terça-feira, 17 de julho de 2018

Como vencer a falta de perdão


perdão

Em nosso artigo anterior, Oro, oro e não recebo. O que acontece? - tivemos a oportunidade de desenvolver os motivos pelos quais nossas orações não são atendidas. Isto porque há bloqueios espirituais que impedem a ação do Espírito Santo, e o que provoca tudo isso é a falta de perdão, são as mágoas, as iras, a inveja.

Para vencer a falta de perdão você deve fazer disso uma declaração de fé pessoal.

Quando você declara o que Deus diz sobre este assunto vital, você possui o que Deus providenciou para você: a capacidade divina de perdoar a todos.

1. Se eu perdoar aos homens suas transgressões contra mim, meu Pai celestial também me perdoará as minhas transgressões contra ele (Mateus 6:14).

Mas se eu não perdoar aos homens as suas transgressões contra mim, consequências muito mais sérias do que imagino terei de enfrentar: "Tão pouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas" (Mateus 6:15).

2. Se abrigo falta de perdão em meu coração para com os outros, apesar dos erros que praticaram contra mim, abro o meu coração para permitir que sete outros espíritos mais perversos do que a falta de perdão entrem nele (Lucas 11:26).

Eis aqui sete outros espíritos que são parentes da falta de perdão, mas são ainda mais perversos:

1 - Ressentimento

2 - Má-vontade

3 - Rancor

4 - Malícia

5 - Vingança

6 - Amargura

7 - Ódio

3. Quando examino esta lista de sete outros espíritos mais perversos do que a falta de perdão, percebo que são progressivamente degradantes.

Como posso ser libertado da falta de perdão?

Como posso resistir a estes espíritos maus em nome de Jesus, para que me deixem? "Sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou" (Efésios 4:32).

A benignidade é um fruto do Espírito, que, ao lado da compaixão, capacita-me a perdoar a todos os que me fizeram mal, como Deus me perdoou por amor a Cristo.

4. Se eu tenho um desentendimento com alguém, devo perdoá-lo. Como Cristo me perdoou, eu também perdoo aos outros (Colossenses 3:13).

A Palavra de Deus é tão prática e poderosa: mostra-me o que fazer mesmo quando me envolvo numa briguinha insignificante.

5. A capacidade divina em mim de perdoar os outros é sem limites.

Jesus ordenou que eu perdoasse até "setenta vezes sete", dando a entender que possuo, não uma capacidade natural, mas sobrenatural, para perdoar os outros.

6. Os maiores problemas que enfrento na vida talvez estejam relacionados com pessoas.

Vivo num mundo em que a comunicação pode ser interrompida; a comunhão cortada; a perseguição e a oposição podem constituir a minha porção. Mas eu conheço o segredo. Tenho a capacidade de amar com o amor de Deus. Seu amor me capacitará a ver os outros através dos olhos da compaixão e do terno amor.

7. Eu me recuso a falar com falta de delicadeza àqueles que me fizeram mal.

Deus me capacita a perdoar e esquecer. "Sete outros espíritos" podem muitas vezes procurar entrar em minha vida, mas eu lhes resisto firmemente em nome de Jesus!

Alguns dizem: — Eu perdoo os outros contanto que me peçam perdão —. Quer peçam perdão ou não, no fundo do meu coração, eu perdoo e coloco todas as ofensas sob o Sangue de Jesus.

Na pessoa de Jesus eu perdoo os outros. Pelo poder libertador do Sangue de Jesus, fico livre dos "sete outros espíritos".

Pr. Don Gossett

Pb. João Placoná

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Oro, oro e não recebo. O que acontece?















Por acaso você já passou por situações em que Ora, Ora, Ora e as orações não são respondidas? É claro! Todos já passamos por isso!

Sabe por quê? Porque há bloqueios espirituais que impedem a ação do Espírito Santo, e o que provoca tudo isso é a falta de perdão, são as mágoas, são as iras, a inveja.

O ódio, a ira, a inveja, a falta de perdão e emoções semelhantes fazem-nos mais mal do que à pessoa que nos prejudicou. Eis por que, se nossa fé é forte e nossa oração perseverante, só resta uma coisa que pode impedir nossas orações e é o pecado do qual não nos arrependemos.

Isaías 59:1, 2 diz: "Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça."

Efeitos da falta de perdão:

1 – A falta de perdão nos faz sentir torturados. “Então o senhor chamou o servo e disse: Servo mau cancelei toda a sua dívida porque você implorou. Você não deveria ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você? Irado, seu senhor entregou-o aos torturadores, até que pagasse tudo o que devia. Assim também lhes fará meu Pai celestial, se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão” (Mateus 18:32-35).

