segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O Caráter Cristão

Vivemos numa época em que os valores estão sendo descartados dia-a-dia. A sociedade tem andado num ritmo acelerado de inversão de valores a ponto de não nos espantarmos mais com a infinidade de absurdos que nos são comunicados.

O mundo tenta impor, através de diversos meios, que Deus, a família, a igreja, o bom caráter e a moral não são relevantes ou necessários.

Nesta sociedade relativista, o valor absoluto das coisas se perdeu, e cada qual cria seu próprio mundo, sua própria cosmovisão.

Desta forma, os valores que o cristianismo apregoa são considerados por muitos como falidos e ultrapassados.

Valores estranhos que outrora não faziam parte da realidade da igreja passam a ser tolerados.

A igreja que antes era caracterizada por andar na contramão dos valores materialistas tem se deixado levar por modismos e novidades que passam a moldar seu “novo” jeito de ser.

Neste ritmo, já não podemos brilhar como luz do mundo e nem temperar como sal da terra.

Neste ritmo, a moral e o bom caráter não têm um valor tão intenso como deveria ter.

Não importa se a igreja faz a diferença no meio em que está inserida, em sua comunidade, mas o que importa é ser numérica, mesmo que não tenha qualidade.

O objetivo deste estudo é definir e apresentar uma proposta para trazer para a aplicação pessoal a essência do caráter cristão, entendendo como ele é formado, quais são seus valores, suas virtudes. Veremos como isso faz toda diferença.

Definição

Segundo o Dicionário Aurélio, caráter é definido por: “qualidade inerente a uma pessoa, animal ou coisa; o que os distingue de outra pessoa, animal ou coisa; o conjunto dos traços particulares, o modo de ser de um indivíduo, ou de um grupo; índole, natureza, temperamento”.

Caráter é algo que vai sendo formado e impresso com o tempo em nosso interior, uma verdadeira marca.

O caráter de cada qual não é formado do dia para noite. É um processo gradual que está relacionado a um amplo conjunto de fatores que influenciam na formação de cada um.

Meios como TV, internet, família, religião, infância, desprazeres, decepções, alegrias, enfim, uma gama variada de fatores influencia na formação do caráter de cada indivíduo. Desde o berço.

O caráter cristão – formação, influências e virtudes

Assim como o caráter de cada indivíduo é formado desde o berço, nosso caráter cristão também passa a ser moldado desde o primeiro passo de nossa caminhada com Cristo (Jo 1.12; 3.3).

Os valores do Reino de Deus passam a ser impressos em nós, para que verdadeiramente possamos ser seguidores de Jesus Cristo genuinamente.

Deus usa de muitos meios e formas para que o caráter de seus filhos seja formado, mas sem dúvida alguma, o principal fator de influência é o agir da Palavra dEle na vida de cada um, bem como o consolo e direção que o Espírito Santo dá aos Seus (Ef 1.13).

Afinal, o que pode ser considerado como um caráter cristão? Podemos relacionar alguns pontos, que evidentemente, não serão os únicos:

1) Não se trata apenas de bons valores morais

Apesar de o cristianismo carregar implicitamente um forte viés moral – pois a Bíblia nos dá parâmetros morais – o caráter cristão não está repousando apenas sobre o fato de ser “bom”.

A boa moral está contida, mas de modo algum é o todo. Cada um de nós pode dar exemplos de pessoas que confessam ser cristãs, mas que não são bons exemplos de conduta digna, bem como pessoas não cristãs que são cidadãos de bem.

2) O cristão genuinamente bíblico admite suas falhas

Cada um de nós, sem exceção, é um pecador (Rm 3.23). Todos temos o pecado dentro de nós, e isso produz limitações e consequentemente falhas.

A virtude do cristão de caráter é ser transparente, é ter dignidade suficiente para admitir que é limitado e que depende completamente da misericórdia e graça do Senhor.

3) O caráter moldado cria controle

Quando nosso caráter entra em fase de maturidade, conseguiremos controlar situações que de algum modo podem manchar a marca de Jesus em nós, afetando nosso testemunho cristão.

Neste ponto de plenitude, não haverá espaço para amargura, ira, discórdia, egoísmo, arrogância, discussões, facções.

Apesar de – eventualmente – tais coisas ocorrerem, precisam ser enfrentadas e enfraquecidas.

Nosso ser por completo, mente, atitude, palavras, precisa ser um meio de culto e adoração permanente (Mc 12.30; Gl 5.22).

