quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A Batalha pela Fé

batalha da fé

Meus queridos amigos, eu estava fazendo todo o possível para escrever a vocês a respeito da salvação que temos em comum. Então senti que era necessário escrever agora para animá-los a combater a favor da fé que, uma vez por todas, Deus deu ao seu povo.

Pois alguns homens que não temem a Deus entraram no meio da nossa gente (Igreja) sem serem notados. Eles torcem a mensagem a respeito da graça do nosso Deus a fim de arranjar uma desculpa para a sua vida imoral. E também rejeitam Jesus Cristo, o nosso único Mestre e Senhor.

Há muito tempo que as Escrituras Sagradas anunciaram a condenação que eles já receberam.

A punição eterna dos ímpios

Embora vocês conheçam tudo isso, quero lembrar que o Senhor salvou o povo de Israel, tirando-o da terra do Egito, mas depois destruiu aqueles que não creram.

Lembrem dos anjos que não ficaram dentro dos limites da sua própria autoridade, mas abandonaram o lugar onde moravam. Eles estão amarrados com correntes eternas, lá embaixo na escuridão, onde Deus os está guardando para aquele grande dia em que serão condenados (Juízo Final).

Lembrem dos moradores de Sodoma, de Gomorra e das cidades vizinhas, que agiram como aqueles anjos e cometeram imoralidades e pecados sexuais. Eles sofreram o castigo do fogo eterno, o que é um aviso claro para todos.

Do mesmo modo esses homens têm visões que os fazem pecar contra o próprio corpo deles. Desprezam a autoridade de Deus e insultam os gloriosos seres celestiais.

Nem mesmo o arcanjo Miguel fez isso. Na discussão que teve com o Diabo, para decidir quem ia ficar com o corpo de Moisés, Miguel não se atreveu a condenar o Diabo com insultos, mas apenas disse: “Que o Senhor repreenda você!”

Mas esses homens xingam aquilo que não entendem. E as coisas que eles conhecem por instinto, como os animais selvagens, são estas que os destroem.

Ai deles! Seguem o mesmo caminho de Caim. Por causa de dinheiro, eles se entregam ao mesmo erro de Balaão. E, como Corá se revoltou e foi destruído, eles também se revoltam e serão destruídos.

Com as suas vergonhosas bebedeiras, eles são como manchas de sujeira nas refeições de amizade que vocês realizam.

Eles cuidam somente de si mesmos. São como nuvens levadas pelo vento, que não trazem nenhuma chuva; são como árvores que, mesmo no outono, não produzem nenhuma fruta; são como árvores que foram arrancadas pela raiz e estão completamente mortas.

Eles são como as ondas bravas do mar, jogando para cima a espuma das suas ações vergonhosas; são como estrelas sem rumo, para as quais Deus reservou, para sempre, um lugar na mais profunda escuridão.

Foi Enoque, da sétima geração a partir de Adão, quem há muito tempo profetizou isto a respeito deles: “Olhem! O Senhor virá com muitos milhares dos seus anjos para julgar todos. Ele virá a fim de condenar todos os que não querem saber de Deus, por causa de todas as más ações que praticaram e por causa de todas as palavras terríveis que esses pecadores incrédulos disseram contra Deus!”

Esses homens estão sempre resmungando e acusando os outros. Eles seguem os seus próprios maus desejos, vivem se gabando e bajulam os outros porque são interesseiros.

Exortação à perseverança da fé

Mas vocês, meus amigos, lembrem do que foi profetizado pelos apóstolos do nosso Senhor Jesus Cristo.

Eles disseram a vocês: “Quando chegarem os últimos tempos, aparecerão pessoas que vão zombar de vocês, pessoas que não querem saber de Deus e seguem os seus próprios desejos.”

São essas pessoas que causam divisões, pois são dominadas pelos seus desejos naturais e não têm o Espírito de Deus.

Porém vocês, meus amigos, continuem a progredir na sua fé, que é a fé mais sagrada que existe. Orem guiados pelo Espírito Santo. E continuem vivendo no amor de Deus, esperando que o nosso Senhor Jesus Cristo, na sua misericórdia, dê a vocês a vida eterna.

Tenham misericórdia dos que têm dúvidas; salvem outros, tirando-os do fogo; e para com outros mostrem misericórdia com medo, odiando até as roupas deles, manchadas pelos seus desejos pecaminosos.

Glória a Deus por sua proteção

Deus pode evitar que vocês caiam e pode apresentá-los sem defeito e cheios de alegria na sua gloriosa presença.

Por meio de Jesus Cristo, o nosso Senhor, louvemos o único Deus, o nosso Salvador, a quem pertencem a glória, a grandeza, o poder e a autoridade, desde todos os tempos, agora e para sempre!

Caríssimos! Vejam que quando a Palavra é inspirada pelo Espírito Santo ela se conserva pela etenidade. Estas foram escritas há 1949 anos pelo irmão de Jesus, Judas, e ainda hoje 2014, soam como atuais em nossos corações.

Apóstolo Judas, irmão de Jesus

Pb. João Placoná

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Orar no monte, tem mais poder?

O que era muito comum, anos atrás, está voltando, ou seja, a prática de orações nos montes.

As pessoas afirmavam que orações feitas no monte são diferentes, são mais poderosas e até mais ouvidas por Deus do que orações feitas em outros lugares.

Mas será que isso é bíblico? Vamos analisar e compreender a questão:

A oração em regiões de montanhas era muito comum entre o povo judeu, principalmente por causa da geografia de seu território que favorecia tal prática devido à quantidade de montes.

Outro fator interessante foram as grandiosas coisas que Deus fez e que envolviam os montes. Por exemplo, os dez mandamentos foram dados a Moisés no Monte Sinai. Elias venceu os 450 profetas de Baal no Monte Carmelo, quando Deus mandou fogo do céu ali. O templo de Salomão também foi construído nas regiões montanhosas de Jerusalém. Vemos também Jesus várias vezes usando os montes como local de suas orações: “E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar à parte. E, chegada [ já ] a tarde, estava ali só.” (Mt 14. 23)

Por esses e outros motivos, os montes aparecem na Bíblia com muita frequência relacionados a momentos especiais e poderosos de comunhão com Deus.

