domingo, 25 de novembro de 2018

Pregamos para salvar e não para agradar

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“O que eu digo a vocês na escuridão, falem à luz do dia; o que é sussurrado em seus ouvidos, proclamem dos telhados”. (Mateus 10:27)

Hoje em quase todas as igrejas não se fala mais em cruz, em pecado, em inferno e em condenação. Pastores, líderes de ministérios, evangelistas e nas escolas dominicais (nas poucas que ainda não foram abolidas) não se prega mais o verdadeiro, mas sim o conveniente.

Muitos estão preocupados em agradar os fiéis e não percebem que os estão levando ao erro, ao pecado e alguns à própria condenação. Tudo pelo medo de perder suas ovelhas ou escandalizá-las.

É mais rentável proferir o que elas desejam ouvir do que aquilo que elas precisam escutar. Penso eu, todavia, e assim também diz a Palavra: ”Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? ou procuro agradar aos homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1.9-10).

Quem poderá ser um autêntico ministro do evangelho se não prega aquilo que a Bíblia diz? Todos os verdadeiros cristãos devem ter como alvo Cristo, sempre devendo agradar a Deus, mesmo que isso importe desagradar a homens.

Temos como exemplo “Respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Importa antes obedecer a Deus que aos homens.” (Atos 5.29). “Não servindo somente à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus.” (Efésios 6.6). “Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo somente à vista como para agradar aos homens, mas em singeleza de coração, temendo ao Senhor.” (Colossenses 3.22).

Mesmo que a Palavra de Deus seja dura, ela deve ser pregada sem receio. Não sabemos quando Cristo irá voltar, por isso importa pregar o Evangelho, ganhar almas e alertar a igreja acerca das inúmeras mentiras que satanás vem introduzindo em nosso meio.

Filhos de Deus verdadeiros, que amam a Cristo, receberão com amor essa palavra, pois ela exortará, ensinará o verdadeiro caminho, o correto conselho.

Quanto àqueles que estão dentro das igrejas, mas que se escandalizam com a verdade da Palavra, digo-vos, que seguramente há muito tempo já se acham desviados, não conheceram a Cristo ainda e precisam estabelecer um vínculo sincero com o Senhor. E para isto, a Palavra de Deus, pregada com amor, intrepidez e ousadia também é o remédio.

Nós somos filhos de Deus e o evangelho confiado para disseminar a verdade sem restrições. Está escrito: “mas, assim como fomos aprovados por Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações.” (I Tessalonicenses 2.4).

Temos a certeza, assim como a parábola dos talentos, que se nos é confiado a proclamação do Evangelho, e por medo, restrição, doutrina, ou mesmo pelo fato de como a igreja vai reagir pela verdade, deixarmos de proclamá-lo devidamente, rodeando a Palavra, evitando a cruz, o sacrifício, o inferno, pagaremos um alto preço a Deus, por termos uma pedra preciosa nas mãos e a enterrarmos no solo da timidez, da omissão ou mesmo da ganância material.

Jesus se dirigiu muitas vezes aos fariseus, doutores na lei, como a hipócritas, miseráveis, pobres, cegos e nus. Jesus anunciava o Evangelho verdadeiro e não omitia a Palavra para agradar seus ouvintes. Mesmo seus discípulos que o seguiam foram repreendidos, sempre que a ocasião assim o exigisse.

Fujamos daqueles que pregam para manter a igreja cheia, que implantam doutrinas antibíblicas.

A Palavra de Deus nos adverte: “Ora, irmãos, estas coisas eu as apliquei figuradamente a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, de modo que nenhum de vós se ensoberbeça a favor de um contra outro.” (I Coríntios 4.6).

Muitos têm interferindo na essência do Evangelho, complementando-o com suas doutrinas pessoais, trazendo o erro para dentro da igreja, implantando doutrinas de superstição, revelação, amor ao dinheiro, de imitação do mundo e de glorificação humana.

São muitas as heresias pronunciadas em nosso meio e que surgem nas tais “revelações”.

Acerca disso, a Bíblia também nos ensina o modo correto de proceder: “Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.” (I João 4.1).

Fujamos igualmente dos pregadores sensacionalistas, que gritam tresloucadamente nos púlpitos. São estes os manipuladores mentais que emotivam a igreja em vez de levar a Palavra da cruz, que salva, que concerta e não a que conforta os nossos pecados. “Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade; também, movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio; a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita. (II Pedro 2.1-3).

