quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O cristão pode jogar na loteria?

É errado pensar na vida cristã como uma lista de coisas permitidas e coisas proibidas.

O cristão tem o Espírito Santo para ajudá-lo a discernir se algo é ou não do agrado do Senhor.

Com respeito à loteria, não me lembro de alguma passagem que diga ser pecado apostar na loteria ou em qualquer forma de jogo de azar, porém há muitas passagens que condenam o amor ao dinheiro, que é uma das características dos apóstatas dos últimos dias, os "avarentos" de 2 Timóteo 3.

O mesmo Paulo escreve a Timóteo em 1 Tm 6:10 que "o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores".

Também em Hebreus 13:5 diz: "Sejam vossos costumes sem avareza (amor ao dinheiro),contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei".

Provérbios 13:11 também adverte contra o enriquecimento fácil: "A riqueza adquirida às pressas diminuirá; mas quem a ajunta pouco a pouco terá aumento", e Eclesiastes 5:11 diz que "quando se multiplicam os bens, multiplicam-se também os que comem", ou seja, nem sempre o mais significará mais no final.

Há ainda aqueles que jogam com a falsa desculpa de fazerem isso para ajudar na obra de Deus. Ouvi de pregadores (ou devo dizer "lobos"?) que estimulam a congregação a levar seus bilhetes de loteria para serem abençoados por eles.

Obviamente, no caso de ganharem, uma parte vai obrigatoriamente para o "Leão", mas a outra vai para o "lobo".

Mas o que dizer dos cristãos que passam por necessidades e ficam em dúvida se a loteria não seria uma solução, não para ficarem milionários, mas apenas para ajudar a pagar as contas?

Geralmente os cristãos que jogam na loteria não estão passando fome, mas vamos supor que a necessidade seja real ao ponto de alguém precisar apelar para isso. O problema aí é de fé, pois o cristão deve viver na certeza de que tem um Pastor que nada lhe deixa faltar. 

Ficaria estranho eu ler o Salmo 23 assim: "O Senhor é o meu pastor, por isso tenho passado por necessidades".

Antes de duvidar da benignidade de Deus precisamos verificar se o Pastor não está usando seu cajado e sua vara - para evitar que desviemos por um caminho no qual a riqueza fácil nos levaria a andar, ou para nos disciplinar por termos sido levianos na administração das coisas que Ele colocou em nossas mãos.

Quando vêm as necessidades, elas podem também ser lições preciosas de Deus para aprendermos a depender dEle.

Não podemos descartar a possibilidade de que elas venham também para estimular o exercício de outros irmãos, pois sabemos que uma das razões das coletas feitas numa assembleia é socorrer os irmãos necessitados.

Todo cristão deve ter em mente que o que acontece consigo pode ser uma lição para si mesmo, uma lição para outros, ou ambas as coisas.

Muito do que os santos do Antigo Testamento passaram faziam parte de um plano maior de Deus para nos ensinar lições preciosas: 

Rm 15:4 "Porquanto, tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que, pela constância e pela consolação provenientes das Escrituras, tenhamos esperança".

Uma passagem que me vem à mente é a de Esdras, quando ele parte para Jerusalém com uma caravana transportando um tesouro de dar água na boca em qualquer assaltante. Veja o texto em Esdras 8:21-32:

"Então apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, para nos humilharmos diante da face de nosso Deus, para lhe pedirmos caminho seguro para nós, para nossos filhos e para todos os nossos bens. Porque tive vergonha de pedir ao rei, exército e cavaleiros para nos defenderem do inimigo pelo caminho; porquanto tínhamos falado ao rei, dizendo: A mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles; mas o seu poder e a sua ira contra todos os que o deixam. Nós, pois, jejuamos, e pedimos isto ao nosso Deus, e moveu-se pelas nossas orações. Então separei doze dos chefes dos sacerdotes: Serebias, Hasabias, e com eles dez dos seus irmãos. E pesei-lhes a prata, o ouro e os vasos; que eram a oferta para a casa de nosso Deus, que ofereceram o rei, os seus conselheiros, os seus príncipes e todo o Israel que ali se achou..."

