exemplo de Noé não exige que nós construirmos uma arca hoje em dia. Pela mesma razão que pregadores hoje em dia não têm o direito de exigir que você construa um grande barco, eles não têm base para usar os exemplos de doações de dízimo do livro de Gênesis para exigir que você dê 10% de sua renda a uma igreja.

O dízimo na lei de Moisés

É indiscutivelmente claro que Deus ordenou o dízimo na lei que ele deu através de Moisés. Muitas passagens mostram essa exigência (por exemplo, Levítico 27:30-33; Números 18:21-32; Deuteronômio 12:1-19; 26:12-15).

O dízimo era uma característica da relação especial entre Deus e o povo escolhido de Israel (Deuteronômio 14:22-29). Nenhum estudante da Bíblia pode negar a necessidade do dízimo, sob a lei de Moisés.

Sempre que as pessoas se referem à lei de Moisés, é importante lembrar que Deus deu essa lei aos israelitas, descendentes de Abraão especialmente escolhidos.

A manutenção dessa lei era necessária para mostrar que eles eram um povo separado, escolhido (Êxodo 19:1-6; Deuteronômio 26:16- 19). Estes mandamentos a respeito do dízimo foram parte “da lei de Moisés, que o Senhor tinha prescrito a Israel” (Neemias 8:1).

Malaquias viveu no mesmo tempo que Neemias. Ele era um judeu que pregava aos judeus (Malaquias 1:1). Ele viveu sob a lei de Moisés e encorajou outros israelitas a serem obedientes a essa lei (Malaquias 2:4-8, 10; 4:4). Ele usou pensamentos dessa lei para prever as responsabilidades e bênçãos espirituais, ainda por vir, através de um descendente de Abraão, mas não impôs sobre todas as pessoas de todos os tempos a obrigação de dar o dízimo.

Qualquer esforço para voltar à lei de Moisés, hoje em dia, é um esforço para reconstruir o muro de separação que Jesus morreu para destruir (Efésios 2:11-16). Certamente, os verdadeiros seguidores de Jesus não quererão anular seu sacrifício só para acumular dinheiro no tesouro de uma igreja!

O dízimo no Novo Testamento

Todas as pessoas agora vivem sob a autoridade de Cristo, como foi revelada no Novo Testamento (Mateus 28:18-20; João 12:48; Atos 17:30- 31). Sua vontade entrou em vigor depois de sua morte (Hebreus 9:16-28). Estes fatos nos ajudarão a entender as passagens do Novo Testamento, a respeito do dízimo.

Durante sua vida, Jesus reconheceu a autoridade da lei de Moisés. Ele era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4:4) e com a missão de cumprir essa lei (Mateus 5:17-18). Jesus criticou os judeus hipócritas, que negligenciavam outros mandamentos divinos, enquanto zelosamente aplicavam a lei do dízimo (Mateus 23:23; Lucas 11:42; 18:9-14). Jesus não ensinou que a lei do dízimo seria uma parte de sua nova aliança, que entraria em vigor após sua morte.

O livro de Hebreus fala do dízimo, para mostrar a superioridade do sacerdócio de Jesus, quando comparado com o sacerdócio levítico da Velha Lei (Hebreus 7:1-10).

Esta passagem não está ordenando o dízimo para hoje em dia. De fato, o mesmo capítulo afirma claramente que Jesus mudou ou revogou a lei de Moisés (Hebreus 7:11-19). O dízimo não é ordenado na lei de Cristo, que é o Novo Testamento.

Que lei se aplica hoje?

Não vivemos sob a lei de Moisés, hoje em dia. Jesus aboliu essa lei por sua morte (Efésios 2:14-15). Estamos mortos para essa lei para que possamos estar vivos para Cristo (Romanos 7:4-7).

A lei gravada nas pedras, no Monte Sinai, extinguiu-se e a nova aliança permanece (2 Coríntios 3:6-11). A lei funcionou como um tutor para trazer o povo a Cristo, mas não estamos mais sob esse tutor (Gálatas 3:22-25).

Aqueles que desejam estar sob a lei estão abandonando a liberdade em Cristo e retornando à escravidão (Gálatas 4:21-31). As pessoas que voltam a essa lei estão decaindo da graça e se separando de Cristo (Gálatas 5:1-6).

