segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Novo Templo de Salomão

Templo Salomão

Foi inaugurado no dia 31 de julho de 2014 o “Templo de Salomão”.

Pela grandiosidade, este templo é mais uma obra faraônica do que cristã, porém existem alguns motivos que me levam a crer que estamos diante de um problema para a fé evangélica. Por que acredito que este templo não pode glorificar a Deus? Algumas objeções:

1 – As pessoas vão cultuar espaços físicos no lugar de Deus.

2 – Haverá peregrinações como se fosse um lugar sagrado.

3 – Se criará mais um fomento do mercado religioso brasileiro.

4 – Voltar a “adorar” a simbologia do Antigo Testamento é um retrocesso da fé cristã.

5 - “Deus, que fez o mundo e tudo o que nele existe, é o Senhor do céu e da terra e não mora em templos feitos por seres humanos”. Atos 17:24

Veja este belíssimo vídeo do Pr. Paulo Romeiro da Igreja Cristã da Trindade – SP. E tire suas conclusões!

http://youtu.be/Fz2eW7cXZzs

domingo, 7 de setembro de 2014

A morte: Um fim ou um começo?

Certo dia um amigo disse-me: “Eu creio que a morte é o fim de tudo”, eu respondi: Eu também!

O quê? Disse o meu amigo, você também crê que tudo acaba com a morte?

Disse eu: Certamente! A morte acaba com tudo o que se refere a esta vida.

Ela coloca um ponto final em nossa possibilidade de fazermos coisas más, e em todos os ideais com os quais sonhamos; ela torna nossos projetos inúteis.

Amizades chegam ao fim, ambições chegam ao fim. Todas essas coisas se acabam com a morte.

Quando a mim, disse-lhe, a morte vai terminar com minhas preocupações, problemas e dificuldades, com minhas dores, sofrimentos, e lágrimas.

Tudo terá passado, e eu estarei com meu Senhor na glória, onde a alegria e a paz eternas me aguardam.

O meu amigo admitiu que jamais ouvira tal coisa. Aquelas palavras o impressionaram tanto que, algum tempo depois, ele também creu no Senhor Jesus.

Com a morte, tudo o que é terreno acaba. Mas o que é eterno começa: O julgamento para os incrédulos; o “estar com Cristo” Fl. 1:23, para os filhos de Deus.

Mas, para ter a vida eterna você precisa ser SALVO. Vejamos como:

Salvação ocorre quando clamamos (aqui na terra, portanto, ainda vivos) a Jesus, crendo, para nos salvar. Então ele entra em nossa vida e nos tornamos filhos de Deus com uma nova natureza.

Embora a salvação não seja pelas obras (ser bonzinho, ajudar aos pobres, ter uma bíblia na sala de jantar, ajudar financeiramente um orfanato, etc.), a salvação verdadeira sempre produz mudança de vida.

Cristo entra mediante convite pessoal, como Senhor e Salvador para mudar nossa vida e viver sua vida por intermédio de nós.

A salvação é instantânea

Deus nos ama e deseja que nós saibamos que a salvação é instantânea. No momento em que nos arrependemos que deixamos nossos pecados e nos voltamos para Jesus, ele nos salva.

Cristo disse ao ladrão não batizado e não salvo, na cruz, "Hoje estarás comigo no paraíso" - Lucas 23:43. (Paraíso é o mesmo lugar que Paulo viu como o céu de Deus, 2 Coríntios 12:2-4.) Jesus garantiu a salvação de uma prostituta: "A tua fé te salvou; vai-te em paz" Lucas 7:50.

A salvação inclui o aceitar a Jesus Cristo tanto como Senhor (Deus, Senhor, novo gerente de nossa vida) e Salvador. Envolve a crença de coração (o centro de nosso ser que rege, governa e escolhe). Romanos 10:9: "Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos serás salvo”.

A salvação é simples

Deus nos ama e deseja que nós saibamos que a salvação é simples. Romanos 10:13: "Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo." "O sangue de Jesus, seu Filho, [de Deus] nos purifica de todo pecado" - 1 João 1:7.

Devemos, pessoalmente e com fé, clamar a Jesus para nos salvar. É assim que o recebemos. Se clamarmos assim, ele deve salvar-nos, ou Deus estaria mentindo, e Deus não pode mentir.

Se Jesus nos amou a ponto de morrer para nos salvar, então desapontar-nos-ia quando invocássemos o seu nome? É claro que não!