Parece óbvio entender que, por causa desses fatos bíblicos, os montes teriam “algo de especial” para oferecer em termos de comunhão com Deus e poder. É o que muitos entendem e, por esse fato, estão sempre buscando montes para orar tentando alcançar um poder maior em suas orações.

Já vi muitos pastores na Internet e na TV coletando nomes para levar ao monte a fim de interceder e prometendo mais poder nesse tipo de oração.

Porém, a Bíblia não aponta que lugares concedam mais poder a oração. Ou seja, não há nada na Bíblia que diga que no meu quarto a oração é mais fraca do que em um monte, ou que se eu orar na igreja minha oração será atendida, mas se eu orar na sala de casa não será.

Interessante notar que quando Jesus orientou seus discípulos a respeito da oração usou a figura do quarto como exemplo de um bom lugar para orar:“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mt 6. 6).

É evidente que Jesus não estava aqui apontando que lugares conferem poder a oração. Ele estava tratando o caráter de comunhão e verdade entre o que ora e Deus. E também estava cutucando os hipócritas que oravam com o fim de serem vistos e tratados como mais espirituais que os outros.

O foco de Jesus era a forma correta de orar e não lugares.

Apesar de gostar de orar no monte e em lugares solitários, Jesus nunca atribuiu poder aos lugares, mas ao exercício da fé dos que oravam.

Só a título de curiosidade temos registrado na Bíblia orações em diferentes lugares: No cenáculo (At 9.40); A beira mar (At 20.36-38); Dentro da água (Lc 3.21); No terraço de uma casa (At 10.9). Também podemos destacar que a oração modelo dada por Jesus, o Pai Nosso, não apresenta indicações de lugares para ser realizada.

Dessa forma, concluímos que lugares não conferem qualquer status de poder a oração. É obvio que lugares proporcionam experiências melhores ou piores para alguma prática. Por exemplo, passear de carro é definitivamente melhor que em uma rua esburacada.

Assim, montes e outros lugares cercados de natureza, proporcionam uma atmosfera de paz e tranquilidade que favorece a nossa comunhão com Deus e nosso foco, mas esse fato não determina que uma oração seja ou não “forte”.

É bom lembrar que nem sepre esses montes são aconchegantes e acabam não permitindo uma entrega total da oração.

Já estive em montes que por pouco não houve um acidente mais grave. Eu mesmo cai várias vezes em dias chuvosos. Ou seja, arriscando a própria integridade física. Será que Deus quer isso?

Além do que os irmãos mais velhos ou com problemas físicos ficam frustrados em não poder participar, e isto não é bom!

Além de tudo o que já foi dito, é bom lembrar que muitos fiéis se deixam levar pelo exagero, sentindo-se muito espiritual acabam até confundindo o pisca-pisca do vagalume com a sarça ardente de Moisés. Sem contar é claro que alguns desses montes são utilizados por umbandistas, que fazem os seus “trabalhos/despachos”.

Por derradeiro, lembramos que a oração sincera de uma pessoa a Deus, independente de lugar, será ouvida pelo Senhor, que decidirá e dará sempre a última palavra em sua resposta. Como nos disse bem Tiago: “…Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” (Tg 5:16).

André Sanchez

Pb. João Placoná

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Faça o que quiser, mas, terá que prestar contas!

Os quais hão de dar conta ao que está preparado para julgar os vivos e os mortos. 1 Pedro 4:5

Ouço constantemente pessoas falarem; “a vida é minha eu faço o que eu quero”, ou então, “não devo nada a ninguém”, de fato, para as outras pessoas você pode até não dever nada, mas, para Deus o dono da vida, você deve tudo, o que é, e o que tem!

Nenhum dos nossos feitos passam despercebidos aos olhos de Deus, sejam quais forem os nossos atos, bons ou não, por mais que achamos irrelevantes, que não têm valor, ficam registrados para Deus. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar. Hebreus 4:13

Fico analisando o nosso cotidiano, o quanto as pessoas são negligentes com suas vidas, o ser humano perdeu o valor, a dignidade, o respeito, na maioria das vezes as pessoas se tornam objetos desfrutáveis.

Não se pensa nas consequências dos seus atos e atitudes, vivem aleatoriamente, buscam insensatamente coisas fúteis, que por momentos podem até lhes trazer satisfação mas que no futuro terminam sendo prejudiciais.

Há um livro nos céus onde fica registrado toda a trajetória de nossas vidas, tudo que cada um de nós fazemos aqui na terra. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. Apocalipse 20:12.

Um dia esse livro será aberto diante de nós. De nada poderemos fugir, pois contra provas não há argumentos, até os segredos mais escusos serão revelados. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões assistiam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros. Daniel 7:10

Apesar de tantos exemplos ruins que vemos, muitos, ainda preferem arriscar-se ao lado do mal. Vejo tantos Jovens que têm promessas de um futuro brilhante, promessas que podem fazer seus nomes ficarem na história, como aqueles que fizeram a diferença, mas preferem se enveredar por caminhos tortuosos. Por quê? O fácil facilita, seduz, o perigo é atrativo.

Porém, sabeis vós que, a vida que Deus te deu é para ser usufruída de forma sabia e proveitosa. Tudo o que você faz, um dia prestará contas a Deus. Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas te trará Deus a juízo. Eclesiastes 11:9.

Não adianta fantasiarmos, a vida é uma realidade. Nós não nos pertecemos, por mais que pensemos ao contrario, Deus é o nosso Senhor. Ele nos criou para Ele. Para louvor da glória de sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, Efésios 1:6, entretanto, cabe a cada um de nós vivermos, como servos Dele, ou não, porém, não devemos nunca nos esquecer que, por tudo que realizamos e vivemos um dia iremos responder. Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal. 2 Coríntios 5:10

Talvez, muitos pensem que a vida é só curtir: Coitados, néscios, ai destes quando Deus chamá-los à sua presença.