2 – A falta de perdão provoca sentimentos de vingança. “Não diga: ‘Farei com ele o que fez comigo; ele pagará pelo que fez” (Provérbios 24:29).

3 – A falta de perdão nos impede de ser perdoados por Deus. “Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas” (Mateus 6:15).

4 – A falta de perdão retarda as respostas às nossas orações. “E quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem-no, para que também o Pai celestial lhes perdoe os seus pecados” (Marcos 11:25).

5 – A falta de perdão nos leva a ver as falhas dos outros, mas não as nossas. “Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão” (Mateus 7:3-5).

6 – A falta de perdão nos leva a andar nas trevas. “Mas quem odeia seu irmão está nas trevas e anda nas trevas; não sabe para onde vai, porque as trevas o cegaram” (I João 2:11).

7 – A falta de perdão nos impede de procurar o melhor para nossos relacionamentos, entre eles,  o nosso casamento. “Tenham cuidado para que ninguém retribua o mal com o mal, mas sejam sempre bondosos uns para com os outros e para com todos” (I Tessalonicenses 5:15).

O perdão é algo tão poderoso que tem efeito positivo direto na vida de quem perdoa e danoso na vida de quem não perdoa. Uma das faces ocultas da falta de perdão e que cega o indivíduo é que o maior prejudicado é ele mesmo, aquele que não perdoa.

Essa pessoa fica cada dia, mais ilhada, cercada de outros que carregam o mesmo sentimento. Por vezes, esse “adoecimento” da alma começa com uma ofensa não tratada, se desenvolve em uma mágoa e gera ao longo dos anos um rancor, que por si mesmo promove a inveja, normalmente nunca admitida, e que se não for tratada, chega ao ódio.

Esse pecado, se não confessado e deixado, se transforma em uma ferida que dificilmente não deixará cicatrizes. A falta de perdão tem a capacidade de envelhecer uma pessoa jovem. Aos poucos, esse indivíduo vai se achando superior, pois para o orgulho ferido e falta de perdão, apenas os outros precisam mudar.

Perdoar é um dos atos básicos da fé cristã. Nossa entrada na vida cristã só foi possível porque recebemos perdão de nosso Deus e Pai. Trata-se de um assunto bem tratado e claro em toda a Escritura Sagrada. Deus nos perdoou mediante a obra de seu Filho Jesus, feita na cruz do Calvário em nosso favor.

Amor e perdão sempre caminham juntos. “Deus é amor”, é a mais formosa definição que a Bíblia apresenta. E a maior prova do Seu amor para conosco foi perdoar todos os nossos pecados. Porque Ele nos ama, Ele nos perdoou.

O perdão é, então, um atributo comunicável de Deus para todos nós.

Perdoar é um mandamento da Palavra de Deus. Não é um sentimento, nem depende da nossa vontade ou emoção, mas é fruto de uma decisão de obediência a Deus e Sua Palavra.

A Bíblia diz: “Sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo vos perdoou” (Efésios 4.32). E também: “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha queixa contra outrem. Assim como o Senhor nos perdoou, assim também perdoai vós” (Colossenses 3.13).

Quando Deus nos perdoou, colocou um fim à situação desastrosa em que nos encontrávamos, pois, estávamos condenados à morte como consequência do nosso pecado de desobediência.
Deus nos chamou para uma nova vida, na qual o amor e o perdão sempre têm a sua máxima expressão. Perdoada a nossa ofensa, o relacionamento amoroso que nos une ao Pai Eterno foi restaurado.

Diante desse ato de misericórdia e amor imerecido devemos, do mesmo modo, estender perdão a todo aquele que nos ofender. O perdão de Deus deve gerar em nosso coração o desejo de perdoar, incondicionalmente, tal como Ele fez conosco.

Perdoar significa deixar de considerar o outro com desprezo ou ressentimento. É ter compaixão, deixando de lado toda a ideia de vingar-se daquilo que foi feito ou das consequências que sofremos.
O perdão é libertação para nossa alma e para nossa vida interior. A base para o ato de perdoar é o completo e livre perdão que recebemos do Pai.

Assim como Ele nos perdoou, nós perdoamos. Como filhos de Deus, o perdão que expressarmos deve ser análogo ao Seu perdão: “Perdoando-vos uns aos outros como, também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Efésios 4.32), ensina o apóstolo.
É inconcebível viver sob o perdão de Deus sem perdoar ao próximo. Quando Jesus ensinou Seus discípulos a orar, colocou um pedido ao Pai: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado os nossos devedores” (Mateus 6.12).

É esse espírito de perdão que deve permanecer em nós. Se o Pai, antecipadamente, nos perdoou quando não éramos merecedores, em gratidão ao Seu amor perdoador, devemos também perdoar aos que nos ofendem.