Na continuação ele diz o que levava de riquezas na caravana: 750 talentos de prata e 100 talentos de ouro. Considerando que um talento era o equivalente a 34 quilos já dá para imaginar o valor do que transportavam sem proteção militar.

Mesmo assim Deus honrou sua fé e protegeu aquele tesouro que era destinado ao Templo em Jerusalém:

"E partimos do rio Aava, no dia doze do primeiro mês, para irmos a Jerusalém;e a mão do nosso Deus estava sobre nós, e livrou-nos da mão dos inimigos, e dos que nos armavam ciladas pelo caminho".

Deus nos ensina na Sua Palavra que a fonte de nosso sustento deve ser o trabalho.

No mundo moderno existem também os investimentos, que podem ser considerados como uma forma de trabalho, algo como comprar algo por um preço e vender por outro (é o caso de ações, fundos de investimentos, caderneta de poupança etc.).

Mas, embora alguns investimentos envolvam risco, não creio que o jogo puro e simples da loteria possa ser considerado um investimento, já que as chances de alguém ter retorno são infinitamente pequenas. Jogar na loteria é arriscar tudo. Creio que o maior problema da loteria para o cristão esteja na incoerência de professar uma fé através da qual Deus o sustenta (por meio do trabalho e do exercício dos irmãos na hora da necessidade), enquanto busca "atalhos" para enriquecer.

Repito: a maioria dos cristãos que jogam na loteria não estão em extrema necessidade, mas fazem isso por mera ganância.

O sentimento de Esdras é bem apropriado aqui: ele sentiu vergonha de buscar um recurso que não estaria alinhado com a fé que professou diante do rei. Se um cristão precisar jogar na loteria para resolver seus problemas financeiros, então alguma coisa está muito errada com sua fé, seu modo de vida, ou com a forma como está usando os meios que o Senhor proveu.

É oportuno acrescentar que isto não inclui sorteios dos quais participamos involuntariamente. Se compro algo em uma loja e depois de alguns dias ganho um prêmio graças àquela compra, isso não tem o mesmo caráter de uma aposta.

Trata-se apenas de um presente que a loja decidiu dar a um cliente. Ainda que a empresa possa utilizar o sorteio da loteria para decidir para quem vai o prêmio, este decorre de uma compra de um produto necessário, e não do gasto em uma aposta.

Mario Persona

Pb. João Placoná

terça-feira, 25 de agosto de 2015

A Salvação está garantida sem perseverar?

Você é salvo por pura graça e, depois de salvo, Deus preparou algumas tarefas para você executar, não para receber a salvação, mas porque você foi salvo.

Pense num filho: ele não se torna filho quando obedece a seu pai, mas ele tem a obrigação de obedecer por ser filho. E se não obedecer? Seu pai irá discipliná-lo, tirar dele algumas regalias, suspender a mesada ou deixar de falar com ele até deixar de ser rebelde. Mas ele nunca perde sua condição de filho.


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O Cristão pode sofrer?

O crente em Jesus pode vir a sofrer? Se a resposta for não, então por que o sofrimento assalta-lhe a vida?

I. AS AFLIÇÕES DO TEMPO PRESENTE

1. De ordem natural. Presenciamos uma desordem nunca antes vista na natureza. Apesar dos falsos alarmes, não podemos ignorar a devastação provocada pela ação irresponsável do homem. A Bíblia diz que a criação geme e está com "dores de parto" pelo que o ser humano tem-lhe feito (Rm 8.22).

Quantas calamidades nos abatem por causa da degradação ambiental. São tragédias assombrosas que ceifam milhares de vidas. As poluições nos lagos, rios e mares, e as ocupações em áreas de riscos contribuem para a ocorrência de tragédias. Tais aflições também afetam os crentes fiéis.

2. De ordem econômica. Outra aflição que se abate sobre o mundo é a de ordem financeira. A crise econômica internacional empobrece países, nações e famílias.

Quantos não deram cabo da própria vida porque, da noite para o dia, descobriram que perderam todos os bens? Em nosso país, milhões de pessoas sobrevivem com menos de um salário mínimo. A pobreza, a fome e a miséria continuam a flagelar vidas ao redor do mundo, inclusive as dos servos de Deus (Mc 12.41-44).