Deus vai pedir conta da vida que te deu. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. Romanos 14:12, Você pode andar a mercê da sorte, deixando a vida te levar, destruindo a morada de Deus que é o seu corpo, mas, um dia você virá à juízo, aí sim, quais serão os teus argumentos diante do Todo Poderoso? Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau. Eclesiastes 12:14.

Você dirá que fez algo errado porque alguém o fez? Que viveu assim por causa de seus pais? Que alguém motivou sua vida leviana?

A Salvação é individual, parentes, família e amigos não serão testemunhas no céu, é você e Deus, tête-à-tête.

Seus erros, suas falcatruas, seus deslizes conscientes ou inconscientes ficam registrados.

Não se esqueça de que Deus é testemunha ocular da sua vida, e, é Ele quem vai te julgar. Ouvi, todos os povos, presta atenção, ó terra, e tudo o que nela há; e seja o Senhor DEUS testemunha contra vós, o Senhor, desde o seu santo templo. Miquéias 1:2.

Deus sabe até o que você nem consegue imaginar, conta o número das estrelas, chama-as a todas pelos seus nomes.Salmos 147:4. Deus sabe tudo sobre você até a quantidade de fios de cabelos da sua cabeça. Não temais pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos. Lucas 12:7.

Você precisa entender que sua vida foi criada para fazer a vontade de Deus, não a sua, pois a vontade Dele é boa para conosco. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:2

Ache o homem que isto seja bom ou não, nada poderá fazer se Deus não quiser. Por que razão contendes com ele, sendo que não responde acerca de todos os seus feitos? Jó 33:13. A vida que você vive pertence a Deus, então, reveja os teus conceitos do que é viver.

Hoje é dia de concerto com Deus, peça misericórdia a Ele. O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. Provérbios 28:13

Pra. Elza Carvalho

Pb. João Placoná

sábado, 15 de novembro de 2014

Jesus nos purifica dos pecados

Por termos herdado uma natureza pecaminosa de Adão, nós cometemos pecados individuais e pessoais: tudo, desde mentiras supostamente inocentes até assassinatos.

Aqueles que não colocaram sua fé em Jesus Cristo devem pagar a pena por estes pecados pessoais, assim como pelos pecados herdados e imputados.

Entretanto, os crentes foram libertos da eterna pena do pecado (inferno e morte espiritual).

Agora podemos escolher se vamos ou não cometer pecados pessoais, pois temos o poder de resistir ao pecado através do Santo Espírito que habita em nós, nos santificando e nos mostrando nossos pecados quando os cometemos (Romanos 8:9-11).
video


Uma vez que confessarmos nossos pecados pessoais a Deus e pedirmos por eles perdão, somos restaurados à perfeita comunhão com Ele. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1:9).

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O Arrebatamento da Igreja - Parte - I

Arrebatamento 2

I.    INTRODUÇÃO

Quando usamos o termo “a vinda de Cristo”, estamos nos referindo à segunda aparição pessoal de Cristo. No livro de Atos, quando Jesus ascendeu ao céu, nos disse:

“Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir (Atos 1.10-11).

A segunda vinda do Senhor é então, o evento ao qual nós crentes em Cristo, esperamos com grande desejo, tal como faziam Paulo e Pedro, os demais apóstolos e os crentes da igreja primitiva. Neste dia seremos ressuscitados, transformados e vivificados.

A segunda vinda de Cristo é tão certa quanto à primeira. A Bíblia fala cerca de 845 vezes sobre o retorno de Jesus à terra. No Novo Testamento temos 318 predições sobre a volta de Cristo para buscar o Seu povo.

A segunda vinda será mais gloriosa no aspecto metafísico que a primeira. Na primeira vinda Ele veio redimir a alma (Ef 1.7; Cl 1.14), na segunda Ele virá restaurar o corpo (Rm 8.23).

Na primeira vinda Ele veio numa manjedoura (Lc 2.7), na segunda, virá em trono (Ap 20.11). Na primeira vinda Ele veio como criança (Is 9.6; Mt 2.8, 13), na segunda, virá como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16). Na primeira vinda Ele veio em carne (Jo 1.14; 1ª Jo 4.2), na segunda, virá em glória (Ap 19.11). Na primeira vinda Ele entrou em Jerusalém montado num jumentinho (Mt 21.7), na segunda, virá montado num cavalo branco (Ap 19.11). Na primeira vinda Ele veio instituir a Igreja (Mt 16.18), na segunda Ele virá buscar a Igreja (Jo 14.3; Ap 22.7).

Para todo o cristão convertido a Cristo o momento mais esperado de todos os dias de Sua vida, é que sem dúvida o dia do arrebatamento da Igreja, neste dia todo aquele que recebeu a Jesus Cristo como Salvador de sua alma irá encontrar-se com o Senhor nas nuvens, estando liberto para sempre de qualquer tipo de provação, dor, angústia, lágrimas, tristezas, problemas etc.

Quando voltar, o Senhor encontrará quatro grupos de pessoas na terra:

  • O primeiro grupo não sabe que Ele voltará, nunca ouviu falar de seu retorno, por isso não irá com Ele.
  • O segundo grupo sabe que Ele voltará, já ouviu falar sobre sua vinda, mas não acredita que virá e também não irá com Ele.
  • O terceiro grupo sabe que Ele virá, crê que voltará, mas não espera e de igual modo também não subirá com Ele.
  • O quarto grupo sabe que Ele virá, acredita que voltará, espera ansioso sua vinda e subirá com Ele.

II.             AS DUAS FASES DA VOLTA DE CRISTO

A segunda vinda de Jesus será em duas fases num espaço de sete anos. 

A vinda de Jesus dar-se-á em duas fases distintas:

  1. A primeira fase será invisível. Será para os cristãos ou para a Igreja (Noiva) de Jesus, que espera o seu Noivo, e será antes da grande tribulação.
  2. Segunda fase será visível. Será a manifestação de Cristo em Glória, acompanhado de seus santos (Igreja) e anjos, depois da grande tribulação.