Com tal caráter formado em nós, passaremos a frutificar em atitudes que atestam que somos de Deus e temos Sua Palavra em nossas vidas. Passamos a frutificar em virtudes, como: 

Autocontrole: - Manter nossos pensamentos, palavras, ações e atitudes em constante obediência para beneficiar os outros;

Coração puro: - Ser livre de impurezas no altar – no coração. Relacionamento constante com Deus e com a Sua presença, nos limpando genuinamente daquilo que nos separa dEle;

Generosidade: - Perceber que tudo que temos pertence a Deus e dar generosamente para beneficiar os outros;

Humildade: - Ninguém é autossuficiente. Vaidade e soberba não devem encontrar espaço no coração do cristão; tais coisas devem ser banidas de nosso meio! Somos um corpo e dependemos uns dos outros;

Imparcialidade: - Trataremos a todos – seja quem for – de modo único, sem acepção de pessoas. Seremos justos com as pessoas, independente de afinidade, sejam amigos, parentes, irmãos, parceiros de caminhada;

Lealdade: - Usar os tempos difíceis para demonstrarmos nosso comprometimento com os outros ou com o que é correto;

Mansidão: - Serenidade. Ser manso, não permitindo que disputas e discórdias tomem conta. Gentil, sensível e paciente com todos;

Misericórdia: - Compaixão pela dor, “pela miséria do coração” alheio. Entender que nosso próximo pode passar por lutas, dores, infelicidades extremas. Experimentar e participar do sofrimento alheio;

Perdão: - Não guardar rancor das pessoas que nos enganaram;

Prontidão: - Ter plena consciência dos acontecimentos que ocorrem à nossa volta, para reagirmos adequadamente;

Pureza: - Vida separada – santificação – para o Senhor. Uma vida distinta num mundo corrupto;

Responsabilidade: - Saber e fazer o que é esperado de nós;

Sem fingimento: - É prazer pela verdade. Não existe espaço para máscaras e ânimo duplo;

Santidade: - Não ter imperfeições.

Hoje, considere como você pode implantar cada vez mais estas qualidades de caráter em sua vida, para a glória de Deus.

Nosso Andar Diário

www.napec.org/

Pb. João Placoná

terça-feira, 14 de outubro de 2014

A Salvação é Eterna ou Provisória? –Áudio

salvacao eterna provisoria

A SALVAÇÃO É ETERNA OU PROVISÓRIA?

Atendendo a dezenas de pedidos, transformei em Áudio, o texto deste ensinamento.

Assim você poderá ouví-lo, além de lê-lo.

https://soundcloud.com/pb-joao-placona/a-salvacao-e-eterna-ou-provisoria

Continue na paz do Senhor!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A Salvação é Eterna ou Provisória?

Quando afirmamos que um salvo não perde sua salvação, estamos considerando o salvo como alguém regenerado, que nasceu de novo pelo poder do Espírito Santo.

“Então quer dizer que se eu abandonar a fé e ‘cair no mundão’, ainda assim, serei salvo?”

Pergunto a você, leitor: Será que uma pessoa assim, que “cai no mundão” e permanece no mundão, realmente nasceu de novo?

Será que ela foi regenerada pelo poder do Espírito Santo? Será que nela habita o Espírito de Deus, que nos guia a toda verdade? (Jo 16:13).

Espero ser a sua resposta: “Obviamente, não!”

Há muitas pessoas que iniciam uma vida na igreja, prestam cultos, participam das atividades da igreja, muitas delas são batizadas, participam da ceia, são até tidas como “uma bênção”, mas passado algum tempo elas se desviam dos caminhos de Deus, apostatam da fé e perecem no pecado.

Será que essas pessoas foram verdadeiramente convertidas? Convertidas do pecado vivendo na prática do pecado, isto é possível?

O apóstolo João nos dá a resposta: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” (1 João 3:9).

Aqueles que nasceram de Deus, de acordo com o apóstolo inspirado, não podem viver na prática do pecado. Logo, segue-se que aqueles que abandonaram a fé, “caíram no mundão” e permanecem no pecado não foram nascidos de Deus, nunca foram regenerados; eles fazem parte do joio e estiveram por um tempo em meio ao trigo, em meio à igreja.

Para elucidarmos de vez esse assunto, vamos agora discorrer sobre cada um dos tópicos:

Um cristão pode perder a salvação?

Uma vez salvo, sempre salvo?

O que dizer de um desviado? Ainda é salvo?

O que dizer de uma pessoa que nega a Cristo?

Então, já que aceitei a Jesus, posso ter certeza absoluta da minha salvação?

Iniciemos, portanto:

Um cristão pode perder a salvação?

Primeiramente o termo “cristão” precisa ser definido. Um “cristão” não é uma pessoa que fez uma oração, foi para a frente do santuário ou cresceu em uma família cristã. Embora cada uma dessas coisas possa fazer parte da experiência cristã, não é isso o que “faz” um cristão.

Um cristão é alguém que recebeu a Cristo através da fé e confiou nEle como o seu único Salvador (João 3:16; Atos 16:31; Efésios 2:8-9).

Então, com essa definição em mente, pode um cristão perder a salvação?

Talvez o melhor jeito de responder a essa pergunta tão crucial seja examinar o que a Bíblia diz que acontece no momento da salvação e estudar o que perder a salvação significaria.

Aqui são alguns exemplos:

Um cristão é uma nova criação

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; {criatura; ou criação} as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5:17).

Esse versículo está falando de uma pessoa se tornando uma criatura completamente nova como resultado de estar “em Cristo”.

Para um cristão perder salvação, a nova criação teria que ser cancelada e revertida.

