sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Objetivos de ano novo para os cristãos

objetivos

A prática de se fazer objetivos de Ano Novo remonta aos antigos babilônios cerca de 3000 anos atrás.

Há algo sobre o início de um novo ano que nos dá a sensação de um novo começo.

Na realidade, não há uma diferença entre 31 de dezembro e 1 de janeiro.

Nada místico ocorre à meia-noite do dia 31 de dezembro. A Bíblia não fala a favor ou contra o conceito de objetivos de Ano Novo. No entanto, se um cristão decidir criar um objetivo de Ano Novo, que tipo de objetivo deve ele ou ela fazer?

Os objetivos de Ano Novo mais comuns são compromissos de parar de fumar, parar de beber, perder peso, gerir o dinheiro de forma mais sensata e passar mais tempo com a família.

De longe, o objetivo de Ano Novo mais comum é perder peso, em conjunto com fazer mais exercício e comer de forma mais saudável.

Todos esses são bons objetivos, no entanto, 1 Timóteo 4:8 nos instrui a manter o exercício em perspectiva: "Pois o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, visto que tem a promessa da vida presente e da que há de vir." A grande maioria dos objetivos de Ano Novo, mesmo entre os cristãos, está relacionada a coisas físicas. Esse não deve ser o caso.

Muitos cristãos fazem objetivos de Ano Novo para orar mais, ler a Bíblia todos os dias e frequentar a igreja regularmente. Estes são objetivos fantásticos.

No entanto, esses objetivos de Ano Novo fracassam tão frequentemente quanto os objetivos que não são espirituais porque não há poder na resolução em si.

Resolver parar ou iniciar uma determinada atividade não tem qualquer valor a menos que se tenha a motivação correta. Por exemplo, por que você quer ler a Bíblia todos os dias?

É para honrar a Deus e crescer espiritualmente, ou é por que você acha que é algo bom para fazer?

Por que você quer perder peso? É para honrar a Deus com o seu corpo, ou é por vaidade, para honrar a si mesmo?

Filipenses 4:13 nos diz: "Tudo posso naquele que me fortalece." João 15:5 declara: "Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer."

Se Deus for o centro do objetivo de Ano Novo, então há chance de sucesso dependendo do seu compromisso e determinação.

Se for da vontade de Deus que algo seja cumprido, Ele irá permitir que você o cumpra. Se um objetivo não honrar a Deus e/ou não estiver de acordo com a Sua Palavra, não vamos receber a ajuda de Deus no cumprimento do objetivo traçado.

Então, que tipo de objetivo de Ano Novo deve o cristão fazer?

Aqui estão algumas sugestões:

(1) ore ao Senhor pedindo por sabedoria (Tiago 1:5) em relação a quais resoluções, se for o caso, são da Sua vontade para a sua vida;

(2) ore por sabedoria a respeito de como cumprir as metas que Deus lhe deu;

(3) conte com a força de Deus para ajudá-lo;

(4) encontre um parceiro de responsabilidade que irá ajudá-lo e incentivá-lo;

(5) não se desanime com fracassos ocasionais, em vez disso, permita-lhes ser uma motivação;

(6) não se torne orgulhoso ou vaidoso, mas dê glória a Deus. Salmo 37:5-6 diz: "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu direito como o meio-dia."

Esperamos tê-lo ajudado na criação dos seus objetivos para o novo ano que logo se inicia.

GotQuestions.org/Português

Pb. João Placoná

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

O Natal é uma festa Cristã?

natal (2)

Como tenho escrito vários artigos sobre o Natal de Cristo, um internauta argumentou: "Não existe nenhuma ordem bíblica para a celebração do Natal".

Eu poderia ter repetido tudo o que já escrevi sobre o assunto ou simplesmente ter pedido a ele que lesse meus textos. Mas resolvi lhe fazer algumas perguntas.

Há alguma ordem bíblica para celebrarmos o nosso aniversário, fazendo um culto de ações de graça por mais um ano de vida e oferecendo bolo aos convidados?

Existe mandamento específico para as mulheres casarem com vestido de noiva, branco, com véu e grinalda?

Há ordem nas Escrituras para o homem casar de terno e gravata?

Existe ordem bíblica para o casamento ser realizado primeiro no cartório e depois no templo?

Aliás, há mandamento específico que indique o local onde o matrimônio deva ser oficializado?

Existe ordem nas páginas sagradas para os noivos fazerem uma recepção aos convidados e, depois, viajarem em lua de mel?

A Ceia do Senhor é uma ordenança do Senhor Jesus. Mas onde está o mandamento para a celebrarmos de mês em mês ou a cada semana?

Existe ordem bíblica para fazermos a Escola Bíblica Dominical?

Há mandamento na Palavra de Deus para começarmos o culto às 19 horas, aos sábados, e às 18, aos domingos, por exemplo?

Existe mandamento bíblico para termos uma conta no Facebook ou no Twitter, ou para mantermos um blog?

Há ordem de Deus na sua Palavra para eu escrever este artigo?

Enfim, também não existe mandamento específico para celebrarmos o Natal.

Vale salientar mais uma vez que o Natal de Cristo precede e transcende qualquer tradição pagã adotada pelo romanismo.

Sabemos que Jesus não veio ao mundo em 25 de dezembro, mas Ele nasceu! E, se há uma data convencionada para essa celebração, o cristão que se preza, além de glorificar ao Senhor por sua gloriosa obra expiatória, deve aproveitar esse acontecimento para apresentar o Evangelho ao mundo.

Celebrar o Natal de Cristo — repito — é lícito e conveniente, visto que a obra redentora abarca a encarnação do Verbo, a sua morte vicária e a sua ressurreição para a nossa justificação.

Além disso, reitero que o Natal é uma festa cristã, celebrada por anjos e pastores, na primeira noite natalina (Lc 2.8-20), e pela família do Senhor, em sua casa, juntamente com sábios do Oriente, cerca de dois anos após seu nascimento (Mt 2.1-16).

Pr. Ciro Sanches Zibordi

Pb. João Placoná

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Casamento à luz de Deus comparado com a sociedade atual

Casamento de Deus ou...

“...o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.” (Gêneses 2:24)

Uma família forte pressupõe casamento estruturado. Uma Igreja saudável é o reflexo de famílias fortes. Sociedade estruturada é fruto de famílias benditas.

Casamento bem ajustado é a manifestação da benção de Deus numa vida de compreensão e discernimento do que significa essa sublime dádiva.

Todavia, essa realidade formidável tem sido violentamente atacada por concepções mal intencionadas, que visam sua desestrutura e trabalham pela desfiguração do projeto originário de Deus.

Tal perigo, requer por parte da igreja uma postura corajosa, firme e embasada sobre o que difere a luz de Deus das sombras do mundo, em torno de um mesmo tema, que é o casamento.

O casamento é heterossexual (Mc 10.6-7). O homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher.

A relação homossexual não é uma união de amor, mas uma paixão infame, um erro crasso acerca do propósito divino (Rm 1.27), uma abominação aos olhos de Deus.

Os cananitas e a cidade de Sodoma (Gn 18.16-21; Jd 7) foram eliminados da terra pela prática aborrível do homossexualismo (Lv 18.22-29). A Bíblia não deixa dúvidas: “com homem não te deitarás, como se fosse mulher, é abominação” (Lv 18.22). É uma relação contrária à natureza (Rm 1.26); é uma disposição mental reprovável (Rm 1.28) e quem pratica não poderá entrar no Reino de Deus (1 Co 6.9-10).

Vale destacar que o Senhor repudia a prática pecaminosa, não o pecador. Não temos nenhuma chancela bíblica para discriminar, agredir ou desrespeitar de alguma forma o ser humano homossexual. Jesus amou o pecador e o viu como alvo de sua missão redentora. Assim também deve proceder todo cristão.

O casamento é monogâmico (Mc 10.7). A união é restrita a apenas duas pessoas, nada mais do que isso ou fora disso, e tudo que passar disso é adultério.

A poligamia está em desacordo com a Palavra de Deus (Dt 28.54,56; Sl 128.3, Ml 2.14).

O casamento produz unicidade. Dois se tornam um. É a maior cumplicidade que existe entre dois seres humanos. É a união mais profunda que pode haver, mais do que a relação entre mãe e filho. Os filhos de uma mãe são parte dela mesma, mas o seu marido é ela mesma (Ef 5.28-29).

O casamento é indissolúvel (Mc 10.9). Deus instituiu o casamento, não o divórcio. Este é fruto do pecado, é resultado da dureza de coração (Mc 10.5). Enquanto o casamento é digno de honra e deve ser honrado por todos (Hb 13.4), o divórcio é a apostasia do amor, Deus o abomina (Ml 2.10-16).

O divórcio foi permitido não como um plano original de Deus, mas exatamente pela subversão do homem. Moisés percebeu que se o divórcio não fosse permitido em alguns casos, as mulheres poderiam ser expostas a grandes dificuldades e sofrimentos pela crueldade de seus maridos.

Assim, por incrível que pareça, aquele que deveria amar, proteger e cuidar torna-se o maior inimigo da esposa. Foi por esta razão que Deus permitiu a carta de divórcio no Antigo Testamento.

A separação é uma instituição humana enquanto o casamento é divino. O Senhor é Deus de Aliança, e selou o casamento no Seu trono de graça e poder. Por esta razão, aquilo que Deus uniu não separe o homem.

Evidentemente, essa é uma perspectiva bíblica e cristã, que alguns entendem por defasada ou soterrada sob os escombros das novas tendências comportamentais.

