sexta-feira, 18 de abril de 2014

O Juízo final

O juízo final será o último acontecimento para o homem antes da eternidade.

Homens e mulheres, ricos e pobres, jovens e idosos, a Bíblia diz que todos que morreram serão ressuscitados dentre os mortos para enfrentar o juízo final.

Aqueles que não tiveram seus nomes escritos no livro da vida serão lançados no lago de fogo e serão atormentados pelos séculos dos séculos.

O juízo final é ponto final do pecado do homem;

O juízo final será o início da perdição  para aqueles que rejeitaram a palavra de Deus;

O juízo final será doloroso e colocará o homem ímpio (aquele que não tem fé; incrédulo, herege; pio, significa puro, limpo, e ímpio sujo) no lugar de maior sofrimento, o inferno.

Os sinais do fim dos tempos estão em todas as partes: fome, miséria, homossexualismo, violência, guerras, ocultismo, desespero, terremotos, tsunamis, tantos são os sinais...

Jesus nos deu todas as dicas necessárias para que pudéssemos ficar atentos, vejamos mais detalhes:

Significado do Juízo final

Julgamento final e universal que terá lugar, segundo o programa divino, na consumação de todas as coisas (1 Co 15.24; Ap 20.10,11).

O Juízo Final também é conhecido como o Grande Trono Branco.

Quem será o Juiz?

Embora seja o Pai o Supremo Juiz.

Ele confiou toda a autoridade judicial ao Filho (Jo 5.22.27; At 10.42: 17.31; 2 Tm 4.1). E, para assisti-lo no tribunal Jesus terá ao seu lado a Igreja Glorificada (1 Co 6.2.3).

Quem será julgado?

1) Todos os que, desde Caim porfiaram em suas injustiças, pecados e rebeliões contra Deus (Jo 5.29: At 24.15).

2) Todos os que estiverem vivos naquela ocasião.

3) Todos os salvos que tiverem morrido durante o Milênio (Dn 12.2).

4) Os anjos caídos também serão convocados para receber o seu castigo (Jd 6; 2 Pe 2.4).

Qual a base judicial?

Os livros de Deus onde se acham registradas todas as obras dos homens, desde o início do mundo até aquela data (Ap 20.11).

Qual a sentença?

Os que não forem achados no Livro da Vida serão lançados no lago de fogo, que é a segunda morte. O pior castigo, porém, será a eterna separação de Deus.

Assim o Apocalipse descreve o Juízo Final:

Έ vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu- se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. O mar entregou os mortos que nele havia; e a morte e o além entregaram os mortos que neles havia; e foram julgados, cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo” (Ap 20.11-15).

Entregue hoje mesmo a sua vida para Jesus Cristo e o receba como seu Senhor e Salvador. Ele deu a sua vida por nós.

Dicionário Teológico – CPAD

Pb. João Placoná

quinta-feira, 17 de abril de 2014

O Perigo da Vaidade no Ministério

INTRODUÇÃO

O ministério eclesiástico, constituído de muitas funções a serem desempenhadas em favor da Igreja do Senhor, envolve de tal forma aqueles que a ele se dedicam, que exige tempo, esforço, preparo, unção e cuidado.

Se o obreiro não souber administrar seu comportamento, com graça e vigilância, poderá ser vítima da vaidade ministerial, que tem levado muitos ao desprestígio e queda, diante de Deus, da igreja e dos homens.

Solenemente proclama a Bíblia: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda" (Pv 16:18). Dessa forma, é imprescindível estar atento ao que se passa em torno do ministério.

O perigo pode não estar longe, mas bem perto, dentro de cada um obreiro do Senhor. Além do sexo, dinheiro e poder, que são os três elementos mais comuns, usados pelo diabo para derrubar líderes, há outros, derivados desses, que minam as bases do ministério de muitos obreiros, levando-os a serem vaidosos no ministério.

Vaidade vem de vanitate (lat.), com o significado de "vão, ilusório, instável ou pouco duradouro; desejo imoderado de atrair admiração ou homenagens". Esse último significado, a propósito sublinhado, tem muito a ver com a vaidade no ministério.

O perigo da vaidade em relação ao sexo

Não é à toa que o sábio, escritor do livro de Provérbios, exortando o filho de Deus, ensina que é necessário ter sabedoria, bom siso e temor do Senhor, para se livrar da mulher adúltera, "que lisonjeia com suas palavras, a qual deixa o guia da sua mocidade e se esquece do concerto do seu Deus; porque a sua casa se inclina para a morte, e as suas veredas, para os mortos; todos os que se dirigem a elas não voltarão e não atinarão com as veredas da vida" (Pv 5.16-19).

Muitas vezes, por falta de vigilância oração, o obreiro acerca-se de mulheres, em seu trabalho, sem atentar para seu comportamento, não percebendo que armadilhas do diabo estão sendo colocadas diante de si.

Não raro, é o pastor que tem como secretária uma jovem solteira, ou uma jovem senhora, carente de afeto, que se insinua e se oferece para satisfazer a carência afetiva do obreiro, muitas vezes afastado da esposa, por causa do "ativismo frenético", que não lhe deixa tempo para a família. E o homem de Deus, esquecendo-se das bênçãos que lhe são reservadas, troca a dignidade ministerial por um relacionamento ilícito e pecaminoso, para sua própria destruição.

Um ponto crítico, alvo de tentação, é o aconselhamento, em sua maioria a mulheres da igreja.

Conheço casos de obreiros que perderam a reputação, o cargo e o ministério porque se deixaram envolver emocionalmente com pessoas aconselhadas, e caíram na armadilha do sexo.

Diante de uma bela mulher, há obreiros que ficam vaidosos, sentindo-se como se fossem galãs conquistadores. Na verdade, estão sendo conquistados pelo diabo. É o velho comportamento de Esaú, trocando as bênçãos do ministério pelo prato de lentilhas do prazer imediato.

Não há outro caminho para escapar da queda, a não ser o temor de Deus, a vigilância, a oração (Mt 26.41) e o desenvolvimento de um relacionamento amoroso com a esposa, que envolva carinho, companheirismo e verdadeira afeição. A Bíblia diz: "Tem cuidado de ti mesmo..." (1 Tm 4.16).