Um cristão é redimido

“sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula” (1 Pedro 1:18-19).

A palavra “redimido” (resgatado) se refere a uma compra sendo feita, um preço sendo pago.

Para um cristão perder a salvação, Deus mesmo teria que voltar a trás a Sua compra pela qual pagou com o precioso sangue de Cristo.

Um cristão é justificado

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1).

“Justificar” significa “declarar justo”. Todo aquele que recebe a Jesus como Salvador é “declarado justo” por Deus.

Para um cristão perder salvação, Deus teria que voltar com a Sua palavra e “des-declarar” o que tinha previamente declarado.

Um cristão tem a promessa da vida eterna. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

A vida eterna é uma promessa de eternidade (para sempre) com Deus no Céu.

Deus promete: “acredite e você terá vida eterna”.

Para um cristão perder salvação, a vida eterna teria que ser retirada. Se um cristão tem a promessa de que viverá para sempre, como então Deus pode quebrar essa promessa e retirar a vida eterna?

Um cristão tem a garantia da glorificação

“E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Romanos 8:30).

Como aprendemos em Romanos 5:1, a justificação é declarada no momento de fé.

De acordo com Romanos 8:30, a glorificação é garantida a todos que Deus justifica.

Esse termo se refere a um cristão recebendo um corpo de ressurreição perfeito no Céu.

Se um cristão puder perder a salvação, então Romanos 8:30 está errado porque Deus não pode garantir a glorificação para todo aquele que Ele predestinou, chamou e justificou.

Muitas outras ilustrações do que ocorre no momento de salvação podem ser compartilhadas. Até essas poucas que compartilhamos, no entanto, deixam bem claro que um cristão não pode perder a sua salvação.

A maioria, se não tudo, do que a Bíblia diz que acontece com uma pessoa quando ela recebe a Jesus Cristo como Salvador seria eliminado se a salvação pudesse ser perdida.

A salvação não pode ser revertida. Um cristão não pode deixar de ser uma nova criatura.

A redenção não pode ser desfeita. A vida eterna não pode ser perdida e ainda ser considerada eterna.

Se um cristão pudesse perder a salvação, Deus teria que voltar com Sua palavra e mudar de ideia – duas coisas que a Bíblia diz que Deus nunca faz.

As objeções mais frequentes à crença de que um cristão não pode perder a salvação são as seguintes:

(1) o que dizer sobre aqueles que são cristãos e estão vivendo continuamente em um estilo de vida imoral? – e –

(2) o que dizer daqueles que são cristãos mas no futuro chegam a rejeitar a fé e negar a Cristo?

O problema com essas duas objeções é a suposição “são cristãos”.

(1) A Bíblia diz que um cristão verdadeiro não vai viver continuamente em um estilo de vida imoral (1 João 3:6).

(2) A Bíblia declara que qualquer um que abandone a fé está demonstrando que ele/ela nunca foi um cristão verdadeiro (1 João 2:19).

Não, um cristão não pode perder a salvação. Nada pode separar um cristão do amor de Deus (Romanos 8:38-39).

Nada pode remover um cristão da mão de Deus (João 10:28-29).

Deus está disposto e é capaz de garantir e manter a salvação que nos prometeu. Judas 24-25: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!”

Bem, sendo assim, podemos entender que:

Uma vez salvo, sempre salvo?

Quando as pessoas conhecem a Cristo como seu Salvador, são trazidas a um relacionamento com Deus que garante que sua salvação seja eternamente assegurada.

Inúmeras passagens da Escritura declaram tal fato:

(a) Romanos 8:30 diz: “E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.”

Este verso nos diz que a partir do momento que Deus nos escolhe, é como se fôssemos glorificados na Sua presença no céu.

Não há nada que possa impedir um crente de um dia ser glorificado porque Deus já assim determinou no céu. Uma vez justificado, a salvação é garantida – a pessoa está garantida, como se ela já estivesse glorificada no céu.

(b) Paulo faz duas perguntas cruciais em Romanos 8:33-34: “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.”

Quem tentará acusar o escolhido de Deus? Ninguém, porque Cristo é nosso defensor. Quem nos condenará? Ninguém, porque Cristo, o que morreu por nós, é o que condena. Temos como Salvador aquele que é defensor e juiz.

(c) Os crentes nasceram de novo (foram regenerados) no momento em que creram (João 3:3; Tito 3:5).

Para que um cristão perdesse a salvação, teria que ser não-regenerado.

A Bíblia não nos dá evidências de que o novo nascimento possa ser revertido.

(d) O Espírito Santo habita em todos os crentes (João 14:17; Romanos 8:9) e batiza todos os crentes no Corpo de Cristo (I Coríntios 12:13). Para que um crente perdesse a salvação, teria que ser “não habitado” e desconectado do Corpo de Cristo.

(e) João 3:15 afirma que todo aquele que crer em Jesus Cristo “terá a vida eterna”. Se você crê em Cristo hoje e tem vida eterna, mas a perder amanhã, então esta jamais foi “eterna”.