Salientamos, porém, que as trincheiras da fé não se armam dos modismos ou das mórbidas tradições. A imutabilidade da Palavra de Deus pressupõe também o caráter inviolável das verdades divinas, que permanecem acima de todas as carnais inclinações e concepções do homem.

Vozes favoráveis ao homossexualismo ou ao chamado casamento gay, vozes que se rendem a filosofias poligâmicas ou de similar teor e também vozes que se aliam ao discurso apologético do divórcio, são vozes claramente a serviço da destruição familiar e da desconfiguração de todo plano original de Deus para as sociedades humanas.

Infelizmente esses maus exemplos são vistos diariamente pelos nossos filhos na TV e na Internet.

Todavia, as vozes que se assumem a serviço do Reino, agem e falam na contramão das tendências e modismos impostos pela atualidade.

Diante do exposto, seja diligente, amoroso e compreensivo com o seu cônjuge. Não existe dádiva maior do que investir no seu casamento, cumprindo os mandamentos do Senhor e, assim, recebendo as bênçãos eternas do nosso Deus.

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pb. João Placoná

domingo, 25 de novembro de 2018

Pregamos para salvar e não para agradar

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“O que eu digo a vocês na escuridão, falem à luz do dia; o que é sussurrado em seus ouvidos, proclamem dos telhados”. (Mateus 10:27)

Hoje em quase todas as igrejas não se fala mais em cruz, em pecado, em inferno e em condenação. Pastores, líderes de ministérios, evangelistas e nas escolas dominicais (nas poucas que ainda não foram abolidas) não se prega mais o verdadeiro, mas sim o conveniente.

Muitos estão preocupados em agradar os fiéis e não percebem que os estão levando ao erro, ao pecado e alguns à própria condenação. Tudo pelo medo de perder suas ovelhas ou escandalizá-las.

É mais rentável proferir o que elas desejam ouvir do que aquilo que elas precisam escutar. Penso eu, todavia, e assim também diz a Palavra: ”Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? ou procuro agradar aos homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1.9-10).

Quem poderá ser um autêntico ministro do evangelho se não prega aquilo que a Bíblia diz? Todos os verdadeiros cristãos devem ter como alvo Cristo, sempre devendo agradar a Deus, mesmo que isso importe desagradar a homens.

Temos como exemplo “Respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Importa antes obedecer a Deus que aos homens.” (Atos 5.29). “Não servindo somente à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus.” (Efésios 6.6). “Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo somente à vista como para agradar aos homens, mas em singeleza de coração, temendo ao Senhor.” (Colossenses 3.22).

Mesmo que a Palavra de Deus seja dura, ela deve ser pregada sem receio. Não sabemos quando Cristo irá voltar, por isso importa pregar o Evangelho, ganhar almas e alertar a igreja acerca das inúmeras mentiras que satanás vem introduzindo em nosso meio.

Filhos de Deus verdadeiros, que amam a Cristo, receberão com amor essa palavra, pois ela exortará, ensinará o verdadeiro caminho, o correto conselho.

Quanto àqueles que estão dentro das igrejas, mas que se escandalizam com a verdade da Palavra, digo-vos, que seguramente há muito tempo já se acham desviados, não conheceram a Cristo ainda e precisam estabelecer um vínculo sincero com o Senhor. E para isto, a Palavra de Deus, pregada com amor, intrepidez e ousadia também é o remédio.

Nós somos filhos de Deus e o evangelho confiado para disseminar a verdade sem restrições. Está escrito: “mas, assim como fomos aprovados por Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações.” (I Tessalonicenses 2.4).

Temos a certeza, assim como a parábola dos talentos, que se nos é confiado a proclamação do Evangelho, e por medo, restrição, doutrina, ou mesmo pelo fato de como a igreja vai reagir pela verdade, deixarmos de proclamá-lo devidamente, rodeando a Palavra, evitando a cruz, o sacrifício, o inferno, pagaremos um alto preço a Deus, por termos uma pedra preciosa nas mãos e a enterrarmos no solo da timidez, da omissão ou mesmo da ganância material.

Jesus se dirigiu muitas vezes aos fariseus, doutores na lei, como a hipócritas, miseráveis, pobres, cegos e nus. Jesus anunciava o Evangelho verdadeiro e não omitia a Palavra para agradar seus ouvintes. Mesmo seus discípulos que o seguiam foram repreendidos, sempre que a ocasião assim o exigisse.

Fujamos daqueles que pregam para manter a igreja cheia, que implantam doutrinas antibíblicas.

A Palavra de Deus nos adverte: “Ora, irmãos, estas coisas eu as apliquei figuradamente a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, de modo que nenhum de vós se ensoberbeça a favor de um contra outro.” (I Coríntios 4.6).

Muitos têm interferindo na essência do Evangelho, complementando-o com suas doutrinas pessoais, trazendo o erro para dentro da igreja, implantando doutrinas de superstição, revelação, amor ao dinheiro, de imitação do mundo e de glorificação humana.

São muitas as heresias pronunciadas em nosso meio e que surgem nas tais “revelações”.

Acerca disso, a Bíblia também nos ensina o modo correto de proceder: “Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.” (I João 4.1).

Fujamos igualmente dos pregadores sensacionalistas, que gritam tresloucadamente nos púlpitos. São estes os manipuladores mentais que emotivam a igreja em vez de levar a Palavra da cruz, que salva, que concerta e não a que conforta os nossos pecados. “Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade; também, movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio; a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita. (II Pedro 2.1-3).

Muitos são os desafios a serem enfrentados pela Igreja do Senhor e todos eles só serão superados se houver pregação bíblica pura, sincera e irrestrita. Que não se tire da igreja o direito de saber a verdade somente pelo medo da repercussão ou do escândalo, pois quem ama a Deus receberá com amor aquilo que gerar real edificação. Aquele que acrescenta ou tira algo da Palavra, pagará o preço (Apocalipse 22.18-19).

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pb. João Placoná

domingo, 11 de novembro de 2018

Quando eu devo orar?

 

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"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus." (Filipenses 4:6-7)

Em vez de não se preocupar com nada - ore sobre tudo!

Tudo? Sim, tudo. Desde pedir a vitória pessoal ao nascer do sol até o a agradecer pelo dia vencido no fim da noite. Desde pedir que tudo dê certo na reunião de trabalho ao concerto de um chuveiro queimado. Temos que orar sempre e por tudo.

Em Filipenses 4:6 Paulo diz " as vossas petições sejam em TUDO conhecidas diante de Deus"

A oração é o mais perfeito e singelo diálogo entre o homem e Deus. Por meio dela, fortalecemos nossa fé, recebemos a cura das nossas feridas emocionais e alcançamos a tranquilidade e a paz que nosso coração necessita.

A verdadeira oração não é uma imposição legal de uma religião, muito menos uma exigência divina de adoração ou cerimonialismo.

Não são palavras repetidas num ritual e nem um discurso eloquente que aponta para o brilho espiritual de alguém.

A oração é um veículo divino que aumenta nossa comunhão com o Pai Celestial, nos aproxima do Céu, nos livra das tentações e torna cada vez mais real a presença do Senhor em nosso viver.

É bem verdade que é imprescindível à vida de oração a disciplina e o sacrifício, uma vez que a natureza humana não sente desejo de se resignar, não é atraída por sentimentos de humilhação e dependência, elementos que acompanham uma vida de oração.

No entanto, devemos entender que orar é um privilégio da graça, é um instrumento poderoso de adoração, comunhão e conquistas espirituais, que deve ser utilizado por todos aqueles que reconhecem sua dependência de Deus.

Alguém já disse, com muita propriedade, que a oração é a “respiração da alma”, uma afirmação que nos leva a constatar que um cristão não pode viver sem orar.

Assim, queridos irmãos, busquemos constantemente a Deus em oração (a tempo e fora de tempo), e encontraremos em Deus o refúgio para nossos momentos de angústias, a calma em meio às tormentas da vida e, principalmente, o conforto inefável da Sua presença em nosso viver diário.

“Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”. (Salmos 51.17).

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pb. João Placoná

terça-feira, 6 de novembro de 2018

A morte, a invocação dos mortos a comunicação e a intercessão dos mortos

A MORTE, A...

A morte à Luz da Bíblia

A ideia escriturística da morte inclui a morte física, a morte espiritual e a morte eterna.

Naturalmente, a morte física e a espiritual são discutidas em conexão com a doutrina do pecado, e a morte eterna é considerada mais particularmente na escatologia geral.

Por essa razão, uma discussão da morte em qualquer sentido da palavra poderia parecer fora de lugar na escatologia individual.

Todavia, dificilmente se poderia deixar totalmente fora de consideração, ao se fazer a tentativa de relacionar as gerações passadas com a consumação final.

A. Natureza da Morte Física.

A Bíblia contém algumas indicações instrutivas quanto à natureza da morte física. Fala desta de várias maneiras. Em Mt 10.28 e Lc 12.4, fala-se dela como a morte do corpo, em distinção da morte da alma (psyche).

Ali o corpo é considerado como um organismo vivo, e a psyche é evidentemente o pneuma do homem, o elemento espiritual que constitui o princípio da sua vida natural. Este conceito da morte natural também está subjacente à linguagem de Pedro em 1 Pe 3.14-18.

