quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

O destino final dos mortos

Inferno ou Paraiso

A Palavra de Deus nos garante que não será em vão a nossa esperança em Jesus Cristo, pois pela fé já temos assegurado um futuro glorioso ao seu lado.

Para os ímpios, que não se arrependeram, é reservado o sofrimento e a condenação eterna, pois suas escolhas enganosas os levaram a desprezar a salvação de Deus.

I. O ESTADO INTERMEDIÁRIO

1. O que é? É o estado entre a morte física e a ressurreição, tanto dos salvos, como dos ímpios. Os salvos terão um destino diferente dos ímpios: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” (Jo 5.28,29). A Palavra de Deus afirma que não existe purgatório e que também não há o “sono da alma”, nem tampouco a reencarnação, como creem alguns. Depois da morte segue-se o juízo divino.

2. O Sheol e o Paraíso. Sheol é um termo hebraico que pode significar sepultura ou “lugar ou estado dos mortos”. No Novo Testamento, Sheol é traduzido por Hades. Normalmente o Hades é visto como um lugar destinado aos ímpios. Deus livra o justo do Sheol ou da sepultura (Sl 49.15). O Sheol (inferno) é lugar de punição para os ímpios que não se arrependeram dos seus pecados e não entregaram suas vidas a Jesus Cristo (cf. Sl 9.17).

O vocábulo “paraíso” é de origem persa e significa um parque ou jardim de paz e harmonia. Foi usado pelos tradutores da Septuaginta para significar o Jardim do Éden (Gn 2.8). Aparece apenas três vezes no Novo Testamento (Lc 23.43; 2Co 12.4; Ap 2.7).

3. O lugar dos mortos. Os Teólogos entendem que “o lugar dos mortos”, o Hades, estava dividido em duas partes. Estes tomam como base o texto de Lucas 16.19-31, no texto que se refere a Lázaro e ao rico. O primeiro, fiel a Deus, foi levado para o “Seio de Abraão”, ou ao Paraíso, estando em repouso e felicidade. O rico, orgulhoso e incrédulo foi para o Hades, onde experimenta angústia e sofrimento atroz. O lugar ocupado pelos justos que aguardam a ressurreição foi trasladado para as regiões celestiais (Ef 4.8; 2Co 12.2). Desde então, os espíritos dos justos sobem para o céu e os espíritos dos ímpios descem para a condenação (Ap 20.13,14). Segundo os textos bíblicos, o Paraíso estaria em cima (Pv 15.24a) e o Hades embaixo (Pv 15.24b).

II. A SITUAÇÃO DOS MORTOS

Qual é a real situação daqueles que já morreram? O texto de Lucas 16 nos mostra a diferença entre o estado dos ímpios e dos justos após a morte. Vejamos:

1. O estado intermediário dos salvos. Na história do rico e Lázaro (Lc 16), vemos o estado intermediário dos salvos. O justo ao morrer é conduzido pelos anjos até o Paraíso (v.22). Que privilégio, que honra têm os salvos ao morrer, e serem recepcionados pelos anjos. Ao ladrão da cruz Jesus disse: “Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23.42,43). O espírito e a alma deixam o corpo e permanecem no lugar de espera (Paraíso), aguardando a ressurreição na Vinda de Jesus.

2. Os justos são recebidos pelo Senhor. É o próprio Senhor Jesus quem recebe o espírito dos justos após a morte. Tomemos como exemplo o caso de Estevão que está narrado em Atos 7.59. Para espanto dos ímpios, eles verão Jesus recepcionar gloriosamente os que o aceitaram como Salvador.

Os que morreram em Cristo, bem como os ímpios, vão manter sua identidade pessoal, sua personalidade e consciência depois da morte. Moisés, tendo sido sepultado por Deus, aparece, falando com Jesus no Monte da Transfiguração (Mt 17.3; Lc 9.30-32), ao lado de Elias, que foi arrebatado. Note-se que são os mesmos nomes, Moisés e Elias.

A despeito de tudo o que foi dito, devemos lembrar que, para o salvo, a morte é um ganho: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”. Paulo tinha o “desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Fp 1.21,23).