Então, nesse caso, se você perdesse a salvação, as promessas de vida eterna na Bíblia seriam falsas.

(f) Como prova definitiva, creio que a Escritura explica melhor por si só: “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:38-39).

Lembre-se que o mesmo Deus que salvou você é o mesmo Deus que o manterá salvo.

Uma vez salvos, sempre salvos. Nossa salvação, definitivamente, está garantida para sempre.

Mas,

O que dizer de um desviado? Ainda é salvo?

Esta é uma questão que tem sido debatida incessantemente ao longo dos anos.

A palavra "desviado" (ou "aquele que comete deslize") não aparece no Novo Testamento e é usada no Antigo Testamento principalmente para Israel.

Os judeus, apesar de serem o povo escolhido de Deus, continuamente viraram-lhe as costas e se rebelaram contra a Sua Palavra (Jeremias 8:9).

É por isso que eram forçados a continuamente oferecer sacrifícios pelo pecado a fim de restaurar o seu relacionamento com o Deus a quem tinham ofendido.

O cristão, no entanto, tem a seu favor o sacrifício perfeito e definitivo de Cristo e não mais precisa oferecer sacrifícios pelo seu pecado.

O próprio Deus obteve a nossa salvação para nós (2 Coríntios 5:21) e porque somos salvos por Ele, um verdadeiro cristão não pode se desviar sem voltar.

Os cristãos pecam (1 João 1:8), mas a vida cristã não deve ser caracterizada por uma vida de pecado.

Os fiéis são novas criaturas (2 Coríntios 5:17).

Temos o Espírito Santo que produz bons frutos vivendo dentro de nós (Gálatas 5:22-23).

A vida cristã deve ser uma vida transformada. Os cristãos são perdoados independentemente de quantas vezes pequem, mas ao mesmo tempo devem viver uma vida cada vez mais santa na medida em que crescem mais perto de Deus e mais como Cristo.

Devemos ter sérias dúvidas sobre uma pessoa que afirma ser um crente, mas continua a viver uma vida que diz o contrário.

Sim, um verdadeiro cristão que cai em pecado temporariamente ainda é salvo, mas, por outro lado, uma pessoa que vive uma vida controlada pelo pecado não é um cristão verdadeiro.

Então:

O que dizer de uma pessoa que nega a Cristo?

A Bíblia nos diz que se uma pessoa nega a Cristo, então ela nunca verdadeiramente o conheceu. "Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós" (1 João 2:19).

Uma pessoa que rejeita a Cristo e vira as costas para a fé está demonstrando que nunca pertenceu a Cristo. Aqueles que pertencem a Cristo permanecem com Cristo.

Aqueles que renunciam a sua fé nunca tiveram fé verdadeira. "Esta palavra é digna de confiança: Se morremos com ele, com ele também viveremos; se perseveramos, com ele também reinaremos. Se o negamos, ele também nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo" (2 Timóteo 2:11-13).

Tudo bem!

Então, já que aceitei a Jesus, posso ter certeza absoluta da minha salvação?

Medite em I João 5:11-13: “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus.”

Quem é este que tem o Filho? Aqueles que nEle creram e aceitaram (João 1:12).

Se você tem Jesus, você tem vida. Vida eterna. Não temporária, mas eterna.

Deus quer que tenhamos a certeza absoluta de nossa salvação. Não podemos viver nossa vida cristã nos perguntando e nos preocupando a cada dia se realmente somos salvos.

É por isso que a Bíblia coloca o plano de salvação de forma tão clara. Creia em Jesus Cristo e você será salvo (João 3:16; Atos 16:31).

Você crê que Jesus é o Salvador, que Ele morreu para pagar o preço por seus pecados (Romanos 5:8; II Coríntios 5:21)?

Você confia somente nEle para a salvação?

Se sua resposta for sim, você é salvo!

Certeza absoluta significa “além de toda e qualquer dúvida”. Ao levar a sério a Palavra de Deus, você pode saber “além de toda e qualquer dúvida” o fato e realidade de sua eterna salvação.

O próprio Jesus declara a respeito de todos os que nEle crerem: “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai” (João 10:28-29).

Mais uma vez, isto enfatiza o “eterno”. Vida eterna é simplesmente isto: eterna.

Não há ninguém, nem mesmo você, que possa arrancar de si próprio a salvação, o dom de Deus em Cristo.

Memorize estas passagens.

Devemos esconder a Palavra de Deus em nossos corações para não pecarmos contra Ele (Salmos 119:11), e isto inclui o pecado da dúvida.

Alegre-se no que diz a você a palavra de Deus, que ao invés da dúvida, vivamos com confiança!

Podemos ter certeza absoluta, vinda da própria Palavra de Cristo, de que a condição de nossa salvação, uma vez garantida, nunca será questionada.

Nossa certeza absoluta é baseada no amor de Deus por nós através de Jesus Cristo. Judas 1:24-25 diz: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória. Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém.”

Para conclusão deste estudo recorremos ao site: www.gotquestions.org/portugues/

Pb. João Placoná

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Por que os Cristãos combatem o Espiritismo?