Noutras passagens é descrita como o término da psyche, isto é, da vida animal, ou como a perda desta, Mt 2.20; Mc 3.4; Lc 6.9; 14.26; Jo 12.25; 13.37, 38; At 15.26; 20.24, e outras passagens. E, finalmente, também é descrita como separação de corpo e alma, Ec 12.7 (comp. Gn 2.7); Tg 2.26, ideia também básica em passagens como Jo 19.30; At 7.59; Fp 1.23. Cf. também o emprego de êxodos (“partida”) em Lc 9.31; 2 Pe 1.15, 16.

Em vista disso tudo, pode-se dizer que, de acordo com a Escritura, a morte física é o término da vida física pela separação de corpo e alma. Jamais uma aniquilação, apesar de algumas seitas descreverem a morte dos ímpios como tal. Deus não aniquila coisa alguma de Sua criação.

A morte não é uma cessação da existência, mas uma disjunção das relações naturais da vida.

A vida e a morte não são antagônicas entre si como ocorre com a existência e a não existência, mas são mutuamente opostas somente como diferentes modos de existência.

É deveras impossível dizer exatamente o que é a morte. Falamos dela como a cessação da vida física, mas então surge imediatamente a pergunta:

O que é precisamente a vida? E não temos resposta. Não sabemos o que é a morte em sua essência, mas a conhecemos somente em suas relações e ações. E a experiência nos ensina que, onde estas são separadas e cessam, a morte entra.

A morte é um rompimento das relações naturais da vida. Pode-se dizer que o pecado é per se (por si mesmo) morte, porque representa um rompimento das relações vitais do homem, criado à imagem de Deus, com o seu Criador.

Significa a perda dessa imagem e, consequentemente, perturba todas as relações da vida. Este rompimento também se dá na separação de corpo e alma, chamada morte física.

B. Relação Entre o Pecado e a Morte.

Os pelagianos e os socinianos ensinam que o homem foi criado mortal, não meramente no sentido de que ele poderia cair presa da morte, mas no sentido de que ele, em virtude da sua criação, estava sob a lei da morte, e, no transcurso do tempo, estava destinado a morrer.

Isto significa que Adão não era somente suscetível de morte, mas estava realmente sujeito à morte antes de cair. Os defensores deste conceito eram movidos primariamente pelo desejo de fugir da prova do pecado original extraída do sofrimento e morte das crianças.

A ciência dos dias atuais parece dar apoio a essa posição acentuando o fato de que a morte é lei da matéria organizada, visto que esta traz consigo a semente da decadência e da dissolução.

Alguns dos chamados pais primitivos da igreja e alguns teólogos mais recentes, como Warbuton e Laidlaw, assumem a posição de que Adão de fato foi criado mortal, isto é, sujeito à lei da dissolução mas que, no caso dele, a lei só foi efetiva porque ele pecou.

Se tivesse comprovado a sua obediência, teria sido exaltado a um estado de imortalidade. Seu pecado não produziu nenhuma mudança em seu ser constitucional, nesse aspecto, mas, sob a sentença de Deus, fê-lo sujeito à lei da morte e o privou da dádiva da imortalidade, que poderia ter tido sem experimentar a morte.

Naturalmente, neste conceito a entrada fatual da morte continua tendo caráter penal. É um conceito que encaixaria muito bem na posição supralapsária, mas não é exigido por esta.

Na realidade, essa teoria procura apenas enquadrar os fatos revelados na Palavra de Deus nos pronunciamentos da ciência, mas mesmo estes não a consideram imperativa.

Suponhamos que a ciência provasse conclusivamente que a morte reinava no mundo vegetal e animal antes da entrada do pecado; mesmo então não se seguiria necessariamente que ela também prevalecia no mundo dos seres racionais e morais. E ainda que ficasse estabelecido sem sombra de dúvida que todos os organismos físicos, os humanos inclusive, trazem dentro de si as sementes da dissolução, isto ainda não provaria que o homem não foi uma exceção à regra, antes da Queda. Diremos nós que o absoluto poder de Deus, pelo qual o universo foi criado, não era suficiente para manter o homem com vida indefinidamente?

Além disso devemos ter em mente os seguintes dados da Escritura:

(1) O homem foi criado à imagem de Deus, e isto, em vista das perfeitas condições em que a imagem de Deus existiu originariamente, por certo exclui a possibilidade de que trouxesse consigo as sementes da dissolução e da mortalidade.

(2) A morte física não é apresentada na Escritura como resultado natural da continuidade da condição original do homem, devido ao seu fracasso em não conseguir subir às alturas da imortalidade pelo caminho da obediência; mas, sim, como resultado da sua morte espiritual, Rm 6.23; 5.21; 1 Co 15.56; Tg 1.15.

(3) As expressões bíblicas certamente indicam a morte como uma coisa introduzida no mundo da humanidade pelo pecado, e como uma punição positiva pelo pecado, Gn 2.17; 3.19; m 5.12, 17; 6.23; 1 Co 15.21; Tg 1.15.

(4) A morte não é descrita como algo natural na vida do homem, mera falha de um ideal, e sim assaz decisivamente como algo alheio e hostil à vida humana: é uma expressão da ira divina, Sl 90.7, 11, um julgamento, Rm 1.32, uma condenação, Rm 5.16 e uma maldição, Gl 3.13, e enche os corações dos filhos dos homens de temor e tremor, justamente porque é tida como uma coisa antinatural.

Tudo isso não significa, porém, que não poderia ter havido morte nalgum sentido da palavra no mundo da criação inferior, independentemente do pecado, mas, mesmo ali, é evidente que a entrada do pecado trouxe um cativeiro de corrupção que era estranho à criatura, Rm 8.20-22.

Por estrita justiça, Deus poderia ter imposto a morte ao homem no mais completo sentido da palavra imediatamente após a sua transgressão, Gn 2.17.

Mas, por Sua graça comum, restringiu a operação do pecado e da morte, e, por Sua graça especial em Cristo Jesus, venceu estas forças hostis, Rm 5.17; 1 Co 15.45; 2 Tm 1.10; Hb 2.14; Ap 1.18; 20.14.

A morte realiza agora plenamente a sua obra só nas vidas que recusam a libertação do seu jugo, libertação oferecida em Cristo Jesus. Os que creem em Cristo estão livres do poder da morte, foram restaurados à comunhão com Deus, e foram revestidos de uma vida sem fim, Jo 3.36; 6.40; Rm 5.17-21; 8.23; 1 Co 15.26, 51-57; Ap 20.14; 21.3, 4.

C. Significado da Morte dos Crentes.

A Bíblia fala da morte física como punição, como “o salário do pecado”. Dado, porém, que os crentes estão justificados e não estão mais na obrigação de prestar qualquer satisfação penal, surge naturalmente a questão:

Por que eles têm que morrer? É mais que evidente que, quanto a eles, o elemento penal e retirado da morte. Não se acham mais sob a lei, quer como exigência da aliança das obras, quer como poder condenatório, visto haverem obtido completo perdão por todos os seus pecados. Cristo se fez maldição por eles, e, assim, removeu a pena do pecado. Mas, se é assim, por que Deus ainda julga necessário faze-los passar pela dolorosa experiência da morte?

Por que simplesmente não os transfere de uma vez para o céu?

Não se pode dizer que a destruição do corpo é absolutamente essencial para uma perfeita santificação, uma vez que isso é contraditado pelos exemplos de Enoque e Elias.

Tampouco é satisfatório dizer que a morte liberta o crente dos males e sofrimentos da presente vida e dos estorvos do pó, livrando o espírito do grosseiro e carnal corpo atual.

Deus poderia também realizar esta libertação por uma transformação súbita, como a que os santos vivos experimentarão por ocasião da parousia.

É evidente que a morte dos crentes deve ser considerada como a culminação dos corretivos que Deus ordenou para a santificação do Seu povo. Conquanto a morte, em si mesma, continue sendo um verdadeiro mal natural para os filhos de Deus, uma coisa antinatural que, como tal, é temida por eles, na economia da graça se faz subserviente ao seu progresso espiritual e aos melhores interesses do reino de Deus.

A própria ideia da morte, as aflições que cercam a morte, o sentimento de que as doenças são prenúncios da morte, e a consciência da aproximação da morte – tudo isso tem um efeito benéfico sobre o povo de Deus.

Serve para humilhar os orgulhosos, para mortificar a carnalidade, para refrear o mundanismo e para fomentar a mentalidade espiritual. Na união mística com o seu Senhor, os crentes são levados a participar das experiências de Cristo.

Justamente como Ele entrou em Sua glória pelo caminho dos sofrimentos e morte, eles também só podem tomar posse da sua herança eterna por meio da santificação. Muitas vezes a morte é a prova suprema do vigor da fé que há neles, e com frequência provoca extraordinárias manifestações da consciência de vitória precisamente na hora da derrota aparente, 1 Pe 4.12, 13. Ela completa a santificação das almas dos crentes, de sorte que eles passam imediatamente a ser “espíritos dos justos aperfeiçoados”, Hb 12.23; Ap 21.27.

Para os crentes, a morte não é o fim, mas o início de uma vida perfeita. Eles adentram a morte com a certeza de que o seu aguilhão já foi retirado, 1 Co 15.55, e de que ela é para eles a porta do céu.

Eles dormem em Jesus, 1 Ts 4.14 (Almeida, Rev. e Corrigida; cf. também Ap 14.13), e sabem que até os seus corpos serão finalmente arrebatados do poder da morte, para estarem para sempre com o Senhor, Rm 8.11; 1 Ts 4.16, 17.

Disse Jesus: “Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25). E Paulo tinha a bem-aventurada consciência de que, para ele, o viver é Cristo, e o morrer era lucro. Daí, pôde ele entoar com jubilosas notas, no fim de sua carreira: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda”, 2 Tm 4.7, 8.

