sábado, 2 de novembro de 2013

“Orientadora Espiritual”

videncia

O texto abaixo foi retirado de um folheto distribuído na entrada de um Supermercado do meu bairro.

Que tal este convite:

“Desde os 7 anos de idade, nascida e criada numa família de grandes mestres da alta magia!!

Hoje tenho 40 anos, com 20 anos de experiência, com mais de 500 clientes satisfeitos. Entre eles médicos, políticos, empresários, atores famosos, esportistas famosos.

Morei 5 anos na Angola, aprimorando meus conhecimentos. Entendo que cada pessoa e cada problema precisam de um trabalho específico. Por exemplo, a amarração do amor.

Pode dar o resultado pra uns... E pode não fazer nenhum efeito para outros. Com isso a pessoa não tem resultado eficaz. Por isso antes de se iniciar o trabalho, precisa-se fazer uma consulta bem detalhada e bem esclarecida para fazer o trabalho certo e seguro.

Realizo trabalhos espirituais de ótima qualidade com resultado rápido e garantido. Indico o caminho, dou apoio e soluções.

Para suas dúvidas faço previsões seguras para o seu futuro.

Não deixe que a depressão e a solidão, a tristeza e a derrota e os inimigos comandem a sua vida. Seja feliz reconquiste a felicidade e a pessoa amada.

Faço união de casal. Faço mais de 160 tipos de “trabalho”.  Fones: 9863x-xxxx – 9524x-xxxx

PERGUNTO: Você acha que DEUS está nesse negócio?

Só pra te ajudar na resposta, veja o que a Bíblia diz:

“Não procurem a ajuda dos que invocam os espíritos dos mortos e dos que adivinham o futuro. Isso é pecado e fará com que vocês fiquem impuros. Eu sou o SENHOR, o Deus de vocês”. Lv. 19:31

“...Não deixem que no meio do povo haja adivinhos ou pessoas que tiram sortes; não tolerem feiticeiros, nem quem faz despachos, nem os que invocam os espíritos dos mortos. O SENHOR Deus detesta os que praticam essas coisas nojentas e por isso mesmo está expulsando da terra esses povos...”. Dt 18:10-12

João Placoná – Presbítero, Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra, Palestrante e Articulista.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Lições do Bambu

bambu

Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou:

Vovô corre aqui! Explica-me como essa figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para balançar seu tronco se quebrou, caiu com o vento e com a chuva... este bambu é tão fraco e continua de pé?

Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.

Para ver/assistir esta mensagem, clique aqui:

https://vimeo.com/78185372

Fique na paz do Senhor!

Pb. João Placoná – Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra, Palestrante e Articulista.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O Uso correto do Dinheiro

dinheiro 2

INTRODUÇÃO

O livro de Provérbios apresenta vários conselhos a respeito do uso apropriado do dinheiro.

Tais orientações são bastantes práticas, e úteis para os cristãos dos dias modernos. Hoje trataremos justamente a respeito desse assunto tão controvertido, e pouco discutido nas igrejas, e quando é feito, nem sempre se considera a totalidade das Escrituras.

Por isso, além de abordar a questão do dinheiro em Provérbios, nos voltaremos para algumas orientações práticas, com base no Novo Testamento, em relação às finanças.

1. O DINHEIRO EM PROVÉRBIOS

Por se tratar de um livro de conselhos, Provérbios orienta seus leitores a fim de saberem lidar com situações práticas da vida.

Sabemos que o autor de Provérbios destaca a importância de apresentar a Deus nossas primícias (Pv. 3.9). A recompensa de Deus, para os israelitas, estava condicionada a atitude de entregar a Ele os primeiros resultados da colheita (Pv. 3.10; 13.21).

Como livro de Provérbios, a sabedoria, e não o dinheiro é muito mais importante, pois é a sabedoria que faz a riqueza durar (Pv. 8.18,21), o seu resultado é consideravelmente melhor (Pv. 8.20), somente a partir dela as pessoas poderão usá-lo adequadamente (Pv. 17.16), inclusive para não afadigar buscando riquezas (Pv. 23.4).