Espiritismo etc

Durante milhares de anos, e em várias partes do mundo, milhões de pessoas têm buscado revelações especiais, tentando contatar os mortos.

Há alguns que creem firmemente que os mortos retornam para avisá-los de perigos, ou para guiá-los em suas vidas e decisões, ou para assombrá-los e ameaçá-los.

Muitas pessoas procuram médiuns que alegam facilitar seu contato com os seus familiares mortos.

Todos os esforços para comunicar com os mortos, sejam diretamente ou através de médiuns, são contra a vontade de Deus e resultarão em condenação.

A necromancia, ou comunicação com os mortos, foi explicitamente proibida juntamente com várias outras falsas práticas religiosas, quando os israelitas foram resgatados da escravidão egípcia (Deuteronômio 18:9-14). Vejamos:

“9 Quando entrares na terra que o SENHOR, teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos.

10 Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;

11 nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos;

12 pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, os lança de diante de ti.

13 Perfeito serás para com o SENHOR, teu Deus.

14 Porque estas nações que hás de possuir ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR, teu Deus, não permitiu tal coisa.”

Tais práticas foram a razão pela qual Deus rejeitou as nações que tinham ocupado a terra de Canaã.

Ele advertiu seu povo a não imitar esses pecados, porque eles sofreriam a mesma punição de expulsão da terra.

O contexto desta proibição em Deuteronômio 18 ajuda a ver porque a necromancia é abominável a Deus.

Só Deus é conhecedor do futuro. As supostas adivinhações praticadas por essas pessoas (sendo elas sinceras ou não) são inspiradas por espíritos malignos oportunistas e enganadores, cujo propósito é aprisionar espiritualmente todos aqueles que em tal armadilha se lançam.

A Bíblia diz em Isaías 8:19 “Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos?”

Depois de uma lista de várias fontes de revelação desaprovadas Deuteronômio (18:9-14), encontramos o contraste claro com a fonte aprovada, a Palavra de Deus, Deuteronômio (18:15).

“15 O SENHOR, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás.”

Esta passagem aponta explicitamente para Jesus Cristo, o profeta que seria levantado por Deus.

Entender este princípio nos ajuda a ver porque todas as formas de idolatria, adivinhação, astrologia, feitiçaria e necromancia são erradas.

Procurar revelação em tais fontes é rejeitar a autoridade do Filho de Deus e colocar-se nos braços dos comandados por Satanás.

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pb. João Placoná

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O Cristão pode beber cachaça e fumar?

bebida fumo

Há muitas dúvidas, entre o povo, no que concerne ao consumo de bebida alcoólica e uso do tabaco.

Este vídeo é bastante esclarecedor e dará uma visão do que a Bíblia Sagrada fala sobre o assunto.

Desmistifiquemos de vez a tese que o vinho que Jesus tomava era um simples suco de uva, sem fermentação.

O vídeo foi feito pelos jovens Yago Martins e Felipe Cruz do site “Dois dedos de Teologia”

Para ver/assistir esta mensagem, clique aqui:

https://vimeo.com/107829366

Fique na paz do Senhor!

Pb. João Placoná – Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra, Palestrante e Articulista.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Os 7 Espíritos de Deus

sete

Quando nos referimos ao Espírito Santo sempre tomamos como referência os Sete Espíritos de Deus, que são facetas do Espírito Santo, e este deseja implantar em nós estas virtudes.

Estes são os 7 Espíritos de Deus que João viu:

Ap. 4:5 – 5 ...as quais são os 7 Espíritos de Deus

Isaías 11:2

E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor.

O número 7 é um número simbólico, qualitativo, comunicando a idéia de algo completo e, quando relacionado a Deus, a idéia de perfeição. Representa a presença do Espírito Santo diante do trono de Deus.

Portanto, o Espírito Santo é manifestado em termos de perfeição de sua atividade dinâmica, complexa.

Uma igreja sobre a qual é derramado os 7 Espíritos de Deus desfrutará de uma plena visitação e manifestação do Espírito Santo, e poderá vir a ser morada de Jesus, não desfrutando apenas de visitações mas sendo habitação da glória de Deus…

O preço a ser pago é: Separação, santidade e renúncia.

Ao mesmo tempo em que estamos próximos de ter a glória de Deus se manifestando em nosso meio, estamos muito longe, porque os 7 Espíritos habitam em nosso meio somente após uma renúncia completa do “eu”, e uma entrega total ao Senhor.

1) O ESPÍRITO DO SENHOR

Este é o que concede as habilidades para um Rei, ser Senhor é ser soberano, é ter domínio da situação, é viver no senhorio de sua vida, é não se curvar aos prazeres da carne, e aos encantos de satanás.

2) O ESPÍRITO DE SABEDORIA

Este é o que traz o conhecer sem ver, ter a resposta antes da pergunta, é ser sábio tanto no pensar quanto no falar ou no agir. Só o Espírito do Senhor pode nos levar em excelência a algum lugar. Foi o que Salomão pediu, e foi o que ele teve.