A Invocação de Mortos à Luz da Bíblia

Reencarnação e invocação de mortos são as duas principais estacas de sustentação de toda a fraude espiritista. Se ambas puderem ser removidas, o espiritismo ruirá irremediavelmente.

1. O QUE A BÍBLIA Diz

Aos hebreus que saíram do Egito e se aproximavam de Canaã, por intermédio de Moisés, disse o Senhor Deus:

"Quando entrares na terra que o Senhor, teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações.

Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor, e por estas abominações o Senhor, teu Deus, as lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o Senhor, teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o Senhor, teu Deus, não permitiu tal coisa" (Dt 18.9-14).

Com base nestas palavras de Moisés, no seu livro O Céu e o Inferno, aduz Allan Kardec: "... Moisés devia, pois, por política, inspirar nos hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhança e pontos de contato com o inimigo".

2. DEUS CONDENA A INVOCAÇÃO DE MORTOS

Alegar que Moisés se opunha aos costumes pagãos dos cananeus baseado em razões simplesmente políticas, como afirma Allan Kardec, atesta a completa ignorância do espiritismo quanto às Escrituras Sagradas.

A proibição divina de consultar os mortos não prova que havia comunicação com os mortos. Prova apenas que havia a consulta aos mortos, o que não significa comunicação real com eles. Era apenas uma tentativa de comunicação.

Na prática de tais consultas aos mortos, sempre existiram embustes, mistificações, mentiras, farsas e manifestações de demônios.

É o que acontece nas sessões espíritas, onde espíritos demoníacos, espíritos enganadores, manifestam-se, identificando-se como pessoas amadas que faleceram.

Alguns desses espíritos têm aparecido, identificando-se com os nomes de grandes homens, ministrando ensinos e até apresentando projetos éticos e humanitários, que terminam sempre em destroços. São espíritos que se prestam ao serviço do pai da mentira, Satanás.

O povo de Deus, porém, possui a inigualável revelação de Deus pela qual disciplina a sua vida: "Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; — não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva" (Is 8.19,20).

3. O ESTADO DOS MORTOS

O testemunho geral das Escrituras é que os mortos, devido ao estado em que se encontram, não têm parte em nada do que se faz e acontece na Terra. Consulte os seguintes textos: Eclesiastes 9.5,6; Salmos 88.10-12; Isaías 38.18,19; Jó 7.9,10.

Nenhum dos textos bíblicos mencionados contradiz a esperança bíblica da ressurreição dos mortos, uns para a vida eterna, outros para vergonha e perdição eterna.

Os citados textos mostram, sim, que o homem após a morte, na sepultura, jamais poderá voltar à vida de outrora, e que na sepultura nada poderá fazer por si mesmo e muito menos pelos vivos que ainda estão na Terra.

A Comunicação com os Mortos à Luz da Bíblia

A HISTÓRIA DE SAMUEL E SAUL

Às vezes, a história de Samuel e Saul é usada para justificar a comunicação com os mortos. Nessa circunstância notável, Samuel, aparentemente, foi trazido de volta do mundo dos mortos, mas pela médium de En-Dor. Deus mesmo parece ter realizado esse milagre; só esse ato surpreendente explicaria o terror da médium (1Samuel 28:3-25).

Devemos lembrar que a voz de Samuel não falou por meio dos lábios dessa médium.

Samuel e Saul falaram diretamente um com o outro por causa desse surpreendente milagre. E mais, o Altíssimo ficou descontente com a tentativa desesperada de Saul de consultar o profeta morto. Não é de admirar que Saul tenha ouvido uma profecia de julgamento de que ele e seus filhos morreriam no dia seguinte — profecia essa que foi cumprida.

A TENTATIVA DE FALAR COM O MORTO

A tentativa de falar com o morto é condenada de maneira consistente por Deus (Deuteronômio 18:10,11,12).

A BÍBLIA ORDENA: “Não os seus filhos em sacrifícios, queimando-os no altar. Não deixem que no meio do povo haja adivinhos ou pessoas que tirem sortes; não tolerem feiticeiros, nem quem faz despachos, nem os que invocam os espíritos dos mortos. O SENHOR Deus detesta os que praticam essas coisas nojentas... (Deuteronômio 18:10,11,12 - NTLH)”

OS DEMÔNIOS PERSONIFICAM O MORTO

Contudo, há espíritos que personificam o morto. O truque deles é complexo, pois conseguem, de fato, falar sobre amor, o valor da religião ou fazer referências favoráveis a Cristo. E é claro que sabem o bastante sobre o morto para enganar o incauto.

Os demônios personificaram o morto para criar a ilusão de que os vivos podem se comunicar com os mortos. Esses espíritos têm um impressionante conhecimento da vida da pessoa morta, uma vez que observam com atenção os indivíduos enquanto estão vivos. Por meio do poder de iludir, eles conseguem imitar a voz, personalidade e, até mesmo, a aparência da pessoa morta.

FANTASMAS SÃO DEMÔNIOS

A habilidade de espíritos demoníacos de simular a personalidade do morto ajuda-nos a entender casas assombradas. Enquanto estava hospedado em um hotel perto de Calgary, um jornal local publicou uma história dizendo que havia, pelo menos, dois fantasmas no belo prédio. Um dos empregados mostrou-nos uma escadaria de mármore onde vivia um desses fantasmas (fato comprovado pelo testemunho dos empregados).

Anos atrás, uma recém-casada rolara escada abaixo e batera a cabeça, o que resultou em sua morte. Fomos informados que, agora, seu espírito vivia na escadaria e aparecia com alguma regularidade.

1. Como explicamos esse fenômeno?

Quando uma pessoa habitada por espíritos malignos morre, esses demônios precisam se transferir para outro lugar. Frequentemente, eles escolhem permanecer no lugar em que a morte aconteceu (isso parece ser especialmente verdade no caso de mortes violentas, como assassinato e suicídio). Eles assumem o nome e as características da pessoa morta e fazem aparições ocasionais sob esse disfarce. Essas entidades (como são frequentemente chamadas hoje) são espíritos malignos que, muitas vezes, posam como “fantasmas amigáveis”.

CONSULTAR UM MÉDIUM É DAR AS COSTAS A DEUS

Tentar contatar o morto é propor associação com hostes das trevas fingindo ser anjos de luz que estão ali para ser úteis. Isaías, o profeta, advertiu o povo de que consultar um médium era dar as costas a Deus.

“Quando disserem a vocês: ‘Procurem um médium ou alguém que consulte os espíritos e murmure encantamentos, pois todos recorrem a seus deuses e aos mortos em favor dos vivos’, respondam: ‘À lei e aos mandamentos!’ Se eles não falarem conforme esta palavra, vocês jamais verão a luz” (Isaías 8:19,20).

DEUS ABOMINA TODAS AS MANEIRAS DE OCULTISMO

Ocultismo, de qualquer espécie, não é uma fonte confiável de informação em relação ao que acontece após a morte. Ele só prova a existência de um mundo espiritual, um mundo de engano e de conhecimento obscuro. Deus abomina todas as maneiras de ocultismo (Levítico 19:31; Deuteronômio 18:9-12; Isaías 8:19,20; 1 Coríntios 10:14-22).

CONCLUSÃO

A questão, claro, é que toda informação sobre a vida após a morte que vem de espíritos ou canalizadores não é confiável. Os que se voltam para o mundo oculto para buscar conhecer a morte estão equivocados.

Sim, há vida após a morte, mas não aprendemos os detalhes dela com demônios, cujo principal deleite é confundir e enganar.

Ninguém que proclamado ser um guru é qualificado para nos informar a respeito da eternidade. Ninguém pode provar que ele, ou ela, viveu a experiência de ser reciclado de outra existência.

Podem os mortos ajudar os vivos?

Para saber se os mortos podem ou não ajudar os vivos, leia a história do rico e Lázaro, contada por Jesus no Evangelho de Lucas 16.19-31. Precisamente, os versículos 22 e 23 dizem: "E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico e foi sepultado. E, no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio".

1. UM QUADRO CONTRASTANTE

Veja que contraste: Lázaro morre e é levado ao Paraíso de Deus, enquanto o rico, ao morrer, é lançado no inferno de horror, de onde, em agonia, clama: "Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama" (v. 24).

Naquele instante de extrema dor e sofrimento, um pequenino favor de Lázaro seria suficiente para amenizar o sofrimento daquele infeliz; porém, o pai Abraão respondeu: "... Filho, lembra-te de que recebestes os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá" (vv. 25,26).

2. ALGUMAS CONCLUSÕES DESTA PASSAGEM

Feita uma análise desta passagem, as conclusões a que chegamos são:

a)  A vida no porvir será uma consequência natural da vida que se viveu aqui na Terra: Lázaro, que era piedoso e temente a Deus aqui, ao morrer foi levado para o Paraíso, enquanto o homem rico, vaidoso e indiferente às necessidades dos outros, morreu e foi levado para o inferno de trevas e sofrimento.

b) O lugar onde serão lançados os perdidos será um lugar de sofrimento eterno, e não um lugar de purificação e aperfeiçoamento dos espíritos.

c)  Se ao homem aqui, vivendo ímpia e perversamente, abre-se-lhe uma porta de escape após a morte, como admite o espiritismo, o Evangelho de Cristo deixa de ser o que é, ao passo que o sacrifício de Cristo torna-se a coisa mais absurda sobre a qual já se teve notícia.

d.  Se um falecido pudesse, de alguma forma ajudar os seus entes queridos vivos, o rico não teria rogado a Abraão que enviasse Lázaro ou um dos mortos à casa dos seus irmãos, a fim de adverti-los do perigo de cair no inferno; ele mesmo teria feito isto.

e. Se fosse possível que o espírito de um falecido pudesse ajudar os vivos, Deus teria permitido que Lázaro, um dos mortos, ou o próprio homem rico exercesse influência junto aos parentes deste.

f. Tudo quanto o homem precisa conhecer concernente à salvação e à vida eterna acha-se exarado nos escritos de Moisés, dos profetas, dos evangelistas e dos apóstolos do nosso Senhor Jesus Cristo.