Não temos o direito de retornar a essa lei, para obrigar que guardem o sábado, a circuncisão, os sacrifícios de animais, as regras especiais sobre roupas, a pena de morte para os filhos rebeldes, o dízimo e qualquer outro mandamento da lei de Moisés.

Vivemos sob a autoridade de Cristo e temos que encontrar a autoridade religiosa na nova aliança que ele nos deu através de sua morte. Ele é o mediador desta nova aliança (Hebreus 9:15). Seremos julgados por suas palavras (João 12:48-50). Desde que Jesus tem toda a autoridade, temos a responsabilidade de obedecer tudo o que ele ordena (Mateus 28:18-20).

O que o Novo Testamento diz a respeito das dádivas?

Jesus, através de Paulo, ensina que as igrejas devem fazer coletas nas quais os cristãos darão de acordo com sua prosperidade (1 Coríntios 16:1- 2).

Temos que dar com amor, generosidade e alegria, conforme tencionamos em nossos corações (2 Coríntios 8:1-12; 9:1-9).

Portanto, podemos dar mais do que 10% ou menos do que 10%. Temos que usar nossos recursos financeiros, e todos os outros recursos, no serviço de Deus. Não somos mandados por Deus para darmos uma porcentagem especial.

E a respeito das bênçãos?

Malaquias pregou a uma nação carnal que estava sofrendo as consequências carnais do pecado. Ele prometeu bênçãos materiais de Deus para aqueles que se arrependessem de sua desobediência. Não encontramos esta importância material no Novo Testamento. Deus garante aos fiéis que eles não precisam se preocupar com as necessidades da vida (Mateus 6:25-33).

Mas o Novo Testamento não promete luxo, conforto e riquezas. Jesus sofreu nesta vida, e assim seus seguidores sofrerão (Marcos 10:29-30; Lucas 9:57-62).

A preocupação com a prosperidade material nos distrai da meta celestial e nos arrasta à idolatria da cobiça (Colossenses 3:1-5). Tais motivos não têm nenhum lugar entre os cidadãos do reino de Deus.

Distorcendo Malaquias 3:10

Aqueles que citam Malaquias 3:10 para exigir o dízimo, e prometem prosperidade material, estão distorcendo a palavra de Deus.

Eles estão enchendo os tesouros das igrejas ao desviarem a atenção de seus seguidores das coisas espirituais para darem atenção às posses materiais. Pedro advertiu sobre tais mestres: “Também, movidos pela avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2 Pedro 2:3).

Mirando a meta celestial

Deus oferece uma coisa muito melhor aos seus seguidores: um prêmio eterno no céu.

Paulo nos desafia a mirar essa meta: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as cousas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas cousas lá do alto, mas não nas que são da terra” (Colossenses 3:1-2).

Deus não precisa do nosso dinheiro. Nós é que precisamos aprender a fazer uso do mesmo de modo racional, manifestando um sincero sentimento de adoração, ao doá-lo na Obra do Senhor, sem qualquer expectativa de retorno material em função disso, pois Deus é o Criador do universo e não um investidor financeiro.

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pb. João Placoná

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Pastores ou tosquiadores de ovelhas?

"Precisamos de pastores comprometidos em conduzir seus seguidores à imagem de Cristo."

Alguns dos personagens principais do Novo Testamento são aqueles chamados de pastores ou presbíteros. A eles cabia a responsabilidade de cuidar, orientar e capacitar o rebanho de Deus.

No processo de formação espiritual de homens e mulheres comprometidos com o discipulado de Jesus Cristo, eles funcionavam mesmo como pais espirituais, zelando pelo desenvolvimento saudável dos crentes. Neste sentido, é interessante lembrar que, na tradição católica romana, o responsável pela comunidade é chamado de padre, ou seja, “pai”.

O termo pressupõe maturidade emocional e espiritual condizente ao fato de estes religiosos terem, sob seus cuidados, filhos e filhas. Além disso, espera-se de um bom e verdadeiro pai amor altruísta capaz até mesmo de sacrificar-se para prover o necessário ao desenvolvimento dos que estão sob sua responsabilidade.