3) O ESPÍRITO DE INTELIGÊNCIA

Este é o que dá capacidade para desenvolver estratégias, capacita a mente para discernir qual caminho seguir, tomar a decisão certa nas horas mais incertas, ter percepção de tudo. Se a sabedoria dá conhecimento, a inteligência dá capacidade.

4) O ESPÍRITO DO CONSELHO

Este é o que tem a boa palavra, a palavra que produz vida, aquela que se dá sobre o que convém fazer, é o juízo, o ensinamento, é o fruto que produz vida.

5) ESPÍRITO DE FORTALEZA

Este é o que dá energia, segurança, é virtude dos fortes, qualidade de ser forte, traz constância, solidez ao justo. Estabelece os fundamentos para o firmamento, e assim estarmos prontos para o dia da luta.

6) O ESPÍRITO DE CONHECIMENTO

Este é o que dá a experiência para o discernimento, consciência de si própria, este é o que tem a instrução, a perícia a cultura. É o que nos capacita para não cometermos o mesmo erro duas vezes.

7) O ESPÍRITO DO TEMOR

Este é o que dá o sentimento profundo de reverência ou respeito, também o zelo e a pontualidade. Este nos prepara para nos aproximarmos de Deus, e nos colocarmos na condição de adoradores.

João Placoná – Presbítero, Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra e Articulista.

sábado, 20 de setembro de 2014

Casamento Homossexual– “Gay”

De imediato discordamos que sequer possa existir algo que se chame “casamento gay”.

Isso é insustentável, pois desvirtua a ideia pressuposta do que seja casamento ou  "aliança". Não é por eu ser uma criatura sexual, que sou apto a fundar uma aliança.

Casamento não combina com acasalamento, até porque para acasalar não é preciso casar!

Os compromissos ou alianças são mais profundos. São atos de partilha simbólicos, cuja aliança (o anel) é o vestígio. E não acho que a união de fato seja a mesma coisa que casamento.

Essa partilha é um ato cultural, social, deve ser reconhecido pelos outros e pela natureza. O “casamento” homossexual, portanto, não é casamento, pelo simples fato de que chamar algo de casamento não faz disso um casamento.

O casamento sempre foi uma aliança entre um homem e uma mulher, ordenada por sua natureza à procriação e educação dos filhos, assim como à unidade e bem-estar dos cônjuges.

Os promotores do “casamento” homossexual propõem algo completamente diferente. Eles propõem a união entre dois homens ou duas mulheres. Isso nega as evidentes diferenças biológicas, fisiológicas e psicológicas entre homens e mulheres, que encontram a sua complementaridade no casamento.

Nega também a finalidade primária específica do casamento: a perpetuação da raça humana e a educação dos filhos. Duas coisas completamente diferentes não podem ser consideradas como se fossem iguais.

O casamento é uma relação enraizada na natureza humana e, portanto, regida pela lei natural.

O preceito mais elementar da lei natural é que “o bem deve ser feito e buscado e o mal deve ser evitado”. Pela razão natural, o homem pode perceber o que é moralmente bom ou mau. Assim, ele pode conhecer o objetivo ou finalidade de cada um de seus atos e como é moralmente errado transformar os meios que o ajudam a realizar um ato em finalidade do ato.

Qualquer situação que institucionalize a defraudação da finalidade do ato sexual viola a lei natural e a norma objetiva da moralidade. Estando enraizada na natureza humana, a lei natural é universal e imutável. Ela se aplica da mesma forma a toda a raça humana. Ela manda e proíbe de forma consistente, em todos os lugares e sempre.

O Apóstolo Paulo, na Epístola aos Romanos, ensina que a lei natural está inscrita no coração de todo homem (Rom 2,14-15).

O “casamento” homossexual sempre negará à criança ou um pai ou uma mãe, e todos sabem que o melhor para a criança é crescer sob a influência de seu pai natural e sua mãe natural.

Esta regra é confirmada pelas evidentes dificuldades enfrentadas por muitas crianças órfãs ou criadas por só um dos genitores, um parente, ou pais adotivos.

A lamentável situação dessas crianças será a norma para todos os “filhos” de “casais” homossexuais. Esses “filhos” serão sempre privados ou de sua mãe natural ou de seu pai natural.

Serão criados, necessariamente, por uma parte que não tem nenhuma relação de sangue com eles. Vão ser sempre privados de um modelo paterno ou materno autênticos. O chamado “casamento” homossexual ignora essa necessidade de toda criança.

O “casamento” homossexual valida e promove o estilo de vida homossexual em nome da “família”, o “casamento” homossexual serve para validar não só as referidas uniões, mas todo o estilo de vida homossexual em todas as suas variantes, bissexuais e transgêneros.

As leis civis são princípios que estruturam a vida do homem na sociedade. Como tais, elas desempenham um papel muito importante, e por vezes decisivo, que influenciam os padrões de pensamento e comportamento.

Elas configuram externamente a vida da sociedade, mas também modificam profundamente a percepção de todos e a avaliação de formas de comportamento.