A vaidade em relação do dinheiro

O dinheiro, em si, não é mau. A Bíblia não diz em nenhuma parte que o dinheiro é perigoso. Ela nos adverte quanto ao "amor do dinheiro", que é a "raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores" (1 Tm 6.10). Uma boa "prebenda" pode levar muitos à vaidade.

A Palavra de Deus é infalível. Aqueles que, na direção de igrejas, principalmente de grande porte, cuja renda mensal é considerada alta, não têm cuidado de vigiar no trato com recursos financeiros, acabam afundando na cobiça, esquecendo-se da missão, e tornando-se verdadeiros cambistas, negociantes e mercantilistas do tesouro da casa do Senhor. E isso é vaidade, futilidade. A vaidade e o poder que detêm os torna como se fossem donos do tesouro da igreja, e passam a gastar como bem querem e entendem, sem dar satisfação sequer à Diretoria, e muito menos à igreja, que se sente desconfiada, por nunca ouvir um relatório financeiro da tesouraria.

É lamentável, mas há obreiros que compram bens pessoais, às custas do dinheiro dos dízimos e ofertas do Senhor.

Certamente, a maldição os alcançará, pois estão sonegando os recursos destinados à Obra do Senhor. Essa vaidade é prejudicial ao bom nome da igreja.

A Bíblia conta o que ocorreu com Gideão. Numa fase de sua vida, deixou-se levar pela direção de Deus, e foi grandemente abençoado, sendo protagonista de espetacular vitória contra os midianitas, à frente de apenas 300 homens (Jz 7).

Contudo, após a grande vitória, cobiçou o ouro de seus liderados, solicitando que cada um deles lhe desse "os pendentes de ouro do despojo", no que foi atendido pelos que o admiravam (Jz 8.24).

Tentado pela cobiça do metal precioso, Gideão deixou que subisse para a cabeça o desejo de ter sua própria "igreja", levantando um lugar de adoração, com o ouro que lhe foi presenteado, mandando confeccionar um éfode, "e todo o Israel se prostituiu ali após dele: foi por tropeço a Gideão e à sua casa...e sucedeu que , quando Gideão faleceu, os filhos de Israel e se tornaram, e se prostituíram após dos baalins: e puseram Baal-Berite por seu deus" (Jz 8.27,32).

Tem razão a Palavra de Deus, quando adverte que "o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males...".

A vaidade do poder do cargo

Há obreiros que, enquanto dirigentes de pequenas igrejas, são humildes, despretensiosos e dedicados à missão que lhe foi confiada. Contudo, ao verem a obra crescer, fazendo-os líderes de grandes igrejas, esquecem de que "nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento" (1 Co 3:7), e passam a se comportar como verdadeiros imperadores ou ditadores eclesiásticos.

O cargo de pastor, do bispo ou do presbítero é de grande valor para a igreja. A Bíblia diz Deus deu pastores à igreja, ao lado de evangelistas e mestres, "querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo" (Ef 4.12). Aí está o objetivo do cargo ou da função pastoral.

Quando o ministro perde essa visão, acaba pensando que o cargo é fonte de poder pessoal, humano e carnal, e passa a usar a posição para a satisfação de interesses pessoais ou de grupos que se formam ao seu redor, e deixa-se dominar pela vaidade ministerial. Uzias, que reinou em lugar de seu pai, Amazias, aos dezesseis anos de idade, teve um grande ministério, aconselhando-se com Zacarias. A Bíblia diz que ele, "nos dias em que buscou o Senhor, Deus o fez prosperar" (2 Cr 26.3,5). Acrescenta, ainda a Palavra, que Uzias foi "maravilhosamente ajudado até que se tornou forte. Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração até se corromper; e transgrediu contra o Senhor seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso" (2 Cr 26.15,16).

Esse episódio demonstra que a ilusão ou a vaidade do poder, oriundo da posição que o líder ocupa é fonte de comportamentos os mais estranhos e imprevisíveis. O diabo se aproveita das fraquezas da personalidade de certas pessoas, e incita-as a julgarem-se grandes demais, a ponto de extrapolarem suas ações, agindo de modo ilegítimo, e contra a vontade de Deus. Uzias foi grandemente abençoado, até que, sentindo-se forte, ou seja, cheio de poder, entendeu que podia imiscuir-se nas funções que eram privativas do sacerdote de sua época. Porque ele fez isso? Porque se deixou dominar pela vaidade do poder.

É muito importante que o obreiro, no ministério, tenha consciência de que o poder que lhe sustenta não é o poder pessoal, nem o poder do cargo.

O homem de Deus só pode ser sustentado e permanecer firme, se reconhecer que o poder vem de Deus.

Davi disse: "Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi: que o poder pertence a Deus" (Sl 62:11). Paulo, doutrinando aos efésios sobre as armas que são colocadas à disposição do crente, ensinou: "No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder" (Ef 6.10).

O poder que emana do cargo ministerial é passageiro. Da mesma forma, o poder que advém do dinheiro, da posição, da fama ou de qualquer outra fonte, tem raízes nas forças do homem, e não tem durabilidade, pois debaixo do sol tudo é vaidade, conforme diz o sábio escritor do Eclesiastes (Ec 1.14).

Dessa forma, é melhor não se deixar dominar pela vaidade do poder, pois, um dia, quando o detentor do cargo tem que deixa-lo, seja por jubilação ou por outra razão, poderá sofrer muito, sentindo falta do poder de que foi detentor.

Contudo, quando o homem de Deus não se deixa seduzir pela vaidade do poder, e confia no poder de Deus, ele pode sair do cargo de cabeça erguida, sem sentir carência da posição.

A vaidade na pregação

Um obreiro, pastor ou líder, à frente do trabalho, precisa ter mensagens para transmitir ao rebanho.

A verdadeira mensagem é aquela que vem de cima, que flui do Espírito de Deus para o espírito do mensageiro, e passa para a igreja, com unção e graça, de modo que todos são tocados pelo poder de Deus, transbordando em amor, temor e alegria espiritual.

Esse tipo de mensagem só pode existir, se o obreiro buscar a presença de Deus, em oração e jejum.

Certo pregador dizia que muitos lhe indagavam sobre o segredo de ter tanta unção para transmitir mensagens para o povo, ao que ele respondeu - "O segredo é que muitos oram cinco minutos para pregar uma hora; eu oro uma hora para pregar cinco minutos".