Não apenas a sabedoria é mais importante que o dinheiro, também uma vida de retidão, atitudes de retidão. As pessoas justas vivem com maior tranquilidade que as desonestas (Pv. 15.16), por isso um homem pobre que não se envolve em negócios escusos é preferível ao rico que vive sem honestidade (Pv. 28.6).

Deus geralmente recompensa os justos com dinheiro (Pv. 13.21), mas é melhor ter menos dinheiro e viver em retidão do que ter muito dinheiro resultante de injustiça (Pv. 16.18).

Por conseguinte, temer a Deus é bem melhor do que ter dinheiro (Pv. 15.16), na verdade, a humildade, e o temor a Deus, leva o homem a adquirir riquezas (Pv. 22.4).

A diligência é uma característica fundamental para aqueles que querem ter êxito em suas vidas. Os que não se deixam conduzir pela indolência colherão os frutos da prosperidade (Pv. 10.4).

A obtenção de dinheiro está atrelada ao trabalho, é através dele que as pessoas adquirem riquezas (Pv. 14.23).

A diligência é concretizada em planejamento, não apenas em ações espontaneistas, que leva à ruína (Pv. 21.5).

As pessoas que não conseguem controlar seus hábitos consumistas acabarão sem nada (Pv. 21.17).

2. PROVÉRBIOS E O USO DO DINHEIRO

O sábio destaca, a princípio, as limitações do dinheiro, definitivamente ele não pode comprar tudo, não pode livrar as pessoas da condenação (Pv. 11.4), não dura para sempre, tem um caráter efêmero (Pv. 23.5; 27.4), sequer é digno de confiança (Pv. 11.28), por isso devemos depositar nossa esperança em Deus (Pv. 28.25).

Mas, o dinheiro não necessariamente é algo ruim, na verdade, pode ser utilizado para fazer o bem. Quando corretamente utilizado, pode diminuir os estresses e evitar alguns problemas (Pv. 10.15).

Ademais, os filhos, se forem sábios, poderão desfrutar da herança deixada pelos pais (Pv. 13.22), a esposa também exerce papel fundamental no bom uso dos recursos (Pv. 31.18).

Mas é preciso ter cuidado, pois o dinheiro pode ser extremamente danoso para as pessoas, principalmente no que tange aos relacionamentos. Isso porque, infelizmente, existem favoritismos por causa do dinheiro, os ricos acabem sendo bem tratados, enquanto que os pobres são menosprezados (Pv. 14.20).

As pessoas que têm dinheiro não conseguem identificar com facilidade quem são seus reais amigos, pois muitos se aproximam por interesse (Pv. 19.4).

Aqueles que não têm dinheiro são abandonados justamente porque as pessoas se voltam para as que têm mais dinheiro (Pv. 19.4).

Os que têm muito dinheiro não conseguem encontrar descanso, costumam viver no isolamento, pois comumente são perseguidos por ladrões ou sequestradores (Pv. 13.8).

Aqueles que têm recursos financeiros geralmente são pessoas fúteis, não conseguem se interessar por conhecimentos valiosos. Os pobres com entendimento percebem a mediocridade dessas pessoas (Pv. 28.11).

Além disso, não podemos deixar de destacar que muitas pessoas na verdade não têm dinheiro, apenas vivem uma mentira, como se tivessem, para agradar a sociedade (Pv. 13.7).

Ao invés de querer dominar os mais pobres, e se assenhorearem sobre eles (Pv. 22.7), os ricos deveriam reconhecer que foi Deus quem criou tanto um quanto ao outro (Pv. 22.2).

Ao invés de serem vaidosos, por causa do dinheiro, os ricos precisam pôr em prática a generosidade (Pv. 11.24,25). Deus é testemunha daqueles que oprimem os mais pobres, e querem tirar vantagem das suas necessidades, tais pessoas cairão em ruína (Pv. 22.16).