O perdão deve ser uma característica do nosso viver cristão. Se o amor perdoador de Cristo foi sacrificial – Ele se deu por nós –, da mesma forma devemos expressar amor dando-nos, em amor, por aquele que nos ofendeu.

Quando devemos perdoar?
Há dois momentos, em especial, que o perdão deve se expressar:

1• No momento em que somos atingidos, ou injuriados, maltratados, ofendidos e perseguidos.

2• Quando aquele que ofendeu pede perdão. Devemos estar preparados para perdoar, tão logo nos for solicitado o perdão.

Portanto, perdoe e receba as bênçãos de Deus!

Pr. Carlito Paes
Pr. Don Gossett
Pb. João Placoná



































quinta-feira, 31 de maio de 2018

Oração de Cura (Doenças)

















Pai querido, pai amado, humildemente venho à Tua presença, em nome de Jesus, confessar-lhe os meus pecados (relate-os), pois sei que confessando-os de coração e me arrependendo deles o Senhor os perdoará e, em segundo lugar pedir-lhe a minha cura da (nome das doenças) que me tem afligido.

Senhor! A Tua Palavra diz que:
Pelas suas pisaduras fomos sarados. - Isaías 53.5b
...Eu irei, e lhe darei saúde. - Mateus 8.7
Eu sou o Senhor que te sara - Êxodo 15.26c
Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. - João 10.10b
Que é o Senhor que perdoa todas as nossas iniquidades, que sara todas as nossas enfermidades. - Salmo 103.3
Porque para Deus nada é impossível. - Lucas 1.37

Diz ainda que:
Se eu pedir alguma coisa em seu nome, o Senhor fará. - João 14.14
Que se eu invocar o teu nome no dia da angústia; o Senhor me livrará, e eu o glorificarei. - Salmo 50.15
Que se eu estiver em Ti, e as tuas Palavras estiverem em mim, tudo o que eu pedir me será feito. - João 15-7
Tudo o que eu pedir em oração, crendo eu receberei. - Mateus 21.22
Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á. - Mateus 7.8
Sei que muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas. - Salmo 34.19
Que a Palavra de Deus opera naqueles que crêem. - I Tessalonicense 2.13
Sei também que o céu e a terra passarão, mas as Tuas palavras não hão de passar. - Mateus 24.35

Sei também que Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa.

Porventura, tendo ele dito, não o fará? ou, havendo falado, não o cumprirá? - Números 23.19

Por tudo isso, Pai querido, eu creio no seu perdão e na minha cura e desde já agradeço, em nome de Jesus.

Pb. João Placoná


















sábado, 26 de maio de 2018

Quem autorizou a usar o meu nome? (O de Deus)














É muito comum nas redes sociais encontrarmos figuras com frases cristãs, onde declaram algo utilizando o nome de Deus. Será que Deus está tão ocioso que está disponível para alguns ao ponto de mandar recado todo dia?

Não estou dizendo que não creio em profecias, muito pelo contrario, creio que Deus pode usar qualquer um para essa finalidade. Acredito também que Deus usa os seus profetas, principalmente quando está sendo ministrada a sua Palavra.

Devemos ficar atentos para não escandalizar o bom nome de Deus, caso contrario, um dia teremos que dar conta de cada palavra que pronunciamos, então, o que diremos para Deus?

Deus usa de formas diferentes, homens e mulheres que procuram estar na sua presença e andar em seu caminho. Porém, o que mais vemos hoje são especuladores da fé cristã, pessoas que sobrevivem a margem do Deus me mandou dizer.

Vejamos alguns exemplos:

Deus mandou lhe dizer que ainda esta semana você receberá.....
Deus deseja uma semana vitoriosa...
Deus manda dizer que a promessa ainda está de pé!
Deus manda-te dizer confia somente nEle, Ele nunca vai te decepcionar!
Deus vai fazer milagre no meio dos seus, quem crê recebaaaa!
Deus manda dizer assim... Vou Eu arrancar os ferrolhos e abrir todas as portas...
Sabe aquele pedido que fez a Deus? Ele atenderá.
Deus pegou a sua causa e a julgou. A vitória é sua! Você crê?
Deus vai te honrar exatamente onde você foi humilhado, se prepara, vai ter virada em sua vida. Você crê?
Tem novidade de Deus pra sua vida. Só pra quem crê!
Deus já assinou toda papelada da tua vitória, sua bênção já foi liberada.
Deus fará um milagre na sua vida antes do fim do mês. Recebaaaa!
Deus ainda esta semana abrirá uma porta de emprego para você, creia!
Devemos tomar muito cuidado para não falarmos coisas que Deus não nos mandou falar. Deus é Justo, e, certamente, seremos envergonhados.
Procedendo dessa forma não estaríamos infringindo o 3º Mandamento?
“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”

Que estas palavras sirvam de reflexão para todos nós que utilizamos diariamente as redes sociais.