Toda a revelação divina escrita encerra-se nas seguintes palavras de Jesus Cristo: "Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da Cidade Santa, que estão descritas neste livro" (Ap 22.18,19).

Assim, os chamados "bons ensinamentos" dos espíritos dos mortos, defendidos pelo espiritismo, nada mais são do que ensinamentos de demônios, pois apresentam-se como nova fonte de revelação, em detrimento da verdadeira revelação de Deus — a Bíblia Sagrada.

Fontes:

Raimundo F. de Oliveira

Erwin Lutzer

Escatologia Bíblica

Pb. João Placoná

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Não praticar boas obras tira as pessoas do céu? Elas não herdarão a vida eterna?

salvo3

Eu vim de um lar espírita e lá fomos ensinados que só conseguimos evoluir espiritualmente e sermos salvos na prática de boas obras. Mas já vi na Bíblia que só somos salvos pela graça de Deus.

No entanto, na Bíblia também já vi que quem pratica determinadas obras não herdará o reino dos céus. Se as obras não são importantes para a salvação, por que os que praticam as más obras não herdarão o reino dos céus? Elas não seriam, então, coisas que tiram a pessoa do céu nesse caso?

Esse tema realmente deixa muitas pessoas confusas. Mas isso ocorre quando lemos os textos de forma isolada. Quando observamos de forma mais completa em seus contextos poderemos ver as verdades que Deus nos revelou de forma clara. Vejamos:

Salvação é por obras ou pela graça? Ou as duas coisas?

(1) A Bíblia é clara quando tira do homem qualquer mérito na salvação. Ou seja, não existe obra feita pelo homem capaz de salvá-lo, pois a salvação é obra de Deus: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9).

Muitos param sua leitura aqui. No entanto, é importante seguir em frente com a leitura para observar que Deus não coloca as boas obras em desprezo, como se nada valessem, antes, as situa no lugar exato delas, pois têm sua importância dentro da obra do Senhor: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:10).

(2) Efésios 6:10 nos demonstra que somos salvos PARA as boas obras que Deus deseja que façamos como fruto da nossa salvação. Ou seja, as boas obras são um caminho que todo crente salvo deve percorrer, pois são o caminho que “Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:10).

Esses dois textos situam de forma clara o papel das obras no plano de Deus para a vida do ser humano. Isso está totalmente em acordo com os ensinos de Cristo, que demonstrou que Seus servos seriam reconhecidos pelos bons frutos que produziriam: “Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus” (Mateus 7:17).

Mas por que os que produzem más obras não herdarão o reino de Deus?

(3) Caminhando em nosso estudo, encontramos textos como o de Gálatas 5:21: “invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam”.

Agora, sabedores de todo o contexto que já estudamos, podemos observar que Paulo mostra o tipo de “fruto” que não cabe na vida de um verdadeiro servo de Deus.

Ora, como alguém que mantém conscientemente atitudes como essas citadas em Gálatas 5:19-21 pode ser verdadeiramente salvo? Esse é o ponto aqui! Paulo não está dizendo que o “não fazer” essas coisas irá salvar essas pessoas, mas sim que o fato dessas obras más estarem presentes na vida dessas pessoas indica que elas não são verdadeiramente servas de Cristo, ou seja, salvas. E não sendo salvas não estão aptas para estar no céu com o Senhor.

(4) As boas obras, então, são um indicativo que mostra algo de diferente na vida de alguém. É claro que não estamos falando aqui somente de boas obras exteriores, mas também das interiores, aquelas que só Deus pode ver.

Sendo assim, o papel das boas obras é muito importante na vida de um crente, são frutos abençoados que apresentamos a Deus e que demonstram a nossa mudança de vida e obediência a Ele.

Não nos salvam, mas mostram a nossa salvação realizada em nós pelo Senhor! Como alguém bem disse, somos salvos PARA boas obras e não PELAS boas obras!

Pb. André Sanchez

Pb. João Placoná

Visitar o túmulo de entes queridos é correto?

cemitério

Sabemos que quando uma pessoa morre seu destino eterno é selado. Não cabe a nós ficarmos debatendo se uma pessoa foi salva ou não. Isso é papel do soberano juiz, Deus (Hebreus 9:27).

Sendo assim, podemos definir que visitar túmulos com qualquer objetivo de orar em favor do morto ou de tentar de alguma forma interceder por ele e seu destino eterno, é algo que vai contra o ensino bíblico.

A prática de oração por mortos vem da tradição católica e é pautada na tradição (dogmas) e em livros apócrifos como o livro de Macabeus (que nem nós e nem os judeus reconhecem como sendo inspirados).

Mas, sabemos que a Bíblia é clara quando nos ensina que a morte sela nosso destino eterno e que os vivos não podem fazer nada pelos que já morreram: “Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo…” (Hebreus 9:27). Sendo assim, visitar túmulos com esse tipo de objetivo não é correto biblicamente.

Também considero errada a prática muito realizada no dia de finados, que é a de visitar túmulos com o objetivo de agradecer mortos por graças alcançadas ou mesmo fazer-lhes promessas como se pudessem de alguma forma realizar algo pelo vivos.

Esse tipo de visita aos túmulos também é contrária ao que a Bíblia nos ensina: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2:5).

Não há mediadores entre nós e Deus além de Jesus. Ele é o único.

Esclarecidas essas formas erradas mais comuns de lidar com os que já morreram, creio que podemos encontrar visitas aos túmulos que não considero que firam qualquer ponto da palavra de Deus: Quando alguém visita um túmulo de um ente querido com o fim de deixá-lo cuidado, limpo, bem apresentável, não comete pecado. Cuidar do lugar onde foi enterrado nosso ente querido é uma prática digna e que honra a memória do falecido. Não há mal em fazer isso.

Ir a um túmulo com o objetivo de reflexão também não é errado. Muitas vezes o falecido deixou um grande legado. Ir até aquele local para reflexão sobre a própria vida, sobre os ensinos, sobre como anda nossa própria vida também não vai contra a palavra de Deus.

Dentro desse ponto, ainda creio que ir até o túmulo de um ente querido como uma forma de satisfazer o sentimento de saudade também não fere princípios da Palavra do Senhor. É uma forma saudável de lidar com a perda, com a dor do luto.

Sendo assim, é preciso haver equilíbrio a respeito de como tratamos a morte.

A Bíblia nos dá instruções claras sobre o que é incorreto fazer com relação aos que já morreram (orar por eles, buscar bênçãos através deles, mediação ou proteção deles), mas não nos proíbe de cuidar do local onde foram enterrados e nem de sentirmos saudades e refletirmos a respeito dos ensinos e da brevidade da vida.

Nesse sentido, visitar o túmulo de entes queridos que já morreram não é pecado. Aliás, todos deveriam fazer isso de vez em quando, como Salomão nos ensinou: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todos os homens; e os vivos que o tomem em consideração” (Eclesiastes 7:2).

Pb. André Sanchez

Pb. João Placoná

domingo, 28 de outubro de 2018

Por que Deus com seu poder não acaba com todos os males do mundo?

culpar a Deus

Essa é uma pergunta que aflige muitas pessoas, quando elas observam os males existentes no mundo e têm um desejo forte de que Deus resolvesse estes males como num passe de mágica.

No entanto, esse pensamento leva a conclusões erradas a respeito de Deus e da forma como Ele criou as coisas. Vejamos:

(1) Somos muito propensos a querer soluções mágicas para as coisas, não é verdade? Como seria bom se não precisássemos estudar, antes, toda a matéria simplesmente entrasse em nossa mente e, de um dia para o outro, soubéssemos de tudo! Como seria bom se não precisássemos trabalhar todos os dias para obter o nosso sustento, antes, ele chegasse a nós com o mínimo esforço! Como seria bom se Deus resolvesse todos os meus problemas (e os do mundo) e eu pudesse apenas curtir aquilo que eu gosto da vida.

O grande problema desses desejos é que eles ignoram que cada coisa tem uma forma de ser feita, tem uma ordem natural, tem uma organização determinada por Deus. É por isso que aprendemos sempre aos poucos, é por isso que temos problemas que nos ajudam a crescer, é por isso que nascemos crianças e bem devagar viramos adultos. Deus estabeleceu ordem para as coisas. E isso é algo bom, pois toda a criação de Deus é boa. A vida é forjada em um ritmo diferente do que queremos, mas é assim que as coisas foram feitas para ser.

(2) Muitos questionam, por exemplo, por que Deus não acaba com a fome no mundo? Quando dizem isso estão, na realidade, querendo transferir para Deus a responsabilidade que Deus deu a nós. A minha pergunta é: na ordem natural criada por Deus, existem condições dadas por Ele e alimentos suficientes no mundo para alimentar todas as pessoas da terra? A resposta é sim!