3. VISÃO CRISTÃ SOBRE O DINHEIRO

A abordagem de Jesus em relação ao dinheiro é radical, Ele se posiciona contra o acúmulo de riquezas na terra, orienta as pessoas a entesourarem no céu (Mt. 6.19-21).

Essa é a resposta de Jesus a ansiedade que assola a sociedade moderna. Ao invés de estarem preocupados com muitas coisas, ansiosos pelas vicissitudes da vida, devemos aprender a confiar em Deus, na Sua providência (Mt. 6.24,25).

Por isso, quando se encontrou com o jovem rico, orientou para que esse entregasse seus bens materiais aos pobres, mas ele foi incapaz de fazê-lo (Mt. 19.16-22). A conclusão de Jesus, em virtude do apego daquele jovem às riquezas foi a seguinte: “Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reino dos céus. E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus” (Mt. 19.23,24).

Ao invés de enfocar demasiadamente as riquezas, Jesus ensina que devemos buscar, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça e que as demais coisas – apresentadas no contexto, e não todas como dizem alguns – os serão acrescentadas (Mt. 6.33).

Em suas epístolas, Paulo orienta os primeiros crentes em relação ao uso do dinheiro. Ao escrever aos Coríntios nos apresenta o modelo de Jesus em relação à riqueza e a pobreza. Diz ele: “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que pela sua pobreza vos tornásseis ricos” (II Co. 8.9).

A riqueza a respeito da qual trata o Apóstolo, nesse texto, não é material, tendo em vista que, ao escrever a Timóteo, alerta a respeito do perigo das riquezas (I Tm. 6.9,10).

A orientação apostólica é a de que há maior felicidade em dar do que em receber (At. 20.35), por isso, Deus ama a quem dar com alegria (II Co. 9.7). A moeda mais valiosa para o cristão é o exercício da piedade, que a fonte de lucro (I Tm. 4.8).

CONCLUSÃO

A partir do Livro de Provérbios, e do Novo Testamento, destacamos algumas orientações práticas quanto ao uso do dinheiro: 

1) não devemos confiar nas riquezas, mas em Deus, que é nosso Provedor (Mt. 6.24); 

2) diante de uma sociedade consumista, devemos pedir sabedoria a Deus, para saber usar corretamente o dinheiro (Tg. 1.5); 

3) a honestidade é uma prática cristã, não apenas diante de Deus, mas também dos homens (II Co. 8.21); 

4) não devemos esquecer que um dia prestaremos contas a Deus, inclusive do modo como gastamos nosso dinheiro (Rm. 14.10; 

5)sejamos cuidadosos em relação ao dinheiro, aprendamos a exercitar a piedade com contentamento (I Tm. 6.6-10); 

6) a utilizar os recursos em coisas benéficas, principalmente para a obra do Senhor  (Fp. 4.14); 

7) em uma sociedade individualista, sejamos generosos, atentos às necessidades dos outros (II Co. 9,6,7);

8) o dinheiro do cristão deve ser ganho com honestidade, no temor do Senhor, e gasto com sabedoria (At. 24.16; II Ts. 3.7-9); 

9) é preciso ter cuidado para não se deixar dominar pela ganância, e pelo consumismo (Ef. 5.3); e 10) o segredo é aprender a viver em contentamento, para não contrair dívidas desnecessárias, que comprometerão a renda familiar (Hb. 13.5).

BIBLIOGRAFIA
KIDNER, D. Provérbios: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1980.
ORTLUND JR. R. C. Proverbs: wisdom that works. Illinois: Crossway, 2012.

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

João Placoná – Presbítero, Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra, Palestrante e Articulista.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Os Dez Mandamentos – Dúvidas

10 mandamentos 1

P: Em Ex. 20:3, o 1º Mandamento nos diz: “Não terás outros deuses...”. Quando é que nós quebramos esse mandamento?

R: Ao colocar em 1º lugar em nossas vidas o: dinheiro, bem material, pessoa, etc.