Pb. João Placoná





















sexta-feira, 20 de abril de 2018

Divórcio - Mateus 5:32;19:9
















Em primeiro lugar, independentemente do ponto de vista que se tem a respeito do divórcio, é importante lembrar as palavras da Bíblia em Malaquias 2:16a: “Pois eu detesto o divórcio, diz o Senhor Deus de Israel.”

De acordo com a Bíblia, o plano de Deus é que o casamento seja um compromisso para toda a vida. “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6).

Entretanto, Deus bem sabe que o casamento envolve dois seres humanos pecadores, e por isto o divórcio pode ocorrer. No Antigo Testamento, Ele estabeleceu algumas leis com o objetivo de proteger os direitos dos divorciados, em particular das mulheres (Deuteronômio 24:1-4). Jesus mostrou que estas leis foram dadas por causa da dureza do coração das pessoas, não por desejo de Deus (Mateus 19:8).

A polêmica a respeito do divórcio e do segundo casamento, se são ou não permitidos de acordo com a Bíblia, gira basicamente em torno das palavras de Jesus em Mateus 5:32 e 19:9.

A frase “a não ser por causa de infidelidade” é a única coisa nas Escrituras que possivelmente dá a permissão de Deus para o divórcio e segundo casamento.

Muitos intérpretes compreendem esta “cláusula de exceção” como se referindo à “infidelidade matrimonial” durante o período de “compromisso pré-nupcial”.

Segundo o costume judeu, um homem e uma mulher eram considerados casados mesmo durante o período em que estavam ainda “prometidos” um ao outro.

A imoralidade durante este período em que estavam “prometidos” seria a única razão válida para um divórcio.

Entretanto, a palavra grega traduzida “infidelidade conjugal” é uma palavra que pode significar qualquer forma de imoralidade sexual. Pode significar fornicação, prostituição, adultério, etc.

Jesus está possivelmente dizendo que o divórcio é permitido se é cometida imoralidade sexual. As relações sexuais são uma parte muito importante do laço matrimonial: “e serão dois uma só carne” (Gênesis 2:24; Mateus 19:5; Efésios 5:31).

Por este motivo, uma quebra neste laço por relações sexuais fora do casamento pode ser razão para que seja permitido o divórcio. Se assim for, Jesus também tem em mente o segundo casamento nesta passagem.

A expressão “e casar com outra” (Mateus 19:9) indica que o divórcio e o segundo casamento são permitidos se ocorrer a cláusula de exceção, qualquer que seja sua interpretação.

É importante notar que somente a parte inocente tem a permissão de se casar uma segunda vez.

Apesar disto, não estar claramente colocado no texto, a permissão para o segundo casamento após um divórcio é demonstração da misericórdia de Deus para com aquele que sofreu com o pecado do outro, não para com aquele que cometeu a imoralidade sexual.

Alguns compreendem I Coríntios 7:15 como uma outra “exceção”, permitindo o segundo casamento se um cônjuge não crente se divorciar do crente. Entretanto, o contexto não menciona o segundo casamento, mas apenas diz que um crente não está amarrado a um casamento se um cônjuge não crente quiser partir.

Outros afirmam que o abuso matrimonial e infantil são razões válidas para o divórcio, mesmo que não estejam listadas como tal na Bíblia.

Mesmo sendo este o caso, não é sábio fazer suposições com a Palavra de Deus.

Às vezes, perdido no meio deste debate a respeito da cláusula de exceção está o fato de que qualquer que seja o significado da “infidelidade conjugal”, esta é uma permissão para o divórcio, não um requisito para ele.

Mesmo quando se comete adultério, um casal pode, através da graça de Deus, aprender a perdoar e começar a reconstruir o casamento. Deus nos perdoou de tão mais.

Certamente podemos seguir Seu exemplo e perdoar até mesmo o pecado do adultério (Efésios 4:32).
Entretanto, em muitos casos, o cônjuge não se arrepende e nem se corrige, e continua na imoralidade sexual.

Pr. Robson Gomes
Pb. João Placoná





















domingo, 11 de março de 2018

O que a Bíblia fala sobre a salvação pelas obras?






















“Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens, não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo” (Tito 3:4-5).

Muitos ainda acreditam naquela velha máxima que diz: “Tenho certeza que existe um lugar no céu para mim, pois eu não roubo, não mato, não faço nada de ruim a ninguém, vou à igreja todos os domingos e ajudo os pobres etc.”

Lamento decepcioná-los, mas essa é uma inverdade profundamente ilusória. Nossos atos não têm nenhuma repercussão em termos de eterna salvação.