O reconhecimento legal do “casamento” homossexual necessariamente obscurece certos valores morais básicos, desvaloriza o casamento tradicional e enfraquece a moralidade pública.

O “casamento” homossexual transforma um erro moral num Direito Civil. Os ativistas homossexuais afirmam que o “casamento” homossexual é uma questão de direitos civis, semelhante à luta pela igualdade racial nos anos 1960.

Isso é falso! Primeiro de tudo, comportamento sexual e raça são realidades essencialmente diferentes. Um homem e uma mulher querendo casar-se podem ser diferentes em suas características: um pode ser negro, o outro branco; um rico e o outro pobre; ou um alto e o outro baixo.

Nenhuma dessas diferenças são obstáculos insuperáveis para o casamento. Os dois indivíduos são ainda um homem e uma mulher e, portanto, as exigências da natureza são respeitadas. O “casamento” homossexual se opõe à natureza.

Duas pessoas do mesmo sexo, independentemente da sua raça, condição financeira, estatura, erudição ou fama, nunca serão capazes de se casar por causa de uma insuperável impossibilidade biológica.

Em segundo lugar, características raciais herdadas e imutáveis não podem ser comparadas com comportamentos não-genéticos e mutáveis. Simplesmente, não há analogia entre o casamento inter-racial de um homem e uma mulher e o “casamento” entre duas pessoas do mesmo sexo.

O “casamento” homossexual não cria uma família, mas sim apenas uma união naturalmente estéril.

O casamento tradicional é geralmente tão fecundo, que aqueles que querem frustrar o seu fim tem de fazer violência à natureza para impedir o nascimento de crianças, usando a contracepção (aborto). Ele tende, naturalmente, a criar famílias.

Já o “casamento” homossexual é intrinsecamente estéril. Se os “cônjuges” querem ter um “filho”, eles devem contornar a natureza por meios caros e artificiais ou empregar maternidade de substituição [“mães de aluguel”]. A tendência natural de tal união não é criar famílias. Portanto, não podemos chamar de casamento a união de pessoas do mesmo sexo e dar-lhe os benefícios e o reconhecimento do casamento verdadeiro.

O “casamento” homossexual desvirtua a razão pela qual o Estado beneficia o casamento. 

Uma das principais razões pelas quais o Estado confere inúmeros benefícios ao casamento é que, por sua própria natureza e desígnio, o casamento proporciona as condições normais de uma atmosfera estável, afetuosa, e moral, que é benéfica para a educação dos filhos, frutos do mútuo afeto dos pais.

Ele ajuda a perpetuar a nação e fortalecer a sociedade, o que é um evidente interesse do Estado. O “casamento” homossexual não fornece essas condições.

Seu desígnio principal, objetivamente falando, é a gratificação pessoal de duas pessoas, cuja união é estéril por natureza. Não tem direito, portanto, à proteção que o Estado concede ao casamento verdadeiro.

O “casamento” homossexual impõe forçosamente a sua aceitação por toda a sociedade. Ao legalizar o “casamento” homossexual, o Estado se torna o seu promotor oficial e ativo.

O Estado exige que os servidores públicos celebrem a nova cerimônia civil, ordena as escolas públicas a ensinarem sua aceitação pelas crianças, e pune qualquer funcionário que manifeste sua desaprovação.

Na esfera privada, pais contrariados vão ver seus filhos expostos mais do que nunca a esta nova “moralidade”; as empresas que oferecem serviços de casamento serão obrigadas a fornecê-los a uniões de pessoas do mesmo sexo; e proprietários de imóveis terão de concordar em aceitar “casais” homossexuais como inquilinos.

Em todas as situações em que o casamento afete a sociedade, o Estado vai esperar que os cristãos e todas as pessoas de boa vontade traiam suas consciências, impondo, por silêncio ou ação, um ataque à ordem natural e à moral cristã.

O “casamento” homossexual é a moda líder da nova revolução sexual. Na década de 1960, a sociedade foi pressionada para aceitar todos os tipos de relações sexuais imorais entre homens e mulheres. Hoje estamos presenciando uma nova revolução sexual, na qual a sociedade está sendo impelida a aceitar a sodomia e o “casamento” homossexual.

Se o “casamento” homossexual for universalmente aceito como a etapa presente da chamada “liberdade” sexual, que argumentos lógicos podem ser usados para deter as próximas etapas: do incesto, pedofilia, bestialidade e outras formas de comportamento antinatural?

Com efeito, os elementos radicais de certas subculturas de modismo sexual já estão defendendo essas aberrações. A insistência na imposição do “casamento” homossexual torna cada vez mais claro que o movimento gay, quer o admitamos ou não, não é um movimento de direitos civis, nem mesmo um movimento de libertação sexual, mas uma revolução moral destinada a mudar a visão das pessoas sobre a homossexualidade e uma clara oposição a toda forma de influência judaico-cristã nesse sentido.