Muitos são os desafios a serem enfrentados pela Igreja do Senhor e todos eles só serão superados se houver pregação bíblica pura, sincera e irrestrita. Que não se tire da igreja o direito de saber a verdade somente pelo medo da repercussão ou do escândalo, pois quem ama a Deus receberá com amor aquilo que gerar real edificação. Aquele que acrescenta ou tira algo da Palavra, pagará o preço (Apocalipse 22.18-19).

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pb. João Placoná

domingo, 11 de novembro de 2018

Quando eu devo orar?

 

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"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus." (Filipenses 4:6-7)

Em vez de não se preocupar com nada - ore sobre tudo!

Tudo? Sim, tudo. Desde pedir a vitória pessoal ao nascer do sol até o a agradecer pelo dia vencido no fim da noite. Desde pedir que tudo dê certo na reunião de trabalho ao concerto de um chuveiro queimado. Temos que orar sempre e por tudo.

Em Filipenses 4:6 Paulo diz " as vossas petições sejam em TUDO conhecidas diante de Deus"

A oração é o mais perfeito e singelo diálogo entre o homem e Deus. Por meio dela, fortalecemos nossa fé, recebemos a cura das nossas feridas emocionais e alcançamos a tranquilidade e a paz que nosso coração necessita.

A verdadeira oração não é uma imposição legal de uma religião, muito menos uma exigência divina de adoração ou cerimonialismo.

Não são palavras repetidas num ritual e nem um discurso eloquente que aponta para o brilho espiritual de alguém.

A oração é um veículo divino que aumenta nossa comunhão com o Pai Celestial, nos aproxima do Céu, nos livra das tentações e torna cada vez mais real a presença do Senhor em nosso viver.

É bem verdade que é imprescindível à vida de oração a disciplina e o sacrifício, uma vez que a natureza humana não sente desejo de se resignar, não é atraída por sentimentos de humilhação e dependência, elementos que acompanham uma vida de oração.

No entanto, devemos entender que orar é um privilégio da graça, é um instrumento poderoso de adoração, comunhão e conquistas espirituais, que deve ser utilizado por todos aqueles que reconhecem sua dependência de Deus.

Alguém já disse, com muita propriedade, que a oração é a “respiração da alma”, uma afirmação que nos leva a constatar que um cristão não pode viver sem orar.

Assim, queridos irmãos, busquemos constantemente a Deus em oração (a tempo e fora de tempo), e encontraremos em Deus o refúgio para nossos momentos de angústias, a calma em meio às tormentas da vida e, principalmente, o conforto inefável da Sua presença em nosso viver diário.

“Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”. (Salmos 51.17).

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pb. João Placoná

terça-feira, 6 de novembro de 2018

A morte, a invocação dos mortos a comunicação e a intercessão dos mortos

A MORTE, A...

A morte à Luz da Bíblia

A ideia escriturística da morte inclui a morte física, a morte espiritual e a morte eterna.

Naturalmente, a morte física e a espiritual são discutidas em conexão com a doutrina do pecado, e a morte eterna é considerada mais particularmente na escatologia geral.

Por essa razão, uma discussão da morte em qualquer sentido da palavra poderia parecer fora de lugar na escatologia individual.

Todavia, dificilmente se poderia deixar totalmente fora de consideração, ao se fazer a tentativa de relacionar as gerações passadas com a consumação final.

A. Natureza da Morte Física.

A Bíblia contém algumas indicações instrutivas quanto à natureza da morte física. Fala desta de várias maneiras. Em Mt 10.28 e Lc 12.4, fala-se dela como a morte do corpo, em distinção da morte da alma (psyche).

Ali o corpo é considerado como um organismo vivo, e a psyche é evidentemente o pneuma do homem, o elemento espiritual que constitui o princípio da sua vida natural. Este conceito da morte natural também está subjacente à linguagem de Pedro em 1 Pe 3.14-18.

Noutras passagens é descrita como o término da psyche, isto é, da vida animal, ou como a perda desta, Mt 2.20; Mc 3.4; Lc 6.9; 14.26; Jo 12.25; 13.37, 38; At 15.26; 20.24, e outras passagens. E, finalmente, também é descrita como separação de corpo e alma, Ec 12.7 (comp. Gn 2.7); Tg 2.26, ideia também básica em passagens como Jo 19.30; At 7.59; Fp 1.23. Cf. também o emprego de êxodos (“partida”) em Lc 9.31; 2 Pe 1.15, 16.