A primeira fase chama-se arrebatamento, a segunda fase chama-se revelação. Na primeira fase Ele arrebatará a Igreja (1ª Ts 4.16-17), na segunda Ele vira com a Igreja (Ap 19.11; Zc 14.5b; 1ª Ts 3.13; Jd v.14). Na primeira fase Ele virá para a Igreja. A segunda é a volta dEle em glória; é a sua revelação pública; sua manifestação ou aparecimento visível a Israel e às demais nações. Na primeira fase Ele virá como estrela da manhã (Ap 22.16). Na segunda como sol de justiça (Ml 4.2). Na primeira fase Ele virá sobre as nuvens (1ª Ts 4.17), na segunda Ele descerá sobre o monte da Oliveiras (Zc 14.4). Na primeira fase o mundo não o verá (1ª Co 15.52). Na segunda fase todos o verão (Ap 1.7). Para Jesus vir com os Seus Santos (Jd 13; Zc 14.5) é mister que primeiro os tome para Si (Jo 14.3).

Entre o arrebatamento e a revelação de Jesus decorrerá um período de sete anos, conforme Apocalipse 11.3 e 13.5; Daniel 9.27. Estes sete anos corresponde a 70ª “semana de anos de Daniel 9.24, 27. É a semana de anos. É bíblica a expressão “semana de anos”, segundo Gênesis 29.27 e Levítico 25.8. Que os dias podem vir a significar anos vê-se em Ezequiel 4.7 (sobre este assunto veremos mais tarde).

Considerando as distintas manifestações de Jesus na sua primeira e segunda vinda, podemos dizer que:

a. Em Belém, Ele veio como o Messias Salvador do mundo.

b. Nos ares, Ele virá como o Noivo para a sua Igreja.

c. No monte das Oliveiras, Ele virá como Juiz e Rei, para julgar as nações e estabelecer o seu reino milenar.

Logo após Jesus arrebatar Sua igreja começará um período chamado de grande tribulação, esse período vai durar sete anos. Somente no final dos 7 anos é que o Senhor voltará com a Igreja para implantar o milênio e salvar os remanescente de Israel.

III.   A CONFIRMAÇÃO BÍBLICA DA VOLTA DE CRISTO

Já tivemos muitos eventos importantes na terra: a destruição dos seres humanos com o dilúvio, a destruição de duas cidades pecaminosas chamadas Sodoma e Gomorra e a redenção efetuada por Jesus no alto do Calvário. Todos esses eventos marcaram tremendamente a humanidade, porém, aguardamos agora um dos maiores eventos que irá abalar o mundo inteiro; a vinda do Senhor Jesus para buscar a Sua Igreja.

O Senhor Jesus confirmou o Arrebatamento (Jo 14.2-3; Mt 24-27; 1ª Co 15.23; Tt 2.13). O Senhor afirmou que voltaria com a Igreja para reinar no milênio (Mt 24.30; Ap 1.7; Mt 16.27). Os apóstolos afirmaram que Jesus voltaria (1ª Co 15.23; 1ª Co 1.7; 1ª Ts 4.16-18; 1ª Jo 2.28; Tg 5-7). Judas o Apóstolo também afirmou a vinda de Jesus (Judas v. 14). Os profetas do Antigo Testamento falaram da vinda do Senhor (Ml 3.1-5;Sl 24.7-10; Zc 14.4). Os anjos afirmaram que o Senhor voltaria (At 1-10-11). A ceia do Senhor é uma confirmação da volta de Cristo (1ª Co 11.23). Os sinais que ora se cumprem, segundo as profecias da Bíblia, atestam que Jesus virá (Mt 24.3).

Se as profecias da Bíblia não estivessem cumprindo-se em nossos dias, a nossa fé seria vã e sem esperança. Mas, damos graças Deus porque Ele é justo e fiel. Nada Ele faz sem primeiro comunicar aos seus servos. Porquanto temos a convicção de Sua volta e os que crêem na sua vinda e obedecem Sua Palavra não ficarão envergonhados. Amem!

IV.  PARA QUEM JESUS VIRÁ

Jesus virá para:

·         Só para a Igreja (Mt 25.6).

·         Levar Sua Igreja para Si (Jo 14.31ª Ts 1.10).

·         Consumar a Salvação dos Seus (Rm 13.11).

·         Glorificar os Seus (Ef 5.27; Rm 8.17).

·         Reconhecer publicamente os Seus (1ª Co 4.5).

·         Recompensar a todos os fieis (Mt 16.27).

·         Ser glorificado nos Seus (2ª Ts 1.10a.).

·         Ser admirado pelos Seus (2ª Ts 1.10b.)

·         Revelar mistérios que ora tanto nos intrigam (1ª Co 4.5).

V. O QUE É ARREBATAMENTO

A palavra arrebatamento, no contexto da escatologia cristã, é procedente do verbo grego harpazõ, e significa: Arrancar, levar, tirar por força ou violência; tirar algo com rapidez e de forma inesperada, urgência que Cristo irá tirar a Sua Igreja da terra.

O arrebatamento, por conseguinte, é retirada brusca, inesperada e sobrenatural da Igreja deste mundo, a fim de que seja transportada às regiões celestes, onde unir-se-á, eterna e plenamente, com o Senhor Jesus.

O arrebatamento da Igreja marca o início do chamado “O Dia de Cristo” (1ª Co 1.8; 2ª Co 1.14; Fp 1.6; 2ª Tm 4.8). Esse “dia” é relacionado com a Igreja, e vai do arrebatamento da à revelação de Cristo em glória. Este dia tem a ver com os galardões e bênçãos a serem recebidas pela Igreja por ocasião da Sua vinda. “O Dia do Senhor” ao contrário, associa-se com o julgamento das nações. O dia do Senhor não é para a Igreja, mas para os pecadores, incrédulos e judeus e começará após o arrebatamento da Igreja.

Em 2ª Tessalonicenses 2.2, a tradução correta é “dia do Senhor” (Senhor em maiúsculas), indicando “Jeová”, conforme o estabelecido internacionalmente pelos editores da Bíblia: Senhor = Jeová; Senhor = Adonai. A expressão “dia do SENHOR” abrange o mesmo período da vinda de Jesus com relação às nações gentílicas e Israel. Tem a ver com julgamento.