Deus nos ama e deseja que nós sejamos salvos. Você gostaria de receber Jesus como seu Senhor e Salvador neste instante? Eis uma oração que você pode fazer agora mesmo com todo o coração:

"Senhor Jesus, entra em meu coração e em minha vida. Lava-me de todo pecado com teu sangue vertido. Faze-me um filho de Deus. Dá-me teu dom gratuito de vida eterna, e faze-me saber que estou salvo, agora e para sempre. Agora recebo-te como meu único Senhor e Salvador pessoal. Em nome de Jesus. Amém."

A salvação é certa

A pessoa pode saber que é salva não simplesmente pelo sentimento, mas porque a Palavra de Deus o afirma! "Quem crê no Filho tem a vida eterna." Jo 3:36.

Se agora você sabe que Jesus o salvou, segundo sua palavra, por favor, tire alguns instantes agora e agradeça-lhe em voz alta o tê-lo salvo.

1 João 5:13: "Estas cousas vos escrevi a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus."

Salvação é crer!

Escolha crer em Cristo, com sentimentos ou sem eles, e Ele lhe provará Sua realidade à medida que você der o passo da fé, crendo que Ele cumpriu Sua palavra e o salvou.

Três homens entram no mesmo elevador e querem ir para o sétimo andar. Um sorri, outro chora, outro tem o rosto impassível, sem emoções. Todos os três chegam ao sétimo andar, a despeito de seus sentimentos, porque acreditaram no elevador e se entregaram a ele.

Assim também acontece com a confiança em Cristo - com sentimentos ou sem eles. Ele o salvará instantaneamente e o levará aos céus.

A realidade de sua salvação mostrar-se-á em sua reação de amor em obediência ao seguir a Jesus Cristo. João 14:23: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra." Se você realmente foi salvo, você obedecerá!

A Vida no céu, como será?

A Bíblia diz que lá “não haverá mais morte ou lamentações, ou choro ou dor”. Isso é “gigantesco”, não é?

Não haverá mais morte? Quer dizer que não haverá mais câncer, AIDS, guerras ou assassinatos? Parece muito bom! Sem mais lamentações? Quer dizer que não haverá mais jovens viúvas tentando criar seus quatro filhos, nem bebês sendo sequestrados por psicopatas, nem cruzes ao lado das estradas significando que alguém foi morto por um motorista bêbado, nem cidades perecendo com terremotos? Nunca mais? Isso é incrível!

Não haverá mais choro nem dor? Quer dizer: sem mais divórcios destruindo lares, sem mais nenhuma filha sendo violentada pelo próprio pai, sem mais nenhum adolescente vendendo seu corpo por dinheiro, sem mais ninguém se sentindo inseguro porque é muito alto, ou muito baixo, muito gordo, ou muito magro.

Sem mais comunidades famintas por negligência do governo, sem mais nenhuma avó solitária cujo marido morreu 20 anos antes do tempo, sem mais nenhuma pessoa talentosa perdendo a vida por uma dose de cocaína, sem mais maridos alcoólatras fazendo suas mulheres e filhos de saco de pancada.

Sem mais nenhum insulto ou maldade somente porque a pele de alguém é de uma cor diferente, sem mais palavras de ódio sendo faladas ou ouvidas por ninguém? Esse lugar parece ser realmente excelente!

No inferno, como será?

Lugar de densas trevas, fogo que não se apaga, morada eterna do diabo e seus anjos, ande haverá choro e ranger de dentes, lugar de desespero total e nenhuma esperança de salvação, lugar da ira de Deus... São tantas as características e cada uma mais sombrias que a outra.

Muitos não levam a sério a existência do inferno nem a possibilidade de fazer dele a sua morada eterna. O assunto é muito sério já que ir ou não para o inferno dependerá de nossas escolhas e a única escolha que nos poderá livrar-nos do inferno e escolhermos Jesus Cristo.

O inferno será um lugar onde não haverá amor. Nele estará a miséria empilhada de todo o ódio, malícia, inveja e ciúmes que jamais houve.

Não haverá nenhuma compaixão, nenhuma meiguice, nenhuma atenção, nenhuma preocupação desinteressada por outros; somente o choro ininterrupto de egoísmo.

O inferno será um lugar do qual toda a bondade terá sido expurgada. E lá não haverá, como aqui tem havido para os desobedientes e incrédulos, a luz refletida da bondade e justiça de outros. Serão trevas totais!