3. O estado intermediário dos ímpios. Eles vão para o Sheol ou Hades, ou seja, o inferno, que é o seu destino final (Sl 9.17). Nesse “estado intermediário”, aguardam seu julgamento final. O Hades é um lugar “embaixo”, ou seja, oposto ao céu (“seio de Abraão”). O rico “ergueu os olhos”, vendo “ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio” (v.23): “Para o sábio, o caminho da vida é para cima, para que ele se desvie do inferno que está embaixo” (Pv 15.24). Fato é que os ímpios sofrerão e estarão conscientes. O rico ímpio estava em “tormentos” (v.23) e clamava pedindo misericórdia (v.24). Os ímpios que morreram sem Cristo estão “em prisão” (1Pe 3.19) e ali eles vão se lembrar dos que ficaram na Terra (v.28). As Escrituras Sagradas afirmam que estes não podem ser consolados por ninguém: “E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá” (v.26). Fica, pois, evidente que aqueles que descem ao Hades não podem se comunicar com os vivos. Eles são lembrados de que em vida tiveram oportunidade de ouvir as Escrituras, mas desprezaram as suas advertências (vv.27-31). Convém ressaltar que a história do rico e de Lázaro é um relato verídico feito por Jesus e não uma parábola, razão pela qual ela cita os nomes dos personagens. Portanto é um texto que pode ser tomado como referencial doutrinário.

Ainda que o trecho aludido acima se refira de um modo específico aos ímpios, o princípio da completa impossibilidade de comunicação entre vivos e mortos também se aplica aos santos no Paraíso.

III. O DESTINO FINAL DOS MORTOS

Após passarem pelo “estado intermediário”, os mortos ressuscitarão. Os salvos irão para a “vida eterna” e os ímpios, “para desprezo eterno” (Jo 5.28,29).

1. O estado final dos salvos. Após a primeira ressurreição (Rm 8.11), os salvos vão para as Bodas do Cordeiro, passarão pelo Tribunal de Cristo, e viverão com Deus por toda a eternidade. Esse é o destino final dos salvos. Seus corpos ressuscitarão e se tornarão incorruptíveis (cf. 1Co 15.42-44). O mesmo corpo que morreu será transformado por Deus e ressuscitará “em glória”, semelhante ao corpo de Jesus ao ressuscitar (Fp 3.21).

2. O estado final dos ímpios. Os ímpios ressuscitarão para “vergonha e desprezo eterno” (Dn 12.2). Seu destino final é o lago de fogo (Ap 20.15), onde “haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 22.13). Ali os ímpios desfrutarão da companhia do Diabo, do Anticristo e do Falso Profeta (Ap 20.10; 21.8). Atualmente, muitos ímpios ficam impunes, mas no inferno estes receberão o castigo eterno por tudo o que fizeram de mal (2Ts 1.9).

CONCLUSÃO

O estudo da Escatologia é um dos mais edificantes para a Igreja em todos os tempos, principalmente no presente século, quando muitos sinais dão a entender que a vinda de Jesus poderá acontecer a qualquer momento. Que você possa prosseguir com o estudo da Escatologia Bíblica. Leia a Palavra de Deus, ore, jejue e esteja aguardando o maior acontecimento escatológico de todos os tempos: O arrebatamento da Igreja do Senhor Jesus Cristo!

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pb. João Placoná

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Objetivos de ano novo para os cristãos

objetivos

A prática de se fazer objetivos de Ano Novo remonta aos antigos babilônios cerca de 3000 anos atrás.

Há algo sobre o início de um novo ano que nos dá a sensação de um novo começo.

Na realidade, não há uma diferença entre 31 de dezembro e 1 de janeiro.

Nada místico ocorre à meia-noite do dia 31 de dezembro. A Bíblia não fala a favor ou contra o conceito de objetivos de Ano Novo. No entanto, se um cristão decidir criar um objetivo de Ano Novo, que tipo de objetivo deve ele ou ela fazer?

Os objetivos de Ano Novo mais comuns são compromissos de parar de fumar, parar de beber, perder peso, gerir o dinheiro de forma mais sensata e passar mais tempo com a família.

De longe, o objetivo de Ano Novo mais comum é perder peso, em conjunto com fazer mais exercício e comer de forma mais saudável.