P: Em Ex. 20:4-6, o 2º Mandamento nos diz: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra... Não às adorarás, nem lhes darás culto (ou não se ajoelhe nem faça orações)...”. Quando é que nós quebramos esse mandamento? Is. 42:8,17

R: Quando adoramos (louvamos, prestamos culto ou rezamos) anjos, pessoas, qualquer morto, imagens, animais, ou coisas da natureza, etc...

P: O que Deus diz que vai acontecer, com os que fazem ou confiam nos ídolos? Sl.115:4-8

R: Tornem-se iguais aos ídolos (cegos, surdos, etc..)

P: Em quem nós devemos confiar então? Por quê? Sl.115:9

R: No Senhor, porque Ele é o nosso auxílio, nossa ajuda, nosso escudo.

P: Que valor Deus dá às imagens? Os que fazem essas coisas ficam o quê? Is. 44:9

R: Ele diz que são “nada”, “não prestam” ou “são vaidades”. As pessoas que fazem estas coisas ficam confundidas.

*Querendo estudar mais sobre o assunto, leia em casa: Dt.27:15, II Reis 23:24, Is.44:9-20, Is. 46: 5-7, Jr.10:2-5, Jr. 16:17-21, At. 17:29-30, I Co. 8:4, I Co. 10:18-22

P: Em Ex. 20:7, o 3º Mandamento nos diz: “Não tomar o nome do Senhor teu Deus em vão...” . Quando é que nós quebramos esse mandamento?

R: Quando nós dizemos Seu nome sem estar pensando, reverenciando Ele.

P: Em Ex. 20:8-11, o 4º Mandamento nos diz: “Santificar o sábado e não trabalhar”. Quando é que nós quebramos esse mandamento?

R: Quando não separamos um dia para as coisas de Deus (no caso o sábado), e quando trabalhamos, realizando alguma atividade neste dia.

P: Em Ex. 20:12, o 5º Mandamento nos diz: “Honra teu pai e tua mãe...”. Quando é que nós quebramos esse mandamento?

R: Quando desobedecemos pelo menos 1 vez nossos pais, ou obedecemos, mas com atitude de rebeldia, já quebramos esse mandamento.

P: Em Ex. 20:13, o 6º Mandamento nos diz: “Não matarás”. Quando é que nós quebramos esse mandamento? Mt. 5:21,22

R: Quando tiramos a vida de uma pessoa, ou quando nos iramos contra ela, ou proferimos um insulto chamando-a de maldita e tola.

P: Ex. 20:14, o 7º Mandamento nos diz: “Não adulterarás”. Quando é que nós quebramos esse mandamento? Mt. 5:27,28

R: Quando nós olhamos para alguém com intenção impura em nosso coração.

P: Em Ex. 20:15, o 8º Mandamento nos diz: “Não furtarás”. Quando é que nós quebramos esse mandamento?

R: Quando pegamos algo que não nos pertencia, ou quando obtemos algo de alguém, de forma injusta, enganando-o, ou trapaceando (mesmo num jogo).

P: Em Ex. 20:16, o 9º Mandamento nos diz: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”. Quando é que nós quebramos esse mandamento? Jo. 8:44

R: Quando nós, em algum momento, mentimos, transferindo a culpa para outro.

P: Em Ex. 20:17, o 10º Mandamento nos diz: “Não cobiçarás as coisas alheias...”. Quando é que nós quebramos esse mandamento?

R: Quando desejamos possuir algo que pertence à outra pessoa.

P: Se nossa vida eterna com Deus dependesse de guardar os Dez Mandamentos, quantos mandamentos teríamos que quebrar para ir para o inferno? Tg. 2:10, Ez. 18:4

R: ( ) todos (X) um só ( ) a maioria

* Se nossa vida eterna com Deus dependesse de guardar os mandamentos, estaríamos todos perdidos! “...Pois todos pecaram, e carecem da glória de Deus... Rm. 3:23”.

P: Com quais coisas poderíamos comparar os mandamentos de Deus em nossas vidas?