João Placoná – Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra, Palestrante e Articulista.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Evangelho da Prosperidade

No evangelho da prosperidade, também conhecido como a religião “Palavra da Fé”, o fiel é encorajado a usar Deus, enquanto a verdade do Cristianismo bíblico é justamente o contrário – Deus usa o fiel.

O movimento Palavra da Fé ou Teologia da Prosperidade enxerga o Espírito Santo como um poder a ser usado para qualquer coisa que o crente queira alcançar e é um movimento que muito se parece com a ganância tão destrutiva que se infiltrou na igreja primitiva.

Paulo e os outros apóstolos não tentaram conciliar sua teologia com a dos falsos mestres que tentaram propagar tal heresia. Eles os identificaram como mestres falsos e perigosos e muito encorajaram os Cristãos a evitá-los.

Paulo advertiu Timóteo sobre: “Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.” (1 Timóteo 6:5; 9-11)

Paulo disse que avareza é idolatria (Efésios 5:5) e proibiu os crentes de Efésios a evitar qualquer pessoa que trouxesse uma mensagem de imoralidade ou avareza (Efésios 5:6-7).

O ensino da prosperidade impede que Deus trabalhe sozinho, quer dizer, Deus não é o Senhor de tudo porque Ele não pode trabalhar até darmos a Ele a autoridade para assim fazer. Fé, de acordo com a doutrina da Palavra da Fé, não é confiança submissa a Deus; fé é uma fórmula pela qual manipulamos as leis espirituais, pois os professores da prosperidade acreditam que governam o universo.

Assim como o nome “Palavra da Fé” implica, esse movimento ensina que fé é só uma questão do que dizemos, mais do que em quem confiamos ou em quais verdades adotamos e afirmamos em nossos corações.

Um termo favorito no movimento de Palavra da Fé é “confissão positiva”.

Refere-se ao ensino de que palavras têm poder criativo. O que você diz, assim os mestres da Palavra da Fé afirmam, determina tudo que acontece com você.

Você já deve ter ouvido falar no famoso “Profetiza” ou “Declara”, que eles pedem que falemos o tempo inteiro.

Suas confissões, especialmente os favores que você exige de Deus, devem ser afirmados positivamente e sem qualquer dúvida de que vão acontecer. Então Deus tem a responsabilidade de responder a tal pedido (como se o homem pudesse exigir qualquer coisa de Deus!).

Portanto, a habilidade de Deus de nos abençoar supostamente depende da nossa fé. Tiago 4:13-16 claramente contradiz esse ensinamento: “Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo. Mas agora vos gloriais em vossas presunções; toda a glória tal como esta é maligna”.

Longe de enfatizar a importância de riquezas, a Bíblia nos adverte contra irmos atrás de bens materiais. Os crentes, principalmente os líderes da igreja (1 Timóteo 3:3), devem se livrar do amor ao dinheiro (Hebreus 13:5).

O amor ao dinheiro leva a várias formas de mal (1 Timóteo 6:10). Jesus advertiu: ” Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui” (Lucas 12:15).

Em grande contraste à ênfase da Palavra da Fé em ganhar dinheiro e ter muitas posses nessa vida, Jesus disse: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam” (Mateus 6:19).

A contradição irreconciliável entre o ensino do evangelho da prosperidade e o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo é resumido nas palavras de Jesus em Mateus 6:24: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.”

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pb. João Placoná

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Deus exige nossos dízimos? Hoje em dia?

As pessoas religiosas, hoje em dia, ouvem muita coisa a respeito do dízimo.

Os pregadores, frequentemente, citam Malaquias 3:10 para encher os cofres de suas igrejas. Nesta passagem, o profeta de Deus disse: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênção sem medida”.

Que texto de pregação poderoso! Mandamento de Deus. Obrigação clara. Teste de fidelidade. Garantia de bênção. Não é surpresa que esta seja uma passagem favorita de muitos pregadores modernos.

Mas, estariam esses pregadores tratando corretamente a palavra de Deus (veja 2 Timóteo 2:15)?

Deus exige nossos dízimos hoje em dia? Ele está prometendo bênçãos materiais abundantes em retribuição? Examinemos estas questões de acordo com a Bíblia para determinar o que Deus realmente quer (veja Atos 17:11).

Deus exige nossos dízimos, hoje em dia?