A Igreja será arrebatada ao encontro do Senhor, antes da grande tribulação, que é também denominada na Bíblia de “ira futura” (conf. Mt 3.7; 1ª Ts 1.10; Ap 6.16,17).

VI. PORQUE O ARREBATAMENTO

·         Para fazer diferença entre o justo e o injusto (Pv 11.8).

·         Para recompensar os justos por todo trabalho feito a Deus (Ap 22.12).

·         Para premiar os vitoriosos (p 3.5).

·         Para não deixar a Igreja na grande tribulação (1ª Ts 1.10; 5.9; Ap 6.16-17).

·         Para vencer a morte (1ª Co 15.51-54).

VII.   A EXTENSÃO DO ARREBATAMENTO

No sentido pleno, a vinda de Jesus abrange um período de 7 anos, compreendendo os três grupos de povos em que Deus mesmo divide a raça humana: Judeus, gentios, Igreja de Deus (1ª Co 10.32).

  1. Para a Igreja. Jesus virá como o Seu noivo celestial, a fim de levá-la para Sua glória.
  2. Para Israel. Jesus virá como Seu Messias, Salvador e libertador para introduzi-la no Milênio, o reino que sempre lhe prometeu (2º Sm 7.16; Mt 25.34).
  3. Para os Gentios. Jesus virá como Juiz e Senhor dos senhores, para julgá-los. Será então a Sua poderosa manifestação como Deus Forte, da profecia de Isaías 9.6.

VIII.    QUANDO SERÁ O ARREBATAMENTO

Só Deus é quem sabe o dia, a hora, o ano e os minutos que dar-se-á o grande dia de alegria para os salvos.

Ao transcrever o sermão profético de Nosso Senhor, o evangelista Marcos registra uma ênfase que todos deveríamos levar em consideração “Olhai, vigiai e orai”.

Por desconhecer a Palavra, muitos lideres espirituais marcaram a volta de Jesus. Hoje serve de advertência: não devemos especular com as coisas que Deus, em Sua inquestionável soberania reservou apenas para si. Jesus é claro na Sua Palavra quando diz em Mateus:

“Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu nem o Filho, mas unicamente meu Pai. Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que sua casa fosse arrombada. Por isso, estai vós apercebidos também, por que o Filho do Homem há de vir à hora que não pensais”. (Mt 24.36, 42, 43, 44).

“Estai de sobreaviso! Vigiai e orai! Não sabeis quando será o tempo Portanto, não sabeis quando virá o Senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã cedo. Se Ele vier inesperadamente, não vos encontre dormindo. O que vos digo, digo a todos: vigiai!” (Mc 13.35-37).

Jesus respondendo aos Seus discípulos quando estavam interrogando a respeito do futuro: “Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade” (At 1.7).

Devemos, portanto, estar cônscios em afirmar: “O dia nem a hora ninguém sabe”, mas uma coisa é certa: Jesus vem em breve!

Jesus virá antes que apareça o Anticristo.

“E agora, vós sabeis o que detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado Porque já o mistério da injustiça opera: somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e, então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo esplendor da sua vinda” (2ª Ts 2.6-8).

Esta passagem é de difícil interpretação, e não convém fazer especulações sobre o que não está revelado claramente. Mas vemos nela a reiteração de que a Igreja não estará sob o domínio do anticristo. Se o mistério da injustiça opera, por que o iníquo ainda não se manifestou? O que o detém? Quem o resiste? Quem será tirado da terra, para que ele tenha total liberdade até à esplendorosa vinda de Cristo? A única revelação que temos, retratada pelo próprio apóstolo Paulo é que o povo de Deus será tirado da terra, no aparecimento de Jesus Cristo (Tt 2.13,14; 1ª Ts 4.17). E, se é depois disso que será revelado o anticristo, então estamos diante de mais uma prova de que a Igreja não passará pela grande tribulação!

Enquanto a Igreja do Senhor Jesus não for tirada deste mundo, o homem do pecado, o anticristo não aparecerá. O que o detém é o Espírito Santo. Ele não retira a Sua onipresença, nem sua presença na terra durante a grande tribulação, mas encerra sua tarefa de reprimir o poder da injustiça. Quando aquele que o detém for tirado do meio, começará o Dia do Senhor. Satanás e o anticristo terão liberdade para levar o mundo ao caos.

IX.  COMO SERÁ A VINDA DE JESUS

1. Será uma descida do céu (Mt 24.30; At 1.11; 1ª Ts 4.16). Todos os textos afirmam que Jesus virá do céu, porque quando ressuscitou foi para o céu (Lc 24.51; Hb 4.14) e hoje está à direita do Pai (Rm 8.34) e é de lá que voltará.

2. Num abrir e fechar de olhos (1ª Co 15.52). Num momento (no gr. átomos), unidade indivisível do tempo.

3. Será repentinamente.

“Pois assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem” (Mt 24.27). Embora o povo esteja prevenido e até esperando o temporal, o relâmpago, contudo vem causando um espanto, uma surpresa. Assim também a vinda de Jesus. Embora os sinais estejam falando disto, Ele virá num momento quando ninguém pensa (Mt 24.44) ou espera (Mt 24.50) ou sabe (Mt 24.42).

O relâmpago aparece com uma velocidade inexplicável. A velocidade de um relâmpago é 70 milésimos de um segundo. Assim também Jesus na Sua vinda. Vira “num abrir e fechar de olhos” (1ª Co 15.52). Jesus vem num só instante, e quer encontrar o Seu povo preparado.

4. Será o mesmo horário no planeta (Lc 17.34-36). Em alguns lugares será:

Noite: Vv. 34 “Digo-vos que naquela noite estarão dois numa cama; um será tomado, e o outro será deixado”.

De madrugada: Vv. 35 “Duas estarão juntas, moendo; uma será tomada, e a outra será deixada”.

De dia: Vv. 36 “Dois estarão no campo; um será tomado, e o outro será deixado”.

Se forem 14 horas no Brasil, no Japão serão 2 horas da madrugada, em São Francisco, nos EUA, serão 9 horas da manhã. Em Londres 17 horas e em Moscou serão 19 horas.