Se os méritos humanos fossem requisito para a entrada na glória, estou certo de que a sua arrogância chegaria a níveis ainda mais elevados do que os já conhecidos. E mesmo diante de um vasto curriculum de horrendos pecados, ele poderia reivindicar a salvação com base em suas “bondades praticadas”.

Mas a Palavra encerra essa questão afirmando que a benignidade de Deus se revela ao homem, não por seus atos de justiça, mas pela misericórdia do Pai, traduzida de forma sublime na morte vicária de Cristo Jesus por todos nós.

É Deus quem nos salva e não nós quem nos salvamos. Dele parte a iniciativa que nos resgata, pois a natureza de toda raça humana é inclinada ao erro, ao pecado e à postura contrária para com todos os preceitos e princípios da fé cristã.

A regeneração e a renovação praticadas pelo Espírito Santo nos corações que se entregam a Jesus são os mecanismos Divinos que operam a transformação de natureza necessária para que alcancemos essa salvação.

Portanto, julguemos o devido valor de cada ato virtuoso e jamais deixemos de praticá-los, pois eles indicam o governo de Deus no coração humano.

Todavia, ninguém conhecerá o céu de glória e a paz que excede todo entendimento, sem que antes não tenha entregue a sua vida e o seu caminho ao Senhor Jesus.

Ele é a nossa salvação e fora dEle nossos atos de justiça não passam de trapos imundos.

Muitos imaginam que a minha convicta defesa do livre arbítrio humano seja uma bandeira pelagiana da conquista da salvação pelas obras. Porém, em tempo algum fui ou serei defensor de tamanho equívoco.

A capacidade presente no homem de reconhecer sua miséria espiritual e de apontar positivamente para o convite salvador do Messias, não o torna autor de sua própria salvação e nem este ato de reconhecimento constitui boa obra.

Assim, penso, creio e prego.

Que o Senhor nos abençoe, em Nome de Jesus!

Pr. Reinaldo Ribeiro
Pb. João Placoná














sábado, 24 de fevereiro de 2018

Toda verdade sobre as línguas estranhas

dom de linguas

Hoje eu tenho aqui uma tarefa que admito não ser das mais fáceis. Isto porque diz respeito àquele que é considerado o pilar da fé de milhões de cristãos brasileiros, a saber, o Dom de Línguas.

Eu tenho amigos e sou amigo de muitos irmãos pentecostais, a quem amo de forma sincera e a quem também atribuo a virtude da sinceridade. Sei que muitos destes irmãos veem no dom de línguas o grande distintivo, a marca maior de sua lealdade ao Espírito Santo.

Sei também que o movimento pentecostal brasileiro é caracterizado por muitos pontos positivos e excelentes serviços prestados ao reino. Por isso, eu os tenho na mais alta conta, eu os vejo como irmãos em Cristo, com eles coopero sempre que posso em ações conjuntas a favor do evangelho e por todas estas razões terei o máximo respeito nas explanações que farei aqui.

Tudo, porém, a favor da verdade e pelo princípio reformador que rege minha conduta cristã – Sola Scriptura – A Palavra de Deus está acima de tudo e todos.

Nosso tema de hoje questiona qual é a finalidade teologicamente mais aceita para o Dom de Línguas na Bíblia e é claro que esta discussão acaba levando a vários desdobramentos que o tema aborda e eu tentarei deixar meu humilde parecer aqui também.

Esse importante dom mencionado na Bíblia tem sido incompreendido pelos sinceros irmãos da atualidade.

Há mesmo quem afirme que quem não fala em “línguas estranhas” não é batizado com o Espírito Santo (Contrariando totalmente o que está escrito em Efésios 1:13 que afirma somos selados pelo Espírito a partir do momento em que cremos em Jesus e não no momento em que “falamos línguas estranhas”).

Estes mesmos irmãos asseguram inclusive que a única prova de ser batizado com o Espírito Santo é falar “língua estranha” e o cristão que não possui este dom ainda está abaixo do grau de espiritualidade ideal, ou seja, é uma espécie de “cristão de segunda classe”.

Segundo a Bíblia, porém, o dom de línguas é a capacidade de falar outra língua conhecida, em outro idioma (esse é o significado do termo grego para “língua”) com o objetivo de anunciar a boa notícia e salvação por meio de Cristo.

Mateus 28:19, 20 diz que devemos “ensinar as pessoas a guardarem todas as coisas…” Observe que, para ensinar, é indispensável conhecer a língua falada do estrangeiro. “A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso.” 1 Coríntios 12:7. Concluímos, obviamente, que o falar em língua deve ter uma utilidade; deve ser ao menos, inteligível. Lembrando: que tenha um propósito evangelístico.