Não há dúvida que Deus exigiu o dízimo na Bíblia. Mas, para entender sua vontade para os dias de hoje, precisamos examinar as passagens que discutem o dízimo. Pesquisemos brevemente o ensinamento bíblico sobre este assunto.

O dízimo antes da lei de Moisés

Antes que Deus revelasse uma lei escrita a Moisés, para governar os descendentes de Israel, encontramos duas ocasiões quando homens deram ou prometeram dízimos a Deus. Depois do resgate de pessoas e de bens que tinham sido tomados de Sodoma numa guerra, Abraão deu um dízimo a Melquisedeque, o sacerdote de Deus (Gênesis 14:18-20).

Mais tarde, Jacó (o neto de Abraão) prometeu devolver a Deus 10% de sua prosperidade (Gênesis 28:22). Estes dízimos parecem ter sido voluntários. Não há registro de qualquer mandamento de Deus a respeito do dízimo antes do tempo de Moisés. Certamente, o dízimo de Abraão não é mais um padrão para hoje na mesma forma que o exemplo de Noé não exige que nós construirmos uma arca hoje em dia. Pela mesma razão que pregadores hoje em dia não têm o direito de exigir que você construa um grande barco, eles não têm base para usar os exemplos de doações de dízimo do livro de Gênesis para exigir que você dê 10% de sua renda a uma igreja.

O dízimo na lei de Moisés

É indiscutivelmente claro que Deus ordenou o dízimo na lei que ele deu através de Moisés. Muitas passagens mostram essa exigência (por exemplo, Levítico 27:30-33; Números 18:21-32; Deuteronômio 12:1-19; 26:12-15).

O dízimo era uma característica da relação especial entre Deus e o povo escolhido de Israel (Deuteronômio 14:22-29). Nenhum estudante da Bíblia pode negar a necessidade do dízimo, sob a lei de Moisés.

Sempre que as pessoas se referem à lei de Moisés, é importante lembrar que Deus deu essa lei aos israelitas, descendentes de Abraão especialmente escolhidos.

A manutenção dessa lei era necessária para mostrar que eles eram um povo separado, escolhido (Êxodo 19:1-6; Deuteronômio 26:16- 19). Estes mandamentos a respeito do dízimo foram parte “da lei de Moisés, que o Senhor tinha prescrito a Israel” (Neemias 8:1).

Malaquias viveu no mesmo tempo que Neemias. Ele era um judeu que pregava aos judeus (Malaquias 1:1). Ele viveu sob a lei de Moisés e encorajou outros israelitas a serem obedientes a essa lei (Malaquias 2:4-8, 10; 4:4). Ele usou pensamentos dessa lei para prever as responsabilidades e bênçãos espirituais, ainda por vir, através de um descendente de Abraão, mas não impôs sobre todas as pessoas de todos os tempos a obrigação de dar o dízimo.

Qualquer esforço para voltar à lei de Moisés, hoje em dia, é um esforço para reconstruir o muro de separação que Jesus morreu para destruir (Efésios 2:11-16). Certamente, os verdadeiros seguidores de Jesus não quererão anular seu sacrifício só para acumular dinheiro no tesouro de uma igreja!

O dízimo no Novo Testamento

Todas as pessoas agora vivem sob a autoridade de Cristo, como foi revelada no Novo Testamento (Mateus 28:18-20; João 12:48; Atos 17:30- 31). Sua vontade entrou em vigor depois de sua morte (Hebreus 9:16-28). Estes fatos nos ajudarão a entender as passagens do Novo Testamento, a respeito do dízimo.

Durante sua vida, Jesus reconheceu a autoridade da lei de Moisés. Ele era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4:4) e com a missão de cumprir essa lei (Mateus 5:17-18). Jesus criticou os judeus hipócritas, que negligenciavam outros mandamentos divinos, enquanto zelosamente aplicavam a lei do dízimo (Mateus 23:23; Lucas 11:42; 18:9-14). Jesus não ensinou que a lei do dízimo seria uma parte de sua nova aliança, que entraria em vigor após sua morte.

O livro de Hebreus fala do dízimo, para mostrar a superioridade do sacerdócio de Jesus, quando comparado com o sacerdócio levítico da Velha Lei (Hebreus 7:1-10).

Esta passagem não está ordenando o dízimo para hoje em dia. De fato, o mesmo capítulo afirma claramente que Jesus mudou ou revogou a lei de Moisés (Hebreus 7:11-19). O dízimo não é ordenado na lei de Cristo, que é o Novo Testamento.