Em vista disso tudo, pode-se dizer que, de acordo com a Escritura, a morte física é o término da vida física pela separação de corpo e alma. Jamais uma aniquilação, apesar de algumas seitas descreverem a morte dos ímpios como tal. Deus não aniquila coisa alguma de Sua criação.

A morte não é uma cessação da existência, mas uma disjunção das relações naturais da vida.

A vida e a morte não são antagônicas entre si como ocorre com a existência e a não existência, mas são mutuamente opostas somente como diferentes modos de existência.

É deveras impossível dizer exatamente o que é a morte. Falamos dela como a cessação da vida física, mas então surge imediatamente a pergunta:

O que é precisamente a vida? E não temos resposta. Não sabemos o que é a morte em sua essência, mas a conhecemos somente em suas relações e ações. E a experiência nos ensina que, onde estas são separadas e cessam, a morte entra.

A morte é um rompimento das relações naturais da vida. Pode-se dizer que o pecado é per se (por si mesmo) morte, porque representa um rompimento das relações vitais do homem, criado à imagem de Deus, com o seu Criador.

Significa a perda dessa imagem e, consequentemente, perturba todas as relações da vida. Este rompimento também se dá na separação de corpo e alma, chamada morte física.

B. Relação Entre o Pecado e a Morte.

Os pelagianos e os socinianos ensinam que o homem foi criado mortal, não meramente no sentido de que ele poderia cair presa da morte, mas no sentido de que ele, em virtude da sua criação, estava sob a lei da morte, e, no transcurso do tempo, estava destinado a morrer.

Isto significa que Adão não era somente suscetível de morte, mas estava realmente sujeito à morte antes de cair. Os defensores deste conceito eram movidos primariamente pelo desejo de fugir da prova do pecado original extraída do sofrimento e morte das crianças.

A ciência dos dias atuais parece dar apoio a essa posição acentuando o fato de que a morte é lei da matéria organizada, visto que esta traz consigo a semente da decadência e da dissolução.

Alguns dos chamados pais primitivos da igreja e alguns teólogos mais recentes, como Warbuton e Laidlaw, assumem a posição de que Adão de fato foi criado mortal, isto é, sujeito à lei da dissolução mas que, no caso dele, a lei só foi efetiva porque ele pecou.

Se tivesse comprovado a sua obediência, teria sido exaltado a um estado de imortalidade. Seu pecado não produziu nenhuma mudança em seu ser constitucional, nesse aspecto, mas, sob a sentença de Deus, fê-lo sujeito à lei da morte e o privou da dádiva da imortalidade, que poderia ter tido sem experimentar a morte.

Naturalmente, neste conceito a entrada fatual da morte continua tendo caráter penal. É um conceito que encaixaria muito bem na posição supralapsária, mas não é exigido por esta.

Na realidade, essa teoria procura apenas enquadrar os fatos revelados na Palavra de Deus nos pronunciamentos da ciência, mas mesmo estes não a consideram imperativa.

Suponhamos que a ciência provasse conclusivamente que a morte reinava no mundo vegetal e animal antes da entrada do pecado; mesmo então não se seguiria necessariamente que ela também prevalecia no mundo dos seres racionais e morais. E ainda que ficasse estabelecido sem sombra de dúvida que todos os organismos físicos, os humanos inclusive, trazem dentro de si as sementes da dissolução, isto ainda não provaria que o homem não foi uma exceção à regra, antes da Queda. Diremos nós que o absoluto poder de Deus, pelo qual o universo foi criado, não era suficiente para manter o homem com vida indefinidamente?

Além disso devemos ter em mente os seguintes dados da Escritura:

(1) O homem foi criado à imagem de Deus, e isto, em vista das perfeitas condições em que a imagem de Deus existiu originariamente, por certo exclui a possibilidade de que trouxesse consigo as sementes da dissolução e da mortalidade.

(2) A morte física não é apresentada na Escritura como resultado natural da continuidade da condição original do homem, devido ao seu fracasso em não conseguir subir às alturas da imortalidade pelo caminho da obediência; mas, sim, como resultado da sua morte espiritual, Rm 6.23; 5.21; 1 Co 15.56; Tg 1.15.

(3) As expressões bíblicas certamente indicam a morte como uma coisa introduzida no mundo da humanidade pelo pecado, e como uma punição positiva pelo pecado, Gn 2.17; 3.19; m 5.12, 17; 6.23; 1 Co 15.21; Tg 1.15.