3. De ordem física. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, doenças como câncer, hepatite, hipertensão arterial, depressão e obesidade são consideradas as pragas do século XXI.

Essa informação traz-nos algumas indagações: Será que o crente fiel não é vítima de câncer? Ou não desenvolve a depressão e não sofre de hipertensão arterial?

Não precisamos de muito esforço para reconhecer que as enfermidades também atingem os salvos e são consequência da queda (Rm 6.23).

Mesmo cientes de que as doenças acometem igualmente o servo de Deus é impossível ignorar que há enfermidades de natureza espiritual e oriundas de práticas pecaminosas (Mt 9.32,33; Jo 5.14,15).

II. POR QUE O CRENTE SOFRE

1. A queda. O sofrimento é algo comum a todos os homens, sejam ímpios sejam justos. Uma razão para a existência do mal é a queda humana. Deus fez um mundo perfeito (Gn 1.31), mas a transgressão de Adão trouxe a tristeza, a dor e a morte (Gn 3.16-19; Rm 5.12).

Por isso, todos estão igualmente sujeitos ao sofrimento (Rm 2.12; 8.22).

2. A degeneração humana. Com a queda no Éden, o homem sofreu um processo de degeneração moral, social e espiritual.

Tal degradação, observada na vida de Caim (Gn 4.8-16), Lameque (Gn 4.23,24) e de toda aquela geração, levou Deus a destruir o mundo pelo dilúvio (Gn 6.1-7.24).

O relato bíblico mostra claramente a corrupção humana e o aparecimento do ódio, da violência, das guerras e de todos os atos que contrariam a vontade divina.

Não é exatamente essa a situação da sociedade atual? A humanidade acha-se em franca rebelião contra Deus (Rm 3.23).

3. O novo nascimento e o sofrimento. A experiência pessoal e genuína do novo nascimento gera no crente uma natureza oposta a da queda (1 Jo 5.1,19).

Entretanto, apesar de ter nascido de novo, o crente em Jesus não deixa de experimentar o sofrimento, pois, como disse Agostinho de Hipona: "A permanência da concupiscência em nós é uma maneira de provarmos a Deus o nosso amor a Ele, lutando contra o pecado por amor ao Senhor; é, sobretudo, no rompimento radical com o pecado que damos a Deus a prova real do nosso amor".

Assim, experimentamos o sofrimento porque habitamos um corpo que ainda não foi transformado, mas que espera a sua plena glorificação (1 Co 15.35-58).

III. O CRESCIMENTO E A PAZ NAS AFLIÇÕES

1. A soberania divina na vida do crente. A soberania divina na existência do crente garante-lhe que os olhos de Deus sondem-lhe a vida por inteiro.

Somos em suas mãos o que o vaso é nas mãos do oleiro (Jr 18.4). Por isso, você pode falar como o salmista: "Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade, pois consideraste a minha aflição; conheceste a minha alma nas angústias" (Sl 31.7).

Querido irmão, querida irmã, não se desespere! O Senhor, Criador dos céus e da terra, cuida inteiramente de você e dos seus, porque "a terra é do Senhor e toda a sua plenitude" (1 Co 10.26).

2. Tudo coopera para o bem. A vontade de Deus para as nossas vidas é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2).

O escritor aos Hebreus reconhece que o Senhor, muitas vezes, usa a provação para corrigir-nos e fazer brotar em nossa vida o "fruto pacífico de justiça" (Hb 12.3-11).

No exercício desse processo, crescemos como pessoas e servos de Deus, aprendendo na faculdade das aflições da vida.

Assim, podemos dizer inequivocamente que "todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto" (Rm 8.28).

3. Desfrutando a paz do Senhor. Olhar para o sofrimento e a aflição humana e, paradoxalmente, desfrutar da paz de Cristo, parece-nos loucura!

Mas não o é quando entendemos que Deus age segundo o conselho da sua vontade, visando sempre o bem e o crescimento dos seus filhos.