Que lei se aplica hoje?

Não vivemos sob a lei de Moisés, hoje em dia. Jesus aboliu essa lei por sua morte (Efésios 2:14-15). Estamos mortos para essa lei para que possamos estar vivos para Cristo (Romanos 7:4-7).

A lei gravada nas pedras, no Monte Sinai, extinguiu-se e a nova aliança permanece (2 Coríntios 3:6-11). A lei funcionou como um tutor para trazer o povo a Cristo, mas não estamos mais sob esse tutor (Gálatas 3:22-25).

Aqueles que desejam estar sob a lei estão abandonando a liberdade em Cristo e retornando à escravidão (Gálatas 4:21-31). As pessoas que voltam a essa lei estão decaindo da graça e se separando de Cristo (Gálatas 5:1-6).

Não temos o direito de retornar a essa lei, para obrigar que guardem o sábado, a circuncisão, os sacrifícios de animais, as regras especiais sobre roupas, a pena de morte para os filhos rebeldes, o dízimo e qualquer outro mandamento da lei de Moisés.

Vivemos sob a autoridade de Cristo e temos que encontrar a autoridade religiosa na nova aliança que ele nos deu através de sua morte. Ele é o mediador desta nova aliança (Hebreus 9:15). Seremos julgados por suas palavras (João 12:48-50). Desde que Jesus tem toda a autoridade, temos a responsabilidade de obedecer tudo o que ele ordena (Mateus 28:18-20).

O que o Novo Testamento diz a respeito das dádivas?

Jesus, através de Paulo, ensina que as igrejas devem fazer coletas nas quais os cristãos darão de acordo com sua prosperidade (1 Coríntios 16:1- 2).

Temos que dar com amor, generosidade e alegria, conforme tencionamos em nossos corações (2 Coríntios 8:1-12; 9:1-9).

Portanto, podemos dar mais do que 10% ou menos do que 10%. Temos que usar nossos recursos financeiros, e todos os outros recursos, no serviço de Deus. Não somos mandados por Deus para darmos uma porcentagem especial.

E a respeito das bênçãos?

Malaquias pregou a uma nação carnal que estava sofrendo as consequências carnais do pecado. Ele prometeu bênçãos materiais de Deus para aqueles que se arrependessem de sua desobediência. Não encontramos esta importância material no Novo Testamento. Deus garante aos fiéis que eles não precisam se preocupar com as necessidades da vida (Mateus 6:25-33).

Mas o Novo Testamento não promete luxo, conforto e riquezas. Jesus sofreu nesta vida, e assim seus seguidores sofrerão (Marcos 10:29-30; Lucas 9:57-62).

A preocupação com a prosperidade material nos distrai da meta celestial e nos arrasta à idolatria da cobiça (Colossenses 3:1-5). Tais motivos não têm nenhum lugar entre os cidadãos do reino de Deus.

Distorcendo Malaquias 3:10

Aqueles que citam Malaquias 3:10 para exigir o dízimo, e prometem prosperidade material, estão distorcendo a palavra de Deus.

Eles estão enchendo os tesouros das igrejas ao desviarem a atenção de seus seguidores das coisas espirituais para darem atenção às posses materiais. Pedro advertiu sobre tais mestres: “Também, movidos pela avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2 Pedro 2:3).

Mirando a meta celestial

Deus oferece uma coisa muito melhor aos seus seguidores: um prêmio eterno no céu.

Paulo nos desafia a mirar essa meta: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as cousas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas cousas lá do alto, mas não nas que são da terra” (Colossenses 3:1-2).

Deus não precisa do nosso dinheiro. Nós é que precisamos aprender a fazer uso do mesmo de modo racional, manifestando um sincero sentimento de adoração, ao doá-lo na Obra do Senhor, sem qualquer expectativa de retorno material em função disso, pois Deus é o Criador do universo e não um investidor financeiro.

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pb. João Placoná

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Pastores ou tosquiadores de ovelhas?

"Precisamos de pastores comprometidos em conduzir seus seguidores à imagem de Cristo."

Alguns dos personagens principais do Novo Testamento são aqueles chamados de pastores ou presbíteros. A eles cabia a responsabilidade de cuidar, orientar e capacitar o rebanho de Deus.