(4) A morte não é descrita como algo natural na vida do homem, mera falha de um ideal, e sim assaz decisivamente como algo alheio e hostil à vida humana: é uma expressão da ira divina, Sl 90.7, 11, um julgamento, Rm 1.32, uma condenação, Rm 5.16 e uma maldição, Gl 3.13, e enche os corações dos filhos dos homens de temor e tremor, justamente porque é tida como uma coisa antinatural.

Tudo isso não significa, porém, que não poderia ter havido morte nalgum sentido da palavra no mundo da criação inferior, independentemente do pecado, mas, mesmo ali, é evidente que a entrada do pecado trouxe um cativeiro de corrupção que era estranho à criatura, Rm 8.20-22.

Por estrita justiça, Deus poderia ter imposto a morte ao homem no mais completo sentido da palavra imediatamente após a sua transgressão, Gn 2.17.

Mas, por Sua graça comum, restringiu a operação do pecado e da morte, e, por Sua graça especial em Cristo Jesus, venceu estas forças hostis, Rm 5.17; 1 Co 15.45; 2 Tm 1.10; Hb 2.14; Ap 1.18; 20.14.

A morte realiza agora plenamente a sua obra só nas vidas que recusam a libertação do seu jugo, libertação oferecida em Cristo Jesus. Os que creem em Cristo estão livres do poder da morte, foram restaurados à comunhão com Deus, e foram revestidos de uma vida sem fim, Jo 3.36; 6.40; Rm 5.17-21; 8.23; 1 Co 15.26, 51-57; Ap 20.14; 21.3, 4.

C. Significado da Morte dos Crentes.

A Bíblia fala da morte física como punição, como “o salário do pecado”. Dado, porém, que os crentes estão justificados e não estão mais na obrigação de prestar qualquer satisfação penal, surge naturalmente a questão:

Por que eles têm que morrer? É mais que evidente que, quanto a eles, o elemento penal e retirado da morte. Não se acham mais sob a lei, quer como exigência da aliança das obras, quer como poder condenatório, visto haverem obtido completo perdão por todos os seus pecados. Cristo se fez maldição por eles, e, assim, removeu a pena do pecado. Mas, se é assim, por que Deus ainda julga necessário faze-los passar pela dolorosa experiência da morte?

Por que simplesmente não os transfere de uma vez para o céu?

Não se pode dizer que a destruição do corpo é absolutamente essencial para uma perfeita santificação, uma vez que isso é contraditado pelos exemplos de Enoque e Elias.

Tampouco é satisfatório dizer que a morte liberta o crente dos males e sofrimentos da presente vida e dos estorvos do pó, livrando o espírito do grosseiro e carnal corpo atual.

Deus poderia também realizar esta libertação por uma transformação súbita, como a que os santos vivos experimentarão por ocasião da parousia.

É evidente que a morte dos crentes deve ser considerada como a culminação dos corretivos que Deus ordenou para a santificação do Seu povo. Conquanto a morte, em si mesma, continue sendo um verdadeiro mal natural para os filhos de Deus, uma coisa antinatural que, como tal, é temida por eles, na economia da graça se faz subserviente ao seu progresso espiritual e aos melhores interesses do reino de Deus.

A própria ideia da morte, as aflições que cercam a morte, o sentimento de que as doenças são prenúncios da morte, e a consciência da aproximação da morte – tudo isso tem um efeito benéfico sobre o povo de Deus.

Serve para humilhar os orgulhosos, para mortificar a carnalidade, para refrear o mundanismo e para fomentar a mentalidade espiritual. Na união mística com o seu Senhor, os crentes são levados a participar das experiências de Cristo.

Justamente como Ele entrou em Sua glória pelo caminho dos sofrimentos e morte, eles também só podem tomar posse da sua herança eterna por meio da santificação. Muitas vezes a morte é a prova suprema do vigor da fé que há neles, e com frequência provoca extraordinárias manifestações da consciência de vitória precisamente na hora da derrota aparente, 1 Pe 4.12, 13. Ela completa a santificação das almas dos crentes, de sorte que eles passam imediatamente a ser “espíritos dos justos aperfeiçoados”, Hb 12.23; Ap 21.27.

Para os crentes, a morte não é o fim, mas o início de uma vida perfeita. Eles adentram a morte com a certeza de que o seu aguilhão já foi retirado, 1 Co 15.55, e de que ela é para eles a porta do céu.