Mas porque tem gente que ainda passa fome? Simples: nós não fazemos o que devemos fazer. O governo não faz o que deve fazer. Desperdiçamos comida. Somos egoístas. Produtores jogam alimento fora porque eles não têm beleza suficiente para estar nas prateleiras. Governos colocam altos impostos nos alimentos e eles ficam cada vez mais caros. O mercado quer lucrar cada vez mais e os alimentos ficam cada vez mais longe da mesa dos mais pobres! Nós deixamos alimentos estragarem dentro de nossas geladeiras ao invés de os dar a um necessitado. Esses são só exemplos que mostram que Deus nos proveu do necessário, porém, o homem com seu egoísmo e sua distância de Deus não usa a provisão de Deus da forma correta e, claro, depois coloca a culpa em Deus.

(3) Por que Deus não acaba com as guerras? Os mesmos que perguntam porque Deus não acaba com as guerras amaldiçoam pessoas, odeiam seus semelhantes, guerreiam em seu dia a dia. Nós é que não acabamos com a guerra. Se todos os homens resolvessem hoje que iriam dialogar, que iriam sentar e resolver seus conflitos, que iriam valorizar mais a vida do que os interesses financeiros, que iriam respeitar as escolhas de cada um e cada um iria se comprometer a fazer escolhas com base no amor ao próximo, porventura, não se acabariam (ou diminuiria muito) as guerras?

Por que Deus teria a responsabilidade de resolver algo que está ao nosso alcance? Essa responsabilidade é dele ou é nossa? Deus, porventura, não nos deu em sua Palavra orientações de como vivermos pacificamente neste mundo?

O nosso pecado dá vazão a tantos maus desígnios que nós mesmos sofremos por eles e fazemos outras pessoas também sofrerem. Guerreamos com palavras, com violência ou de outras formas que achamos. E isso não é culpa de Deus!

(4) Por que não aproveitamos as condições que Deus nos deu e resolvemos os males? Por que não convertemos o nosso coração passando a amar o próximo como a nós mesmos? Por que os governos não gastam menos com guerras e usam esse dinheiro para socorrer os menos abastados? Por que não damos uma roupa que está sem uso há anos em nosso guarda-roupas a alguém que não tem o que vestir e passa frio? Por que não separamos um pouco do que nos sobra para socorrer alguém que está numa fase difícil da vida passando por problemas? Por que não denunciamos criminosos que estão debaixo do nosso nariz cometendo crimes? Por que não cuidamos dos nossos idosos ao invés de os entulhamos em asilos? Por quê? Será que não fazemos todas essas coisas porque Deus não quer ou porque nós não queremos? Será que é Deus que não resolve os males ou somos nós seres humanos que não temos tido essa disposição, já que temos as ferramentas para fazê-lo?

Eu sozinho não posso acabar com todos os problemas do mundo, mas posso abençoar pessoas dentro da minha casa, em minha escola, em meu bairro, em minha cidade, enfim, pessoas que estão ao meu alcance e possibilidades.

Se todos fizessem isso o mundo já seria diferente! Podemos acabar com muitos males que acontecem debaixo de nosso nariz! Basta querer.

(5) Nós temos todas as condições de resolver muitos dos males que acontecem. Mas não o fazemos! Mas Deus está ciente de tudo isso e já escolheu um dia em que Ele irá pôr fim a nossa maldade, a nossa falta de compromisso com o bem e transformará todas as coisas com a sua justiça implacável. Deus corrigirá aquilo em que nós falhamos. Ele fará justiça, colocará ordem, perdoará arrependidos e transformará a situação dos afligidos: “Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2 Pedro 3:13).

Pb. André Sanchez

Pb. João Placoná

sábado, 29 de setembro de 2018

5 princípios bíblicos para vencer a crise financeira

crise financeira

Nosso país passa por um momento difícil. Talvez você também esteja passando um difícil momento de crise, passando por um grande deserto na área financeira.

O fato é que reclamar do governo, do chefe, do trabalho, etc., não irá resolver a situação. Desanimar também não está entre as coisas que resolve crises!

Quando estamos em alguma crise o que precisamos fazer é achar caminhos para solucionar essa situação difícil. E é aqui que entram várias orientações da Bíblia Sagrada que nos ajudam a enfrentar esses momentos duros de crise e os superarmos! Vamos superar isso juntos?

(1) Calcule o tamanho da sua crise

Quando passamos por momentos de crise financeira caímos no erro de não querer saber o tamanho de nossa crise.

Muitos vão deixando as coisas rolarem, vão vivendo a vida da mesma forma, sem saber exatamente o tamanho da crise em que está vivendo, pois acham que não sabendo o tamanho dos rombos viverão melhor.

Jesus nos ensinou algo interessante: “Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?” (Lucas 14:28).

O princípio ensinado aqui por Jesus é o da organização. Você sabe quanto está gastando por mês? Sabe onde está indo seu dinheiro? Saberia dizer onde poderia fazer cortes para diminuir os gastos?

Comece a vencer a crise calculando o tamanho dela em sua vida e família. Não tenha medo dos números! Às vezes eles não serão tão positivos, mas eles te ajudarão a enxergar o que é necessário fazer para sair da crise. Faça como Jesus orientou: “Assente-se” e pense na sua crise, calcule-a em números reais.

(2) Ajuste seu padrão de vida

No verso que lemos de Lucas 14:28, além de Jesus ensinar sobre se assentar e calcular as coisas, observamos que Jesus também ensina que é preciso “verificar se tem os meios para a concluir…”.

Momentos de crise exigem atitudes firmes. Não vai adiantar querer continuar vivendo o mesmo padrão de vida de antes. É preciso avaliar cada coisa e verificar os cortes e adaptações necessárias. Lembro-me que passei por uma grave crise financeira logo após meu casamento. Esse princípio me ajudou muito a me assentar com minha esposa e decidirmos juntos o que fazer. Tivemos de reduzir a quantidade de jantares fora de casa, cortamos a compra de roupas novas por um bom tempo, nos policiamos para diminuir as contas de consumo (água, luz, telefone) e planejamos formas de aumentar os nossos ganhos através de cursos e estudo. Saímos da crise com ajustes importantes.

(3) Não se deixe contaminar pelas más notícias

Você liga a tevê e só vê notícias de crise. O que acontece? Você acaba se contaminando com as más notícias. Fica desanimado, com medo, com temor de ser mais ousado em seu trabalho e em suas decisões. Ser contaminado pelas más notícias é a pior coisa que você pode deixar que aconteça com você.

Considere as más notícias para fazer suas avaliações, mas não deixe que elas paralisem a sua vida. A Bíblia nos traz essa importante lição: “Não se atemoriza de más notícias; o seu coração é firme, confiante no SENHOR” (Salmos 112:7).

A pessoa confiante é mais forte, mas firme em seu trabalho, mais positiva e, por todas essas coisas, consegue enfrentar e vencer as crises com muito mais ousadia do que aqueles que se entregam as desanimo. Não se atemorize, não deixe o medo te paralisar.

(4) Não fique paralisado pela falta de ação

Alguns, diante da crise, preferem a posição de paralisia. Ficam esperando enquanto suas situações pioram cada vez mais. A Bíblia nos orienta o contrário disso: “O preguiçoso deseja e nada tem, mas a alma dos diligentes se farta” (Provérbios 13:4).

Se você está enfrentando uma crise financeira, saia da paralisia. Pergunte a si mesmo: o que posso fazer para vencer isso? Fazer bicos? Estudar mais? Buscar um novo trabalho? Abrir meu próprio negócio? Buscar crescer dentro da empresa? Procurar emprego em outras áreas?

As possibilidades são muitas para quem quer vencer! Mas somente existe vitória onde existe ação, por isso, aja!

Quem se entrega à paralisia não vencerá a crise, será engolido por ela. Enquanto isso, aquele que é diligente (pessoa esforçada), se fartará, pois conseguirá com a bênção de Deus e com a força de seu trabalho e disposição, vencer a crise muito mais rápido do que aqueles que estão paralisados, se é que estes irão vencer, pois a paralisia só traz derrotas.

(5) Não enfrente as suas crises sozinho

Sozinhos somos sempre mais fracos! A Bíblia nos ensina um princípio extremamente poderoso: “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante” (Eclesiastes 4:9-10).

A crise costuma nos trazer vergonha. Ficar sem emprego, sem dinheiro, vendo a família passando necessidades. Isso é muito doloroso!

Por isso, não enfrente tudo isso sozinho. Se você é casado, chame sua esposa para enfrentar a batalha junto contigo. Que tal começar a orar juntos e a buscar alternativas? Que tal um animar o outro? Que tal os dois compartilharem um plano para vencer essa crise e trabalharem unidos?

A Bíblia ensina com muito poder que é melhor quando enfrentamos as coisas com parcerias! Se tiver filhos chame-os para lutar essa guerra com você! Imagine duas, três ou mais pessoas lutando juntas para vencer a crise? Bem melhor do que enfrentar tudo sozinho, concorda?

“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”. Salmos 30: 5b

Tenha fé e persevere. Nunca se esqueça de que mesmo que o seu choro dure uma noite, e ainda que essa noite seja longa, em breve Deus fará nascer um novo dia.

Pb. André Sanchez

Pb. João Placoná

domingo, 2 de setembro de 2018

A Voz do povo… Não é a voz de Deus

a voz do povo

O tão conhecido ditado popular “a voz do povo é a voz de Deus”, que muita gente aceita como verdade, não têm qualquer respaldo na Bíblia. 

A voz do povo abrange um monte de coisas, tanto pequenas – quando eu era garoto, dizia-se ser perigoso comer manga com leite -, como muito importantes – por exemplo, “quem tem padrinho não morre pagão”, caracterizando que a ajuda de familiares e amigos é quase sempre imprescindível.