Infelizmente, há os que, conscientes de que possuem o dom da palavra, ou o dom da oratória, ficam orgulhosos, e passam a se comportar como se fossem meros oradores de palanques, procurando impressionar a igreja.

Há até os pregadores profissionais, que se utilizam das técnicas de comunicação, para atrair os ouvintes; são portadores de mensagens "enlatadas", as quais só precisam de um "esquente" da plateia para arrancarem glórias e aleluias.

O uso da oratória, fundamentada numa boa orientação da Homilética, não faz mal a nenhum pregador. É um meio adequado que, submisso à unção do Espírito Santo, pode trazer muitos resultados abençoados para o engrandecimento do Reino de Deus.

Um esboço de mensagem bem elaborado, com oração e jejum, com base na pesquisa da Palavra de Deus, e transmitido com humildade e dependência do Senhor é um recurso que dá firmeza ao pregador na sua alocução, na transmissão do sermão.

Entretanto, o obreiro, em sua prédica, não deve pensar que tais recursos são a razão do sucesso da mensagem que transmite. Paulo, extraordinário pregador, não confiou em sua formação privilegiada, aos pés de Gamaliel. Escrevendo aos coríntios, disse: "A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder" (1 Co 2:4).

Ele confiava na eloquência do poder, ao invés de se firmar no poder da eloquência. A vaidade na pregação faz com que certos evangelistas não se interessem por pregar para pequenas multidões. Seu ego só se satisfaz se lhe for assegurada a assistência de milhares de pessoas.

A vaidade no tratamento

Todo homem de Deus tem o dever de tratar bem às pessoas e o direito de ser bem tratado pelos que dele se aproxima, pois não é uma pessoa qualquer, mas um servo de Deus, que está incumbido da missão mais importante da face da terra.

A Bíblia diz: "a quem honra, honra" (Rm 13.7). Contudo, há aqueles que, dominados pelo sentimento vaidoso, extrapolam seus interesses, e passam a exigir um tratamento exagerado em torno de sua pessoa.

Conheci o caso de certo pregador, que, ao ser convidado para pregar num congresso, não se limitou a aceitar a passagem, a hospedagem e uma oferta da igreja.

De antemão, exigiu que a passagem fosse enviada por determinada empresa aérea; que lhe fosse providenciada hospedagem num hotel de categoria internacional (cinco estrelas) para ele e sua esposa; e que também lhe fosse concedida um apartamento duplo para sua empregada e seus filhos, que deveriam acompanhá-lo. E foi atendido. Seu ego foi satisfeito, sua vaidade foi alimentada, à custa dos dízimos e ofertas de irmãos em sua maioria pobres de recursos e de bens materiais.

Se não tivermos cuidado, haverá pregador famoso, que exigirá até passagem para seu cão de estimação e tratamento "vip" para o animal.

Vaidade e mercantilismos podem prejudicar muitos ministérios. Tenho visto que, no Brasil, há obreiros humildes, cheios da unção de Deus, mas, por serem jovens ou não serem famosos, são esquecidos e nunca aproveitados em cruzadas e congressos.

A vaidade no ministério do louvor

Ao ministrar estudo num certo Estado do Brasil, ouvi de irmãos que certo "cantor evangélico famoso" passara por ali, tendo exigido um cachê de quinze mil reais, com cinquenta por cento adiantados, em depósito em sua conta; carro com ar condicionado, o melhor hotel da cidade. E lamentavelmente, os irmãos se submeteram à vaidade exagerada daquele homem que, se aproveitando do que Deus fez em sua vida, passou a explorar certas igrejas, infelizmente dirigidas por pastores vaidosos, que só pensam em ver multidões, não importando o preço a pagar.

Uma igreja denominacional, que desejava angariar recursos para a construção de um templo, resolveu convidar certo cantor, recém-convertido ao evangelho, esperando obter algum retorno para a obra. O cantor, conhecido no mundo artístico brasileiro, exigiu, além de hotel de luxo, quase vinte mil reais, para cantar numa só noite, num grande estádio de futebol. Como resultado, as "entradas" não cobriram o "cachê", a igreja teve prejuízo e amargou grande decepção.

Sem dúvida, isso só acontece por causa da vaidade de tais pessoas, e da ingenuidade de certos pastores, que, desejando ver "a casa cheia", convidam celebridades para atrair o povo.

A Bíblia nos mostra que o caminho para angariar recursos para a "manutenção" da casa do Senhor é a doutrina sobre a mordomia cristã, no que concerne aos dízimos e ofertas.

Vaidade nas mordomias

No passado, quando o evangelho chegou à nossa terra, trazido por homens de Deus, que foram pioneiros no desbravamento da obra, as condições de trabalho eram duras e difíceis.

Muitos deles andaram a pé, distâncias enormes, que os faziam fadigados e doentes; muitos percorreram os rincões do país, no lombo de cavalos, ou atravessando rios em canoas, sujeitos aos riscos de viagens sem segurança; muitos se hospedarem à margem dos igarapés, infestados de mosquitos e ameaçados por animais selvagens; tomaram água suja e chegaram a ser vitimados pela malária ou pela febre amarela. A eles, muito devemos, pelo seu desprendimento, coragem e fé.

Hoje, no entanto, em geral, vemos que Deus tem propiciado condições de trabalho muito melhores aos obreiros, por esse Brasil a fora.

As igrejas maiores podem conceder aos pastores moradia condigna, transportes pessoais, seguro-saúde, salário compatível e muito mais.

É verdade que em grande parte, há obreiros que passam necessidades, injustamente.

Entretanto, há os que, aproveitando-se da bênção de Deus sobre as igrejas, abusam das mordomias.

Há casos em que o obreiro rejeita a casa pastoral, porque a esposa não gosta do estilo do prédio, e passam a exigir casa com tanto conforto e luxo, nas dependências, que consomem os recursos da igreja.

É importante que o pastor more condignamente. Mas não é preciso exibir riqueza e luxo.

Por outro lado, há obreiros que exigem salário tão elevado, além de combustível para o carro particular, pagamento de todas as despesas da casa, carro para levar os filhos na escola, empregada, arrumadeira, vigia etc., que chamam a atenção dos murmuradores contra a obra do Senhor.

Com isso, não desconhecemos a necessidade de um obreiro, líder de um grande trabalho, ter um tratamento adequado ao nível de suas responsabilidades. Se a igreja tem condições, é compreensível. Mas o exagero nesse aspecto denota vaidade e desejo de aparecer perante a comunidade.