R: Com um espelho ou um “raio-x”, pois nos mostra onde estamos sujos ou onde quebramos a Sua Lei.

* Os mandamentos, entre outras aplicações, nos ajudam a reconhecer que estamos sujos, separados de Deus espiritualmente. Temos que lembrar que a salvação depende de Deus, e não de nossos esforços ou atos.

Fonte: Além do véu

João Placoná – Presbítero, Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra, Palestrante e Articulista.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Ele nos Suprirá

pães e peixes

Contam que um homem caiu num buraco e várias pessoas que passavam pelo local reagiram assim:

1 – O Realista: “É um buraco”.

2 – O Otimista: “Tudo ficará bem!”

3 – O Repórter: “Quanto quer por uma entrevista exclusiva sobre a vida no buraco?”

4 – O Policial: “Você tem licença para este buraco?”

5 – O Engenheiro: “Posso calcular a largura, comprimento e profundidade do buraco para você!”.

Na realidade o que o homem precisava era de alguém que suprisse sua maior necessidade – que o ajudasse a sair dali.

Foi o que Jesus fez por um grupo (4000 homens além de crianças e mulheres) de pessoas que estava com ele ouvindo Seus ensinamentos.

Algumas delas vieram de longe, e estavam ali há dias. Com o tempo, os seus suprimentos acabaram (Mc 8:2).

Compadecido Jesus quis suprir-lhes as necessidades. Jesus compreendeu o que eles estavam passando; colocou-se no lugar deles para sentir a sua fraqueza, vulnerabilidade, solidão, fragilidade; e dispôs-se a fazer algo para reverter a situação. (Mc 8:3).

Os discípulos fizeram uma pergunta prática: “...Como vamos encontrar, neste lugar deserto, comida que dê para toda essa gente? (Mc 8:4).

Essa pergunta subestimava a pessoa, o poder e a desenvoltura de Jesus para suprir as necessidades de Seu povo.

Jesus respondeu “Quantos pães vocês têm?...” Tudo o que tinham eram sete pães e alguns peixes (Mc 8:5-7).

Mas Jesus com essas provisões escassas, milagrosamente alimentou 4000 homens, além das mulheres e crianças... (Mc 8:8,9). Incrível!

Podemos confiar em Jesus para suprir nossas necessidades, lembrando que:

1) Ele se preocupa com nossas necessidades;

2) Ele pode e usará recursos aparentemente inadequados e naturais para suprir nossas necessidades de maneira sobrenatural;

3) Ele não se limita a nos suprir apenas uma vez; e

4) Ele às vezes, suprirá nossas necessidades com mais do que o necessário. Ele é o nosso fiel provedor!

Pão Diário

João Placoná – Presbítero, Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra, Palestrante e Articulista.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Requisitos de uma verdadeira Igreja

Igreja

“Com muitas outras palavras de seu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. 41 Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. 42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. 43 Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. 44 Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. 45 Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, á medida que alguém tinha necessidade. 46 Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam o pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração. 47 Louvando a Deus e contando com simpatia de todo o povo. Enquanto isso acrescentavam-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At 2.40-47).

Os apóstolos já haviam passado pela escola do Mestre Jesus, porém lhes faltavam à presença do Espírito Santo. Mas, após o dia do pentecoste a Igreja estava revestida de autoridade e capacitada para evangelizar o mundo.

Na primeira pregação do apóstolo Pedro quase três mil almas se renderam a Cristo, pois o Espírito Santo atuava de modo pleno na Igreja.

No contexto acima encontramos alguns quesitos deixados pela Igreja Primitiva para ser seguido.

A Igreja primitiva estava firmada na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão, nas orações, em cada crente havia temor, praticavam a obra social, perseveravam unidos e no templo louvavam ao Senhor.

I. FIRMEZA NA DOUTRINA

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos...”. Doutrina no grego “didaxh didache” que significa: ensino, aquilo que é ensinado, ensino a respeito de algo, o ato de ensinar, instrução, fazer uso do discurso como meio de ensinar. O ensino é uma doutrina.