Esta experiência autêntica aconteceu com os discípulos por ocasião do Pentecostes (A palavra pentecostes é grega e quer dizer “quinquagésimo (dia)”, pois essa festa era comemorada cinquenta dias depois da PÁSCOA). Leia Atos 2:1-11.

O relato mostra que o dom de línguas foi dado para evangelizar. O verso 6 declara que “cada um ouvia falar na sua própria língua” o que cada seguidor de Cristo dizia e o verso 8 confirma: “e como os ouvimos falar cada um em nossa própria língua materna?” Pela terceira vez exclamaram os estrangeiros: “como os ouvimos falar em nossa própria língua as grandezas de Deus?” (verso 11).

Havia, naquele lugar, cerca de 20 nações diferentes. Os apóstolos não tinham tempo e nem uma escola para aprender todos aqueles idiomas. Você percebeu? Houve uma “NECESSIDADE” de pregar o evangelho em um lugar onde havia muita gente (Deus não poderia perder aquela oportunidade!); por isso, o Senhor lhes deu o dom de línguas estrangeiras. Note que os discípulos não falaram palavras ou sílabas sem sentido. Eram compreendidos em outros idiomas.

Há alguns aspectos importantes para analisarmos o dom de línguas em Atos 2:

1) A mensagem de Pedro centralizava-se em Jesus (Atos 2:22-36);

2) O dom de línguas não foi acompanhado por um êxtase sentimental descontrolado. Observe que a mensagem foi compreendida de forma a haver resultados: 3.000 pessoas foram batizadas! (Atos 2:41);

3) Paulo também afirma que as palavras usadas no dom são idiomas que precisam ser entendidos pelos ouvintes para que se convertam a Cristo. Não adianta nada falar num idioma que a pessoa não conheça: “Agora, porém, irmãos, se eu for ter convosco falando em outras línguas, em que vos aproveitarei, se vos não falar por meio de revelação, ou de ciência, ou de profecia, ou de doutrina? É assim que instrumentos inanimados, como a flauta ou a cítara, quando emitem sons, se não os derem bem distintos, como se reconhecerá o que se toca na flauta ou cítara? Pois também se a trombeta der som incerto, quem se preparará para a batalha? Assim, vós, se, com a língua, não disserdes palavra compreensível, como se entenderá o que dizeis? Porque estareis como se falásseis ao ar.” (1 Coríntios 14:6-9.) Leia também 1 Coríntios 14: 18, 19, 23.

4) O dom de línguas é um sinal para os descrentes a fim de que ouçam as maravilhas de Deus no idioma deles. Não é um sinal para os crentes, conforme 1 Coríntios 14:22: “De sorte que as línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos; mas a profecia não é para os incrédulos, e sim para os que creem.” Portanto, tal dom não deve ser usado para orgulho pessoal. O dom de línguas é concedido para evangelizar outras pessoas de outras nações que não conhecem ao Salvador. Não é uma credencial de espiritualidade superior de um cristão.

A BÍBLIA CLARAMENTE IMPÕE REGRAS PARA O USO DO DOM DE LÍNGUAS:

1) No máximo três pessoas devem falar, de forma sucessiva e organizada, um de cada vez – 1 Coríntios 14:27;

2) Deve haver tradutor (intérprete) – 1 Coríntios 14:28;

3) Precisa ser entendido por todos – Atos 2:9-12;

4) Cumprir o papel de edificar a igreja estando subordinado ao dom de profecia (1 Coríntios 14:1, 5, 26).

5) Ser enriquecido pelo amor aos irmãos – 1 Coríntios 13:1 e 9.

Muitos cristãos de hoje ferem essas cinco regras frontalmente. Na esmagadora maioria das congregações pentecostais e neopentecostais há um certo número de pessoas e todos querem falar em línguas ao mesmo tempo.

Não pode haver intérpretes porque são muitos os que falam e que não sabem o que estão falando. Tudo isso pela motivação de seus próprios líderes, que induzem seus fiéis a acreditarem que um culto sem barulho e sem línguas seria um culto sem a presença do Espírito Santo.

Mas o que se observa é uma grande confusão e barulho, que comprometem o testemunho para com os de fora. Além de uma sucessão de línguas fingidas e forjadas por aqueles que não querem carregar a marca de serem reconhecidos como cristãos inferiores.

OUTROS ASPECTOS IMPORTANTES A SEREM AVALIADOS SOBRE O DOM

1. A gritaria não pode fazer parte da manifestação de qualquer dom – Efésios 40:30, 31;

2. A pessoa tomada pelo Espírito Santo tem paz e domínio próprio (Gálatas 5:22, 23), ou seja, não cai no chão, não pula, não rodopia, não sapateia, não grita, não sofre unção de riso ou de choro, não imita animais e nem se comporta como desequilibrado mental. Se há presença espiritual nesses episódios, seguramente não podem ser atribuídas ao Espírito Santo de Deus.