O horário profético de Deus irá assinalar a meia noite, a hora de maior escuridão e trevas sobre a terra. Quando a vida torna-se insuportável neste mundo, o pecado estiver morando diante de sua porta, os valores morais deixarem de existir, quando o mundo estiver mergulhado na falência política, econômica, social e espiritual, quando não se tiverem condições de viver mais no mundo, aí então dar-se-á o arrebatamento e o Senhor virá buscar o seu povo, vamos esperar esse dia com muita oração e vigilância.

X. COMO VIRÁ JESUS

1. Jesus virá como ladrão. As ilustrações que a Bíblia trás a esse respeito são: como se fora um ladrão que te assalta (1ª Ts 5.2). O povo será tomado de surpresa. Acontecerá de forma e em momentos inesperados.

“Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti” (Ap 3.3).

A expressão ‘virei como um ladrão de noite’ (Ap 3.3.) e ‘virá como um ladrão de noite’ (2ª Pe 3.10) e as demais citações que contém esta expressão não significam que Jesus virá escondido sem que ninguém perceba. O ladrão não avisa a hora da noite em que vai arrombar a nossa porta e roubar a nossa casa, do mesmo modo Jesus não avisará a hora em que virá buscar Seu povo. Então, Ele pede que vigiemos para não sermos pegos de surpresa, porque será uma destruição total naquele dia. “Vigiemos, pois, para que este dia não nos surpreenda”.

Umas das bem-aventuranças, do apocalipse é endereçada, justamente, àqueles que se acham vigilantes: “Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não vejas as suas vergonhas” (Ap 16.15).

O Senhor Jesus virá inesperadamente, e surpreenderá a muitos que, ao invés de estarem vigiando, encontrar-se-ão com os cuidados desta vida e nos prazeres deste mundo.

2. O ladrão virá sem que seja observado. Assim virá Jesus. Ele desce até as nuvens, e ali encontrará com Sua Igreja (1ª Ts 4.16-17). Quando porém, está escrito em Apocalipse 1.7: “Eis quem vem com as nuvens, e todo olho o verá...”, não há contradição alguma, pois nesta palavra refere-se ao momento quando Jesus, depois da grande aflição, vier com a Sua Igreja e porá os pés no monte das Oliveiras (Zc 14.4).

3. O ladrão sempre leva algo de valor. O ladrão não vem ver o depósito de lixo ou cesta de papéis. Não, ele vem levar os tesouros, as jóias, etc. Assim também acontecerá na vinda de Jesus. Ele levará então as coisas de maior valor da terra. Deus falou do Seus servos que O temem, que serão para Ele o “seu particular tesouro (Mt 3.16-17). Então se vê, onde estão os verdadeiros valores do mundo. O mundo verá que aqueles crentes que oravam e cantavam louvores a Jesus, foram raptados porque eram na verdade as pessoas de maior valor para Deus.

4. O ladrão leva somente o que não lhe pertence. Mas Jesus, quando vier, somente virá “como ladrão”, mas Ele não é ladrão, pois só levará os que pertence a Ele (1ª Co 15.23), os que por Ele foram comprados por um bom preço (1ª Co 6.19-20), os que resgatou com o Seu próprio sangue (At 20.28). Como é bom ter a certeza que pertencemos a Jesus (Rm 8.16).

Continua – Parte II

O Arrebatamento da Igreja - Parte II

Arrebatamento 2

Continuação da Parte  I

XI. NO ARREBATAMENTO HAVERÁ OS SEGUINTES EVENTOS

“Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor (1ª Ts 4.16-17).

Na 1ª fase de Sua vinda para dar-se o arrebatamento, o Senhor virá até as nuvens em grande velocidade de forma secreta (Mt 24-27), como a velocidade do relâmpago.

De acordo com a primeira Epístola de Paulo aos Tessalonicenses, o arrebatamento da Igreja de Cristo dar-se-á da seguinte forma:

1. O próprio Senhor Jesus Cristo.

“Porque o mesmo Senhor… descerá do céu” (v. 16). O apostolo Paulo da ênfase ao senhorio de Jesus conquistado no Calvário quando diz: “o mesmo Senhor”. Os vivos em Cristo e os mortos salvos receberão a ordem de comando do próprio Senhor Jesus Cristo.

2. Voz do arcanjo. Ressoada a trombeta de Deus, descerá o Senhor Jesus dos céus com alarido e com voz de arcanjo (1ª Ts 4.16), Ele vem com Seu eficaz poder (Fl 3.20-21).

A tradução do texto diverge na forma, mas não anula o fato conforme está escrito: “à voz do arcanjo” ou “com voz de arcanjo” (v. 16). O texto de Daniel indica que o arcanjo Miguel participará do evento da segunda vinda de Cristo (Dn 12.1), mui especialmente da segunda fase quando Cristo, rodeado de exércitos celestiais, descerá sobre a terra, no monte das Oliveiras (Zc 14.3,4; Ap 1.6,7). Porém no evento do arrebatamento da Igreja, a participação do arcanjo será efetuada pela voz de comando e chamamento, a qual será ouvida apenas pelos remidos.

3. Os mortos em Cristo.

Naquele dia, quando o Senhor voltar para o arrebatamento, os mortos em Cristo ouvirão a voz de chamamento da trombeta do Senhor pelo arcanjo, e “num abrir e fechar de olhos” (1 Co 15.51-52), estarão na presença do Senhor nos ares, com corpos glorificados. A palavra “mortos” diz respeito aos santos que ressuscitarão com corpos transformados em corpo espiritual (soma pneumatikon), enquanto que, os corpos dos ímpios permanecerão em suas sepulturas ate o dia do Juízo Final (Ap 20.12). Assim como Cristo ressuscitou corporalmente, também, os crentes salvos ressuscitarão corporalmente (Lc 24.39; At 7.55,56).

4. Transformação dos vivos.

Os que estivermos vivos seremos transformados, arrebatados e levados todos ao encontro do Senhor “nos arres” (v. .17). Este poder abrange “duma extremidade a outra”. Onde estiver um crente seja no sepulcro ou vivo, até ali chegará o poder de Deus, para arrebatá-los. O Senhor Jesus que não será visto pelos habitantes da terra, estará nos ares, um espaço acima das nuvens, esperando a Sua Igreja.