O deserto da vida não é percorrido sob a ilusão mágica da "sombra e água fresca", mas com os pés firmes na realidade desértica do sol escaldante (Rm 5.1-5; Fp 4.7).

Nesse interregno, porém, desfrutamos a bondade, a misericórdia e a proteção do Criador dos céus e da terra.

Mesmo vivendo em um mundo de aflições, podemos experimentar a paz que excede todo o entendimento e cantar em alto e bom som o coro do hino 178 da Harpa Cristã: "Paz, paz/ gloriosa paz/ Paz, paz/ perfeita paz/ desde que Cristo minh'alma salvou/ tenho doce paz!".

CPAD – Lições Bíblicas -2012

Pb. João Placoná – Presbítero, Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra e Articulista.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Não toqueis nos ungidos do Senhor

Isso é uma grande bobagem inventada por esses pastores mercenários para não perderem seus seguidores e a renda. O versículo geralmente usado é Sl 105:15 "Não toqueis os meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas". Valendo-se deste versículo isolado homens corruptos podem gozar de um tipo de "imunidade parlamentar" nos meios religiosos, deixando de ser julgados e condenados por seus atos. Este excelente texto é de autoria do irmão em Cristo: Mario Persona.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A Bíblia – Usos e Abusos

Este áudio do Pr. Paulo Romeiro, da Igreja Cristã da Trindade - SP, procura de forma bem clara alertar os fiéis sobre os perigos que estão correndo com esses falsos profetas que deixam de lado a verdadeira Palavra e praticam pregações que o povo quer ouvir, principalmente no que tange a prosperidade. Se o pastor se espelha nas Escrituras Sagradas, a igreja que ele pastoreia irá refletir esta mesma imagem. Mas o que temos visto por aí nesses últimos anos é uma total descrença no ministério pastoral, pois muitos não estão refletindo a imagem de Cristo. Os pastores estão deixando de ser aquilo que pregam. Muitos estão mais envolvidos com as coisas dessa terra do que com o seu chamado.

domingo, 26 de julho de 2015

Podemos perder o Espírito Santo?

Jamais! Se a salvação e o Espírito Santo tivessem sido conquistados pelo crente, por sua fidelidade, boas obras ou esforço próprio, então obviamente ele poderia perder tanto a salvação quanto o Espírito Santo.

Mas, quando entendemos que nossa salvação começou muito antes de nossa existência, ou melhor, antes até da existência do mundo, e que o selo do Espírito nos foi dado por Deus como garantia dessa obra que Ele executa em nós, então não há o menor risco de um crente em Jesus perder o Espírito Santo ou a salvação.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Lutando contra vozes interiores e exteriores

Em nossa luta contra vozes interiores e exteriores, precisamos reconhecer quatro verdades importantes:

Primeiro – Temos que permitir que as palavras que ouvimos das outras pessoas sejam filtradas pelas Escrituras, que indica quais pensamentos que devemos internalizar.

“Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” Filipenses4:8.

As críticas construtivas têm o seu lugar, mas as acusações de fracasso e inadequação não o têm. Quando ouvimos o que os outros dizem sobre nós e sobre si mesmos, precisamos determinar se a repetição desses comentários vai fortalecer ou abalar o nosso entendimento de quem somos em Cristo.

Segundo – Precisamos mudar a maneira que falamos sobre nós mesmos. Quando nos ridicularizamos, amaldiçoamos a criação divina. Essencialmente dizemos a Deus: “Eu sei que o Senhor chamou isso de bom, mas não creio que seja bom o suficiente.”

Como podemos afirmar que louvamos e adoramos a Deus e com a mesma boca amaldiçoar a Sua criação?

As Escrituras dizem: “As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença. Senhor, rocha minha e redentor meu!” Salmo 19:14 e Jesus ensinou: “...porque a boca fala do que está cheio o coração” Lucas 6:45.

Palavras que denigrem revelam um problema de coração. Nosso coração está ouvindo aquele que tira a vida e não o Doador da vida.

Terceiro – Precisamos aprender a identificar as palavras ditas por aquele que procura destruir a nossa alma. Satanás é mentiroso. Sabemos que ele vem somente para “...roubar, matar e destruir...” João 10:10.