Todos esses são bons objetivos, no entanto, 1 Timóteo 4:8 nos instrui a manter o exercício em perspectiva: "Pois o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, visto que tem a promessa da vida presente e da que há de vir." A grande maioria dos objetivos de Ano Novo, mesmo entre os cristãos, está relacionada a coisas físicas. Esse não deve ser o caso.

Muitos cristãos fazem objetivos de Ano Novo para orar mais, ler a Bíblia todos os dias e frequentar a igreja regularmente. Estes são objetivos fantásticos.

No entanto, esses objetivos de Ano Novo fracassam tão frequentemente quanto os objetivos que não são espirituais porque não há poder na resolução em si.

Resolver parar ou iniciar uma determinada atividade não tem qualquer valor a menos que se tenha a motivação correta. Por exemplo, por que você quer ler a Bíblia todos os dias?

É para honrar a Deus e crescer espiritualmente, ou é por que você acha que é algo bom para fazer?

Por que você quer perder peso? É para honrar a Deus com o seu corpo, ou é por vaidade, para honrar a si mesmo?

Filipenses 4:13 nos diz: "Tudo posso naquele que me fortalece." João 15:5 declara: "Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer."

Se Deus for o centro do objetivo de Ano Novo, então há chance de sucesso dependendo do seu compromisso e determinação.

Se for da vontade de Deus que algo seja cumprido, Ele irá permitir que você o cumpra. Se um objetivo não honrar a Deus e/ou não estiver de acordo com a Sua Palavra, não vamos receber a ajuda de Deus no cumprimento do objetivo traçado.

Então, que tipo de objetivo de Ano Novo deve o cristão fazer?

Aqui estão algumas sugestões:

(1) ore ao Senhor pedindo por sabedoria (Tiago 1:5) em relação a quais resoluções, se for o caso, são da Sua vontade para a sua vida;

(2) ore por sabedoria a respeito de como cumprir as metas que Deus lhe deu;

(3) conte com a força de Deus para ajudá-lo;

(4) encontre um parceiro de responsabilidade que irá ajudá-lo e incentivá-lo;

(5) não se desanime com fracassos ocasionais, em vez disso, permita-lhes ser uma motivação;

(6) não se torne orgulhoso ou vaidoso, mas dê glória a Deus. Salmo 37:5-6 diz: "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu direito como o meio-dia."

Esperamos tê-lo ajudado na criação dos seus objetivos para o novo ano que logo se inicia.

GotQuestions.org/Português

Pb. João Placoná

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

O Natal é uma festa Cristã?

natal (2)

Como tenho escrito vários artigos sobre o Natal de Cristo, um internauta argumentou: "Não existe nenhuma ordem bíblica para a celebração do Natal".

Eu poderia ter repetido tudo o que já escrevi sobre o assunto ou simplesmente ter pedido a ele que lesse meus textos. Mas resolvi lhe fazer algumas perguntas.

Há alguma ordem bíblica para celebrarmos o nosso aniversário, fazendo um culto de ações de graça por mais um ano de vida e oferecendo bolo aos convidados?

Existe mandamento específico para as mulheres casarem com vestido de noiva, branco, com véu e grinalda?

Há ordem nas Escrituras para o homem casar de terno e gravata?

Existe ordem bíblica para o casamento ser realizado primeiro no cartório e depois no templo?

Aliás, há mandamento específico que indique o local onde o matrimônio deva ser oficializado?

Existe ordem nas páginas sagradas para os noivos fazerem uma recepção aos convidados e, depois, viajarem em lua de mel?

A Ceia do Senhor é uma ordenança do Senhor Jesus. Mas onde está o mandamento para a celebrarmos de mês em mês ou a cada semana?

Existe ordem bíblica para fazermos a Escola Bíblica Dominical?

Há mandamento na Palavra de Deus para começarmos o culto às 19 horas, aos sábados, e às 18, aos domingos, por exemplo?

Existe mandamento bíblico para termos uma conta no Facebook ou no Twitter, ou para mantermos um blog?

Há ordem de Deus na sua Palavra para eu escrever este artigo?

Enfim, também não existe mandamento específico para celebrarmos o Natal.

Vale salientar mais uma vez que o Natal de Cristo precede e transcende qualquer tradição pagã adotada pelo romanismo.