Eles dormem em Jesus, 1 Ts 4.14 (Almeida, Rev. e Corrigida; cf. também Ap 14.13), e sabem que até os seus corpos serão finalmente arrebatados do poder da morte, para estarem para sempre com o Senhor, Rm 8.11; 1 Ts 4.16, 17.

Disse Jesus: “Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25). E Paulo tinha a bem-aventurada consciência de que, para ele, o viver é Cristo, e o morrer era lucro. Daí, pôde ele entoar com jubilosas notas, no fim de sua carreira: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda”, 2 Tm 4.7, 8.

A Invocação de Mortos à Luz da Bíblia

Reencarnação e invocação de mortos são as duas principais estacas de sustentação de toda a fraude espiritista. Se ambas puderem ser removidas, o espiritismo ruirá irremediavelmente.

1. O QUE A BÍBLIA Diz

Aos hebreus que saíram do Egito e se aproximavam de Canaã, por intermédio de Moisés, disse o Senhor Deus:

"Quando entrares na terra que o Senhor, teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações.

Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor, e por estas abominações o Senhor, teu Deus, as lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o Senhor, teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o Senhor, teu Deus, não permitiu tal coisa" (Dt 18.9-14).

Com base nestas palavras de Moisés, no seu livro O Céu e o Inferno, aduz Allan Kardec: "... Moisés devia, pois, por política, inspirar nos hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhança e pontos de contato com o inimigo".

2. DEUS CONDENA A INVOCAÇÃO DE MORTOS

Alegar que Moisés se opunha aos costumes pagãos dos cananeus baseado em razões simplesmente políticas, como afirma Allan Kardec, atesta a completa ignorância do espiritismo quanto às Escrituras Sagradas.

A proibição divina de consultar os mortos não prova que havia comunicação com os mortos. Prova apenas que havia a consulta aos mortos, o que não significa comunicação real com eles. Era apenas uma tentativa de comunicação.

Na prática de tais consultas aos mortos, sempre existiram embustes, mistificações, mentiras, farsas e manifestações de demônios.

É o que acontece nas sessões espíritas, onde espíritos demoníacos, espíritos enganadores, manifestam-se, identificando-se como pessoas amadas que faleceram.

Alguns desses espíritos têm aparecido, identificando-se com os nomes de grandes homens, ministrando ensinos e até apresentando projetos éticos e humanitários, que terminam sempre em destroços. São espíritos que se prestam ao serviço do pai da mentira, Satanás.

O povo de Deus, porém, possui a inigualável revelação de Deus pela qual disciplina a sua vida: "Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; — não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva" (Is 8.19,20).

3. O ESTADO DOS MORTOS

O testemunho geral das Escrituras é que os mortos, devido ao estado em que se encontram, não têm parte em nada do que se faz e acontece na Terra. Consulte os seguintes textos: Eclesiastes 9.5,6; Salmos 88.10-12; Isaías 38.18,19; Jó 7.9,10.

Nenhum dos textos bíblicos mencionados contradiz a esperança bíblica da ressurreição dos mortos, uns para a vida eterna, outros para vergonha e perdição eterna.

Os citados textos mostram, sim, que o homem após a morte, na sepultura, jamais poderá voltar à vida de outrora, e que na sepultura nada poderá fazer por si mesmo e muito menos pelos vivos que ainda estão na Terra.

A Comunicação com os Mortos à Luz da Bíblia

A HISTÓRIA DE SAMUEL E SAUL

Às vezes, a história de Samuel e Saul é usada para justificar a comunicação com os mortos. Nessa circunstância notável, Samuel, aparentemente, foi trazido de volta do mundo dos mortos, mas pela médium de En-Dor. Deus mesmo parece ter realizado esse milagre; só esse ato surpreendente explicaria o terror da médium (1Samuel 28:3-25).

Devemos lembrar que a voz de Samuel não falou por meio dos lábios dessa médium.

Samuel e Saul falaram diretamente um com o outro por causa desse surpreendente milagre. E mais, o Altíssimo ficou descontente com a tentativa desesperada de Saul de consultar o profeta morto. Não é de admirar que Saul tenha ouvido uma profecia de julgamento de que ele e seus filhos morreriam no dia seguinte — profecia essa que foi cumprida.

A TENTATIVA DE FALAR COM O MORTO

A tentativa de falar com o morto é condenada de maneira consistente por Deus (Deuteronômio 18:10,11,12).