5. O encontro com o Senhor nos ares.

Nenhum escritor ou artista, por mais hábil, jamais poderá imaginar e avaliar a grandeza do cenário que envolverá o encontro da Igreja, a “noiva do Cordeiro”, Jesus Cristo nosso Salvador. A idéia do crente ser por Deus arrebatado não é nova (Ez 3.12, 14; Hb 11.15; At 8.39-40).

6. Num corpo incorruptível. A Igreja será transformada e revestidos da eternidade e arrebatados “E assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem celestial. A carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus. Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados. Pois a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Pois convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade” (1ª Co 15.49-53). Corpo como dos anjos (Mt 22.30). Semelhante ao do Cristo ressurreto (1ª Jo 3.26). Livres de limitações terrenas (Jo 20.19). Num corpo de glória (espiritual) não precisamos de portas para entrar, pode estar tudo fechado. Assim Jesus entrou, assim nós também seremos.

7. Será um dia como os outros. Muitos dos remidos do Senhor estarão envolvidos na Sua seara e em oração, outros trabalhando normalmente misturados com os ímpios, outros estarão nas igrejas, outros viajando, alguns andando pelas ruas, alguns dormindo por causa do fuso horário, enfim, será um dia que todos nós estaremos ocupados com alguma coisa e vai ser bem nesta hora que ninguém estiver esperando que será dada à ordem do Senhor de tocar a trombeta do arrebatamento.

Esse encontro de ressuscitados e transformados nas nuvens, será um dos mais belos e alegres eventos. Será de maneira gloriosa com muito poder e alegria, pois veremos o Senhor que tanto amamos. A partir daí, pela ordem do Senhor, todos juntos, subirão ao encontro dEle nos ares, quando tomarão o seu destino que é o céu. Acabam-se sofrimento, angústia, tristeza, choro, hipocrisias, frio, calor, perigos etc. Agora estamos plenamente seguros nas mãos de Cristo. E quem nos arrebatará das Suas santas mãos?

O evento constituir-se-á num dos maiores milagres de todos os tempos, por abranger, de maneira simultaneamente, diversos fatos que ultrapassam todos os procedentes históricos do conhecimento humano.

XII.  A IGREJA NÃO SERÁ SURPREENDIDA

1. Deus revelara que Elias seria arrebatado. O Espírito de Deus revelara a Elias (2º Rs 2.3-9), a Eliseu (2º Rs 2.3-5) e aos profetas (2º Rs 2.3-5) que Elias seria arrebatado. Podiam dizer: “eu sei”. O aviso do Espírito Santo foi muito claro, pois um acontecimento como este, não era conhecido antes, mas todos entenderam nitidamente o que estava por acontecer.

Elias sabia que seria arrebatado, mas nem para Eliseu ele podia avisar a hora exata, mas somente que ficasse na expectativa (2º Rs 2.10). Porém ele estava esperando, preparado para qualquer momento subir. Assim também será absolutamente impossível sondar ou descobrir o dia em que Jesus há de voltar nas nuvens (Mc 13.32).

Elias vivia sempre preparado e não carecia de um tempo para um especial preparo, pois para ele o serviço a Deus era a expressão de uma vida em íntima comunhão com Deus. Assim podemos nós também esperar Jesus trabalhando e cuidando dos nossos deveres. Jesus falou dos que serão levados na Sua vinda, que uns estarão no campo, outros estarão moendo e outros dormindo na cama (Lc 17.34-36). Ele disse também que devemos fazer as obras daquele que nos enviou enquanto é dia (Jo 9.4). Quando Ele ensinava através da parábola, a respeito do Senhor que dava minas para que os seus servos negociassem com elas, disse: “Negociai até que eu venha...” (Lc 19.13).

2. O arrebatamento de Elias. Enquanto Elias e Eliseu estavam “andando e falando”, veio um carro de fogo e cavalos de fogo (2º Rs 2.11) e os levou. O Senhor tem muitos carros (Sl 68.17), que são seres espirituais para arrebatarem o profeta Elias (ver também: Ez 1.1-28; 10.122).

3. Elias é um tipo da Igreja. Assim como o Espírito Santo fez Simeão chegar para o lugar onde Jesus estava, na Sua primeira vinda (Lc 2.25-29), assim também Ele nos fará subir para o encontro com Jesus na Sua segunda vinda. Seremos arrebatados (1ª Ts 4.16) para o encontro com Jesus (1ª Ts 4.17), assim como foi o profeta Elias. Teremos então alcançado o fim da nossa fé, a completude de nossa salvação (1ª Pe 1.9). Amem!

4. O arrebatamento antes da Tribulação. Paulo prescreve a igreja tessalônica dizendo: “Mas, irmãos, acerca dos tempos e das épocas, não necessitais de que se vos escreva. Pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite. Mas vós, irmãos, já não estais nas trevas, para que esse dia vos surpreenda como um ladrão. Todos vós sois filhos da luz, e filhos do dia. Nós não somos da noite, nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios. Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação;” (1ª Ts 5.1-2; 4-6, 8).

O dia do Senhor que Paulo refere-se aqui, é o “Dia do Senhor”, o dia da ira e do julgamento que serão derramados sobre o mundo durante a grande tribulação.

“Pois vós...” (os crentes) os filhos da luz os quais não serão surpreendidos por este dia. No evangelho segundo joão Jesus diz: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue nunca andará na escuridão, mas terá a luz da vida” (João 8.12). Quem estiver ligado a Ele não está em trevas, ou seja, estamos com Ele na luz aguardando a sua volta  que nos livra da ira futura (1ª Ts 1.10).

5. O Espírito Santo é quem nos avisará. “É como se um homem, que, partindo para longe deixasse sua casa, desse autoridade aos seus servos, a cada um a sua obra, e mandasse ao porteiro que vigiasse” (Mc 13.34).