A Bíblia fala sobre três tipos de doutrina.

1. Doutrina de Deus

São ensinamentos de Deus. Elas são imutáveis.

As doutrinas de Deus possuem 3 divisões que são:

A. Doutrina da Salvação: Arrependimento, conversão, novo nascimento, santificação, etc.

B. Doutrina da fé. Teontologia, Trindade, Espírito Santo, Cristo, vida após a morte, etc.

C. Doutrina das últimas coisas. Arrebatamento, ressurreição, tribunal de Cristo, etc.

2. Doutrina dos homens.

São ensinamentos e tradições de homens.

• São ensinos de homem e não de Deus. E as tradições mudam de tempo em tempo (Mt 15.1-9).

• Muitos fundamentam suas doutrinas no legalismo; em leis do Velho Testamento. Por exemplo, guardar o sábado para se salvar, outros em dogmas e tradições; (doutrina criada pelos homens). Os tais pensam em estar agradando a Deus, mas não. Em Mt 15.1-3 Jesus diz que eles invalidavam os mandamento de Deus pelas suas tradições.

3.  Doutrina de demônios.

São ensinos inspirados por demônios, e contrariam a Palavra de Deus. Ex: Negam a inspiração divina sobre os autores da Bíblia; negam a divindade de Jesus; negam a vida eterna. Etc.

“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1ª Tm 4.1).

OBS. Sem Palavra (ensino), o crente é imaturo e muitas vezes se torna herético (falso).

II. TINHAM COMUNHÃO UNS COM OS OUTROS v. 42 “... e na comunhão...”.

A palavra grega que descreve esse fenômeno é "koinonia", 

1. Comunhão. [do grego koinwnia – koinonia; do latim comunicare, comunicar.

É um intimo relacionamento entre duas pessoas, geralmente traduzida por "comunhão". Mas também pode ser traduzida como: "fraternidade", "participação", "contribuição" e "partilha".

Isso quer dizer que há alguma coisa maravilhosa e sobrenatural que as pessoas da igreja de Cristo experimentam.

É o laço que temos no qual amamos uns aos outros.

2. Comunhão com Deus.

Relacionamento que o crente passa a manter com Deus mediante o sacrifício de Jesus Cristo no Calvário.

3. Comunhão entre os santos. [do latim comunio sanctorum]. É o vínculo espiritual e social estabelecido pelo Espírito Santo entre os que recebem a Cristo como seu Único e Suficiente Salvador. Tendo como base o amor, esse vínculo faz com que os crentes sintam-se ligados num só corpo, do qual Cristo é a cabeça (Ef 4.1-16).

Segundo o dicionário estrongs comunhão é: fraternidade, associação, comunidade, comunhão, participação conjunta, relação, intimidade; oferta dada por todos, coleta, contribuição, que demonstra compromisso e prova de comunhão.

Comunhão é: 1. Uma só alma. 2. um só amor. 3. As magoas são perdoadas. 4. Os muros de separação são derrubados.

Não haverá comunhão se não tivermos prazer pelas verdades da Palavra de Deus.

III. UNIDADE NO CORPO “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum” (v. 44).

Não existe unidade sem comunhão ou vice versa.

Unidade [do gr. enothz henotes] - unanimidade, consentimento mútuo.

Um só corpo (a Igreja); Uma só cabeça (Cristo).

Apesar de a igreja primitiva ser formada de judeus, gregos e bárbaros e de suas diferenças culturais e étnicas tinham unidade.

Cada membro, neste corpo, tem uma função específica, (Ef 4.11), mas trabalham pelo bem comum.

“E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, 12 com vistas (propósito) ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, 13 Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, 14 para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. 15 Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, 16 de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor” (Ef 4.11-16).

“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!” (Sl 133.1).

IV. PRATICAVAM O PERDÃO

Sem perdão não pode existir unidade e comunhão, por esta razão, aqui eu acrescento a doutrina do perdão.