A BÍBLIA ORDENA: “Não os seus filhos em sacrifícios, queimando-os no altar. Não deixem que no meio do povo haja adivinhos ou pessoas que tirem sortes; não tolerem feiticeiros, nem quem faz despachos, nem os que invocam os espíritos dos mortos. O SENHOR Deus detesta os que praticam essas coisas nojentas... (Deuteronômio 18:10,11,12 - NTLH)”

OS DEMÔNIOS PERSONIFICAM O MORTO

Contudo, há espíritos que personificam o morto. O truque deles é complexo, pois conseguem, de fato, falar sobre amor, o valor da religião ou fazer referências favoráveis a Cristo. E é claro que sabem o bastante sobre o morto para enganar o incauto.

Os demônios personificaram o morto para criar a ilusão de que os vivos podem se comunicar com os mortos. Esses espíritos têm um impressionante conhecimento da vida da pessoa morta, uma vez que observam com atenção os indivíduos enquanto estão vivos. Por meio do poder de iludir, eles conseguem imitar a voz, personalidade e, até mesmo, a aparência da pessoa morta.

FANTASMAS SÃO DEMÔNIOS

A habilidade de espíritos demoníacos de simular a personalidade do morto ajuda-nos a entender casas assombradas. Enquanto estava hospedado em um hotel perto de Calgary, um jornal local publicou uma história dizendo que havia, pelo menos, dois fantasmas no belo prédio. Um dos empregados mostrou-nos uma escadaria de mármore onde vivia um desses fantasmas (fato comprovado pelo testemunho dos empregados).

Anos atrás, uma recém-casada rolara escada abaixo e batera a cabeça, o que resultou em sua morte. Fomos informados que, agora, seu espírito vivia na escadaria e aparecia com alguma regularidade.

1. Como explicamos esse fenômeno?

Quando uma pessoa habitada por espíritos malignos morre, esses demônios precisam se transferir para outro lugar. Frequentemente, eles escolhem permanecer no lugar em que a morte aconteceu (isso parece ser especialmente verdade no caso de mortes violentas, como assassinato e suicídio). Eles assumem o nome e as características da pessoa morta e fazem aparições ocasionais sob esse disfarce. Essas entidades (como são frequentemente chamadas hoje) são espíritos malignos que, muitas vezes, posam como “fantasmas amigáveis”.

CONSULTAR UM MÉDIUM É DAR AS COSTAS A DEUS

Tentar contatar o morto é propor associação com hostes das trevas fingindo ser anjos de luz que estão ali para ser úteis. Isaías, o profeta, advertiu o povo de que consultar um médium era dar as costas a Deus.

“Quando disserem a vocês: ‘Procurem um médium ou alguém que consulte os espíritos e murmure encantamentos, pois todos recorrem a seus deuses e aos mortos em favor dos vivos’, respondam: ‘À lei e aos mandamentos!’ Se eles não falarem conforme esta palavra, vocês jamais verão a luz” (Isaías 8:19,20).

DEUS ABOMINA TODAS AS MANEIRAS DE OCULTISMO

Ocultismo, de qualquer espécie, não é uma fonte confiável de informação em relação ao que acontece após a morte. Ele só prova a existência de um mundo espiritual, um mundo de engano e de conhecimento obscuro. Deus abomina todas as maneiras de ocultismo (Levítico 19:31; Deuteronômio 18:9-12; Isaías 8:19,20; 1 Coríntios 10:14-22).

CONCLUSÃO

A questão, claro, é que toda informação sobre a vida após a morte que vem de espíritos ou canalizadores não é confiável. Os que se voltam para o mundo oculto para buscar conhecer a morte estão equivocados.

Sim, há vida após a morte, mas não aprendemos os detalhes dela com demônios, cujo principal deleite é confundir e enganar.

Ninguém que proclamado ser um guru é qualificado para nos informar a respeito da eternidade. Ninguém pode provar que ele, ou ela, viveu a experiência de ser reciclado de outra existência.

Podem os mortos ajudar os vivos?

Para saber se os mortos podem ou não ajudar os vivos, leia a história do rico e Lázaro, contada por Jesus no Evangelho de Lucas 16.19-31. Precisamente, os versículos 22 e 23 dizem: "E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico e foi sepultado. E, no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio".

1. UM QUADRO CONTRASTANTE

Veja que contraste: Lázaro morre e é levado ao Paraíso de Deus, enquanto o rico, ao morrer, é lançado no inferno de horror, de onde, em agonia, clama: "Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama" (v. 24).