A voz de Deus chega até nós de diferentes formas. Em primeiro lugar, através da Bíblia, que é a sua Palavra. Mas também chega através de profetas, pessoas especialmente escolhidas por Deus para transmitir sua vontade.

Finalmente, há casos também onde Deus falou ao povo diretamente – por exemplo, quando Jesus foi batizado, ouviu-se uma voz vinda do céu dizendo que ali estava Seu filho amado (Lucas capítulo 3, versículos 21 e 22).

Levando tudo isso em conta, é possível que a voz de Deus seja igual à voz do povo? Sim, é possível. Por exemplo, a Bíblia descreve a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, no Domingo de Ramos. E o povo saiu atrás d´Ele, cantando e clamando “salva-nos” (Hosana em hebraico).

Os fariseus estranharam e pediram que Jesus repreendesse as pessoas, para que elas se calassem. E Ele lhes respondeu, dizendo: “se eles se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lucas capítulo 19, versículos 37 a 40). 

É interessante perceber que, nessa oportunidade, o povo falou a vontade de Deus mesmo sem entender bem quem a missão de Jesus – os judeus esperavam outro tipo de Messias, alguém que viria libertá-los do jugo dos romanos.

Portanto, é possível sim que a voz do povo seja igual à voz de Deus. Mas isso acontece raramente e por várias razões. Primeiro, porque a voz do povo costuma conter erros – como no exemplo de evitar comer manga com leite.

Frequentemente ela é simplesmente a voz da ignorância ou do medo, como quando os judeus clamaram para que Jesus Cristo fosse crucificado e um bandido, Barrabás, fosse solto (Lucas capítulo 23, versículos 13 a 25).  

A voz do povo é imperfeita porque é simplesmente o resultado da soma do que cada um(a) de nós, seres imperfeitos, acredita.

Assim, produz verdades, é fato, mas também muitas mentiras. E tanto contribui para o progresso da sociedade como para seu atraso.

Já a voz de Deus é sempre perfeita, amorosa e só fala a verdade. Portanto, frequentemente é diferente da voz do povo. As duas vozes até podem se aproximar ocasionalmente, mas na maioria das vezes andam bem distantes.

A Bíblia ensina que não devemos nos preocupar muito com a voz do povo, ou seja com as opiniões das pessoas que nos cercam, com o clamor das ruas ou com as manchetes na mídia. Precisamos sim prestar atenção na voz de Deus, naquilo que a Bíblia ensina e Ele espera que venhamos a ouvir.

Quando a voz do povo defende o que é justo, como liberdade e justiça para todo mundo, melhor. Podemos nos juntar a ela sabendo que também estamos seguindo a voz de Deus. Mas quando a voz do povo divergir da voz de Deus, devemos ficar com a segunda, por mais difícil que isso seja.

Procure sempre seguir a voz de Deus e tome cuidado com a voz do povo, pois nem sempre ela é boa conselheira.

Vejamos alguns exemplos:

1.

A VOZ DO POVO:

"TODOS OS CAMINHOS LEVAM A DEUS - TODA RELIGIÃO É BOA"

A VOZ DE DEUS:

A Bíblia mostra que:

Religião não salva

Igreja não salva

Pastor não salva

Evangelista não salva...

SÓ JESUS CRISTO SALVA!

Romanos 1 :16 "Porque não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo o que crê."

João 3:16 "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito (Jesus) para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna".

João 14:6 "Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim,"

CONCLUSÃO:

A função da Religião é religar a Deus - levar ao conhecimento da Verdade, que é Cristo Jesus, nosso Salvador - o único caminho que leva ao Deus verdadeiro.

2.

A VOZ DO POVO:

“EU SOU BOM: NUNCA MATEI NINGUÉM, NEM ROUBEI"

A VOZ DE DEUS:

Marcos 10:18 - Jesus: "Ninguém é bom, senão um só, que é Deus"

Romanos 3:10 "Não há um justo, nenhum sequer"

Jeremias 17:9 "Enganoso é o coração ... e desesperadamente corrupto."

Romanos 3:23 "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". - O pecado faz separação entre o homem e Deus!

I João 1:7 "Mas ... 0 sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo o pecado". Isso nos dá, de novo, acesso ao trono da glória e da graça de Deus - a saber: ao que crê em Jesus!

CONCLUSÃO:

Não é pelo seu mérito, mas pelos méritos de Jesus que você é salvo quando aceita a Jesus como seu Salvador e passa a ter a certeza da vida eterna com Deus. " Quem crê no Filho tem a vida eterna." João 3:36. Se tivesse que ser pelos seus, ou pelos meus méritos, nem esperança poderíamos ter da Salvação!

3.

A VOZ DO POVO:

“AH, MAS eu PRATICO AS BOAS OBRAS"

A VOZ DE DEUS:

11 Timóteo 1:9 ", .. 0 evangelho, segundo o poder de Deus, que nos salvou ... não segundo as nossas obras, mas segundo o seu santo propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus".

Gálatas 2:16 "Sabendo que o homem não é justificado pelas obras ... , mas pela fé em Jesus Cristo .. ,"

Efésios 2:8 "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé e isso não vem de vós; é dom de Deus, Não vem das obras para que ninguém se glorie",

Romanos 2:6-7 "Deus recompensará a cada um segundo as suas obras. Dará a vida eterna aos que, com perseverança em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade,"

Mateus 5:12 Jesus, no Sermão do Monte:

"Regozijai-vos e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus ... "

CONCLUSÃO:

As obras são reflexo daquele que é salvo, e não condição para salvar! No céu, haverá galardão para os salvos que tiverem praticado boas obras, como fruto do amor cristão.

4.

A VOZ DO POVO:

"EU VOLTO EM VÁRIAS VIDAS PARA FAZER O BEM"

A VOZ DE DEUS:

Jó 7:9 ''Tal como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir."

Hebreus 9:27 "Assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo".

I João 1:9 "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça."

Romanos 6:23 "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor."

Romanos 8:1-2 "Agora, pois, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte."

Deuteronômio 18:10-12 "Não haja no teu meio ... nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos. O Senhor abomina todo aquele que faz essas coisas."

Não há citação na Bíblia de voltarmos em várias vidas para fazer o bem. Se isso fosse verdade, o mundo estaria melhorando. E o mundo nunca esteve tão calamitoso!

Jesus disse ao ladrão, na Cruz: "Hoje mesmo, estarás comigo no Paraíso!" (Lucas 23:43) O ladrão fazia o mal e não o bem, mas reconheceu que era pecador, arrependeu-se, pediu perdão à pessoa certa - só Deus pode perdoar pecados - e foi salvo na hora. Jesus é Deus. Ele sempre esteve ao lado do Pai, desde a fundação do mundo - João 1 :1-3.

CONCLUSÃO:

Os evangélicos respeitam e amam os que pensam assim, e oram por eles, mas temos que reconhecer que os versículos acima, e a clara afirmação de Jesus ao ladrão da Cruz, eliminam a hipótese da teoria da reencarnação.

Os que ainda pensam assim, se dizem cristãos, mas a teoria em que se baseiam aboliria por completo a missão de Jesus Cristo na Terra, já que Ele não seria mais o SALVADOR, pois o seu sangue vertido em nosso lugar na Cruz do Calvário já não teria mais valor algum de nos purificar de todo o pecado, de nos salvar da condenação e nos garantir a vida eterna com Deus. Nós mesmos é que teríamos que fazer isso, voltando e voltando até que atingíssemos a perfeição! Diz a Bíblia em Romanos 3:10 que "não há um justo sequer ... a não ser Deus".

Mas, quem pensa assim, também pode aceitar a Jesus como seu Salvador e, então, ter a certeza da salvação e da vida eterna com Deus, passando a ter apenas a Bíblia como sua única regra de fé e de prática.

No último Capítulo da Bíblia, lemos em Apocalipse 22:18 "Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém Ihes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos descritos neste livro",

5.

A VOZ DO POVO:

“EU PASSO PELO PURGATÓRIO E DEPOIS VOU PARA O CÉU"

A VOZ DE DEUS:

Quando Jesus disse ao ladrão na Cruz:

"Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso" (Lucas 23:43) eliminou também a possibilidade da ideia de purgatório, que seria um lugar intermediário entre a morte e a destinação final do homem: céu ou inferno.

Nesse lugar imaginário "purgaríamos" os nossos pecados através da reza, em nosso favor, feita pelos amigos ainda vivos.

Não existe na Bíblia a palavra purgatório, nem nenhuma ideia semelhante. A chamada "doutrina do purgatório" só foi acrescentada pela religião dominante no ano 593 d.C.

O que diz a Bíblia: "Porque vais à casa eterna ... que o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu." Eclesiastes 12:5-7. "Mas a nossa pátria está nos céus, de onde esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo." Filipenses 3:20.

CONCLUSÃO:

Amamos e oramos por aqueles que têm ouvido essa ideia (purgatório) sem fundamento bíblico e que ainda colocam sua esperança em coisas vãs.

Mateus 22:29 "Respondeu-Ihes Jesus:

Errais não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus."

João 8:32 "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."

6.

A VOZ DO POVO:

“COITADO DE JESUS - ELES O MATARAM! E OLHE, SE ELE VOLTASSE, ELES O MATARIAM OUTRA VEZ!"

A VOZ DE DEUS:

JESUS NÃO É COITADO: ELE VEIO PARA MORRER!