No processo de formação espiritual de homens e mulheres comprometidos com o discipulado de Jesus Cristo, eles funcionavam mesmo como pais espirituais, zelando pelo desenvolvimento saudável dos crentes. Neste sentido, é interessante lembrar que, na tradição católica romana, o responsável pela comunidade é chamado de padre, ou seja, “pai”.

O termo pressupõe maturidade emocional e espiritual condizente ao fato de estes religiosos terem, sob seus cuidados, filhos e filhas. Além disso, espera-se de um bom e verdadeiro pai amor altruísta capaz até mesmo de sacrificar-se para prover o necessário ao desenvolvimento dos que estão sob sua responsabilidade.

Tamanha era a importância dos pastores no processo de formação espiritual na Antiguidade que o autor do livro dos Hebreus escreve em tom imperativo: “Obedecei aos vossos guias, e sede submissos para com eles; pois velam por vossas almas” (Hebreus 13.17).

Tal exortação, juntamente com outros textos das Escrituras, deixa claro que, no processo de formação espiritual, é fundamental haver pastores comprometidos em conduzir seus seguidores à imagem de Cristo.

Numa cultura superficial como a nossa, essa relação de submissão à orientação e ao cuidado de outros se tornou muito rara.

O caráter individualista de nossa fé não nos permite sermos guiados por alguém, e o perfil consumista de nossa cultura faz de cada crente um cliente, que determina o que deseja e como o quer.

Assim, a formação espiritual se torna cada dia menos viável em nossas comunidades. 

Por outro lado, não são apenas as chamadas ovelhas que mudaram ao longo dos últimos séculos. Aqueles que se intitulam de pastores também não deixaram por menos.

Em meio às pressões pelo sucesso e pela prosperidade – próprias dessa mesma sociedade ocidental capitalista –, a figura do pastor ganhou traços de oportunismo, ganância, manipulação, ostentação e abuso de poder.

O perfil consumista de nossa cultura faz de cada crente um cliente, e a figura do pastor ganha traços de oportunismo, ganância, manipulação e abuso de poder.

Não é difícil encontrarmos pastores nos púlpitos, nas rádios e nas emissoras de TV gastando mais tempo falando de suas realizações pessoais e das instituições que dirigem do que da centralidade da obra de Jesus na vida cristã.

Isso, quando tais espaços não são destinados inteiramente ao comércio de produtos e serviços que carregam a marca do ministério do líder. Sim, os pastores do século 21 têm usado seu poder de influência para induzir as pessoas a fazer aquilo que lhes beneficia.

Os profetas bíblicos Jeremias e Ezequiel falaram da ira de Deus contra aqueles que transformaram o rebanho em fonte do próprio alimento. Aqueles que deveriam ser pastores haviam se transformado em tosquiadores, vivendo da lã produzida pelas ovelhas.

A consequência disso está relatada nas Escrituras: “Meu povo tem sido ovelhas perdidas; seus pastores as desencaminharam e as fizeram perambular pelos montes. Elas vaguearam por montanhas e colinas e se esqueceram de seu próprio curral” (Jeremias 50.6); e “As minhas ovelhas vaguearam por todos os montes e por todas as altas colinas. Foram dispersas por toda a terra, e ninguém se preocupou com elas, nem as procurou” (Ezequiel 34.6).

A cada dia aumenta o número daqueles que, vítimas de abusos ou tomados por decepções, deixam suas igrejas e se tornam como ovelhas perdidas que vivem perambulando de grupo em grupo.

Elas vagueiam longe de um contexto comunitário, sem receber o devido cuidado pastoral – e, de tão machucadas pelos líderes, fecham seus corações para o pastoreio. E, se há gente que diante disso recusa qualquer orientação, na outra ponta temos líderes que justificam tal atitude, agindo como predadores do rebanho pelo qual deveriam zelar.

Qual o caminho a tomar? Pode existir esperança?

Aqueles que realmente estão empenhados com a formação espiritual consistente – aquela que conduz homens e mulheres à imagem de Cristo – precisam se empenhar na restauração desta relação.

Os crentes precisam avaliar com maior profundidade as motivações que os levam a romper tão facilmente com as comunidades locais e a resistir tão intensamente ao processo de se deixarem guiar por pastores. 

Finalmente, precisamos de pastores. Precisamos orar pedindo a Deus que levante homens e mulheres realmente comprometidos com o cuidado, orientação e capacitação de seu povo.