Naquele instante de extrema dor e sofrimento, um pequenino favor de Lázaro seria suficiente para amenizar o sofrimento daquele infeliz; porém, o pai Abraão respondeu: "... Filho, lembra-te de que recebestes os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá" (vv. 25,26).

2. ALGUMAS CONCLUSÕES DESTA PASSAGEM

Feita uma análise desta passagem, as conclusões a que chegamos são:

a)  A vida no porvir será uma consequência natural da vida que se viveu aqui na Terra: Lázaro, que era piedoso e temente a Deus aqui, ao morrer foi levado para o Paraíso, enquanto o homem rico, vaidoso e indiferente às necessidades dos outros, morreu e foi levado para o inferno de trevas e sofrimento.

b) O lugar onde serão lançados os perdidos será um lugar de sofrimento eterno, e não um lugar de purificação e aperfeiçoamento dos espíritos.

c)  Se ao homem aqui, vivendo ímpia e perversamente, abre-se-lhe uma porta de escape após a morte, como admite o espiritismo, o Evangelho de Cristo deixa de ser o que é, ao passo que o sacrifício de Cristo torna-se a coisa mais absurda sobre a qual já se teve notícia.

d.  Se um falecido pudesse, de alguma forma ajudar os seus entes queridos vivos, o rico não teria rogado a Abraão que enviasse Lázaro ou um dos mortos à casa dos seus irmãos, a fim de adverti-los do perigo de cair no inferno; ele mesmo teria feito isto.

e. Se fosse possível que o espírito de um falecido pudesse ajudar os vivos, Deus teria permitido que Lázaro, um dos mortos, ou o próprio homem rico exercesse influência junto aos parentes deste.

f. Tudo quanto o homem precisa conhecer concernente à salvação e à vida eterna acha-se exarado nos escritos de Moisés, dos profetas, dos evangelistas e dos apóstolos do nosso Senhor Jesus Cristo.

Toda a revelação divina escrita encerra-se nas seguintes palavras de Jesus Cristo: "Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da Cidade Santa, que estão descritas neste livro" (Ap 22.18,19).

Assim, os chamados "bons ensinamentos" dos espíritos dos mortos, defendidos pelo espiritismo, nada mais são do que ensinamentos de demônios, pois apresentam-se como nova fonte de revelação, em detrimento da verdadeira revelação de Deus — a Bíblia Sagrada.

Fontes:

Raimundo F. de Oliveira

Erwin Lutzer

Escatologia Bíblica

Pb. João Placoná

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Não praticar boas obras tira as pessoas do céu? Elas não herdarão a vida eterna?

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Eu vim de um lar espírita e lá fomos ensinados que só conseguimos evoluir espiritualmente e sermos salvos na prática de boas obras. Mas já vi na Bíblia que só somos salvos pela graça de Deus.

No entanto, na Bíblia também já vi que quem pratica determinadas obras não herdará o reino dos céus. Se as obras não são importantes para a salvação, por que os que praticam as más obras não herdarão o reino dos céus? Elas não seriam, então, coisas que tiram a pessoa do céu nesse caso?

Esse tema realmente deixa muitas pessoas confusas. Mas isso ocorre quando lemos os textos de forma isolada. Quando observamos de forma mais completa em seus contextos poderemos ver as verdades que Deus nos revelou de forma clara. Vejamos:

Salvação é por obras ou pela graça? Ou as duas coisas?

(1) A Bíblia é clara quando tira do homem qualquer mérito na salvação. Ou seja, não existe obra feita pelo homem capaz de salvá-lo, pois a salvação é obra de Deus: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9).

Muitos param sua leitura aqui. No entanto, é importante seguir em frente com a leitura para observar que Deus não coloca as boas obras em desprezo, como se nada valessem, antes, as situa no lugar exato delas, pois têm sua importância dentro da obra do Senhor: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:10).

(2) Efésios 6:10 nos demonstra que somos salvos PARA as boas obras que Deus deseja que façamos como fruto da nossa salvação. Ou seja, as boas obras são um caminho que todo crente salvo deve percorrer, pois são o caminho que “Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:10).

Esses dois textos situam de forma clara o papel das obras no plano de Deus para a vida do ser humano. Isso está totalmente em acordo com os ensinos de Cristo, que demonstrou que Seus servos seriam reconhecidos pelos bons frutos que produziriam: “Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus” (Mateus 7:17).

Mas por que os que produzem más obras não herdarão o reino de Deus?