Perdão no Hebraico tem três significados:

Cafer - Quer dizer cobrir, isto é, não vejo mais.

Salak - Tirei daquele lugar para bem longe.

Nasa - Lançar longe, não vejo mais, lancei no mar de esquecimento.

Perdão [do latim] quer dizer remissão de pena é o mesmo que pedir desculpa.

Perdoar: Conceder perdão, absolver de culpa ou dívida, desculpar.

Perdão é o resultado do amor de Deus derramados em nossas vidas.

1. A origem do perdão.  “Contigo, porém, está o perdão, para que te temam” (Sl 130.4).

a. É divina. Deus tem o perdão.

b. Fomos perdoados por Deus em Cristo.

c. Se confessamos arrependidos, Deus nos perdoa. Mediante a justiça divina ninguém seria impune, todos estaríamos condenados, mas mediante a confissão e arrependimento somos perdoados.

No livro do profeta Isaías 1.18, está escrito:  “... ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão brancos como a lã”.

A escarlata e o vermelho representam a nossa vida de pecado, mas o próprio Deus se oferece a nós revestir da brancura da santidade, através do Seu perdão.

2. Cristo nos perdoou. “Contudo, Jesus dizia: Pai perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34).

a. Não considerou o nosso pecado.

b. Ele perdoou a todos sem olhar a quem. Certa vez os fariseus trouxeram a Jesus uma mulher apanhada em adultério e disseram para Ele que a mulher que fosse apanhada em adultério seria apedrejada e tu mestre o que dizes? Ele, porém respondeu: atire a primeira pedra àquele que nunca pecou.

c. Ele ainda é o mesmo para perdoar.

3. Devemos perdoar.

Efésio 4.32 Paulo escreve dizendo: “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou”.

a) É parte da oração do Pai nosso.

b) Fomos perdoados, devemos perdoar.

c) Se perdoamos, salvamos, a nós mesmos.

4. Quem não perdoa não pode ser perdoado.

Na oração modelo do Pai nosso Jesus diz: Porque, se perdoardes aos homens as sua ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; Se, porém não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará ás vossas ofensas.

A salvação e as bênçãos de Deus para nossa vida dependem do nosso perdão aos nossos irmãos. Sem o genuíno perdão, não podemos ter intimidade com Deus e nem ver sua face.

V. PERSEVERAVAM NA ORAÇÃO v. 42 “... e nas orações...”.

A oração é um dialogo (do gr. di-logo), conversa entre duas pessoas.

A oração traz intimidade com Deus.

A Igreja primitiva deixou-nos o exemplo da oração.

A oração é o incenso que oferecemos ao Senhor (Lc 1.9; Ap 5.8).

Muitos hoje estão vivendo uma vida de sequidão porque não oram mais. Não há milagres, mudanças, porque há falta de oração. (2ª Cr 7.14).

A oração traz:

1. Cura: Tiago 5.14-15 “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados”.

2. Santificação: 1 Timóteo 4.5 “Porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado”.

3. É uma ordenança: Colossenses 4.2 “Perseverai na oração, vigiando com ações de graças”.

4. Devemos orar sem cessar: Efésios 6.18 “Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”.

Ef 6.18 “Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”.

VI. TEMOR – v. 43 “Em cada alma havia temor...”.

Temor é o princípio da sabedoria.

1. Respeito, por Deus e pelos outros. É honrar a Deus como criador.

2. É responsabilidade com a obra de Deus.

3. Temor é sentir nojo pelo pecado.

4. Há exemplos de pessoas que perderam o temor e brincaram com Deus.

a. Sansão brincou com Deus e perdeu a plenitude do Espírito.

b. Saul desobedeceu a Deus o Espírito se retirou dele.

5. E ainda hoje há muitos que estão brincando com Deus. Tomando a ceia em pecado.

Sl 128.1: “Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!”

VII. A IGREJA PRIMITIVA PRATICAVA A OBRA SOCIAL “Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, á medida que alguém tinha necessidade” (v. 45).