Tamanha era a importância dos pastores no processo de formação espiritual na Antiguidade que o autor do livro dos Hebreus escreve em tom imperativo: “Obedecei aos vossos guias, e sede submissos para com eles; pois velam por vossas almas” (Hebreus 13.17).

Tal exortação, juntamente com outros textos das Escrituras, deixa claro que, no processo de formação espiritual, é fundamental haver pastores comprometidos em conduzir seus seguidores à imagem de Cristo.

Numa cultura superficial como a nossa, essa relação de submissão à orientação e ao cuidado de outros se tornou muito rara.

O caráter individualista de nossa fé não nos permite sermos guiados por alguém, e o perfil consumista de nossa cultura faz de cada crente um cliente, que determina o que deseja e como o quer.

Assim, a formação espiritual se torna cada dia menos viável em nossas comunidades. 

Por outro lado, não são apenas as chamadas ovelhas que mudaram ao longo dos últimos séculos. Aqueles que se intitulam de pastores também não deixaram por menos.

Em meio às pressões pelo sucesso e pela prosperidade – próprias dessa mesma sociedade ocidental capitalista –, a figura do pastor ganhou traços de oportunismo, ganância, manipulação, ostentação e abuso de poder.

O perfil consumista de nossa cultura faz de cada crente um cliente, e a figura do pastor ganha traços de oportunismo, ganância, manipulação e abuso de poder.

Não é difícil encontrarmos pastores nos púlpitos, nas rádios e nas emissoras de TV gastando mais tempo falando de suas realizações pessoais e das instituições que dirigem do que da centralidade da obra de Jesus na vida cristã.

Isso, quando tais espaços não são destinados inteiramente ao comércio de produtos e serviços que carregam a marca do ministério do líder. Sim, os pastores do século 21 têm usado seu poder de influência para induzir as pessoas a fazer aquilo que lhes beneficia.

Os profetas bíblicos Jeremias e Ezequiel falaram da ira de Deus contra aqueles que transformaram o rebanho em fonte do próprio alimento. Aqueles que deveriam ser pastores haviam se transformado em tosquiadores, vivendo da lã produzida pelas ovelhas.

A consequência disso está relatada nas Escrituras: “Meu povo tem sido ovelhas perdidas; seus pastores as desencaminharam e as fizeram perambular pelos montes. Elas vaguearam por montanhas e colinas e se esqueceram de seu próprio curral” (Jeremias 50.6); e “As minhas ovelhas vaguearam por todos os montes e por todas as altas colinas. Foram dispersas por toda a terra, e ninguém se preocupou com elas, nem as procurou” (Ezequiel 34.6).

A cada dia aumenta o número daqueles que, vítimas de abusos ou tomados por decepções, deixam suas igrejas e se tornam como ovelhas perdidas que vivem perambulando de grupo em grupo.

Elas vagueiam longe de um contexto comunitário, sem receber o devido cuidado pastoral – e, de tão machucadas pelos líderes, fecham seus corações para o pastoreio. E, se há gente que diante disso recusa qualquer orientação, na outra ponta temos líderes que justificam tal atitude, agindo como predadores do rebanho pelo qual deveriam zelar.

Qual o caminho a tomar? Pode existir esperança?

Aqueles que realmente estão empenhados com a formação espiritual consistente – aquela que conduz homens e mulheres à imagem de Cristo – precisam se empenhar na restauração desta relação.

Os crentes precisam avaliar com maior profundidade as motivações que os levam a romper tão facilmente com as comunidades locais e a resistir tão intensamente ao processo de se deixarem guiar por pastores. 

Finalmente, precisamos de pastores. Precisamos orar pedindo a Deus que levante homens e mulheres realmente comprometidos com o cuidado, orientação e capacitação de seu povo.

Paralelamente, aqueles que remam contra a maré, insistindo em simplesmente serem pastores, precisam ser valorizados e encorajados diante da sociedade que os pressiona, demandando que se transformem em provedores espirituais dos sonhos de consumo de suas ovelhas – ou mais apropriado seria dizer clientes?

Pr. Ricardo Agreste

Pb. João Placoná