João 19:10-11: "Disse-lhe Pilatos: ... Não sabes tu que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar? Respondeu Jesus: nenhum poder terias contra mim, se de cima te não fosse dado".

João 10:17-18 Palavras de Jesus: "Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. (Ressurreição)

Mateus 20:28 "Jesus disse: ... 0 Filho do Homem não veio para ser servido mas para servir e para dar a sua vida em resgate de muitos."

CONCLUSÃO:

Jesus, ele mesmo anunciou que ia morrer para nos permitir a vida eterna com Deus. Ninguém tirou a vida de Jesus: ele mesmo a deu em resgate por muitos, e voltará em glória para buscar os remidos do Senhor. Mateus 24:31-34. I Tessalonicenses 4: 16-17

7.

A VOZ DO POVO:

“VOU PEDIR PERDÃO AO LÍDER DA MINHA IGREJA - ELE VAI ME MANDAR REPETIR UMAS REZAS

E, ASSIM, EU ESTAREI COM AS CONTAS ACERTADAS COM DEUS"

A VOZ DE DEUS:

A Bíblia diz que é Deus quem pode perdoar pecados.

Daniel 9:9 "Ao Senhor nosso Deus pertence a misericórdia e o perdão".

Deus ouve a nossa oração e nos perdoa:

II Crônicas, 7:12-14 "De noite apareceu o Senhor a Salomão e lhe disse: ouvi a tua oração ... Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra."

CONCLUSÃO:

Deus quer que você se converta dos seus maus caminhos.

Você precisa é mudar de vida, e não apenas repetir "rezas" e continuar no erro. Sozinho, você não consegue. Então, humilhe-se, ore com suas próprias palavras e peça a Deus, que Ele "ouvirá do céu" e lhe dará poder e unção para vencer aquele pecado gostoso e difícil de largar.

Provérbios 28:13 "Aquele que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa encontrará misericórdia".

8.

A VOZ DO POVO:

“ENTÃO EU VOU PEDIR PARA O MEU SANTO"

A VOZ DE DEUS:

I Pedro, 1:16 " ... porque escrito está: Sede santos porque eu sou santo!" Você é que tem que ser santo!

Êxodo, 20:4-5 - (Um dos 10 Mandamentos da Lei de Deus - as tábuas da Lei, dadas ao povo de Deus através de Moisés): "Não farás para ti imagens de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas embaixo da terra. Não te encurvarás a elas, nem as servirás, pois eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso ... "

I Timóteo, 2: 5 " ... Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo".

CONCLUSÃO:

Santo, quer dizer separado para o serviço de Deus.

São vidas preciosas que nos inspiram. São exemplos.

Mas nenhum santo deseja, nem pode, tomar o lugar de Jesus, que é o único mediador entre Deus e o homem. O Seu sangue, vertido na cruz do Calvário, é que nos dá acesso ao trono da graça de Deus.

Romanos 8:34 "Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressurgiu dentre os mortos, o qual está à direita de Deus e intercede por nós." Jesus disse a Pedro, antes mesmo que ele negasse a Jesus: "Eu, porém, roguei por ti." Lucas 22:32.

É Cristo quem intercede por nós junto a Deus Pai.

Só Jesus faz isso. Jesus é Deus vivo - o SALVADOR!

9.

A VOZ DO POVO:

“AH, MAS TODOS SÃO FILHOS DE DEUS!"

A VOZ DE DEUS:

João, 1:10-12" (Jesus - o Verbo) estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu e os seus não o receberam. Mas a todos quantos o receberam, deu-Ihes o poder de serem feitos filhos de Deus: a saber, aos que creram no seu nome".

Marcos 16:15 Jesus: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura."

CONCLUSÃO:

Todos são CRIATURAS DE DEUS e os que recebem a Jesus, e creem n'Ele como seu Salvador, estes, sim, são filhos de Deus!

O mais importante é que Jesus não ficou pendido na cruz, vencido pela morte, como alguns ainda preferem vê-la. Na verdade, Jesus venceu a morte: ressuscitou ao terceiro dia e, no dia do Juízo Final, será o nosso Advogado: de todo aquele que nele crê. Mateus 28:1-10; João 3:16; I Coríntios 15:1-7; I João 2:1; Romanos 8:33-37.

10.

QUANDO A VOZ DO POVO SE MANIFESTOU, FOI PARA PEDIR A PILATOS QUE CRUCIFICASSE JESUS E SOLTASSE BARRABÁS! Mateus 27:21e 22

BEM, SE A VOZ DO POVO, DEFINITIVAMENTE, NÃO É A VOZ DE DEUS, O QUE FAZER?

APEGAR-SE A DEUS, E LER A SUA PALAVRA - A BíBLIA SAGRADA.

I Timóteo 2:3-5 "Pois isso é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos se salvem, e venham ao conhecimento da verdade."

Atos 4:4 "Muitos dos que ouviram a palavra a aceitaram." Mas, nem todas as pessoas aceitam a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal e, por isso, não são salvas.

João 3:17-18 "Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus. A condenação é esta: a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz."

Josué 24:15 "escolhei hoje a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais ... porém, eu e a minha casa serviremos ao Senhor".

QUAL A ESCOLHA QUE VOCÊ FAZ HOJE? VOCÊ FICA COM A VOZ DE DEUS, OU COM AS CRENDICES POPULARES?

Você quer fazer um deus segundo a sua própria semelhança (um deus que seja de acordo com o seu gosto pessoal) ou você aceita o Deus da Bíblia - criador de todas as coisas, que criou você para ser feliz, a despeito das adversidades?

A Bíblia é o "MANUAL DO PROPRIETÁRIO". Quando você compra um automóvel, ele vem com o manual escrito pelo fabricante, que conhece o carro por dentro, e sabe tudo o que precisa ser feito para obter o melhor proveito daquela máquina.

Deus conhece você por dentro. Ele quer que você tenha o melhor proveito da sua vida aqui, e deseja lhe dar a vida eterna com Deus.

AGORA É JESUS QUEM FALA:

Apocalipse, 3:20 "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei e ele comigo".

VOCÊ PODE FALAR COM DEUS: ELE OUVE A NOSSA ORAÇÃO!

Êxodo 3:7-8 "Disse ainda o Senhor: Certamente vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento; por isso desci a fim de Iivrá-Io ... " Deus vê o que está acontecendo, ouve a nossa oração, sabe tudo, e, como é um Deus vivo, interfere: desce para livrar-nos e mudar a nossa história!

Muito antes de haver telefone e celular, Deus sempre ouviu as orações. O "telefone" de Deus nunca está ocupado. Sempre "dá linha" na hora.

João 15:16 Disse Jesus ... "tudo quanto pedirdes ao meu Pai em meu nome, Ele vos concederá." " ... aquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, segundo o seu poder em glória que em nós atua." Efésios 3:20

Romanos 10:9 "Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo."

POR QUE NÃO FALAR COM DEUS AGORA?

Então, ore ao Senhor nosso Deus, dizendo algo assim:

ORE A DEUS, AGRADECIDO PELA SUA SALVAÇÃO

Senhor, meu Deus e Pai. Eu reconheço que tenho estado um tanto longe de ti mas, ouvindo agora a Tua Palavra, que é a Bíblia Sagrada, percebo que os pecados que todos têm, e eu também tenho, é que me deixam longe de Ti. Peço perdão pelos meus pecados, em nome de Jesus, que morreu por mim na Cruz para purificar-me de todo o pecado, desde que eu o aceite. Quero ter a certeza da salvação e de que passarei a eternidade no céu, contigo. Por isso, abro meu coração para receber a Jesus Cristo como meu único e suficiente Salvador e Senhor. Abençoa-me com a Tua presença constante em mim, que é o Espírito Santo. Oro a ti, Senhor meu Deus, em nome e pelos méritos de Jesus. Obrigado, Senhor. Amém.

Lucas 15:10 Jesus: "Assim vos digo que há grande alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende". O Senhor seja louvado por "tão grande salvação". Hebreus 2:3

I João 5:12-13 "Quem tem o Filho tem a vida, quem não tem o Filho não tem a vida. Estas coisas vos escrevi para que saibais que tendes a vida eterna, a vós que credes no nome do Filho de Deus."

João 5:24 Jesus: "Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida."

SUGESTÃO FINAL

Agora que você é salvo, haverá mudanças em sua vida: " ... se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." II Coríntios 5:17

Para começar essa nova vida com Jesus, será importante que você dedique um tempo diário à leitura da Bíblia. Sugiro que comece lendo o Evangelho segundo JOAO, que é o 4°. Livro do Novo Testamento.

Para edificar espiritualmente sua vida, será importante frequentar uma Igreja que siga fielmente a Palavra de Deus e na qual você se sinta bem.

Alguns pensam que existe uma única "religião oficial", mas é Pedro mesmo quem reconhece e afirma que Jesus é que é a pedra angular sobre a qual a Igreja foi edificada: I Pedro 2:5-7 ; Atos 4:8-12 e Paulo aos Efésios 2:20-21; Colossenses 1 :18.

Disse Jesus: "edificarei a minha Igreja" Mateus 16:18. A Igreja é de Jesus. Pertence a Ele!

Em uma Igreja Evangélica, você poderá frequentar, grátis, a Escola Bíblica Dominical e crescer no conhecimento da Palavra e na graça e na misericórdia de Deus. Ali, você encontrará também outros irmãos em Cristo, com os quais poderá compartilhar suas dúvidas, vendo de perto como essas vidas têm sido transformadas pelo amor e pelo poder de Deus.

Vinicius Moura

Fausto Rocha

Pb. João Placoná