3. O dom de línguas não provoca desordem na igreja. Em 1 Coríntios 14:33, 40 é dito que “Deus não é de confusão e sim de ordem e paz.” A obra de Deus sempre se caracteriza pela calma e a dignidade. O barulho choca os sentidos. Por favor, leia  Mateus 6:6 e Gálatas 5:22, 23).

4. O Espírito Santo somente é concedido aos que obedecem a Deus (Atos 5:32). Será que os que se dizem possuidores do Espírito Santo guardam todos os mandamentos de Deus? (ver Tiago 2:10). A pessoa que conhece a Palavra e de livre vontade desobedece a Deus, não tem o Espírito Santo, mesmo que possa parecer! “O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.” Provérbios 28:9.

5. O fato de alguém falar em línguas não é prova de que tenha sido batizado(a) pelo Espírito Santo. A Bíblia apresenta diversas pessoas que receberam o Espírito Santo e, contudo, não falaram em línguas, pois não era necessário. São elas:

• Os samaritanos (Atos 8:17); • Maria (Lucas 1:35); • Estevão (Atos 6:5; 7:55); • Saul, o primeiro rei de Israel (l Samuel 10:10); • Gideão, juiz de Israel (Juízes 6:34); • Sansão, outro juiz (Juízes 15:14); • Zacarias, pai de João Batista (Lucas 1:67); • Bezalel, em tempos remotos (Êxodo 31:1-3); • João Batista e sua mãe (Lucas 1:15 e 41); • Os sete diáconos (Atos 6:1-7); • Jesus Cristo (Lucas 3:22).

Vemos que Jesus nunca falou em línguas. Mas eu creio firmemente que Ele o tinha! Ele não usou esse dom porque não havia uma necessidade evangelística para tal.

Exigir que todos os irmãos falem em línguas é querer dirigir o Espírito. É ir contra a soberania do Senhor, pois somente Deus Espírito Santo é quem distribui os dons como Ele quer: “Porém é um só e o mesmo Espírito quem faz tudo isso. Ele dá um dom diferente para cada pessoa, conforme ele quer.” 1 Coríntios 12:11.

6. O termo “língua dos anjos” só aparece em l Coríntios 13:1, quando Paulo afirma: “Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.” O apóstolo está apenas usando uma hipérbole, destacando que, mais importante que falar a língua dos homens e dos anjos, é ter amor. Ele não está afirmando que essa manifestação estranha de língua angelical fizesse parte de nossa pregação (Leia Gênesis 18 e Apocalipse 22:8, 9, onde os próprios anjos falaram idiomas humanos para que pudessem ser compreendidos! Leia também Gênesis 19:15; Lucas 2:8-14; 1:16-18). Não há nenhum registro em toda Bíblia, mesmo antes da criação do homem de alguma língua dos anjos.

7. Em Marcos 16:17 é dito: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios: falarão novas línguas.” O que significa “falar uma nova língua” na Bíblia? O texto original grego responde. Há duas palavras gregas diferentes para descrever o termo “novas” línguas: neós e kainós. • Neós é algo novo que não existia antes.  • Kainós é algo novo que já existia.

A palavra empregada em Lucas 16:17 é kainós, indicando assim que as “novas línguas” faladas pelos discípulos de Jesus seriam novas apenas para eles que não as conheciam, mas elas já existiam!

A língua falada é um sistema de linguagem em que os seres humanos, dotados de inteligência, se comunicam e se entendem perfeitamente. As “línguas estranhas” faladas em muitos cultos de hoje nada têm em comum com as mais de 3.000 línguas e dialetos existentes na Terra.

Por conseguinte, não possuem importância evangelística e nem servem para identificar quem é cristão consagrado ou não (lembre-se Efésios 1:13).

A teoria de que o genuíno dom de línguas se manifesta hoje na forma de línguas estáticas, não faladas atualmente por qualquer povo ou nação, carece de fundamento bíblico.

As várias alusões, na Versão Almeida Revista e Corrigida, a “línguas estranhas” (1 Coríntios 14) não aparecem no texto original grego (O termo línguas estranhas foi acrescentado pelo tradutor para tentar “facilitar” a compreensão do texto. Entretanto, dificultou mais ainda, dando apoio à ideia de que o dom de línguas bíblico é algo ininteligível) onde a expressão usada é simplesmente “línguas”. Não sei se você sabia disso, mas somente nesta versão aparece o termo ‘Línguas estranhas.”