O engano está na essência do seu ser e, portanto, tudo que ele diz não contém a verdade. Podemos identificar as suas palavras quando as escutamos – ele fala palavras de rejeição, ódio, fracasso e insatisfação.

“Eu jamais vou alcançar esse padrão.”

“Eu jamais serei bonita.”

“Eu sou a soma dos meus fracassos.”

“Se eu fosse mais magra, seria mais feliz.”

“Não sou boa em nada.”

“Se eu tivesse roupas novas, estaria satisfeita com a minha aparência.”

“Eu estou tão gorda.”

Tudo mentira. Palavras de morte, não de vida. Se ele (Satanás) conseguir nos convencer de que não temos valor, ele poderá nos imobilizar e nos impedir de cumprir o plano de Deus para a nossa vida.

Com medo de rejeição, não nos aproximaremos dos outros. Vamos chafurdar na autopunição e por causa do medo de falhar, não correremos atrás dos nossos sonhos. Vamos nos afundar na insatisfação.

O apelo das vozes ressoa em nossa mente, enquanto corajosamente estampamos sorrisos em nossa face.

Silenciosamente, dizemos para nós mesmas que devemos viver com as vozes, fingir que estamos em paz e temos a autoconfiança que tanto ansiamos e que escorre pelos nossos dedos com cada palavra de autodepreciação. E então as vozes se tornam mais malévolas.

“Se Deus realmente se importasse, Ele não faria com que você tivesse esta aparência.”

“Se você não conseguir acreditar que Deus a ama do jeito que é, o Seu amor não deve ser verdadeiro.”

“Se você fosse realmente espiritual, não estaria lutando para gostar de si mesma.”

Mentiras. Tudo mentira. Quando as chamamos pelo que realmente são, elas perdem o seu poder e a verdade se torna mais clara.

Por último – Precisamos ouvir o que Deus tem a dizer sobre nós.

Antes da fundação do mundo eu te conhecia. Sabia de que cor seriam os teus olhos, e podia ouvir o som da tua risada.

Como um pai orgulhoso que carrega a fotografia da filha, eu carreguei a tua imagem em Meus olhos, pois tu foste criada à minha imagem.

Antes da fundação do mundo, eu te escolhi. Declarei o teu nome nos céus e sorri enquanto a melodia ecoava nas paredes do Meu coração.

Tu és Minha. O Meu amor por ti se estende mais longe que as estrelas no céu e é mais profundo que qualquer oceano. Tu és Minha pérola de grande valor, aquela por quem eu dei tudo.

Eu te embalo na palma da Minha mão. Eu te amo mesmo diante dos teus fracassos. Nada do que dizes ou fazes pode me fazer deixar de te amar. Eu sou incansável na Minha busca por ti. Fuja de mim – Eu te amarei. Despreze-me – eu te amarei.

Percebes o meu amor por ti foi violentamente assassinado antes da fundação do mundo e jamais me arrependi do sacrifício que fiz por ti no Calvário.

Quando vejo cada parte do que tu és, fico maravilhado com a obra das minhas mãos, pois sussurrei palavras de anseio e desejo e vieste à existência. Tu és bela e Eu me comprazo em ti – corpo, alma e coração.

Tu és o Meu desejo. Quando viras o rosto envergonhada e desprezas o que fiz, ainda assim Eu te alcanço com uma paixão suave. Tu és minha amada e Eu sou teu.

(baseado em I João 3:2, Isaías 43:1, Mateus 13:46, Efésios 1:4, Apocalipse 13:8, Salmo 149:4,Cantares 6:3; 7:10).

Deus anseia para que conheçamos a Sua beleza, mas precisamos escolher como reagir às vozes que ouvimos.

Ouvir a voz de Deus acima das injúrias destrutivas é uma batalha constante.

Pode ser que jamais silenciemos as vozes, porém podemos escolher se elas definirão ou não quem somos.

Deus continua esperando para nos guiar numa jornada para conhecer a verdadeira beleza, uma jornada que começa escutando cuidadosamente o Seu coração e nos contemplando no espelho de Sua Palavra.

Regina Franklin

Pb. João Placoná