A vaidade na formação teológica

Há pouco mais de vinte anos, quem quisesse estudar teologia, em muitas igrejas, era considerado excêntrico e vaidoso.

Muitos que ousaram ingressar num instituto bíblico, tiveram que fazê-lo às suas expensas, sem qualquer ajuda da igreja à qual eram filiados, e ainda assim, considerados malvistos pela liderança.

Os tempos passaram e, por razões as mais diversas, como a exigência de melhores conhecimentos bíblicos e teológicos, ou o receio de ver grupos oriundos de certas igrejas arrebanharem os jovens para os cursos considerados "perigosos", as lideranças resolveram investir na área do ensino teológico.

Na última década, proliferaram, no Brasil, os mais variados tipos de escolas, cursos, seminários, institutos, faculdades, etc., voltados para o ensino teológico.

Muitos desses cursos não têm a menor condição técnica, ou mesmo bíblico-teológico para ministrar o ensino, e têm formado um grande número de obreiros, portadores de diploma até de bacharelado em Teologia.

Como resultado, passou-se de uma carência de pessoas com curso teológico, para uma grande quantidade de pessoas diplomadas, mas com formação que deixa a desejar, em termos de conhecimentos bíblicos e teológicos.

Alguns desses formados são obreiros vaidosos, que, possuídos de sentimento de superioridade, passam a desprezar os não formados, considerando-os incapazes de exercer o ministério.

Isso constitui uma vaidade, que leva muitos a assomarem aos púlpitos, sem unção e sem graça, confiando nos conhecimentos obtidos.

A Bíblia nos adverte: "Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento" (Pv 3.5).

Não se deve discriminar os obreiros formados em Teologia. Eles podem ser uma grande bênção para a ministração do ensino, da pesquisa bíblica e da evangelização.

Mas não se deve deixar que os conhecimentos tomem o lugar do preparo espiritual para a pregação do evangelho, que se obtém de joelhos, orando e jejuando , na presença do Senhor.

Pr. Álvaro de Campos Lobo

Pb. João Placoná 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Ministério Pastoral Feminino



BÍBLICO OU MODISMO SOCIAL?

Nestes últimos tempos têm se multiplicado o número de mensagens e perguntas que nos chegam abordando a verdadeira explosão de pastoras que se multiplicam pelas igrejas evangélicas brasileiras.

Esse é um fenômeno que já vem ocorrendo com alguma força há pelo menos uma década na Europa e nos Estados Unidos, onde há uma forte incidência do ativismo feminista como importante influência no referido processo.

Aqui no Brasil, a priori, tínhamos o que alguns chamam de “igrejas femininas”, que eram congregações dissidentes, encabeçadas por mulheres e que se tornaram novos segmentos com administração própria.

A maior parte dessas dissidências provinha de igrejas pentecostais e neopentecostais. Hoje, porém, o fenômeno se alastrou e até mesmo igrejas históricas começam a aderir ao ministério pastoral feminino.

A grande pergunta é: existe real fundamento bíblico para que se ordenem mulheres ao ministério pastoral ou seria essa apenas mais uma das tantas novidades teológicas de uma igreja, cada vez mais transformada e assimilada pelas influências do mundo?

Com o humilde propósito de oferecer ajuda na elucidação dessa dúvida é que trazemos a público o presente estudo, sabendo dos prejuízos que podem nos causar em termos do apreço e da consideração das muitas pessoas que, porventura, venham a se sentir desapontadas com o que diremos aqui, mas que, em última instância reflete precisamente o que por leve e tranquila consciência, entendemos ser a única e irrefutável verdade bíblica sobre o polêmico tema. Que o Senhor nos ajude em mais essa empreitada.

Não vemos embasamento e nem indício bíblico para a consagração de mulheres ao ministério pastoral, ou seja, entendemos que a Palavra de Deus é contrária a tal coisa, razão pela qual, por motivo de fé e consciência, não podemos endossar e concordar com qualquer ponto de vista contrário, ainda que o respeitando.

Abaixo, nossas argumentações que justificam a razão pela qual somos contra a ordenação de mulheres ao ministério pastoral:

I – Por respeito à doutrina da inspiração bíblica (II Timóteo 3:16; II Pedro 1:21); e consequentemente a princípio cristão, protestante e histórico de que a Bíblia é a nossa suprema regra de fé e prática, não nos cabendo estabelecer critério próprio,  ou mediante qualquer outro argumento, doutrinas ou procedimentos eclesiásticos diversos que não estejam plenamente submetidos aos princípios e preceitos bíblicos expostos na Palavra de Deus;

II – Por alusão à doutrina da criação, que estabelece que o homem foi criado primeiro (Gênesis 2:22; I Coríntios 11:8; I Timóteo 2:13), depois a mulher, para ser sua auxiliadora (Gênesis 2:18); sendo ambos criados para se complementarem (Gênesis 2:24), mas com características, papéis e funções diferentes; o homem foi criado como cabeça da mulher (I Coríntios 11:3b; Efésios 5:23a e 24b), ou seja, com a função de liderar, nem por isso, um ser superior à mulher; e, a mulher com a função de realizar a sua missão sob a liderança do homem (I Coríntios 11:9; Efésios 5:22-24), e para ser a glória do homem (I Coríntios 11:7c), nem por isso, de forma alguma, um ser inferior.
O princípio da ordem na Criação deixa, portanto, claro que há uma distinção não de valores (pois nesse ponto todos somos iguais), mas de funções, entre homem e mulher.

III - A doutrina da queda, que reafirma a sujeição da mulher ao homem (Gênesis 3:16b), pois Adão não foi enganado, mas sim Eva (I Timóteo 2:14).
Seria contraditório, Deus estabelecer esse princípio e posteriormente permitir uma inversão de papéis.
Alguns tentam contra-argumentar que essa doutrina teria aplicação apenas no contexto do casamento, mas eu insisto que igualmente seria profundamente contraditório e confuso Deus exigir a liderança masculina apenas nos lares e na Sua Igreja determinar uma postura inversa.