Sabemos que Jesus não veio ao mundo em 25 de dezembro, mas Ele nasceu! E, se há uma data convencionada para essa celebração, o cristão que se preza, além de glorificar ao Senhor por sua gloriosa obra expiatória, deve aproveitar esse acontecimento para apresentar o Evangelho ao mundo.

Celebrar o Natal de Cristo — repito — é lícito e conveniente, visto que a obra redentora abarca a encarnação do Verbo, a sua morte vicária e a sua ressurreição para a nossa justificação.

Além disso, reitero que o Natal é uma festa cristã, celebrada por anjos e pastores, na primeira noite natalina (Lc 2.8-20), e pela família do Senhor, em sua casa, juntamente com sábios do Oriente, cerca de dois anos após seu nascimento (Mt 2.1-16).

Pr. Ciro Sanches Zibordi

Pb. João Placoná

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Casamento à luz de Deus comparado com a sociedade atual

Casamento de Deus ou...

“...o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.” (Gêneses 2:24)

Uma família forte pressupõe casamento estruturado. Uma Igreja saudável é o reflexo de famílias fortes. Sociedade estruturada é fruto de famílias benditas.

Casamento bem ajustado é a manifestação da benção de Deus numa vida de compreensão e discernimento do que significa essa sublime dádiva.

Todavia, essa realidade formidável tem sido violentamente atacada por concepções mal intencionadas, que visam sua desestrutura e trabalham pela desfiguração do projeto originário de Deus.

Tal perigo, requer por parte da igreja uma postura corajosa, firme e embasada sobre o que difere a luz de Deus das sombras do mundo, em torno de um mesmo tema, que é o casamento.

O casamento é heterossexual (Mc 10.6-7). O homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher.

A relação homossexual não é uma união de amor, mas uma paixão infame, um erro crasso acerca do propósito divino (Rm 1.27), uma abominação aos olhos de Deus.

Os cananitas e a cidade de Sodoma (Gn 18.16-21; Jd 7) foram eliminados da terra pela prática aborrível do homossexualismo (Lv 18.22-29). A Bíblia não deixa dúvidas: “com homem não te deitarás, como se fosse mulher, é abominação” (Lv 18.22). É uma relação contrária à natureza (Rm 1.26); é uma disposição mental reprovável (Rm 1.28) e quem pratica não poderá entrar no Reino de Deus (1 Co 6.9-10).

Vale destacar que o Senhor repudia a prática pecaminosa, não o pecador. Não temos nenhuma chancela bíblica para discriminar, agredir ou desrespeitar de alguma forma o ser humano homossexual. Jesus amou o pecador e o viu como alvo de sua missão redentora. Assim também deve proceder todo cristão.

O casamento é monogâmico (Mc 10.7). A união é restrita a apenas duas pessoas, nada mais do que isso ou fora disso, e tudo que passar disso é adultério.

A poligamia está em desacordo com a Palavra de Deus (Dt 28.54,56; Sl 128.3, Ml 2.14).

O casamento produz unicidade. Dois se tornam um. É a maior cumplicidade que existe entre dois seres humanos. É a união mais profunda que pode haver, mais do que a relação entre mãe e filho. Os filhos de uma mãe são parte dela mesma, mas o seu marido é ela mesma (Ef 5.28-29).

O casamento é indissolúvel (Mc 10.9). Deus instituiu o casamento, não o divórcio. Este é fruto do pecado, é resultado da dureza de coração (Mc 10.5). Enquanto o casamento é digno de honra e deve ser honrado por todos (Hb 13.4), o divórcio é a apostasia do amor, Deus o abomina (Ml 2.10-16).

O divórcio foi permitido não como um plano original de Deus, mas exatamente pela subversão do homem. Moisés percebeu que se o divórcio não fosse permitido em alguns casos, as mulheres poderiam ser expostas a grandes dificuldades e sofrimentos pela crueldade de seus maridos.

Assim, por incrível que pareça, aquele que deveria amar, proteger e cuidar torna-se o maior inimigo da esposa. Foi por esta razão que Deus permitiu a carta de divórcio no Antigo Testamento.

A separação é uma instituição humana enquanto o casamento é divino. O Senhor é Deus de Aliança, e selou o casamento no Seu trono de graça e poder. Por esta razão, aquilo que Deus uniu não separe o homem.