Portanto, se estou falando a você em Francês (língua estrangeira) e você não sabe nada de Francês, para você estou falando língua estranha, pois não pode ser entendida. Mas isso não quer dizer que o Francês é um idioma que não pode ser entendível por ninguém. Daí surge a necessidade do intérprete.

MAS O QUE A BÍBLIA QUER DIZER AO AFIRMAR QUE QUANDO ORAMOS EM ESPÍRITO ESTAMOS FALANDO EM MISTÉRIOS?

Por mais que muitos acreditem que orar no Espírito seja o mesmo que orar em línguas, eu muito honestamente não consigo enxergar isso quando analiso a Palavra mais de perto e quando interpreto a Bíblia não com minhas opiniões religiosas, mas comparando com aquilo que a própria Bíblia afirma.

Orar no Espírito é mencionado três vezes na Bíblia. 1 Coríntios 14:15 diz: “Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente”. Efésios 6:18 diz: “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”. Judas 20 diz: “Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo”. Então, o que significa exatamente orar no Espírito?

A palavra grega traduzida “orar em” pode ter vários significados diferentes. Pode significar “por meio de”, “com a ajuda de”, “na esfera de” e “em conexão ao”. Orar no Espírito não se refere às palavras que estamos dizendo. Na verdade, refere-se a como estamos orando. Orar no Espírito é orar de acordo com a liderança do Espírito. É orar por coisas que o Espírito nos leva a mencionar. Romanos 8:26 diz: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis”.

Alguns, com base em 1 Coríntios 14:15, igualam orar no Espírito com orar em línguas. Ao discutir o dom de línguas, Paulo menciona “Orarei com o espírito”. 1 Coríntios capítulo 14 declara que quando uma pessoa ora em línguas, ela não sabe o que está dizendo porque está falando em uma língua desconhecida.

Além disso, ninguém pode entender o que está sendo dito, a menos que haja um intérprete. Em Efésios 6:18, Paulo nos ensina: “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”. Como podemos orar com toda oração e súplica por todos os santos se ninguém, incluindo aquele que estiver fazendo a oração, entende o que está sendo dito?

Portanto, orar no Espírito deve ser entendido como orar no poder do Espírito, de acordo com a liderança e vontade do Espírito, não como orar em línguas.

QUAL FOI A LÍNGUA FALADA POR CORNÉLIO QUANDO LHES SOBREVEIO O ESPÍRITO SANTO?

Esta costuma ser a grande carta na manga para aqueles que insistem na tese de que exista uma tal língua estranha e misteriosa. Mas a Palavra possui uma explicação bem mais razoável.

O texto diz respeito a Atos 10:44-47. Muitos afirmam que seriam línguas dos anjos, pois não havia estrangeiros entre eles e, portanto, não haveria necessidade de línguas de outras nações. Eu vejo nesse texto apenas uma confirmação de tudo quanto tenho dito até aqui sobre o fato de que as línguas são na verdade idiomas estrangeiros e com o propósito evangelístico. Pedro estava acompanhado por aqueles que eram da circuncisão, ou seja, de judeus convertidos, os quais não acreditavam que o Espírito Santo pudesse ser derramado sobre gentios. Estes irmãos já tinham presenciado o milagre do Pentecostes registrado em Atos 2. Todos nós sabemos que o milagre que houve ali foi justamente a presença de línguas estrangeiras sendo entendidas em seu próprio idioma. Logo, o que eles viram ocorrer em Cornélio foi a mesma coisa e por isso ficaram espantados e disseram que ele tinha recebido o Espírito Santo. Logo em seguida o texto diz que Cornélio foi batizado, provando mais uma vez que o propósito das línguas é evangelístico e missiológico, como claramente aprendemos em Atos 2; Atos 10, 19 e 1 Coríntios 12-14.

Importante ressaltar para concluir que não tenho nenhuma má vontade em aceitar o dom de línguas tal como pensam nossos irmãos pentecostais. Eu passei meus primeiros dez anos de fé dentro do movimento pentecostal, mas todos que me conhecem sabem que sempre fui um grande questionador das cenas que eu assistia no ambiente que frequentava.

Todos também sabem do meu forte apreço pelo estudo sistemático da Palavra de Deus. Logo, foi este aprofundamento que me trouxe aqui. E é bom que se diga coisa: Tal aprofundamento em nada comprometeu minhas convicções do poder e da graça do Senhor. Não sou um teólogo de linha cessacionista.

Creio no poder de Deus, creio nos dons espirituais, creio no mistério da fé com suas nuances que suplantam o entendimento humano, creio que o Deus de ontem é o mesmo de hoje e que Ele pode fazer e faz tudo quanto a Palavra registra.

Todavia, creio conforme a Bíblia e não segundo os rudimentos e as tradições do homem.

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pb. João Placoná