IV – A referência clara que a Bíblia faz sobre a doutrina da igreja, onde estabelece que a sua liderança espiritual seja especificamente masculina (I Timóteo 3:1-13; Tito 1:5-9), inclusive vedando à mulher o ensino doutrinário público oficial e o exercício de autoridade sobre o esposo, ou seja, sobre homens (I Timóteo 2:12, I Coríntios 14:34-35), pois as restrições à liderança espiritual feminina, nunca foram culturais nem de usos e costumes, mas sim doutrinárias (I Coríntios 14:37); sendo que no ensino neotestamentário não há nenhuma evidência da designação de, inicialmente "discípulas" e posteriormente "apóstolas", bem como, com o início da Igreja a consagração de "presbíteras", "pastoras", "bispas", etc.
Esses acontecimentos são modernos e foram desconhecidos por todas as fases históricas da Igreja de Jesus.

V – Por alusão ao princípio da subordinação na doutrina da Trindade, que no aspecto ontológico (ser) subsiste desde a eternidade, cujas pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo são iguais em substância, possuem atributos e poderes idênticos e consequentemente têm a mesma glória.
Mas no aspecto econômico - a Trindade manifestada ao mundo - exerce papéis diferentes na história da criação, redenção e santificação; onde o Pai envia o Filho, e o Espírito procede do Pai e do Filho, sendo que a subordinação do Filho ao Pai, e do Espírito ao Pai e ao Filho é perfeitamente compatível com a igualdade predicada acerca da Trindade ontológica; assim, o princípio da subordinação (I Coríntios 11:3) nos foi outorgado na criação do homem e da mulher, e consequentemente da família, onde no aspecto ontológico, o homem e a mulher, o esposo, a esposa e os filhos são iguais perante o Senhor, sem nenhuma superioridade espiritual do homem, pelo simples fato de ser homem e nenhuma inferioridade espiritual da mulher, pelo simples fato de ser mulher; mas no aspecto econômico há uma hierarquia funcional, que deve ser observada e espelhada tanto dentro da família quanto dentro da Igreja, as duas instituições divinas, cuja liderança foi delegada pelo Criador ao homem, e a subordinação delegada à mulher e aos filhos, no caso destes últimos, perante os seus pais.

VI – Pela independência espiritual e sociológica da Igreja. A prática da Igreja quanto à escolha da sua liderança espiritual no decorrer de quase dois mil anos sempre se ateve e se submeteu às orientações bíblicas, não se deixando influenciar pelos chamados avanços da civilização, pela modernização dos tempos, pelo progresso tecnológico, pela crescente participação da mulher na sociedade, etc., sendo que estas conquistas, pois mais benéficas que possam ser em hipótese alguma são conclusivas, referenciais, nem determinantes em assuntos doutrinários e também não podem anular princípios bíblicos eternos.

VII – Devido ao revolucionário valor que Jesus conferiu às mulheres. Nosso Salvador inaugurou o verdadeiro reconhecimento social e humano da mulher, restaurando e exaltando sua dignidade diante de Deus e do mundo, o que permaneceu realçado nos ensinos apostólicos.
Todavia, os escritos bíblicos em hipótese alguma foram contaminados pela mentalidade e postura profundamente machista daquela época; mesmo assim, o Senhor Jesus, e consequentemente os apóstolos, não colocaram mulheres na posição de liderarem espiritualmente a Igreja, mantendo sempre clara a diferença nas funções do homem e da mulher, tanto na igreja quanto na família.

VIII - As mulheres foram profundamente respeitadas e valorizadas pela Igreja Cristã Primitiva, desempenhando um papel fundamental para o cumprimento da Grande Comissão, entretanto, sem reivindicarem ou exercerem a liderança ou funções tipicamente masculinas; algo que se perpetuou no decorrer da história da Igreja até os nossos dias, em total submissão à Palavra de Deus visando honrar o Senhor da Igreja.

IX - A Palavra de Deus concede às mulheres cristãs, mediante a Graça e Misericórdia do Senhor, como ocorre nitidamente em nossos dias, realizar dentro e fora de seus lares, bem como, dentro e fora da Igreja de Cristo, ministérios preciosos, abençoados e abençoadores, nas mais diversas áreas, com as mais diversas faixas etárias, sem a necessidade de se sobrecarregarem e se exporem a algo que Deus delegou estritamente a líderes espirituais masculinos, ou seja, a liderança do lar e o pastorado.

X - As condições para o exercício da liderança pastoral não se baseiam estritamente em dons espirituais, nem em aptidões sociais, mas são regidas pelas qualificações bíblicas.

Concluindo
Uma hermenêutica e uma exegese bíblicas sérias das passagens que tratam da liderança familiar e eclesiástica mostram claramente a falta de fundamento e o perigoso desvio doutrinário que consiste aderir ao pastorado de mulheres.

Desta feita, entendemos que as pressões sociais oriundas de um mundo em constantes transformações, acabam por impor um novo papel à mulher, também na igreja - já que no mundo esse é um processo contínuo e já consolidado.

Todavia, ressaltamos uma vez mais, que não cabe à Igreja de Jesus orientar-se, espelhar-se ou pautar-se nos fenômenos sociais e sim na Palavra de Deus e no legado dos apóstolos.

Semelhantemente, a estratégia adotada por alguns de ordenar casais também não encontra apoio bíblico em parte alguma, sendo, por nós, igualmente desconsiderada à luz da Palavra.

Não menos absurdo é o argumento daqueles que sustentam uma suposta necessidade de mulheres no ministério pastoral em virtude do abandono dos homens a esse ofício sagrado.
Não nos consta que existam pesquisas sérias que provem isso e nem mesmo a mais superficial das observações assim o demonstra. Mesmo em campos onde não existem pastores, muitas missionárias desempenham com humildade e piedade alguns papéis de liderança, até que ali se estabeleça um sacerdote local.

Isso nunca foi problema e nem motivação para que se ordenem mulheres pastoras. Parece-nos mais uma tentativa desesperada de justificar o injustificável.

Todavia, convém esclarecer que a rejeição à consagração de mulheres ao pastorado, não coloca quaisquer dúvidas sobre a capacidade, competência, espiritualidade, espírito de realização, virtude, inteligência e cultura de qualquer uma das nossas irmãs em Cristo, nem deve ser encarado ou tratado como preconceito ou atitude machista.

Aos que puderem compreender nossa sinceridade nesse sentido, ficam nossos agradecimentos, aos que não conseguirem alcançar a humildade de reconhecer essa clara verdade bíblica, ficam as nossas orações!