Evidentemente, essa é uma perspectiva bíblica e cristã, que alguns entendem por defasada ou soterrada sob os escombros das novas tendências comportamentais.

Salientamos, porém, que as trincheiras da fé não se armam dos modismos ou das mórbidas tradições. A imutabilidade da Palavra de Deus pressupõe também o caráter inviolável das verdades divinas, que permanecem acima de todas as carnais inclinações e concepções do homem.

Vozes favoráveis ao homossexualismo ou ao chamado casamento gay, vozes que se rendem a filosofias poligâmicas ou de similar teor e também vozes que se aliam ao discurso apologético do divórcio, são vozes claramente a serviço da destruição familiar e da desconfiguração de todo plano original de Deus para as sociedades humanas.

Infelizmente esses maus exemplos são vistos diariamente pelos nossos filhos na TV e na Internet.

Todavia, as vozes que se assumem a serviço do Reino, agem e falam na contramão das tendências e modismos impostos pela atualidade.

Diante do exposto, seja diligente, amoroso e compreensivo com o seu cônjuge. Não existe dádiva maior do que investir no seu casamento, cumprindo os mandamentos do Senhor e, assim, recebendo as bênçãos eternas do nosso Deus.

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pb. João Placoná

domingo, 25 de novembro de 2018

Pregamos para salvar e não para agradar

pregador 2

“O que eu digo a vocês na escuridão, falem à luz do dia; o que é sussurrado em seus ouvidos, proclamem dos telhados”. (Mateus 10:27)

Hoje em quase todas as igrejas não se fala mais em cruz, em pecado, em inferno e em condenação. Pastores, líderes de ministérios, evangelistas e nas escolas dominicais (nas poucas que ainda não foram abolidas) não se prega mais o verdadeiro, mas sim o conveniente.

Muitos estão preocupados em agradar os fiéis e não percebem que os estão levando ao erro, ao pecado e alguns à própria condenação. Tudo pelo medo de perder suas ovelhas ou escandalizá-las.

É mais rentável proferir o que elas desejam ouvir do que aquilo que elas precisam escutar. Penso eu, todavia, e assim também diz a Palavra: ”Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? ou procuro agradar aos homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1.9-10).

Quem poderá ser um autêntico ministro do evangelho se não prega aquilo que a Bíblia diz? Todos os verdadeiros cristãos devem ter como alvo Cristo, sempre devendo agradar a Deus, mesmo que isso importe desagradar a homens.

Temos como exemplo “Respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Importa antes obedecer a Deus que aos homens.” (Atos 5.29). “Não servindo somente à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus.” (Efésios 6.6). “Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo somente à vista como para agradar aos homens, mas em singeleza de coração, temendo ao Senhor.” (Colossenses 3.22).

Mesmo que a Palavra de Deus seja dura, ela deve ser pregada sem receio. Não sabemos quando Cristo irá voltar, por isso importa pregar o Evangelho, ganhar almas e alertar a igreja acerca das inúmeras mentiras que satanás vem introduzindo em nosso meio.

Filhos de Deus verdadeiros, que amam a Cristo, receberão com amor essa palavra, pois ela exortará, ensinará o verdadeiro caminho, o correto conselho.

Quanto àqueles que estão dentro das igrejas, mas que se escandalizam com a verdade da Palavra, digo-vos, que seguramente há muito tempo já se acham desviados, não conheceram a Cristo ainda e precisam estabelecer um vínculo sincero com o Senhor. E para isto, a Palavra de Deus, pregada com amor, intrepidez e ousadia também é o remédio.

Nós somos filhos de Deus e o evangelho confiado para disseminar a verdade sem restrições. Está escrito: “mas, assim como fomos aprovados por Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações.” (I Tessalonicenses 2.4).

Temos a certeza, assim como a parábola dos talentos, que se nos é confiado a proclamação do Evangelho, e por medo, restrição, doutrina, ou mesmo pelo fato de como a igreja vai reagir pela verdade, deixarmos de proclamá-lo devidamente, rodeando a Palavra, evitando a cruz, o sacrifício, o inferno, pagaremos um alto preço a Deus, por termos uma pedra preciosa nas mãos e a enterrarmos no solo da timidez, da omissão ou mesmo da ganância material.