“... desse autoridade aos seus servos” Os servos somos nós a Igreja que servimos o nosso Senhor Jesus aqui nesta terra. O porteiro é o Espírito Santo. Ele é o sentinela que vai anunciar a chegada do Noivo: “Mas, à meia-noite ouviu-se um grito: Aí vem o noivo, saí ao seu encontro” (Mt 25.6). Esse grande personagem que diz: “Aí vem o noivo, saí ao encontro”, é o Espírito Santo de Deus, é Ele quem convence homem do pecado e do juízo, é o nosso penhor e quem adorna a Noiva para Seu Noivo.

XIII.  QUEM SERÁ LEVADO NO DIA DO ARREBATAMENTO?

Deus não está preso em dominação. A Bíblia declara que: “Ele veio purificar para si um povo especial, zeloso e de boas obras” (Tt 2.14).

1. Os que nasceram de novo. “Em verdade em verdade te digo que quem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3).

O novo nascimento é uma transformação de vida e de mente (Rm 12.1-2). Só vai subir quem nasceu de novo, e vive uma vida de testemunho e luta pelo Reino de Deus na Terra.

Aqueles que nasceram de novo, arrependeram-se de seus pecados e esperam a volta de Cristo com certeza subiram ao encontro do Senhor Jesus.

2. Os que esperam Jesus.

“Assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez, para levar os pecados de muitos, aparecerá a segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação” (Hb 9.28). Na parábola das 10 virgens Jesus diz: “Chegou o noivo. As virgens que estavam preparadas entravam com Ele para as bodas. E fechou-se a porta” (Mt 25.10).

3. Os que ouviram a Palavra do Senhor e creram (Jo 5.24-29).

4. Os que confessaram a fé em Jesus Cristo (Rm 10.9-13).

5. Os que lavaram as vestiduras no sangue do Cordeiro (Ap 22.14).

6. Os que amaram a vinda de Cristo (2ª Tm 4.8; Ct 8.14).

XIV.  QUEM VAI FICAR NO DIA DO ARREBATAMENTO

Os que ouviram, mas não creram (incrédulos), os infiéis, os ateus, todos os que praticaram o pecado. Aqueles que andaram segundo as paixões carnais:

“Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo” (1ª João 2.16).

Concupiscência da carne: Qualquer pecado e desejo da carne: paixões carnais, imoralidades, glutonaria, bebedice, materialismo manifesto pelos prazeres extravagantes, pelos sentimentos, pelo endeusamento das gratificações mundanas e perversas (Gl 5.19-21; 1ª Co 6.9-10).

Concupiscência dos olhos: Cobiça, avidez, ambição desenfreada por riquezas, desejo incontido por aquilo que vê, convicto que ficará plenamente satisfeito quando tiver o objeto da sua avareza, sendo isso um engano.

Soberba da vida: Arrogância de viver, orgulho, jactância, insolência, presunção; o homem que pensa e fala muito de si mesmo e seus bens e benefícios, suas riquezas, seus feitos, sendo estes quase sempre falatórios e exageros seus; um petulante convencido e vaidoso.

No livro do Apocalipse o apóstolo João ao encerrar o livro das revelações para o fim diz: “Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, aos homicidas, e aos fornicários, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte no lago de fogo e enxofre, que é a segunda morte” (Ap 21.8). “Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo aquele que ama e comete a mentira” (Ap 22.15).

1.      O que vai ficar no dia do arrebatamento.

As vestes materiais dos salvos (Ap 19.7-8). Bens materiais dos crentes (santos). Os templos e casas de oração, casas de moradia, carros e tudo o que a igreja precisou usar neste mundo.

X.     O QUE ACONTECERÁ NA TERRA APÓS O ARREBATAMENTO

Com o arrebatamento da Igreja, que será a qualquer momento, terminará na terra o dia da graça de Deus, quando densas trevas do mal cobrirão o mundo (Sf 1.14-17). Então iniciará a grande tribulação que será um período de sete anos, que refere-se a última semana da revelação de Daniel sobre as setenta semanas quando o profeta estava no cativeiro Babilônico.

Após o arrebatamento o mundo ficará em confusão e colapso. Entrará um grande desespero no mundo pelo fato de desaparecerem os parentes, haverá desastres dos mais terríveis, haverá aviões e automóveis descontrolados, os metrôs ficarão sem maquinistas, o colapso será de ordem mundial, o povo correrá pelas ruas como loucos arrancando os cabelos, a notícia será dada através de rádios e televisão, todos os meios de comunicação serão usados para dar a última notícia. O terror, o medo, toma conta de todos. Muitas indústrias ficarão fechadas e prejudicadas pelo fato de estarem faltando muitos de seus funcionários.

A terra entrará em pânico total com o desaparecimento dos filhos de Deus, e em meio a desordem surgirá um ser que aparentemente solucionará os problemas mundiais trazendo a falsa paz para o mundo. Apostasia total e generalizada entre os homens (2ª Ts 2.3). Retorno total dos judeus à sua terra (Is 11.11-12; Os 3.5). Reconstrução do templo de Jerusalém, o qual será destruído pelo Anticristo, durante a grande tribulação, ao ser-lhe recusada adoração pelos judeus (2ª Ts 2.4; Ml 24.15; Ap 11.1-2).

Após a Igreja ser arrebatada, começará na terra um período de sofrimento e de assolação, conhecido como GRANDE TRIBULAÇÃO.

Pr. Elias Ribas

Pb. João Placoná

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Você está pensando em desistir?

não desista

Enganamos-nos quando pensamos que a vida de um seguidor de Cristo é fácil, em tempo algum, muitos pregadores da palavra tendem a mesclar o evangelho a seu bel prazer, e, termina embutido na mente das pessoas que seguir a Jesus é ter uma vida em regalia aqui na terra, isto nada mais que um pseudo.

Se observarmos com cuidado, iremos perceber que a palavra do Senhor nos ensina ao contrário, quando Jesus disse que no mundo teríamos aflições, Ele nos deixou claro que iremos passar por momentos difíceis, momentos cruciais e decisivos.

Para ouvir esta mensagem, clique aqui:

https://soundcloud.com/pb-joao-placona/voce-esta-pensando-em-desistir

Fique na paz do Senhor!

Pb. João Placoná – Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra, Palestrante e Articulista.