Pr. Reinaldo Ribeiro
Pb. João Placoná



































quarta-feira, 9 de abril de 2014

Devemos pregar o evangelho aos cristãos?

A menos que você esteja empenhado em levar o evangelho a alguma tribo de nativos isolados nas Américas ou África, ou ainda a populações predominantemente islâmicas ou orientais, o mais provável é que estará pregando o evangelho a cristãos nominais.

O mundo ocidental foi cristianizado há séculos e o nome de Jesus não é novidade para ninguém nestas partes do mundo.

Portanto, seu público, por assim dizer, será diferente daquele que os apóstolos ou os primeiros discípulos encontravam em seus esforços evangelísticos há dois mil anos.

Ou eles pregavam a pagãos, que nunca tinham ouvido falar de um Deus único e muito menos do nome de Jesus, ou a judeus, que possuíam ao menos o conhecimento de Deus, porém ainda precisavam saber que em Jesus se cumpriam todas as Escrituras que hoje chamamos de Antigo Testamento.

É destas duas classes que Paulo fala em Gálatas 2:7: “Antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me estava confiado, como a Pedro o da circuncisão...”.

O mais próximo que temos de uma pregação a cristãos no Novo Testamento é o caso de Simão, o mago, em Atos 8:9-24. Seria bom você ler a passagem toda, mas basicamente ali encontramos um homem que ouviu o evangelho da boca de Filipe e creu, ao menos intelectualmente, no que Filipe dizia do reino de Deus e do nome de Jesus. Ats 8:13 “E creu até o próprio Simão; e, sendo batizado, ficou de contínuo com Filipe; e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito”.

Repare que ele foi batizado, como a maioria da população ocidental hoje é, e “ficou de contínuo com Filipe”, como muitos hoje vivem na companhia daqueles que lhes pregaram a Palavra de Deus ou de outros convertidos.

A isto chamamos hoje de cristandade, a “grande casa”, mencionada em 2 Timóteo 2, na qual há vasos para honra e para desonra, crentes verdadeiros e falsos.
Embora a passagem de Atos 8 seja breve, podemos ver que por algum tempo Simão teve essa “vida cristã” na companhia de samaritanos que tinham genuinamente se convertido a Cristo. Enquanto Simão vivia seu cristianismo exterior misturado com aqueles que eram genuínos e receberiam o Espírito Santo, a notícia da conversão de samaritanos chegou a Jerusalém e Pedro e João foram visitá-los, quando também tiveram a oportunidade de testemunhar que aos samaritanos Deus também concedia o Espírito Santo. (Obs. O livro de Atos é um período de transição, portanto ali encontramos diferentes classes de pessoas - judeus, gentios e samaritanos - recebendo o Espírito em ocasiões e de maneiras distintas, uns antes de serem batizados nas águas, outros depois).
Mas voltando a Simão, o fim da história revela que, apesar de ter crido exteriormente e estar participando dos privilégios do cristianismo, ele era um falso professo que nem mesmo ousava pedir, de si mesmo, perdão a Deus por sua ganância de querer pagar para receber o Espírito Santo e depois lucrar com isso.

O caso dele é muito semelhante ao dos judeus que tiveram contato com Jesus, os quais são descritos em Hebreus 6 e entre os quais inclui-se Judas, o traidor.
Heb 6:4-6 “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados [Judas foi], e provaram o dom celestial [Judas provou], e se tornaram participantes do Espírito Santo [o Espírito estava com os discípulos, mas não neles]. E provaram a boa palavra de Deus [Judas não perdeu um sermão de Jesus], e as virtudes do século futuro [o poder de curar e expulsar demônios que foi dado aos outros apóstolos, foi dado a Judas também], E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério”.

Repare que a passagem não fala de pessoas que realmente creram e foram salvas de seus pecados, mas apenas participantes dos privilégios do cristianismo como é hoje o cônjuge incrédulo de alguém verdadeiramente salvo. 1Co 7:14 “Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos”.

Portanto, hoje ao pregar o evangelho, você estará pregando a cristãos. Eles já foram mais que expostos ao nome de Jesus, sem muitos deles nunca terem entendido ou crido no evangelho.

É um conhecimento apenas intelectual, na maioria das vezes misturado com muitos erros herdados do catolicismo, do protestantismo e do pentecostalismo. Que erros são estes?

O primeiro que me vem à mente é a ideia absurda de que você é salvo fazendo parte de alguma igreja.

Esta ideia foi popularizada pelo catolicismo romano e mais tarde abraçada por segmentos protestantes, principalmente neopentecostais.

Raciocine assim: O que é a igreja? Biblicamente falando (e não no sentido denominacional) é o corpo de Cristo, o conjunto dos que foram salvos por Cristo.

Localmente ela é representada onde estiverem dois ou três congregados pelo Espírito, no meio dos quais o Senhor promete estar.

Não é uma organização ou instituição, mas o corpo místico de Cristo manifestado de forma visível nos salvos por Ele.

Agora vamos ao absurdo do conceito de a salvação estar na igreja: como poderia alguém ser salvo pelos salvos?

Sim, pois se alguém diz que você só pode ser salvo se estiver em uma determinada companhia de cristãos, à qual dá o nome de “igreja”, a salvação já não está no Salvador, mas nos salvos por Ele.

Mas será que a Palavra de Deus diz que devemos estar em algum lugar? Sim, devemos estar em Cristo.

2Co_5:17 Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

Portanto, ao pregarmos os evangelhos a cristãos devemos deixar claro que a igreja não garante a salvação, pois a igreja é o conjunto dos salvos.

Não é a igreja que salva pecadores, mas é Jesus quem salva a igreja, o conjunto de pecadores salvos por Jesus.

Ef 5:25-27 Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.

Tit_2:14 O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial,

Certamente nenhum apóstolo ou discípulo do primeiro século precisou enfrentar um problema como este, de pregar o evangelho para pessoas que achavam que, por estarem inseridas em um determinado agrupamento de cristãos, estariam por isso a salvo da perdição eterna.

O mais perto que podemos ver disso, além do caso de Simão, o mago, são os destinatários da epístola aos Hebreus. Ali temos cristãos, nominais ou genuínos, aos quais é endereçada uma carta para mostrar a superioridade do sacrifício e sacerdócio de Cristo em relação às sombras dos sacrifícios e sacerdócio do judaísmo. As palavras “melhor” e “melhores” aparecem onze vezes na epístola, e no final aqueles judeus cristãos são convidados a saírem do arraial judaico para se encontrarem com Cristo e compartilharem de sua rejeição.