Ajudavam-se mutuamente e ficavam juntos o tempo todo.

A prática da assistência social é uma teologia do Velho e do Novo Testamente. A obra social é maior que o jejum.

Tiago 1.27 “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo”.

Visitar no grego “episkeptomai” – significa: Cuidar ou preocupar-se, inspecionar, examinar com os olhos a fim de ver como ele está; visitar; ir ver alguém; o pobre e aflito; o doente; tomar em consideração a fim de ajudar ou beneficiar; ser responsável por, ter cuidado de, prover para: de Deus; procurar por (olhar em torno), selecionar (alguém para escolher, empregar, etc.)

VIII. AMOR A CASA DE DEUS (v. 46). “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam o pão de casa em casa....”.

Unânimes: [do grego omoyumadon homothumadon] que significa: com uma mente, de comum acordo, com uma paixão.

Singular palavra grega. Usada 10 de suas 12 ocorrências no livro de Atos. Ajuda-nos a entender a singularidade da comunidade cristã. Homothumadon é um composto de duas palavras que significam “impedir” e “em uníssono”.

A imagem é quase musical; um conjunto de notas é tocado e, mesmo que diferentes, as notas harmonizam em grau e tom. Como os instrumentos de uma grande orquestra sob a direção de um maestro, assim o Santo Espírito harmoniza as vidas dos membros da igreja de Cristo.

• Davi diz no seu Salmo: “Me alegrei quando me disseram vamos à casa do Senhor” (Sl 122.1).

• Davi tinha prazer, a igreja primitiva tinha prazer e sabiam que na casa do Senhor eram abençoados e Deus lhes respondia.

• Quando o crente perde o prazer de vir à casa de Deus tem algo errado.

• Na casa de Deus Ana orou e Deus lhe abençoou.

• Josafá buscou socorro e Deus lhe socorreu.

• Tem compromisso com Deus e Sua obra.

• Não existe comunhão se deixarmos a casa do Senhor por qualquer coisa.

IX. ADORAÇÃO - TINHAM O VERDADEIRO LOUVOR – v. 47 Louvando a Deus e contando com simpatia de todo o povo...

Louvor [do grego aineo], significa: elogiar, honrar, engrandecer.

Louvar é expressar o amor de Deus em nossas vidas. É agradecer e engrandecer aquele que merece toda honra e louvor. Não estamos aqui para agradar uns aos outros, mas para adorar ao Senhor Criador do universo na beleza da Sua santidade.

O louvor nos aproxima de Deus, nos enche da plenitude do Espírito e um crente cheio da plenitude os demônios se sujeitam.

Louvar com instrumentos, com cânticos, com salmos, com palmas com coreografia etc.

Quando Saul se encontrava perturbado pediu a seus servos que trouxessem alguém para tocar um instrumento:

“Disse Saul aos seus servos: Buscai-me, pois, um homem que saiba tocar bem e trazei-mo” (Sm 16.17).

X. UMA IGREJA SIMPLES “...e contando com simpatia de todo o povo...” [Simpatia no grego  aphelotes] significa simplicidade, singeleza.

Simples como uma pomba.

Sua igreja cultiva a verdadeira comunhão? Pratica o perdão? Persevera no ensino? Na oração? Na assistência social? Amamos a casa de Deus? Louvamos a Deus de coração?

É hora de voltarmos ao cenáculo e reviver os tempos de refrigério e avivamento. Nestes últimos tempos podemos considerar uma igreja verdadeira se possuirmos esses quesitos.

Não há comunhão se não perseverarmos na doutrina que Jesus e Seus discípulos ensinaram. Não há comunhão sem perdão, sem amor, sem oração, sem temor e sem louvor.

Não há comunhão se não tivermos frequentando assiduamente os cultos de oração e ensinos da Palavra de Deus.

Não há comunhão se não tivermos uma verdadeira adoração.

Pr Elias Ribas

João Placoná – Presbítero, Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra, Palestrante e Articulista.