Jesus se dirigiu muitas vezes aos fariseus, doutores na lei, como a hipócritas, miseráveis, pobres, cegos e nus. Jesus anunciava o Evangelho verdadeiro e não omitia a Palavra para agradar seus ouvintes. Mesmo seus discípulos que o seguiam foram repreendidos, sempre que a ocasião assim o exigisse.

Fujamos daqueles que pregam para manter a igreja cheia, que implantam doutrinas antibíblicas.

A Palavra de Deus nos adverte: “Ora, irmãos, estas coisas eu as apliquei figuradamente a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, de modo que nenhum de vós se ensoberbeça a favor de um contra outro.” (I Coríntios 4.6).

Muitos têm interferindo na essência do Evangelho, complementando-o com suas doutrinas pessoais, trazendo o erro para dentro da igreja, implantando doutrinas de superstição, revelação, amor ao dinheiro, de imitação do mundo e de glorificação humana.

São muitas as heresias pronunciadas em nosso meio e que surgem nas tais “revelações”.

Acerca disso, a Bíblia também nos ensina o modo correto de proceder: “Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.” (I João 4.1).

Fujamos igualmente dos pregadores sensacionalistas, que gritam tresloucadamente nos púlpitos. São estes os manipuladores mentais que emotivam a igreja em vez de levar a Palavra da cruz, que salva, que concerta e não a que conforta os nossos pecados. “Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade; também, movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio; a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita. (II Pedro 2.1-3).

Muitos são os desafios a serem enfrentados pela Igreja do Senhor e todos eles só serão superados se houver pregação bíblica pura, sincera e irrestrita. Que não se tire da igreja o direito de saber a verdade somente pelo medo da repercussão ou do escândalo, pois quem ama a Deus receberá com amor aquilo que gerar real edificação. Aquele que acrescenta ou tira algo da Palavra, pagará o preço (Apocalipse 22.18-19).

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pb. João Placoná

domingo, 11 de novembro de 2018

Quando eu devo orar?

 

orando 5

"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus." (Filipenses 4:6-7)

Em vez de não se preocupar com nada - ore sobre tudo!

Tudo? Sim, tudo. Desde pedir a vitória pessoal ao nascer do sol até o a agradecer pelo dia vencido no fim da noite. Desde pedir que tudo dê certo na reunião de trabalho ao concerto de um chuveiro queimado. Temos que orar sempre e por tudo.

Em Filipenses 4:6 Paulo diz " as vossas petições sejam em TUDO conhecidas diante de Deus"

A oração é o mais perfeito e singelo diálogo entre o homem e Deus. Por meio dela, fortalecemos nossa fé, recebemos a cura das nossas feridas emocionais e alcançamos a tranquilidade e a paz que nosso coração necessita.

A verdadeira oração não é uma imposição legal de uma religião, muito menos uma exigência divina de adoração ou cerimonialismo.

Não são palavras repetidas num ritual e nem um discurso eloquente que aponta para o brilho espiritual de alguém.

A oração é um veículo divino que aumenta nossa comunhão com o Pai Celestial, nos aproxima do Céu, nos livra das tentações e torna cada vez mais real a presença do Senhor em nosso viver.

É bem verdade que é imprescindível à vida de oração a disciplina e o sacrifício, uma vez que a natureza humana não sente desejo de se resignar, não é atraída por sentimentos de humilhação e dependência, elementos que acompanham uma vida de oração.

No entanto, devemos entender que orar é um privilégio da graça, é um instrumento poderoso de adoração, comunhão e conquistas espirituais, que deve ser utilizado por todos aqueles que reconhecem sua dependência de Deus.

Alguém já disse, com muita propriedade, que a oração é a “respiração da alma”, uma afirmação que nos leva a constatar que um cristão não pode viver sem orar.

Assim, queridos irmãos, busquemos constantemente a Deus em oração (a tempo e fora de tempo), e encontraremos em Deus o refúgio para nossos momentos de angústias, a calma em meio às tormentas da vida e, principalmente, o conforto inefável da Sua presença em nosso viver diário.

“Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”. (Salmos 51.17).

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pb. João Placoná