Paralelamente, aqueles que remam contra a maré, insistindo em simplesmente serem pastores, precisam ser valorizados e encorajados diante da sociedade que os pressiona, demandando que se transformem em provedores espirituais dos sonhos de consumo de suas ovelhas – ou mais apropriado seria dizer clientes?

Pr. Ricardo Agreste

Pb. João Placoná

domingo, 17 de agosto de 2014

O que o homem é nesta terra?

É como diz o profeta Isaías 64:6: Nossas justiças são como trapo de imundícia.

Interessante que há pessoas que se acham grandes diante de Deus. Por exemplo, o pregador cuja função é de mensageiro de Cristo leva a mensagem da Salvação que por sua vez já foi paga com Sangue do Senhor Jesus e dos seus profetas do passado.

A Obra que é realizada dentro das igrejas já está preparada, o Senhor Jesus deixou tudo pronto, e, após isto, enviou o Espírito Santo para preparar sua igreja.

Todas as igrejas têm a Obra do Espírito Santo? Não! Mas por que não? Porque o próprio homem não permite a operação do Espírito Santo e o mal do homem é querer agradar o homem e não ao Senhor.

Quando uma igreja prega somente bênçãos para este mundo, podemos dizer que é Obra do Espírito Santo? Não! Pois tudo aquilo que colocamos à frente do Senhor Jesus se chama idolatria: as curas, libertações e bênçãos são realizadas através do Nome de Jesus - no nome Dele há poder.

O que aconteceu em Atos dos Apóstolos capítulo 2? Ali houve a descida do Espírito Santo.

Como aconteceu no passado, como por exemplo, Davi, Sansão e muitos outros, era o Espírito Santo operando individualmente, mas em Atos 2:17 nos diz:

“E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda carne”.

A Descida do Espírito Santo se deu naquele tempo para os apóstolos e discípulos pregarem sobre a ressurreição do Senhor Jesus, que Jesus estava vivo, isto para que eles saíssem da religião para uma obra de Salvação. Foi onde se deu inicio a igreja apostólica.

Hoje é diferente, a descida do Espírito Santo se dá para todo o mundo, para que seja pregado sobre a “Volta do Senhor Jesus”.

Lá na descida do Espírito Santo, deu-se o inicio da primeira igreja e era necessário o poder do Espírito Santo para eles serem testemunhas do Senhor Jesus.

Hoje o Espírito Santo opera na igreja preparando-a para sua saída desta terra para eternidade.

Interessante que muitos ainda brincam de ser crentes, ainda não entenderam o projeto de Deus e a obra que estamos vivendo hoje.

Como pode alguém dizer que é crente e é mal pagador?

Como pode alguém dizer que é crente e viver em adultérios?

Como pode alguém dizer que é crente e se prostitui?

Como pode alguém dizer que é crente e dá mau exemplo?

Como pode alguém dizer que é crente e se veste com sensualidade?

Como pode alguém dizer que é crente e calunia os irmãos dentro da igreja?

Caríssimos, Deus não precisa do homem, mas o homem precisa de Deus.

Deus quando provou Jó, foi necessário que a carne dele fosse consumida, eu pergunto se sua carne é morta, ou é ela quem está matando-o através de desejos e manjares que o mundo oferece?

Satanás está aqui no mundo todos os dias ceifando a vida de milhões de jovens, sabe por que? Porque eles não tiveram a sabedoria de espírito igual Daniel quando colocou em seu coração não se contaminar com as iguarias do Rei Nabucodonosor.

E quais eram as iguarias do Rei Nabucodonosor? Carne e vinho.

A carne significa para nós, hoje, o sexo. O vinho as drogas e bebidas.

Também digo aos jovens e adolescentes que ainda se acham novos para seguirem o Senhor Jesus que aquilo que é oferecido ai fora, é pão falso, pão que contamina o homem, mas Jesus é o pão verdadeiro que alimenta a alma do homem e o leva à Salvação.

Marcos 16:16 diz que aquele que crê no Senhor Jesus é salvo, mas aquele que não crê já está condenado.

Quero dizer para muitos que vão à igreja e ainda não entenderam o projeto de Deus e a Obra do Espírito Santo que se definam, senão, naquele dia – arrebatamento - ficarão para trás.

Não pense que se você estiver numa balada da pesada, onde corre solto o sexo, drogas e bebidas Jesus vai lá te buscar.