Por fim diríamos que “casamento” homossexual ofende a Deus. Esta é a razão mais importante porque somos contra tamanha depravação. Sempre que se viola a ordem moral natural estabelecida por Deus, comete-se um pecado e se ofende a Deus.

O “casamento” homossexual faz exatamente isso. Assim, quem professa amar a Deus deve opor-se a tal prática. O casamento não é criação de nenhum Estado. Pelo contrário, ele foi estabelecido por Deus no paraíso para os nossos primeiros pais, Adão e Eva. Como lemos no Livro do Gênesis: “Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gen 1, 27-28).

O mesmo foi ensinado por Nosso Senhor Jesus Cristo: “No princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher” (Mc 10, 6-7). O Gênesis também ensina como Deus puniu Sodoma e Gomorra, por causa do pecado da homossexualidade: “O Senhor fez então cair sobre Sodoma e Gomorra uma chuva de enxofre e de fogo, vinda do Senhor, do céu. E destruiu essas cidades e toda a planície, assim como todos os habitantes das cidades e a vegetação do solo” (Gen 19, 24-25).

A condenação bíblica da homossexualidade é muito clara e bastante forte, vejamos:

Deus disse que o homossexualismo é uma “abominação”; o que significa que Deus aborrece, odeia e detesta completamente o comportamento homossexual.

O Antigo Testamento ensina que as pessoas que são condenadas pelo crime de se envolver em um procedimento homossexual deve ser mortas (Lev. 18:22, 20:13).

O Novo Testamento está em total acordo: o apóstolo Paulo disse que o comportamento homossexual é “digno de morte” (Rom. 1:32). Essa não é a opinião do homem, mas é o claro ensino da Palavra de Deus.

As pessoas que reivindicam serem compassivas com os homossexuais pela justificativa e aprovação de seu comportamento perverso são mentirosos e falsos mestres.

Suas tentativas de reinterpretar a Bíblia para fazê-la aceitar o homossexualismo são nada mais que desculpas esfarrapadas criadas para aqueles que não querem se arrepender. Eles estão conduzindo os homossexuais ao caminho que leva à destruição (Mt. 7:13). Eles são os verdadeiros inimigos da comunidade homossexual.

Sua única esperança é aceitar o que Deus diz com respeito ao seu comportamento pecaminoso. Se você for se arrepender dos seus pecados e crer em Jesus Cristo, você deve se convencer de que seu procedimento é errado, perverso e digno de juízo.

Depois de dizer que os homossexuais não herdarão o reino de Deus, Paulo diz, “Tais foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, mas vocês foram santificados, mas vocês foram justificados em o nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus” (1 Cor. 6:11). Havia cristãos na igreja de Corinto que rejeitavam seu anterior estilo de vida homossexual e abandonaram seus pecados. Eles se arrependeram e creram em Jesus Cristo.

Jesus Cristo, como Ele é apresentado nas Escrituras, é a única esperança de salvação dos pecadores: “Nem há salvação em nenhum outro, pois não há nenhum outro nome debaixo do céu, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At. 4:12).

Se você crê nEle, todos os seus pecados serão perdoados. “Se com a boca confessares o Senhor Jesus e creres em teu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você será salvo. Porque com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz, ‘Qualquer que crê nEle não será confundido'” (Rom. 10:9-11).

Ao nos opormos intelectualmente a indivíduos ou organizações que promovem a agenda homossexual, nosso único objetivo é defender o casamento tradicional, a família, e os preciosos preceitos da fé cristã.

Ressaltamos também que estamos cheios de compaixão e oramos em nome de Jesus por todos aqueles que lutam contra a tentação implacável e violenta do pecado homossexual.

Oramos em nome de Jesus por aqueles que caem no pecado homossexual por causa da fraqueza humana: que Deus os ajude com Sua graça.

Estamos conscientes da enorme diferença entre essas pessoas que lutam com suas fraquezas e se esforçam por superá-las, e outros que transformam seus pecados em motivo de orgulho e tentam impor seu estilo de vida à sociedade como um todo, em flagrante oposição à moralidade cristã tradicional e à lei natural.

No entanto, oramos por estes também. Nossas orações também se estendem pelos juízes, legisladores e funcionários dos governos que, de uma forma ou de outra, tomam medidas que favorecem a homossexualidade e o “casamento” homossexual. Não julgamos suas intenções, disposições interiores, ou motivações pessoais.

Rejeitamos e condenamos qualquer forma de violência. Simplesmente exercitamos a nossa liberdade de filhos de Deus (Rom 8:21) e nossos direitos constitucionais à liberdade de expressão e à manifestação pública, de forma aberta, sem desculpas ou vergonha da nossa fé cristã.

Nos opomos a argumentos também  com argumentos. Aos argumentos a favor da homossexualidade e do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, respondemos com argumentos baseados na reta razão, na lei natural e na Divina Revelação da Palavra de Deus.

Em uma declaração polêmica como esta, é possível que uma ou outra formulação possa parecer excessiva ou irônica. Caso isso tenha ocorrido, entenda que essa não é a nossa intenção.

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pr. Brian Schwertley

Pb. João Placoná