Heb 13:10-13 Temos um altar, de que não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo. Porque os corpos dos animais, cujo sangue é, pelo pecado, trazido pelo sumo sacerdote para o santuário, são queimados fora do arraial. E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta. Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério.

Hoje existe um “arraial” claramente visível na cristandade. Basta reparar no quanto de judaísmo existe impregnado em alguns grupos cristãos para entender.

Templo, altar, vestes especiais, liturgia, sacerdotes, dízimo, incenso, música instrumental no louvor, levitas etc. São elementos emprestados do judaísmo.

Assim como o autor da epístola aos Hebreus fez um apelo a todos aqueles judeus cristãos para que se apartassem de vez do judaísmo, cabe também convidar hoje os cristãos a saírem do arraial; a saírem a Cristo fora desse sistema judaico que Deus já deu por encerrado e que muitos cristãos ainda insistem em piratear.

Nenhum de nós pode identificar quem é ou não verdadeiramente salvo, pois "o Senhor conhece os que são seus", mas ao pregarmos o evangelho é bom discernir se estamos pregando a pessoas completamente alheias às Escrituras, ou a pessoas que até sejam versadas nelas, como eram os hebreus, porém dentro de uma ótica de um judaísmo cristão.

Repare que até aqui já tratamos de dois aspectos de crenças falsas encontrada entre cristãos nominais: a salvação por meio da igreja e a salvação por meio de rituais e costumes emprestados do judaísmo.

Em muitas religiões da cristandade estas duas coisas andam juntas. Porém as religiões pentecostais introduziram mais um ingrediente nessa salada do mundo cristianizado, e este é a incerteza da possessão garantida de salvação, o que basicamente é a mesma coisa que a salvação por obras.

A ideia é mais ou menos esta: Você é salvo quando crê em Jesus, porém para permanecer salvo precisará cumprir uma série de requisitos, os quais variam de frequentar uma determinada denominação, ser batizado de uma determinada maneira, ou andar vestido dentro de um determinado padrão de “moda evangélica”.

Algumas vertentes mais sofisticadas desse evangelicalismo sutilmente introduziram a salvação pelo senhorio, que basicamente é ser salvo, mas sem permanecer salvo, a menos que esteja sob o senhorio de Cristo, isto é, em um contínuo arrependimento e sob a direção do Senhor.

O cristão só poderá considerar se realmente salvo quando chegar ao final de sua jornada aqui ou se for hipócrita o suficiente para se iludir de que é 100% guiado pelo Senhor.

Mais uma vez a salvação acaba dependendo do homem, de sua obediência e perseverança, e não da obra completa de Cristo na cruz do calvário e da promessa inequívoca da Palavra de Deus, que nos dá a segurança de descansarmos em uma obra que do começo ao fim depende unicamente de Deus:
Flp_1:6 Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;

1Ts_5:9 Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo,

De tudo concluímos que, apesar de o evangelho ser simples e resumir-se às boas novas de que Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação, e sabendo que Ele é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê quem evangeliza o mundo cristianizado poderá precisar ajudar a drenar a mente do evangelizado para excluir toda a lama teológica acumulada durante séculos de catolicismo romano, protestantismo e pentecostalismo, para então derramar a água pura da Palavra de Deus.

1Co 15:3-4 Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
Rom_1:16 Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.

Mas, considerando que essas vertentes cristãs - catolicismo, protestantismo e pentecostalismo - também trazem em seu bojo a doutrina de que a salvação é pela fé em Cristo e em seu sacrifício consumado na cruz, como saber separar o que é lama e o que é água da mensagem recebida e incorporada por alguém cristianizado?

Resposta: Procurando filtrar aquilo que exalta a Deus daquilo que exalta o homem. 

O evangelho puro - Cristo morreu, Cristo ressuscitou - exalta unicamente a Deus, que enviou o seu Filho para salvar.

O evangelho misturado, que vai desde dizer que você é salvo por suas boas obras, até dizer que é salvo pela fé, mas se mantém salvo pela perseverança, exalta o homem, porque no final a salvação terá sido uma conquista do salvo e não um presente recebido por graça imerecida.

No verdadeiro céu os redimidos por Cristo darão toda glória a Deus e ao Cordeiro e cantarão um novo cântico: “Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação” (Ap 5:9).

No imaginário céu da religiosidade cristã, seus esforçados adeptos cantarão o velho cântico de Caim: “Digno sou... porque por meio do fruto daquilo que com meus esforços plantei, cuidei e colhi aqui neste mundo conquistei e garanti o favor divino”.

Talvez aqui você diga que falando assim estou ofendendo católicos, protestantes e pentecostais.

Considerando que no final não haverá católicos, protestantes ou pentecostais, mas Deus será tudo em todos (1 Co 15:28) não vejo a utilidade de se tentar defender coisas e rótulos que um dia deixarão de existir por terem sido inventadas por homens.

Não é a Deus que você quer glorificar? Não é a Cristo que quer apresentar às pessoas para que sejam salvas?

Então "por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura" (Is 55:2).

Mario Persona 

Pb. João Placoná

O homem também morre pela boca

No caso dos peixes, devido a se sentirem atraídos por uma isca presa num anzol que, enganando, os faz abocanhar aquele pretenso petisco e, assim, acaba fisgando-os.

O Homem também é fisgado, desta feita em sentido figurado, é claro, mas fisgado sim! Firmemente fisgado, aprisionado e, por fim, morto.

Não atraído por algo externo, neste caso. Não enganado por uma isca que aguçaria o sentido da fome, da ingestão de algo. No caso da humanidade, o Homem morre pela boca devido àquilo que sai dela, não que entra.

O Homem morre devido, primeiro, à sua rejeição à oferta de salvação. Rejeitando esta oferta, dizendo um sonoro não, quer audível quer silencioso, mas um não ao oferecimento gratuito de um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, ele está decretando sua morte. Morte eterna, inclusive!

Como consequência direta desta morte, já em vida, ele morre também na sua alma. O Homem, por causa desta rejeição à obra redentora do Senhor Jesus, desenvolve um comportamento, um hábito vicioso e dos mais mortais: a murmuração.