(3) Caminhando em nosso estudo, encontramos textos como o de Gálatas 5:21: “invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam”.

Agora, sabedores de todo o contexto que já estudamos, podemos observar que Paulo mostra o tipo de “fruto” que não cabe na vida de um verdadeiro servo de Deus.

Ora, como alguém que mantém conscientemente atitudes como essas citadas em Gálatas 5:19-21 pode ser verdadeiramente salvo? Esse é o ponto aqui! Paulo não está dizendo que o “não fazer” essas coisas irá salvar essas pessoas, mas sim que o fato dessas obras más estarem presentes na vida dessas pessoas indica que elas não são verdadeiramente servas de Cristo, ou seja, salvas. E não sendo salvas não estão aptas para estar no céu com o Senhor.

(4) As boas obras, então, são um indicativo que mostra algo de diferente na vida de alguém. É claro que não estamos falando aqui somente de boas obras exteriores, mas também das interiores, aquelas que só Deus pode ver.

Sendo assim, o papel das boas obras é muito importante na vida de um crente, são frutos abençoados que apresentamos a Deus e que demonstram a nossa mudança de vida e obediência a Ele.

Não nos salvam, mas mostram a nossa salvação realizada em nós pelo Senhor! Como alguém bem disse, somos salvos PARA boas obras e não PELAS boas obras!

Pb. André Sanchez

Pb. João Placoná

Visitar o túmulo de entes queridos é correto?

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Sabemos que quando uma pessoa morre seu destino eterno é selado. Não cabe a nós ficarmos debatendo se uma pessoa foi salva ou não. Isso é papel do soberano juiz, Deus (Hebreus 9:27).

Sendo assim, podemos definir que visitar túmulos com qualquer objetivo de orar em favor do morto ou de tentar de alguma forma interceder por ele e seu destino eterno, é algo que vai contra o ensino bíblico.

A prática de oração por mortos vem da tradição católica e é pautada na tradição (dogmas) e em livros apócrifos como o livro de Macabeus (que nem nós e nem os judeus reconhecem como sendo inspirados).

Mas, sabemos que a Bíblia é clara quando nos ensina que a morte sela nosso destino eterno e que os vivos não podem fazer nada pelos que já morreram: “Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo…” (Hebreus 9:27). Sendo assim, visitar túmulos com esse tipo de objetivo não é correto biblicamente.

Também considero errada a prática muito realizada no dia de finados, que é a de visitar túmulos com o objetivo de agradecer mortos por graças alcançadas ou mesmo fazer-lhes promessas como se pudessem de alguma forma realizar algo pelo vivos.

Esse tipo de visita aos túmulos também é contrária ao que a Bíblia nos ensina: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2:5).

Não há mediadores entre nós e Deus além de Jesus. Ele é o único.

Esclarecidas essas formas erradas mais comuns de lidar com os que já morreram, creio que podemos encontrar visitas aos túmulos que não considero que firam qualquer ponto da palavra de Deus: Quando alguém visita um túmulo de um ente querido com o fim de deixá-lo cuidado, limpo, bem apresentável, não comete pecado. Cuidar do lugar onde foi enterrado nosso ente querido é uma prática digna e que honra a memória do falecido. Não há mal em fazer isso.

Ir a um túmulo com o objetivo de reflexão também não é errado. Muitas vezes o falecido deixou um grande legado. Ir até aquele local para reflexão sobre a própria vida, sobre os ensinos, sobre como anda nossa própria vida também não vai contra a palavra de Deus.

Dentro desse ponto, ainda creio que ir até o túmulo de um ente querido como uma forma de satisfazer o sentimento de saudade também não fere princípios da Palavra do Senhor. É uma forma saudável de lidar com a perda, com a dor do luto.

Sendo assim, é preciso haver equilíbrio a respeito de como tratamos a morte.

A Bíblia nos dá instruções claras sobre o que é incorreto fazer com relação aos que já morreram (orar por eles, buscar bênçãos através deles, mediação ou proteção deles), mas não nos proíbe de cuidar do local onde foram enterrados e nem de sentirmos saudades e refletirmos a respeito dos ensinos e da brevidade da vida.

Nesse sentido, visitar o túmulo de entes queridos que já morreram não é pecado. Aliás, todos deveriam fazer isso de vez em quando, como Salomão nos ensinou: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todos os homens; e os vivos que o tomem em consideração” (Eclesiastes 7:2).

Pb. André Sanchez

Pb. João Placoná