Na Nova Jerusalém não vai entrar nem raiz de pecado, então, não brinque de ser crente, senão quem pagará muito caro será você mesmo.

Não podemos brincar de ser crentes, pois estaremos nos enganando e caminhando para nossa própria condenação.

Jesus Cristo deixou bem claro que Ele é o único Caminho, e que este Caminho é estreito, pois são poucos que entram por ele, mas o caminho da perdição é largo e são muitos os que preferem entrar por ele.

O perigo dos jovens hoje é principalmente sexo e drogas, e isto, tem entrado nas igrejas.

Muito cuidado para não cair nessas ciladas, pois além de entristecer o Espírito Santo você dirá que não sente mais alegria em si, que sua vida é uma vida triste, etc., e tal.

O que Satanás quer é contaminá-lo, oferecer-lhe aquilo que todos lá no mundão fazem, e com isso, estão matando Jesus em sua vida.

A Salvação é pessoal, se você quer realmente ser um servo de Deus é preciso que entenda que é necessário todos os dias renúncias, dizer não à sua carne, servir ao Senhor e não como ensinam alguns pregadores que somos nós que precisamos ser servidos.

Nossa justiça é como trapos de imundícias, precisamos entender que não somos nada, que não podemos jamais ter alguma coisa se nosso Deus não abençoar.

O mundo crucificou o Senhor Jesus e ainda criam leis que vão contra aquilo que a Bíblia diz. Sim, estão lutando contra Deus e, infelizmente terão as respostas caso não mudem de atitudes. Como exemplo, o casamento de pessoas do mesmo sexo!

Não devemos nos preocupar com aquilo que os outros dizem ou fazem; é preciso que nós mesmos como servos de Deus nos analisemos.

Não temos nada contra esta ou aquela denominação nem tampouco com a opção sexual de pessoas. Deus deu a cada um uma vida e livre arbítrio, mas, naquele dia será Deus quem vai julgar e cobrar se fomos servos fieis ou infiéis. Deus é dono de toda herdade.

Nós somos mordomos daquilo que foi confiado a nós, e o mordomo precisa dar conta de suas mordomias.

Marcos Casatti

João Placoná – Presbítero, Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra e Articulista.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Nunca o deixarei, nunca o abandonarei.

Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei  (Hb 13.5).

Quando somos sacudidos por alguma situação que nos dá aquela sensação de solidão e abandono, costumamos pensar ou até dizer: "Ah...Deus me abandonou!"  "Deus  se  esqueceu de  mim!"

Se você está com este sentimento eu posso lhe garantir que você está tremendamente enganado e   ainda ofende  a Deus dizendo estas coisas!

Leia esta  declaração de Deus e veja porque eu digo que você está enganado sobre Deus: "Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda  mama, de  sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, EU, todavia, não me esquecerei de ti.  Eis que  nas palmas das minhas mãos te gravei" (Is 49.15-16)

É  impossível Deus  esquecer,  abandonar ou  rejeitar a  pessoa que confia nele!

Mais profundo e envolvente que o amor de   uma mãe  é o amor e o cuidado de Deus para com aqueles que confiam e dependem dele.

Se você prestar atenção, vai descobrir que  são os seus pecados, a sua indiferença à pessoa e a vontade de Deus que o separam dele.  

Até os seus  próprios desejos e sonhos levam você para longe de Deus! Porém Deus,  por iniciativa  própria  nunca  se  afastou de você! Deus nunca abandona  ou se esquece  da pessoa que pertence a Ele.

Abandonar, esquecer ou voltar atrás são atitudes humanas e elas são contrárias à natureza de Deus

Nesta  semana,  talvez  algum problema,  dificuldade ou crise esteja provocando certa tensão em você, e, com isso, vem  aquela sensação  de  ter sido abandonado por Deus. 

Se você  se sente assim saiba que as situações difíceis fazem parte da vida! 

Portanto, pergunte a você mesmo: "Eu pertenço a  Deus? Eu realmente confio nEle?"  Se Jesus Cristo está em  seu coração,  Deus garante  que você  está nas mãos dEle!

Além disso, você tem a seu favor o consolo, a boa vontade, a segurança e a proteção de Deus.

A própria Bíblia chama essa garantia para  enfrentar  dificuldades, crises ou tribulações de  “esperança”.

Vamos, confie na promessa de Deus! 

Deus o abençoe manifestando a Sua presença junto a você!

Anderson Dijan

Pb. João Placoná