O Homem sem salvação, sem Cristo, é um eterno murmurador. Reclama de tudo; nada está bom. Se estiver frio, é o frio insuportável; se está calor, o clima não é mais o mesmo.

Ninguém aguenta com uma pessoa assim! O problema maior não é o inconveniente social, mas que isto é a expressão do que há no seu coração.

A Palavra de Deus afirma, e é facilmente comprovável, que “a boca fala do que está cheio o coraçãoLucas 6:45.

A vida de uma pessoa sem Cristo é, realmente, sem graça. Isto só pode resultar em murmuração, reclamação e, em última instância, em blasfêmia.

A murmuração não será eliminada, porém, com a solução dos problemas e circunstâncias que, aparentemente, são sua causa. Não, se o clima ficar perfeito, o murmurador encontrará outro alvo. Talvez a própria perfeição do clima passe a ser um motivo para reclamar.

A questão não é de solução dos fatores externos, mas de eliminação dos fatores internos, da insatisfação vivida pelo Homem. Só quando você tiver sua natureza transformada pela obra salvadora de Jesus Cristo deixará de ser um murmurador e, assim, não correrá mais o risco de “morrer pela boca”.

Quando o Senhor Jesus se torna Senhor da sua vida, desfazem-se as razões para a insatisfação, o medo, a insegurança. Em lugar destas “doenças” da alma, instala-se a alegria, a esperança, a paz. E isto, em qualquer situação que você viva. Seu estado de ânimo, seu humor não dependerá mais dos fatores externos.

Aquele que é a nossa alegria, justiça, paz e satisfação habitará no seu coração enchendo-o de motivos para se regozijar. Suas palavras deixarão de ser murmurações, reclamações e ofensas para se tornarem palavras abençoadoras e esperançosas. Troque, urgentemente, seu coração, de um coração pesado por um de alegria e esperança. Você vai ver, suas palavras mudarão!

Pr. Ivan Cardiano

Pb. João Placoná

Arrependa-se!

“Deus não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam” Atos 17:30.

O verdadeiro arrependimento começa por reconhecermos nossa natureza pecaminosa e inteiramente corrupta.

Em geral, as religiões e conceitos humanos nos ensinam que o problema é o que fazemos de errado, e temos de nos arrepender dos atos que cometemos.

Mas, a Bíblia nos mostra algo mais profundo.

A pessoa que se arrepende de fato consegue enxergar além do mal que fez, o que talvez nem tenha sido um pecado particularmente grave, mas é fruto de uma natureza inimiga de Deus. “Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque” Eclesiastes 7:20; “Desviaram-se todos, e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não, nem sequer um” Salmo 53:3.

Só podemos nos arrepender por graça divina: “Ou desprezais tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?” Romanos 2:4.

A manifestação dele se dá mediante:

1 – Uma convicção profunda de pecado (Salmo 51);

2 - Confissão a Deus, por ser Ele o primeiro ofendido, e depois aos que prejudicamos;

3 - Abandono dos pecados confessados (Provérbios 28:13).

O crente guarda em seu coração a lembrança das faltas que o humilham, porém não é esmagado nem vencido por elas, porque se alegra com a graça imerecida do perdão que lhe foi concedido.

Assim, o arrependimento é o primeiro passo em direção a Deus. E nele já se manifesta a fé, porque o que confessa seus pecados tem a esperança de obter o perdão.

É impossível se arrepender segundo Deus sem que haja uma transformação real interna e externa.

O arrependimento envolve a confissão dos pecados com profunda tristeza e consequente abandono destes.

Quem se arrepende muda por completo sua maneira de pensar e de viver.

O arrependimento restaura e renova nossa intimidade com o Senhor.

Hoje o Senhor ainda nos convida ao arrependimento e em seguida para produzir os “... frutos dignos de arrependimento” Mateus 3:8.

Nosso andar Diário

Pb. João Placoná

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Dia de Semear

Um novo dia nasce em nossa vida. É dia de semear, de lançar boas sementes. Só colhem bons frutos os que lançam boas sementes.

O sonho de cada pessoa é colher felicidade... Ninguém nasce para ser infeliz. Todos nós sonhamos com uma colheita farta de felicidade. Mas, para colher, é preciso primeiro plantar.

Acontece que muitas vezes esquecemos-nos de semear ou nos cansamos de semear e depois nos surpreendemos quando a colheita boa não vem.

Como colher se não semeamos?

Ô apóstolo Paulo sugere: "Não nos cansemos de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita”. (Gálatas 6..9)

Às vezes vejo gente cansada de semear o bem, elas dizem:

· Já investi tanto naquela pessoa. Não adiantou. Não tive retorno. Agora desisto!

· Já estou cansado de prestar serviços voluntários. Nada muda. Ninguém reconhece o meu esforço. Vou parar com isto!

· Já estou cansado de atuar na comunidade. São sempre os mesmos a fazer tudo. Enquanto outros, não fazem nada.

· Sim, estou cansado de servir, de amar, de fazer o bem.

É compreensível que desanimemos, Deus entende também a nossa decepção. Nossa revolta também tem lugar no colo de Deus. Mas ele insiste: Não desanime! Não desfaleça! No seu tempo colherás!

Aprendamos, portanto, com a paciência e da perseverança do agricultor. Ele sabe que, para colher, é necessário plantar, custe o que custar.

Às vezes ele planta e a chuva não é suficiente para uma boa colheita.

Às vezes ele semeia, mas vem a tempestade e carrega para longe a semente.

Às vezes ele planta, mas vêm os insetos e acabam com a lavoura.

Nem por isso ele deixa de plantar. É persistente porque sabe que, a seu tempo, a colheita virá.

· Como posso colher amizade, se me cansei de querer o bem às outras pessoas?

· Como posso colher paz se já me cansei de perdoar?

· Como posso colher amor se já não quero mais servir?

· Como posso colher felicidade se já não me empenho pela felicidade dos outros?

· Como posso colher bênção se vivo reclamando da vida?

Por isso, oremos:

Senhor! Devolve-nos o prazer de plantar o bem e a alegria de semear a boa semente neste novo dia. E que assim, a esperança em dias melhores continue a fazer parte de nossa existência. Perdoa-nos se tantas vezes desfalecemos na prática do bem. Em ti nós confiamos e a ti nos entregamos neste novo dia que foi feito para semear.

Oramos em nome de Jesus. Amém!

Silvestre Macedo – Matão – SP

Pb. João Placoná